8º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe começa no Rio

 

O Rio de Janeiro acolhe o 8º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe. O evento, que permitirá a troca de experiência entre diretores de diversas nacionalidades e visa a resgatar a presença do negro no cinema nacional e internacional.

 

Rio de Janeiro - O Rio de Janeiro acolhe, desde quarta-feira (27), o 8º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe. O evento, que permitirá a troca de experiência entre diretores de diversas nacionalidades e visa a resgatar a presença do negro no cinema nacional e internacional.

A abertura foi no Cine Odeon, na Cinelândia, com a exibição do filme Morbayassa, do guineense Cheick Fantamady Camara. As sessões ocorrem também na Biblioteca Parque e no museu de Arte do Rio, com entrada gratuita. O Odeon também recebe no período um ciclo de palestras sobre o tema. A programação completa está disponível na internet.

Para o curador do encontro, Joel Zito Araújo, a ideia é preparar os negros para falarem com o Brasil inteiro, não apenas no “gueto” do movimento negro.

“Existe uma naturalidade das narrativas, como se o ser humano fosse naturalmente branco e o negro ou o índio exceção. Há muita história para contar, não só da população negra, mas da representação do Brasil como um país da diversidade racial. Não queremos ficar no gueto nem ficar falando para o gueto”.

Ele explica que foram selecionados filmes de cineastas negros que tratam de temas diversos. “A temática negra não é só a discussão do racismo, [envolve também] aspectos da cultura negra. É um olhar do negro sobre o mundo, sobre a sua contemporaneidade”.

Araújo disse que o encontro – que é o mais importante da América Latina – conta este ano com o triplo de participantes negros inscritos. “Hoje efetivamente há uma nova geração [de participantes negros]: no Rio, o pessoal do Nós do Morro e o pessoal da Cufa; na Bahia há um núcleo negro importante; em São Paulo também. Estamos em um novo momento no Brasil”.

Segundo ele, o negro “deixou de ter vergonha de ser negro e começou a dizer: queremos mostrar o nosso ponto de vista sobre a realidade, os nossos sonhos, os nossos desejos, as nossas angústias, as nossas vergonhas, as nossas alegrias”.

A escritora Ana Maria Gonçalves, que também participa do evento, comentou o universo da cultura negra. “O universo que a gente retrata ao contar histórias, ao escrever, ao fazer cinema, ou seja o que for, é um universo muito próprio nosso, das nossas experiências pessoais e até experiências internas. Acho que a importância de se ter mais negros em posição de escolha, do que contar e como contar, [permitirá que eles contem] histórias próprias, de experiências, que não têm sido contadas pelo mercado branco elitizado”, acrescentou.

Ela destaca que a oralidade e a tradição de contar histórias do povo negro, pouco valorizada ao longo da história, pode ser resgatada com a produção cinematográfica. “Por anos, a oralidade do negro não foi considerada literatura e, em muitos lugares, ainda não é. Talvez o cinema realize essa nossa luta de escritores negros para que a oralidade seja considerada literatura”.

O escritor e roteirista Paulo Lins disse que o cinema negro pode ter a seguinte definição: pessoas negras fazendo cinema. “O pessoal negro está fazendo cinema. Antes não fazia. Só quem fazia era branco. [O negro] está ganhando espaço, está produzindo, [usando] novas tecnologias, fazendo videoclipe, botando no Youtube”.

Fonte:-Portugal Digital/Agência Brasil

 

Portugal é homenageado na Virada Cultural de São Paulo

 

Público terá a oportunidade de experimentar os sabores e sensações da cultura portuguesa. Atrações no Parque do Ibirapuera a 20 e 21 de junho irão envolver gastronomia, cinema, literatura, música, turismo, sustentabilidade e novas tecnologias.

 

São Paulo - Portugal será o primeiro país a ser homenageado pela Virada Cultural de São Paulo, que acontece entre os dias 20 e 21 de junho. A iniciativa, que resultará na realização do evento “Experimenta Portugal”, é fruto de uma parceria firmada entre o Consulado Geral de Portugal em São Paulo e a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

A ação visa celebrar o “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, que se assinala a 10 de junho, proporcionando aos visitantes do Parque do Ibirapuera e do Pavilhão de Cultura Brasileira a chance de experimentar a diversidade da cultura lusa, com atrações que envolvem a gastronomia, os vinhos, o cinema, a literatura e a música, passando pela sustentabilidade, pelo turismo e pelas novas tecnologias.

“Estamos muito orgulhosos de ter Portugal como o primeiro país a ser homenageado pela Virada Cultural de São Paulo. As atrações trarão aos paulistanos a chance de saborear e sentir as sensações mais recentes da arte e cultura lusas. A parceria com a Secretaria Municipal de Cultura estreita e atualiza ainda mais os laços entre o Brasil e Portugal”, afirma Paulo Lourenço, cônsul de Portugal em São Paulo.

O “Experimenta Portugal” contará com atrações nos dois dias de realização, seguindo o modelo de agenda apresentado pela Virada Cultura de São Paulo e que já é popularmente conhecido pelo público da cidade.

“Iremos reunir o melhor da mais recente produção portuguesa contemporânea, apresentando atrações que irão cativar e conquistar o coração do público paulistano. Nosso objetivo é trazer um pouco de Portugal ao Parque do Ibirapuera, mostrando as delícias e novidades que cercam o estilo de vida luso”, complementa Bruno Assami, consultor cultural do Consulado de Portugal em São Paulo e diretor-geral da iniciativa “Experimenta Portugal”.

A Virada Cultural é um dos maiores festivais do Brasil e possibilita a manifestação de múltiplas linguagens, expressões artísticas e gêneros musicais presentes na cidade, metrópole que abriga povos de todas as regiões do Brasil e de todos os continentes.

“A cultura portuguesa, assim como as afro-brasileiras e as indígenas, está presente em nossas raízes. Realizar a Virada Cultural em conjunto com o Consulado no Parque do Ibirapuera, um dos principais cartões-postais da cidade, possibilitará uma ampliação dos vínculos que nos unem, apresentando facetas pouco conhecidas de Portugal”, afirma Nabil Bonduki, secretário municipal de Cultura de São Paulo.

O evento será apoiado por diversas empresas e instituições, incluindo a Votorantim, AICEP, Conselho da Comunidade Portuguesa, CSN, Delta Cafés, EDP, Embraer, Fundação Luso Brasileira, Intercement, entre outras entidades.

Fonte:-Portugal  Digital

 

Lançamento de livro escritor Daniel Barros

Por  Fernando Py

Alagoano, Daniel Barros mostrou-se um escritor criativo desde seu primeiro romance, O sorriso da cachorra, basicamente a história de amor dos jovens
Patrícia e André, entremeada com as atividades político-partidária de ambos.
Barros consegue superar-se no segundo, Enterro sem defunto, uma ficção
policial. Nela é mostrado o trabalho do investigador, Alcides, que se ocupa
com a perseguição e captura de traficantes. Daniel Barros conta a história
de Alcides em vários planos narrativos, onde utiliza com acerto o
flash-back, intercala as atividades de Alcides com o envolvimento com
diversas mulheres. Apaixona-se por uma delas, a promotora Catarina, obrigada
a fugir para não ser morta pelos maiorais do crime. Daniel Barros insiste na
situação da corrupção geral porém, habilmente, deixa as coisas correrem para
que o leitor as julgue.

Agora, no terceiro romance, Mar de pedras, é narrada a história de Henry
Melo, fotógrafo bastante competente que vive numa vila do interior de
Alagoas, e é muito querido pelos habitantes. Como de costume, Barros
intercala a narrativa com a venturas amorosas de Henry, e elas acabam
assumindo um papel preponderante no enredo, visto sob vários ângulos. A
exemplo de Alcides, ele se apaixona por uma mulher bem jovem, a modelo
Francesca, o que lhe confere uma visão nova de sua existência quando a moça
engravida. Como personagem em si, Henry Melo é muito mais desenvolvido e
detalhado que André e até mesmo Alcides. Mar de pedras é uma prova de que a
ficção de Daniel Barros está em contínuo progresso e desperta interesse
maior a cada página.

Renovação de Convite – Serão da Bonjóia – Homenagem a Miguel Torga, esta quinta-feira, na Quinta de Bonjóia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Serão da Bonjóia
Dia 28 de maio de 2015 – às 21h15
Na Quinta de Bonjóia

Ciclo Literário:
Negrilho – Homenagem a Miguel Torga
Pelo Dr. António Leite da Costa

A obra Negrilho – Homenagem a Miguel Torga, organizada por Maria da Assunção Anes Morais, que assinala 20 anos do falecimento de Torga, será apresentada, neste Serão da Bonjóia, pelo Dr. António Leite da Costa, acompanhado pela autora, Dra. Maria da Assunção Anes Morais e pela Prof. Dr.ª Isabel Ponce de Leão.

“Esta obra integra 37 entusiastas da obra de Miguel Torga, estudiosos, investigadores, admiradores, que nos presentearam com os seus textos e reflexões/análises sobre vários temas torguianos e sobre diferentes perspetivas das obras do Escritor de Novos Contos da Montanha. Alguns textos são éditos, publicados em obras ou revistas pouco conhecidas do público em geral. Outros textos são inéditos, fruto da vontade de evocar o grande Transmontano”.

Os nossos melhores cumprimentos,

Inês São Payo
Fundação Porto Social
Quinta de Bonjóia
Rua de Bonjóia, 185, Porto

 

Casa Fernando Pessoa-Poesia Contemporânea e Música

Casa Fernando Pessoa
Poesia Contemporânea e Música

 

Fernando Pessoa aos 6 anos.
© Casa Fernando Pessoa, colecção privada de Manuela Nogueira.
Poesia contemporânea e música fecham o mês na Casa Fernando Pessoa.Amanhã, dia 28 de Maio, quinta, às 19h00, é apresentado o livro colectivo Voo Rasante (editora Mariposa Azual) que reúne 67 poetas de hoje. Para fazer as leituras estarão connosco António Poppe, Elisabete Marques, José Mário Silva, Margarida Ferra, Margarida Vale de Gato, Marta Bernardes, Marta Navarro, Miguel Cardoso, Sónia Baptista e Tiago Gomes.

 

Sábado, dia 30, às 21h30, o Open Mind Ensemble, agrupamento que combina a improvisação livre com a composição em tempo real, apresenta-se em concerto, encerrando assim o workshop Impro’voices, orientado por Luís Bragança Gil, que ao longo de todo o mês decorreu na CFP.

Todos os detalhes do mês em www.casafernandopessoa.pt