Nível do mar subiu em média quase 8 centímetros desde 1992 — NASA

Nível do mar subiu em média quase 8 centímetros desde 1992 -- NASA

O nível do mar subiu, em média, quase oito centímetros em todo o mundo desde 1992 devido ao aquecimento global, informou, esta quarta-feira, a NASA, alertando que a tendência vai manter-se ao longo dos próximos anos.

Um grupo de cientistas da agência espacial norte-americana apresentou, esta quarta-feira, os mais recentes dados recolhidos sobre o aumento do nível da água do mar em todo o mundo — que foi, em média, 7,62 centímetros superior ao de 1992 –, apesar de o panorama variar em diferentes partes do mundo, tendo em algumas zonas chegado a superar os 22 centímetros.

A NASA também publicou um vídeo com os dados obtidos pelos seus satélites em que se verifica claramente, por via de uma gradação de cores, qual foi a evolução em cada parte do mundo ao longo dos últimos 23 anos.

Fonte: – Diário Digital / Lusa

Carro pintado a preto aquece 20º mais do que os brancos no Verão, comprova relatório

Carro pintado a preto aquece 20º mais do que os brancos no Verão, comprova relatório

Sabia que um automóvel de cor preta, quando exposto ao sol, chega a aquecer 20 graus mais do que outro pintado de branco? Um relatório com base em testes concretos comprova ainda porque nunca deve deixar crianças fechadas no interior de um veículo em dias de calor extremo.

relatório, publicado em parceria pelo Real Automovil Club da Catalunha (RACC) e pelo homólogo suíço (TCS), adverte sobre os riscos que a incidência das altas temperaturas pode provocar no interior dos automóveis, quando expostos à radiação solar no verão.
De acordo com o documento citado nesta quinta-feira pelo jornal El Economista, a temperatura no habitáculo de um automóvel parado (sem ar condicionado) pode atingir os 55 graus quando no exterior estão 35º. Permanecer no interior do automóvel nestas condições pode resultar perigoso para a saúde.

Com base num teste real feito com dois automóveis idênticos, exceto na cor da carroçaria dos bancos e dos tapetes (um preto e o outro branco), o estudo comprova que a absorção de calor é bastante diferenciada por cada uma das cores. Depois de uma exposição ao sol, com duração de uma hora, o teste permitiu medir uma diferença de quase 20 graus entre os dois carros: 80º para o preto e 63º para o branco.

Ao fim dos primeiros 10 minutos de exposição, a superfície do automóvel de cor escura já tinha  alcançado os 60º, enquanto o claro apresentava uma temperatura de 50º, necessitando o resto do tempo para atingir um máximo de 63 graus.

Ainda, considerando que as crianças são mais vulneráveis (por terem menor capacidade respiratória e menor facilidade de sudação do que os adultos), o estudo adverte para os cuidados a ter com os mais novos. Em situações de temperaturas extremas, as crianças nunca devem ser deixadas fechadas dentro dos automóveis.

Fonte: – Diário Digital

Um brasileiro nas abas do Mar de Atlas – I

Um brasileiro nas abas do Mar de Atlas – I

                                                                                    Fontes de Alencar

Fontes de Alencar

1 – Segundo a mitologia grega, Atlas promoveu a passagem do Mediterrâneo para o mar oceano a que o mundo denomina  Atlântico.

Tal notação me traz à mente a poesia pessoana de Mensagem, editado pela Thesaurus em 2006, com apresentação de José Santiago Naud , que assim considerou:

O livro de Fernando Pessoa é rigoroso registro de fatos, mas aberto ao conhecimento inefável. Sua leitura toca o neologismo que os filósofos chamam de metanoia, – idéia, metamorfose, elevação.

                Da obra mencionada são os dois poemas aqui reproduzidos:
Padrão

 

O esforço é grande e o homem é pequeno.

Eu, Diogo Cão, navegador, deixei

Este padrão ao pé do areal moreno

E para diante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.

Este padrão sinala ao vento e aos céus

Que, da obra ousada, é minha a parte feita:

O por-fazer é só com Deus.

E ao imenso e possível oceano

Ensinam estas Quinas que aqui vês,

Que o mar com fim será grego ou romano:

O mar sem fim é português.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma

E faz a febre em mim navegar

Só encontrará de Deus na eterna calma

O porto sempre por achar.

                         Mar Português


              Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus deu ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

 

2 -  A partir do século V a.C., na era da Grécia Clássica, a eloquência avultou-se em Atenas. A propósito escreveu o erudito João Ribeiro em sua História Antiga – I (Oriente e Grécia) – Rio de Janeiro, 2ª ed., 1894:

                Foi nos tempos em que floresceram as liberdades sob a proteção da democracia de Atenas, que   se  tornou possível a arte oratória.(…) as escolas, as lições dos filósofos contribuíram para o exercício e cultura da eloquência. (…) Mas como a   eloquência   é sobretudo admirável na indignação, foi justamente quando a Grécia ia sucumbir sob o jugo despótico da Macedônia, que surgiu o seu grande orador Demóstenes, ele só  vigoroso como um exército oposto aos do conquistador.

               Demóstenes (384-322 a. C.) pronunciou as Filípicas  alertando os grecianos dos propósitos márcios do macedoniense Filipe. Noutro passo o historiógrafo, sopesando os fatos correlatos que o tempo guarda, assinou que as palavras do Orador fizeram-no o chefe dos patriotas que não queriam aceitar o jugo macedônico. Com a sua profunda e nobre eloqüência, pôde obrigar o senado a resistir a Filipe; mas o entusiasmo do grande cidadão fora inútil; já a Grécia ia longe das suas virtudes cívicas…

E no ano 330 daquele tempo com a Oração da Coroa o excelso tribuno pôs esplêndido remate ao engenho e à glória de todos os oradores, que o antecederam, e tornou quase impossível que alguém entre os vindouros se lhe avantajasse na genial facúndia e na arte especiosa de dizer – nas palavras de Latino Coelho, seu tradutor,  aqui renovadas.

Tenho comigo exemplar dessa obra de Demóstenes, editada em 1987 pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, de Lisboa. Trata-se de versão contendo estudo atinente a civilização da Grécia por J. M. Latino Coelho e prefácio de  Maria Helena  da Rocha Pereira.

3 – Reinava em Portugal D. Maria I (Lisboa, 1734 – Rio de Janeiro, 1816) quando a Academia das Ciências de Lisboa foi criada (1779). Mais adiante no tempo, D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal abdicou da coroa portuguesa (1826) em favor de Maria, filha dele e da imperatriz Maria Leopoldina; e ela reinaria como Maria II de Portugal até 1853.  Pedro V,  filho seu, sucedeu-lhe no trono.

José Maria Latino Coelho (Lisboa, 1825 – Sintra, 1891) pertenceu à vetusta Instituição, de que também foi integrante José Bonifácio  de Andrade e Silva.

Fonte: – Jornal da ANE – Associação Nacional de Escritores

 

 

CAIXA Cultural Brasília | Oficina “Introdução à projeção mapeada utilizando o software Isadora”

Embaixada do México apresenta:

 

EXPOSIÇÕES

 

1.    Até 11 de setembro (começa 26 de agosto), de segunda a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados e domingo das 10h às 18h,  Suasnávar: A Impressão de um Olhar. Pinturas do artista mexicano Manuel Suasnávar, cuja obra se distingue pelo humor, por vezes dramático e cruel, por vezes ingênuo. SESC Estação 504 Sul, galeria “Espaço Ary Barroso” (W3 Quadra 504/505, Bloco A. Asa Sul). Informações: 3204-5200. Classificação livre. Entrada franca.

 

2.    De 8 de setembro a 16 de outubro, de segunda a sexta, das 9h às 20h, Exposição da obra do pintor Ahuatzi. Obras do artista Armando Ahuatzi, originário do estado de Tlaxcala, no México. Sua pintura está dedicada à cultura regional, povoada de frutas, aves, flores ou utensílios e vitrines de antanho; sua cromática é cálida e mística, desbordando luz sobre os objetos centrais. Cámara Legislativo do Distrito Federal, galeria “Espelho de Água” (Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5). Informações: 3204-5200. Classificação livre. Entrada franca.

 

DANÇA

 

6 de setembro, domingo

 

3.     20h00, Balé Folclórico da Universidade Veracruzana (México). Pela primeira vez no Brasil, este Balé de prestigio internacional apresenta o espetáculo “Raízes de Veracruz”, sobre as festas populares e a cultura de esse estado do México. Formado por 26 bailarinos e 8 músicos, suas montagens cénicas são despliegues de cor e movimento, respaldados por um extenso trabalho de pesquisa. Teatro SESC Newton Rossi (QNN 27, Área Especial, Setor N, Lote B. CEILÂNDIA-DF). Informações: 3204-5200. Classificação: 12 anos. Entrada franca.

 

8 de setembro, terça-feira

 

4.     20h00, Balé Folclórico da Universidade Veracruzana (México). Pela primeira vez no Brasil, este Balé de prestigio internacional apresenta o espetáculo “Raízes de Veracruz”, sobre as festas populares e a cultura de esse estado do México. Formado por 26 bailarinos e 8 músicos, suas montagens cénicas são despliegues de cor e movimento, respaldados por um extenso trabalho de pesquisa. Teatro SESC Paulo Gracindo (Setor Leste Industrial, Lotes 620, 640, 660, 680. GAMA-DF). Informações: 3204-5200. Classificação: 12 anos. Entrada franca.

 

MÚSICA

 

22 de setembro, terça-feira

 

1.    20h. Concerto Mexicano, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, com o diretor convidado Román Revueltas (México). Teatro Pedro Calmon (Avenida do Exército. Setor Militar Urbano). Informações: 3204-5200. Classificação livre. Entrada franca.

 

CINEMA

 

17 de setembro, quinta-feira

 

19h, Viva minha desgraça (México, 1943, 95 min, dir. Roberto Rodríguez, 16 anos). Mostra de Cinema Mexicano. Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios). Informações: 3204-5200.  Entrada franca.

 

18 de setembro, sexta-feira

 

19h, O que te deu essa mulher? (México, 1951, 100 min, dir. Ismael Rodríguez, 16 anos). Mostra de Cinema Mexicano. Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios). Informações: 3204-5200.  Entrada franca.

 

19 de setembro, sábado

 

19h, Ovelha negra (México, 1949, 110 min, dir. Ismael Rodríguez, 16 anos). Mostra de Cinema Mexicano. Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios). Informações: 3204-5200.  Entrada franca.

 

24 de setembro, quinta-feira

 

19h, Homem de papel (México, 1963, 110 min, dir. Ismael Rodríguez, 16 anos). Mostra de Cinema Mexicano. Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios). Informações: 3204-5200.  Entrada franca.

 

25 de setembro, sexta-feira

 

19h, Nós os pobres (México, 1947, 115 min, dir. Ismael Rodríguez, 16 anos). Mostra de Cinema Mexicano. Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios). Informações: 3204-5200.  Entrada franca.

 

26 sábado

 

19h, Vocês os ricos (México, 1948, 115 min, dir. Ismael Rodríguez, 16 anos). Mostra de Cinema Mexicano. Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios). Informações: 3204-5200.  Entrada franca.

 

Atenciosamente,

 

Rafael Barceló Durazo

Imprensa

Embaixada do México.

Tel. 61 3204 5248

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