Paixão por GH

 

Por Maria Luiza Ervilha

Não se trata de uma análise, como são rotulados os trabalhos acadêmicos a respeito de um texto. Tampouco de recontar, resumindo, pois seria uma aberração. Se abrirem a Internet, vão encontrar alguns artigos, ingênuos, creio que de estudantes que se dispuseram a decifrar e explicar  Clarice Lispector em seu …GH.

Depois de tê-lo em mãos pela primeira vez, dei um exemplar de presente a uma contumaz leitora de romances. Ávida por seu comentário, ouvi:

– Mas não acontece nada… É só uma mulher, que mata uma barata! E… que horror…

O seu primeiro editor, Sabiamente, fugiu a uma classificação, chamando-o  “uma coisa, transcendente a qualquer designação…”

Atraída por  esse livro, eu o leio e releio, sempre descobrindo novos significados. Por isso, peço licença para tecer alguns comentários, com a intenção de sensibilizar os mais jovens, incentivá-los a ler, detidamente, todas as páginas; trazer  o livro-enigma à memória dos meus companheiros de idade, que o leram na década de sessenta. Limitar-me-ei a um aspecto  apenas, evitando longa explanação teórica, imprópria a este espaço.

A Paixão Segundo GH é um romance?  No consenso da tradição, um romance é uma narrativa, que tem princípio, meio, fim; um romance conta uma história–desde Homero se aceitam  certas  afirmativas:  o romance se estende na cadeia da diegese temporal, apresentando verossimilhança; tem personagens, sendo um protagonista, outro antagonista…

À primeira vista, …GH parece desprovido de uma sequência de acontecimentos, de modo que não se encaixaria  na categoria de narrativa; a situação inicial se mantém: GH (personagem narrador) mata um inseto e permanece diante dele.

A uma segunda leitura, levanta-se a dúvida: um só  fato insignificante, despojado de interesse, teria gerado um encadeamento informativo,  transformando-se em  “chaîne  événementielle qui sert d’armature”  ( Neide de Faria)   à narrativa?

O  fato em si  não justificaria o ato de narrar, não poderia ser concebido como “perturbação organizada”(C. Grivel). O próprio personagem narrador o diz:

“Mas é que também não sei dar forma ao que me aconteceu. E sem dar forma, nada me existe.   E_ se a realidade é mesmo que nada existiu?” (p. 11 ).

Na narrativa tradicional, os fatos devem se seguir, normalmente, numa relação de causa e conseqüência. Considerando fato cada ato do personagem, vemos que essa norma não é considerada:

“Joguei o cigarro aceso para baixo e recuei um passo, esperando esperta que nenhum vizinho me associasse ao gesto proibido pela portaria do edifício.” (p. 40)

O gesto não promove nenhuma continuidade; o ato não aciona a cadeia de eventos; em substituição, o leitor receptivo  é enviado  ao contexto sociocultural: os dogmas da boa educação, a duplicidade do comportamento humano diante das normas impostas.

Os atos, contrariamente ao que ocorre na narrativa tradicional, não foram selecionados para dar continuidade à diegese, pois são menos importantes as relações entre os atos que a causa e conseqüência dos atos no personagem: o quadro imutável, quase estático, favorece a autoanálise do personagem que se volta para sua interioridade:

“Eu dera o primeiro passo. Mas o que me acontecera? Eu caíra na tentação de ver, na tentação de saber   e  de sentir.”( p. 153)

Na medida em que a leitura se adianta, desdobra-se, ou melhor, desfolha-se a temporalidade em três camadas. O presente da narrativa, quando o personagem narrador se dirige ao personagem receptor…

“Desculpa eu te dar isto, eu bem queria ter visto coisa melhor. Toma o que vi, livra-me da minha inútil visão e de meu pecado inútil.” (p.15)

…para  estabelecer uma cumplicidade com ele:

“Dá-me a tua mão desconhecida…” (p.38)

Nesse primeiro nível, não há referência ao passar do tempo; mas a duração do discurso é observável. Por exemplo,o capítulo inicial, que traz o primeiro contato de GH com seu receptor, estende-se, em escritura, da página 7  à página 23; corresponde ao tempo de leitura atenta, ininterrupta, de uma hora.

O passado recente, onde se situa o acontecimento que motivou a narrativa, ocupa  quase a totalidade do discurso. Abre-se no início do segundo capítulo, bem demarcado:

“Ontem de manhã…”(p.23 )

“Eram quase dez horas da manhã,…” (p.24)

Nesse segundo nível, o passar do tempo é descrito por meio do “movimento” do sol no quarto:

“Da porta, eu via o sol fixo cortando com uma nítida sombra negra o teto  pelo meio e o chão pelo terço.” (p. 43)

“O sol caminhara um pouco e fixara-se em minhas costas.” (p.100)

“Mas a noite caindo.”(p..187 )

A duração da história é deduzida por meio desses indicadores: estende-se por um período inferior a  dez horas, da manhã do dia anterior até a noite. O  discurso de GH se expande em múltiplas significações, remetendo não só às interrelações dos elementos do texto, mas também a relações externas ao texto, de modo que o leitor é colocado diante de um “texto estrelado” a que se refere Roland Barthes.

O terceiro nível temporal traz o passado remoto  de GH. Pouco a pouco, disfarçados em meio  a considerações sobre o espaço restrito do quarto ou o espaço mais amplo visto da janela, vão pontilhando o texto indícios de dramaticidade profunda, beirando a tragédia:

“Minha tragédia estava em alguma parte” (p.26 )

“Eu já havia experimentado na boca os olhos de um homem, pelo sal na boca, soubera que ele chorava.” (p.90)

“Mas eu quero muito mais que isto; quero encontrar a redenção no hoje, no  já…”(p.99)

“Na verdade eu havia lutado a vida toda contra o profundo desejo de me deixar ser tocada.” (p.104)

“Lembrei-me de mim mesma andando pelas ruas ao saber que faria o aborto…” (p.108)

“Eu me havia livrado do deserto, sim, mas também o perdera. E perdera também as florestas, e perdera o ar,e perdera o embrião dentro de mim.” (p.109)

“_Eu sei: nós dois sempre tivemos medo da minha solenidade e da tua solenidade…  e nós sempre disfarçávamos o que sabíamos : que viver é sempre questão de vida ou morte…” (p.139)

Desenha-se, no nível do passado remoto, a linha profundamente dramática da narrativa; nas pequenas inserções ao longo do texto, o personagem narrador revela o elemento perturbador,  guardado em sua memória. Como um  segredo que deveria  ser esquecido, teimam  em voltar, à lembrança mais consciente de GH: seu envolvimento amoroso, o aborto… Esses fatos, dos quais  não são apresentados pormenores, foram vividos pelo personagem narrador e o atormentam, fornecendo a base para as sensações  que ele sofre no passado recente e que ele analisa no presente. Em uma curva de tensões, GH tenta fugir à sua verdade, entretanto continua a buscá-la inexoravelmente.

A paixão segundo GH não se aproxima dos textos de fluxo de consciência. A morte da barata não é a morte de uma barata.

Convido-os a ler ou reler esse romance magistral e descobrir –lhe alguns mistérios.

 

 

Março de 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escritor cubano Leonardo Padura fala sobre relação entre política e literatura na Flip

 

Por Akemi Nitahara, 

 

No futuro, se alguém ler os jornais atuais de Cuba e os livros, vai pensar que existiam dois países diferentes. A afirmação é do escritor cubano Leonardo Padura, autor de O homem que Amava os Cachorros e de romances policiais que têm como personagem central o detetive Mario Conde. Padura é um dos convidados da 13ª Festa Literária Internacional de Paraty.

Cuba Debate/Arq

 

Paraty - No futuro, se alguém ler os jornais atuais de Cuba e os livros, vai pensar que existiam dois países diferentes. A afirmação é do escritor cubano Leonardo Padura, autor de O homem que Amava os Cachorros e de romances policiais que têm como personagem central o detetive Mario Conde.

Sua obra espelha o desalento da vida cubana nos anos 80 e 90, quando o país vivia sob o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos e não tinha mais o suporte socialista com o fim da União Soviética.

Padura é um dos convidados da 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e conversou hoje (2) com a imprensa. Ele ressaltou que a principal responsabilidade de um escritor é com a literatura, “que é o seu trabalho, porque se não fizer bem o seu trabalho, todas as outras intenções fracassam”. Porém, segundo o cubano, os escritores têm também a responsabilidade adicional de descrever a visão que têm da vida cotidiana.

“Há toda uma situação da vida cubana que não sai nos jornais, que não aparece na versão oficial do governo, tem um estilo de vida que é preservado”, disse acrescentando que no futuro, se alguém ler os jornais e ler as minhas novelas vai dizer que são dois países diferentes. Posso dizer que o país das minhas novelas se parece mais com o país real. Devo servir como intérprete de Cuba e como testemunha da verdade e no final de tudo isso criar a memória que vai perdurar até o futuro.

O escritor destaca que nunca sofreu censura e que publica seus livros com uma editora da Espanha, mas que as obras chegam em Cuba sem nenhuma modificação. “Sou um escritor que pode desfrutar de uma grande liberdade escrevendo dentro de Cuba. Tenho certa liberdade criativa, porque publico com uma editora espanhola, o texto sai do meu computador e nenhuma instituição cubana ou instância me afeta.”  Segundo Leonardo Padura, o problema também é que não se pode importar livros que são publicados em outros locais, como Espanha, México, porque eles custam o salário de um mês de um cubano.

Padura disse que não tem conhecimento profundo sobre a literatura brasileira, mas leu clássicos de Machado de Assis e Aluísio de Azevedo na universidade. Ele citou uma relação intensa entre o povo cubano e a Bahia retratada por Jorge Amado e destacou o livro Agosto, de Rubem Fonseca, que, assim como sua própria obra, traz questões políticas como pano de fundo para um romance policial.

Sobre a análise de sua obra, vista dentro de Cuba como contrária ao regime e fora do país como de apoio, Padura afirma que a interpretação muitas vezes depende de quem lê, que busca no trabalho do cubano a reafirmação de preconceitos ou militâncias a favor ou contrários ao país caribenho, o que ocorre inclusive com entrevistas que concede.

“Fico triste quando alguns jornalistas não usam a ética da profissão e deturpam as minhas palavras, publicam coisas que eu não disse, coisas que nunca tinha pensado. Tenho que confiar que existe uma ética com a pessoa que te dá entrevista, mas usam as minhas palavras de forma política. Quando isso acontece me sinto violentado,” acrescentou.

Quanto ao acordo firmado ontem entre Estados Unidos e Cuba para a reabertura de embaixadas, Padura se disse otimista com a notícia, mas pediu para não serem feitas perguntas a respeito, já que tinha “esquecido a bola de cristal” e não é político, sociólogo e nem adivinho”.

“Eu não estava em Havana do lado de Raúl Castro, não estava em Washington ao lado de Obama, tampouco estava na minha casa em Cuba, então tudo que sei é o que vocês sabem. Tenho opinião, mas não informação de como chegou a esse ponto. Me parece muito importante, porque tem dois elementos que são muito visíveis: primeiro o caráter simbólico de que vai ter uma bandeira norte-americana em Cuba onde antes havia dizeres contra o imperialismo,” disse.

O escritor explicou que imagina que agora vai ter jornalistas do mundo todo, visitantes. Eu nunca na minha vida pensei em ver isso, é muito importante. Por outro lado acho que com esse acordo entre Cuba e os Estados Unidos, o presidente Obama está dando um exemplo ao mundo, que precisa muito de diálogos.

Padura participa da mesa De Frente para o Crime, no domingo (5) ao meio-dia, ao lado da escritora inglesa Sophie Hannah, escolhida pelos herdeiros de Aghata Christie para dar continuidade às aventuras do célebre detetive belga Hercule Poirot, imortalizado pela dama do crime.

Fonte:-Portugal  Digital/Agência Brasil

 

Festa Literária Internacional de Paraty discute preço fixo para livros

 

Por Akemi Nitahara, Agência Brasil

 

A instituição, por lei, de preço fixo para os livros no Brasil pode levar ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor, com a democratização do acesso. O assunto foi discutido na 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

ABr/Arq

Paraty - A instituição, por lei, de preço fixo para os livros no Brasil pode levar ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor, com a democratização do acesso. O assunto foi discutido nessa quinta-feira (2) na 13ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na abertura da programação da FlipMais.

O presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga Pereira, explicou que a proposta é que nos primeiros 12 meses após o lançamento de cada livro, a obra tenha o preço fixado pela editora responsável, com desconto máximo de 10%. De acordo com ele, atualmente ocorre uma depreciação do valor do livro por parte de grandes redes e lojasonline, o que prejudica o pequeno e o médio livreiro.

“Se você encontra o varejo vendendo o livro com 40% de desconto, como ocorre hoje, você cria uma situação de competição predatória. O pequeno livreiro, o livreiro médio ou mesmo o grande livreiro, para competir com o varejo online, tem de abrir mão de uma margem que não tem. Ele precisa dessa margem para fazer face a todo o investimento que tem na loja, os funcionários, o acervo, os serviços que presta”, disse.

É o caso do livreiro Francisco Joaquim de Carvalho, conhecido na Universidade de Brasília como Chiquinho. Desde 1989, ele vende livros no local e sentiu a concorrência da internet e a chegada das grandes redes de livrarias.

“Há uma concorrência que não posso dizer que é desleal, mas é desigual nas grandes capitais do Brasil. Eles têm o livro com um desconto que a gente não pode dar, com uma diferença de valores, isso nos deixa com muita restrição em relação ao leitor, que quer saber do preço menor”, explicou.

Francisco Carvalho defende a proposta. “Esse preço fixo vai dar condições de igualdade. Eu sou pequeno, mas com atendimento, atenção, profissionalismo e respeito ao leitor, quero ter preço também, que é apenas um ingrediente do mercado”.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN), autora do projeto, disse que a experiência é bem-sucedida em países como a França e a Alemanha. Ela lembra que o Brasil tem cerca de 3 mil livrarias e que o leitor será beneficiado com o preço fixo, projeto que também deve incentivar a abertura de mais pontos de venda de livros.

“A gente espera que aconteça no Brasil o que ocorreu em vários países onde a lei é realidade, que foi contribuir para acabar com essa concorrência predatória, para que tenhamos um ambiente saudável do ponto de vista dessa concorrência, tudo isso pensando no consumidor”, destacou. Para a senadora, em vez de ter livrarias fechando, é preciso ter mais e mais unidades sendo abertas. O leitor não pode ficar restrito só aos best-sellers ou aos livros técnicos. “Queremos maior variedade, à luz da riqueza que é a diversidade do país.”

Marcos Pereira disse que a venda de livros cresceu muito nos últimos dez anos, mas que o faturamento não cresceu na mesma proporção. “O consumo de livro, de 2004 para 2014, teve crescimento de 150 milhões para 280 milhões, número bastante expressivo e que reflete toda a inclusão da classe média brasileira no período. Por outro lado, houve uma queda no preço do livro de 40%. Um livro como O Código Da Vinci, que custava R$ 39,90 em 2004, hoje continua sendo vendido a R$ 39,90, e você tem toda a inflação do período que não foi repassada ao preço.”

O projeto de Lei do Senado (PLS) 49/2015 foi apresentada no início da legislatura e o tema foi discutido em um seminário terça-feira (30) no Senado. O texto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, de onde segue para as comissões de Assuntos Econômicos e de Educação, que analisam o mérito da proposta em caráter terminativo. Se não houver recurso, após aprovada pelas comissões, o projeto segue para a Câmara dos Deputados.

Donte:-Portugal Digital/Agência Brasil

 

Paraty instala totens com informações turísticas para Flip

Totens com informações turísticas, um grande marcador de georreferenciamento e um QR Code foram espalhados por Paraty, por ocasião da Festa Literária Internacional (Flip).

 

Rio de Janeiro - Totens com informações turísticas, um grande marcador de georreferenciamento e um QR Code foram espalhados por Paraty. A iniciativa, lançada quarta-feira (1º), primeiro dia da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), faz parte do projeto App Paraty: cultura e natureza – Paraty na palma da sua mão.

A tecnologia QR Code permite a leitura automática do código pela câmera fotográfica do celular, que direciona o navegador de internet do smarthphone para o site onde é possível baixar o aplicativo.

De acordo com a secretária de Cultura da cidade, Cristina Maseda, o aplicativo reúne 220 pontos, grupos e atrações que Paraty oferece, grandes festas e eventos que ocorrem durante todo o ano, além de atrativos naturais, culturais, históricos e gastronômicos, com receitas tradicionais.

Segundo Cristina Maseda, sobre o meio ambiente local serão apresentados animais em extinção, áreas de proteção, a diversidade da Mata Atlântica na região, praias, ilhas e cachoeiras, sempre com georreferenciamento. Acrescentou que a história de Paraty será separada por períodos, destacando os aspectos relevantes.

A secretária informou que, na área de cultura, o aplicativo disponibiliza equipamentos culturais, ateliês, artesanato, patrimônio imaterial. “Reunimos tudo em um único aplicativo para que as pessoas possam circular com Paraty na palma da mão.”

Secretário adjunto de Turismo do município, Gabriel Costa lembrou que Paraty recebe turistas o ano inteiro. “Temos um conjunto arquitetônico que é um dos melhores do Brasil em termos de qualidade, de preservação e número de conjunto. Temos ainda uma baía riquíssima, com 300 praias e 67 ilhas. Além disso contamos com o Parque Nacional da Serra da Bocaina, que nos cerca com cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas. O atrativo turístico Paraty é muito forte”, concluiu o secretário. O aplicativo está disponível para os sistemas Android e iOs.

Fonte:-Portugal  Digital/Agência Brasil

 

Universidade do Algarve abre última fase de candidaturas para alunos brasileiros

Na segunda fase candidataram-se à universidade portuguesa 281 alunos brasileiros. A terceira fase, que agora começou, fica aberta até ao dia 17 de julho.

 

Lisboa - A Universidade do Algarve (UAlg), localizada na região sul de Portugal, iniciou quinta-feira (2 de julho) a terceira e última fase de candidaturas para alunos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pretendem fazer graduação em uma de suas faculdades. As candidaturas ficam abertas até dia 17 de julho.

“A segunda fase de candidaturas para estes alunos, que decorreu no mês de junho, teve resultados bastante acima do esperado e a grande maioria dos interessados eram brasileiros”, informou a UAlg em comunicado.

No total, candidataram-se 313 alunos, em comparação com 132 na primeira fase, o que reflete um aumento de 137%. Dos 313 inscritos, 281 alunos são brasileiros. Na primeira fase, apenas 98 brasileiros tinham se candidatado.

Os interessados devem acessar a página da Universidade do Algarve, especialmente dirigida a estudantes brasileiros, onde se encontram todas as informações úteis, tal como os cursos oferecidos, as linhas de investigação realizadas, informações sobre financiamentos e dados práticos para preparação de uma ida para o Algarve.

Para a terceira fase de candidaturas as inscrições poderão ser feitas em https://www.ualg.pt/home/pt/content/estudante-internacional

Com a parceria entre a UAlg e o Enem, as habituais provas de ingresso poderão ser substituídas pelos resultados obtidos no exame feito no Brasil. Para ser aceito, o candidato tem que apresentar no mínimo 500 pontos na prova de redação e pelo menos 475 pontos em cada uma das provas restantes.

A Universidade do Algarve tem residências acadêmicas com uma capacidade de 600 camas. O custo da mensalidade de um quarto em uma residência acadêmica é de R$ 525. As anuidades da universidade variam entre R$ 6.125 e R$ 14.000, a este valor acresce, em média, gastos com alimentação, alojamento e transportes de R$ 12.950 por ano (pack completo).

Fonte:-Portugal  Digital