“A Nova Ditadura: O Regime da Cleptocracia”

Por Jorge Bento

 

 

O caso do Banco Espírito Santo tem o mérito de pôr completamente a nu o regime que vigora em Portugal. É exatamente igual ao que se apoderou de todo o mundo. A atual versão da democracia chama-se ‘cleptocracia’.

A generalidade dos cidadãos tem perfeita consciência e suficiente conhecimento disso, mas está conformada à situação. Prima pela indiferença e pela falta de uma reação que acabe com a vergonha.

Estamos mais mortos do que no tempo do Estado Novo. Naquela era estávamos vivos, a tal ponto que obrigávamos os sacripantas a cuidar das aparências. Agora eles não têm essa necessidade. O mal dá-se ao luxo de se apresentar às escâncaras e de se rir, com gargalhadas estridentes e a bandeiras despregadas, na nossa cara. Ou seja, hoje, os cidadãos consentem que o mal ande por aí com total transparência, à vista de quem não se recusar a vê-lo.

Vivemos numa ditadura, repito, numa ditadura, que não se rala absolutamente nada por exibir disfarces esfarrapados de democracia. É como se nos tivéssemos habituado a uma comida envenenada, que não mata de uma vez, mas vai-nos matando silenciosa e sorrateiramente por dentro, na nossa dignidade e identidade.

Já o disse noutras ocasiões, os intelectuais e os académicos são corresponsáveis pela cleptocracia reinante. São coniventes com esta imundície que lhes chega ao pescoço, sem denotarem repelência pelo ar fétido que exala da cloaca em que tudo isto se tornou.

Afinal, nas Business Schools, Faculdades, Escolas e Institutos de economia, de gestão, de marketing e afins ensina-se o quê? A estabelecer negócios sérios ou artimanhas, métodos e procedimentos para incentivar a ‘criar’ negócios e ‘empreendedores’ sujos, desprovidos de escrúpulos e de inibições cívicas? E nas Faculdades de Direito, ensina-se a respeitar a legalidade e a ética ou forjam-se figurões, competências e habilidades para as driblar?

E aos comentadores e jornalistas, não lhes causa qualquer inquietude o facto de se prestarem a desempenhar o ‘papel’ de aldrabões e trampolineiros? Com que então o Banco de Portugal tem cumprido bem – e até de modo exemplar! – a função de regulador e disciplinador do sistema bancário? Está-se mesmo a ver, não está?! Como classificar um léxico e uma terminologia (e os seus utentes) que, em vez de esclarecer, servem para instalar a mistificação e confundir o cidadão?

Alguém, com um mínimo de inteligência, acredita que se pode ser Presidente do Banco de Portugal ou da CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, sem estar mais ou menos integrado no sistema bancário e no setor financeiro? Poderá chegar a qualquer um dos cargos uma criatura que enfrente a desconfiança ou a oposição dessas confrarias? Sim ou não?

Regular e disciplinar o sistema bancário e o mercado financeiro será ir, de vez em quando, à Assembleia da República, fazer declarações, aparentemente condenatórias, mas não impeditivas da prática contumaz de fraudes, umas atrás das outras?

Que nome podemos dar a esta democracia do ‘faz de conta’ se não o de cleptocracia, consentida e oleada, de cima a baixo, pelos diferentes poderes? Aplica-se ou não a eles esta passagem – Se gritar: pega ladrão, não fica um, meu irmão!) – de uma conhecida canção brasileira?

Sentem os portugueses repugnância e revolta contra este roubo organizado? Não, não dão sinais que apontem nessa direção. Deixaram-se anestesiar, pouco a pouco, para irem morrendo lentamente sem o mínimo sintoma de dor moral. Não têm desculpa, nem podem esperar compreensão ou perdão. Vão legar aos vindouros uma memória de desdoiro e condenação.

 

Aferição final

Por Jarbas Junior*

Jarbas Junior*

Chega-se a uma certa idade
que a vida passa a credora.
Quer de volta o que nos deu.

Não se trata de contabilidade.
É a lei do retorno cobradora:
que não tira de quem perdeu.

Amigos e parentes queridos,
os nossos tesouros afetivos
o jazigo confisca inexorável.

Só o patrimônio dos bens idos
para o bem, não são taxativos.
É fortuna do ser inseparável.
*Professor e Escritor                                  

Três livros, duas guerras mundiais

Por Pedro Justino Alves

Três livros, duas guerras mundiais

Nas comemorações do centenário da I Guerra Mundial, dois livros lançados recentemente merecem a atenção dos leitores, mesmo em férias: «O Gatilho – No rasto do assassino que levou o mundo para a guerra» e «Impérios em Guerra, 1911-1923». Já sobre a II Guerra Mundial, é essencial compreender as SS. Para isso, é necessário ler «A Verdadeira História das SS – A origem, a organização e os responsáveis pelos piores crimes da História da Humanidade».

Conhecido mundialmente devido ao livro «Rio de Sangue», um cruel retrato do Congo, Tim Butcher, um dos mais conceituados jornalistas da atualidade, está de regresso com «O Gatilho – No rasto do assassino que levou o mundo para a guerra». A edição é novamente da Bertrand, que também já editou do mesmo autor «À Caça do Diabo».
Devido ao centenário da I Guerra Mundial, Butcher resolveu ir atrás da história de Gavrilo Princip, o autor dos disparos que matou o arquiduque Francisco Fernando, o responsável pelo início da primeira catástrofe do século XX.
A verdade é que o nome de Gavrilo Princip aparece em muitos livros, mas poucos revelam quem é o homem por detrás do nome. Ou seja, estamos perante um livro ambicioso, já que parte do individual para explicar o coletivo.
Butcher percorre praticamente toda a vida de Princip, desde a sua infância até aos seus fulcrais passos em Sarajevo. O autor fala com uma infinidade de pessoas, inclusive com membros sobreviventes do clã Princip, que não escondem as suas raízes rurais. São precisamente essas raízes rurais, de uma pobreza extrema, que fizeram com que o jovem deixasse a sua terra natal; foi precisamente nessas raízes rurais que o “ódio” a Casa dos Habsburgo começou.
Jornalista durante a Guerra da Bósnia, Butcher consegue com mestria conciliar o passado com o seu presente, um presente onde não falta por exemplo o grupo de música Franz Ferdinand, num dos momentos mais hilariantes do livro.
O autor demonstra portanto uma tenacidade invulgar na investigação sobre a vida de Princip (apresenta, por exemplo, o seu boletim escolar), ao mesmo tempo que apresenta uma escrita tensa, o que torna a sua leitura bastante gratificante, principalmente porque demonstra como a consciência política evoluiu sobre o protagonista, consciência política que acabou por ser fundamental no desfecho da sua vida. Mas também na de milhões…

Outro livro fundamental é «Impérios em Guerra, 1911-1923», organização de Robert Gerwart e Erez Manela, obra que apresenta 16 artigos de reputados historiadores que trazem uma nova perspetiva sobre o conflito, além de conter um capítulo escrito por Filipe Ribeiro de Meneses sobre «O Império Português», autor de «Salazar, uma biografia política». Resumidamente, os autores procuram demonstrar que a I Guerra Mundial não começou em 1914 e muito menos terminou em 1918. Aliás, os organizadores deste livro editado pela D. Quixote defendem por exemplo que o conflito bélico terminou precisamente em 1923, com o Tratado de Lausanne, tratado de paz que estabeleceu as fronteiras da Turquia moderna.
Portanto, estamos perante 16 ensaios fundamentais para entender o período que agora “supostamente” comemora o seu centenário. A lista dos historiadores presentes é realmente invulgar em livros do género, o que só enriquece o conteúdo de «Impérios em Guerra, 1911-1923», que dificilmente não é já hoje uma das referências no meio, muito devido a diversidade de opiniões que apresenta, oferecendo ao leitor uma visão bastante abrangente do período temporal em causa. Em relação ao capítulo escrito por Ribeiro de Meneses, o historiador sustenta que a I Guerra Mundial foi uma catástrofe para o nosso país, já que dificultou ainda mais as contas de Portugal, que procurava acima de tudo manter as suas colónias, embora sem fundos. Após a Alemanha, em 1916, declarar a guerra a Portugal, tudo ficou ainda pior. Ribeiro Meneses apresenta ao longo de cerca de 30 páginas uma visão bastante fatual de um período fulcral na história nacional, embora algo renegado por muitos devido ao Salazarismo.

Por último, e uns anos depois, nota para «A Verdadeira História das SS – A origem, a organização e os responsáveis pelos piores crimes da História da Humanidade», de Adrian Weale e editado pelo Clube do Autor. A obra procura revelar os diferentes grupos dentro da organização como um todo. Apesar de ser um tema bastante pesquisado, a verdade é que o historiador britânico apresenta uma nova perspetiva, principalmente por revelar as várias composições da SS, além dos jogos políticos no seu seio, histórias muitas delas desconhecidas até hoje. Weale expõe um trabalho profundo e desvenda os principais nomes das SS, mas também os secundários, que acabam por ser fundamentais na sua existência. Ao mesmo tempo, o autor dá-nos um olhar abrangente da II Guerra Mundial, principalmente o antes e o durante do conflito. Ou seja, o historiador consegue oferecer aos interessados sobre o assunto uma espécie de compêndio de outros materiais que encontramos no mercado. Aliás, Weale não tem medo de criticar alguns estudos anteriores, chegando mesmo a desmistificar alguns conceitos já instalados na mente popular (por exemplo, não concorda que a Waffen SS, uma das ramificações da SS, era uma elite militar). Um livro que merece o olhar dos curiosos pelo tema.

Fonte: Diário Digital

Orlando Bloom dá soco em Justin Bieber, multidão aplaude

Orlando Bloom dá soco em Justin Bieber, multidão aplaude

O ator Orlando Bloom desferiu um soco sobre o cantor Justin Bieber num restaurante esta quarta-feira, numa altura em que o estabelecimento em Ibiza estava apinhado de celebridades, incluindo Paris Hilton e Diddy.

De acordo com o TMZ, Bieber acabou por abandonar o restaurante Cipriani, motivando um aplauso dos presentes.

Em causa terá estado um comentário do cantor canadiano sobre a supermodelo e ex-companheira de Bloom, Miranda Kerr, o que não caiu bem junto do protagonista de «Piratas das Caraíbas», segundo testemunhas oculares.

Bieber terá insinuado que já fez sexo com a estrela da Victoria´s Secret.

No entanto, de acordo com outros testemunhos a que o site teve acesso, a discussão terá começado quando Orlando ia a cumprimentar o cantor, que lhe terá negado o aperto de mão e deixou-o «pendurado».

Recorde-se que Miranda Kerr, na altura mulher de Bloom, esteve numa festa em 2012 com o intérprete de «Baby», ao passo que em Abril deste ano, Orlando foi visto com a «namorada intermitente» de Bieber, Selena Gomez.

Fonte: Diário Digital

 

Jovem de 15 anos cria aparelho que ajuda cegos a identificarem cores

Jovem de 15 anos cria aparelho que ajuda cegos a identificarem cores

Matías Apablaza, de 15 anos, é um estudante do terceiro ano do Instituto Tecnológico del Comahue, da cidade de Neuquén, na Patagónia. Mas, ele não é um estudante comum.

O jovem ganhou a primeira edição argentina do concurso da Feira de Ciência do Google graças à sua preocupação com as dificuldades que pessoas cegas têm para identificar cores.

Na tentativa de ajudar, Apablaza, que aprendeu a programar por conta própria vendo vídeos na Internet desde os 9 anos de idade, começou a desenvolver um dispositivo barato, portátil e pequeno que converte a cor (um conceito abstracto) em sons associados que os representam.

Fonte: Diário Digital