O Português na Mídia

Por Flatônio Silva*

Flatônio Silva

COCHILO DA REVISÃO (Folha de S. Paulo)

No título “Laíse Marmentini, 22 – Presa em Pequim” (Cotidiano, p. C8, 28/9), saiu este texto:

“Eu não estava entendendo porque aquilo estava acontecendo comigo”.

Corrigindo: Eu não estava entendendo por que [motivo] aquilo estava acontecendo comigo.

Explicação - Escreve-se por que (separado) quando a palavra “motivo” aparecer na frase ou estiver subentendida. Ou, como recomenda o Manual de Redação desse jornal, “sempre que for possível substituí-lo porpor qual razãoEla não disse por que (= por qual razão) não aceitou a proposta. / O ministro não sabe por que (= por qual razão) as verbas não chegam aos destinatários”. 

No artigo “A banalidade do erro”, de Elena Landau (Opinião, p. A2, 29/9), saiu este texto:

“Erros acontecem. Mas quando se tornam sistêmicos mostram um problema maior”.

CorrigindoMas , quando se tornam sistêmicos , mostram um problema maior.

Explicação - Erro de pontuação: a oração (adverbial temporal) intercalada “quando se tornam sistêmicos” tem de ficar entre vírgulas.

O PORTUGUÊS NA MÍDIA (Portal UOL)

No título “Inter bate Coritiba”, de hoje, saiu este texto:

“O Inter entrou em campo sabendo que se vencesse reduziria a distância em relação ao líder Cruzeiro para seis pontos”.

Corrigindo: O Inter entrou em campo sabendo que , se vencesse , reduziria a distância em relação ao líder Cruzeiro para seis pontos.

Explicação - Erro de pontuação: a oração (adverbial condicional) intercalada “se vencesse” tem de vir entre vírgulas.

No título “Ministro Dias Toffoli manda o ex-senador Luiz Estevão para a cadeia”, de anteontem, saiu este texto:

“A principal ação que o ex-senador responde na Justiça refere-se a superfaturamento na construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo”.

Corrigindo: A principal ação a que o ex-senador responde na Justiça refere-se a superfaturamento na construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo.

Explicação – Erro de regência: no sentido de dar resposta a alguém ou a alguma coisa, deve-se usar a regência indireta (com a preposição “a”): Responder à carta, ao ofício, a um questionário, a uma pergunta, às calúnias, ao desafio; Ela responde a dois inquéritos. / O acusado deverá responder a processo.

Veja a lição do saudoso gramático Domingos Paschoal Cegalla: “Em escritores brasileiros modernistas encontramos frequentemente a regência direta, que não aconselhamos. Construa-se, pois, deste modo: Ele desconversou, não respondeu à pergunta que lhe fiz. / Na prova, ela respondeu a todas as questões. / O secretário respondia às acusações, sem perder a serenidade. / Valerá a pena responder a esse caluniador? / Respondi-lhe com firmeza. / ‘Ao cabo de alguns meses, Capitu começara a escrever-me cartas, a que eu respondia com brevidade e sequidão.’ (Machado de Assis, Dom Casmurro, cap. CXLI)”.

Hoje, no título “Brasil ganhou do Canadá e está classificado”, saiu o seguinte:

1. “Jaqueline, que ficou de fora na partida contra Camarões, fez 14 pontos no duelo desta quinta-feira contra o Canadá. Mas, não foi apenas no ataque que ela se destacou”.

CorrigindoMas não foi apenas no ataque que ela se destacou.

Explicação - Erro de pontuação: a conjunção adversativa mas aceita vírgula antes, nunca depois de si, a menos que exista uma frase intercalada, situação que obviamente vai exigir duas vírgulas: Mas , segundo o técnico José Roberto Guimarães , não foi apenas no ataque que ela se destacou. Infelizmente é recorrente o vício de pôr vírgula depois da adversativa mas. Cuidado, pois.

2. “O Brasil garantiu a classificação, na manhã desta quinta-feira, para a segunda fase do Mundial. Mas, o regulamento da competição não permite que as atletas relaxem nos dois jogos finais”.   

Corrigindo: Mas o regulamento da competição não permite que as atletas relaxem nos dois jogos finais.

Explicação - A mesma do item anterior. Veja a frase reescrita com uma intercalação: Mas , é bom lembrar , o regulamento da competição não permite que as atletas relaxem nos jogos finais.

 

3. “‘A competição está apenas no começo, mas iniciando dessa maneira ganho confiança para ajudar a equipe nas futuras partidas’, disse Jaqueline”.

Corrigindo: A competição está apenas no começo, mas , iniciando dessa maneira , ganho confiança para ajudar a equipe nas futuras partidas.

Explicação - A oração intercalada “iniciando dessa maneira” tem de ficar isolada por duas vírgulas.

 

*Professor e Jornalista 

       

Caixa Cultural apresenta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OFICINA DE PALHAÇARIA PARA CRIANÇAS COM ÉRIKA FREITAS E RAQUEL THEO

Dia 11 de outubro, sábado, das 9h às 12h

Inscrições pelo e-mail oficina.ciafrita@gmail.com das 0h00 de 1º de outubro às 23h59 de 7 de outubro

Para crianças dos 8 aos 11 anos interessadas na arte da palhaçaria – Vagas limitadas a serem preenchidas por ordem de inscrição

Participação dos inscritos mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível no primeiro dia de oficina.

 

A Fantástica Baleia Engolidora de Circos

Dias 11 e 12 de outubro, sábado, às 17h; domingo, às 16h

Classificação Livre

CAIXA Cultural Brasília – Teatro da CAIXA

SBS Quadra 4 Lotes 3/4 Edifício anexo à matriz da Caixa

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Viagem a Tours – França

Por Stelson Santos Ponce de Azevedo*
<spaponce@hotmail.com>

 

Mercredi matin (na manhã de quarta-feira), bientôt (cedo; logo), deixamos nosso refúgio e partimos pour la vallée de la Loire (para o vale do Rio Loire), promessa que fizera a minha amada Senhora e Rainha.

Lá, durante dois dias hospedados em Tours, visitamos os Châteaux de Chambord, Blois, Amboise, Chenonceaux, Montrésor, e Azay-le-Rideau. A história completa dessa aventura estará contada do capítulo, Vale do Loire, do livro “Como Fazer Turismo de Qualidade a Baixo Custo-França” (e já foi contada para aqueles que me acompanharam na viagem, l’année passée (ano passado).

Jeudi (quinta-feira), avant-dernier (penúltimo) dia de la séjour (estada) de minha Rainha nessas bandas, nous avons pris un train (tomamos um trem) (rede ferroviária da Île-de-France-RER) para Paris, na pequena vila de Esbly, distante quinze minutos par voiture (de carro). Em trinta minutos (certos; tão precisos como a hora de chegada e de partida) ele nos deixou na Gare du Nord. De lá, pegamos o metro até Lafaiette, en arrière (por trás) de l’Opéra.

Deambulamos, até cansar, pelas ruas próximas e, já perto do midi (meio-dia), sentamo-nos em uma mesinha sobre a calçada do Café de la Paix, onde sorvemos, lentamente, Wani um kir e este cavaleiro um bordeaux rouge, acompanhados por saborosas olives (azeitonas) verdes e pretas e poivrons (pimentões) embebidos em huile (azeite) e poivre (pimenta).

Quando deixamos o La Paix, bem ao lado, encontramos um bouchon com preços accessíveis e comida razoável. Là, nous avons fait le déjeuner (Lá, almoçamos) um gostoso confit de canard aux frites, regado às mais generosas doses de kir e bordeaux. Comemos a ver passar a multidão. Como em Nova York, americano é o que menos há, em Paris, igualmente, é difícil toparmos com um francês.

Desembeiçados, retornamos a nosso “château“.

No dia seguinte, vendredi (sexta-feira), vivemos a triste despedida.

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Stelson Ponce de Azevedo se dedica a escrever uma coleção de livros de turismo com o intuito de dar dicas para quem quer viajar mais de 15 dias. Stelson prioriza itinerários culturais sempre inseridos na vida local. O autor passa em média um ano em casa país anotando tudo o que vê, come e sente.

 

Morre o “Velho Chico”?

 

Por Emanuel Medeiros Vieira

Emanuel Medeiros Vieira

 

 

O rio São Francisco está secando.

É o que acredita Dom Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra (a 545 km de Salvador), que ganhou fama internacional quando, em 2005 e 2007, realizou jejuns cobrando do governo federal empenho na revitalização de toda a bacia hidrográfica.

“É com muita tristeza que vejo o rio São Francisco secando”, afirmou.

Noticia-se que a nascente do rio, em Minas Gerais, secou – processo que se estende à foz.

“Não se preocupam com a vida do rio”, complementa – como lembra matéria de Miriam Hermes –-, salientando que a nascente do São Francisco que secou na Serra da Canastra (MG), só foi notícia porque é a mais famosa.

“Muitas outras que formam esta bacia secaram antes”, insiste o prelado.

Para ele, a falta de chuvas é apenas um dos fatores dessa situação.

O bispo Cappio disse que se sente como São João no deserto, “pregando para surdos”.

Para  que não se chegue a um ponto em volta, “é preciso conter o avanço desenfreado de projetos econômicos e consequente desmatamento, para garantir a recarga dos aqüíferos e a vida dos rios”.

Para o bispo, as futuras gerações vão nos culpar pela sede que sentirão.

E continuaremos pregando. Nem que seja no deserto (para os surdos, para os que não escutam os gritos da natureza, para os alienados, para os mercantilistas, para todos os que só pensam em cobiça, e para os só querem destruir  a natureza).

Não é, Dom Luiz Flávio Cappio?

(Salvador, setembro de 2014)

Rock in Rio vai para Las Vegas com Taylor Swift, No Doubt e Metallica


Depois do Brasil, Portugal e Espanha, o festival de música Rock In Rio anunciou hoje em Times Square, Nova Iorque, a sua primeira edição nos Estados Unidos, que acontece em Las Vegas em Maio do próximo ano.
O evento de lançamento aconteceu na edifício do grupo Nasdaq, onde dezenas de convidados ouviram Roberta Medina anunciar os nomes de Metallica, Linkin Park, Taylor Swift, No Doubt e John Legend.
O cartaz final será anunciado em janeiro, mas outros nomes serão já conhecidos nos próximos meses. Os bilhetes ficaram à venda a partir desta sexta-feira, por 298 dólares por fim de semana (cerca de 235 euros).
Diário Digital / Lusa