Caixa Cultural: Seleção pública de projetos culturais

 

Orientações Gerais

Antes de iniciar o preenchimento do formulário eletrônico, leia integralmente e com atenção o regulamento da Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas e procure conhecer por inteiro o formulário eletrônico, verificando todas suas etapas, no intuito de preparar e organizar as informações solicitadas com antecedência.

Este cuidado irá facilitar o preenchimento das informações no momento da inscrição.

Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Serão aceitos no máximo 03 (três) arquivos referentes a cada obra inscrita e 03 (três) arquivos referentes ao artista. O limite de peso por anexo é de 10 MB (megabytes), não se aceitando arquivos com qualquer tipo de compactação.

Você poderá enviar arquivos nos formatos eletrônicos: PDF, RTF, ODT, DOC (versão Office 2003), XLS (versão Office 2003), JPG, GIF, MPG, WMV, AVI, MP3 e WMA.

Lembramos que a qualidade visual e de conteúdo dos arquivos e informações enviados são fatores importantes para a avaliação das obras inscritas.

Você pode preencher o formulário eletrônico em etapas, salvar as informações registradas a qualquer momento e, se desejar, imprimir o formulário antes ou durante o preenchimento, sendo possível acessar o sistema quantas vezes forem necessárias para complementar as informações.

Ao clicar em “Enviar”, o sistema irá conferir se todos os campos foram preenchidos. Em caso negativo, o sistema indicará os campos que faltam ser preenchidos. Uma vez enviado o formulário, o sistema irá gerar número de inscrição. Após o envio não será possível nenhuma alteração.

O prazo final para inscrições é dia 17 de setembro de 2014, às 18h00min, horário de Brasília.

Serão desconsideradas as inscrições enviadas por quaisquer outros meios.

A CAIXA não se responsabiliza pelas inscrições que não forem completadas por falta de energia elétrica ou devido a problemas no computador do usuário, na transmissão de dados, na linha telefônica ou em provedores de acesso dos usuários.

As informações e esclarecimentos adicionais deverão ser encaminhados para a CAIXA exclusivamente na Seção “Fale Conosco” do site http://www.mostrabienalcaixa.com.br.

O “Fale Conosco” estará disponível até as 17h00min do dia 17 de setembro de 2014.

Exposição “Mestres da Gravura” se despede de Salvador

Pela primeira vez, Salvador recebe a mostra que possui 170 obras representativas da gravura europeia pertencentes ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional. A exposição pode ser vista até ao próximo domingo, 31 de agosto.

Salvador - Salvador - O Museu de Arte da Bahia, a Fundação Biblioteca Nacional e Petrobras apresentam, a exposição “Mestres da Gravura”, até 31 de agosto de 2014. Pela primeira vez, Salvador recebe a mostra que possui 170 obras representativas da gravura europeia pertencentes ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional. A curadoria é de Fernanda Terra, mestre em Museologia e Patrimônio e pós graduada em Historia de Arte e Arquitetura.

As 170 gravuras presentes na exposição fazem parte do acervo de 30 mil itens da Fundação Biblioteca Nacional, cuja origem remonta à Real Biblioteca, trazida ao Brasil por ocasião da vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. As obras que estarão expostas para o público são xilogravuras e exemplares de diversas técnicas diferentes de gravação em metal surgidas no período do Renascimento ao Iluminismo, fruto do trabalho de 81 artistas que traduzem, com sensibilidade e destreza de gestos, não apenas a construção do pensamento religioso e filosófico, mas também ideias, ações, descobertas e costumes promovidos pela cultura europeia ao longo de quatro séculos.

Na exposição, há gravuras chamadas originais realizadas por grandes artistas e gravuras de interpretação realizadas por exímios gravadores com amplo domínio da técnica. Entre as gravuras originais estão obras de Dürer, Rembrandt, Callot, Goya e Hogarth, cujas linguagens poéticas se caracterizam por sua inventividade, ineditismo e força expressiva. Por sua vez, as gravuras de interpretação apresentam obras-primas da pintura, da escultura e do desenho, tendo constituído, durante muito tempo, uma das mais importantes formas de difusão da arte e de divulgação dos artistas.

“Gravar é dar vida às linhas do tempo. Das tramas delicadas do desenho sobre uma superfície bordaram-se com linhas incisivas, ao longo da história, algumas das mais sutis e notáveis obras de arte” – Fernanda Terra, curadora.

A exposição faz parte de uma itinerância patrocinada pela Petrobras/ Edital Circulação de Exposições.

Serviço:

Exposição Mestres da Gravura
Local: Museu de Arte da Bahia
Endereço: Rua Sete Setembro 2340 – Corredor da Vitória Salvador BA
Visitação: até 31 de agosto de 2014
Horário: Terça a sexta das 13h às 19h, sábados e domingos das 14h às 19h
Ingressos: Entrada Franca
Informações: 071 -3117-6902
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Patrocínio: Petrobras
Produção: Artepadilla

 Fonte: Portugal Digital

Turista da Copa gastou o dobro do habitual

Entre os meses de junho e julho os estrangeiros deixaram no Brasil cerca de US$ 1,58 bilhão, cerca de 60% mais que no mesmo período do ano passado.

Brasília - Brasília - O turista estrangeiro que esteve no Brasil durante o Mundial gastou mais que o dobro do que geralmente gasta quando visita o país, de acordo com pesquisa do Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). A média de desembolso diário foi de US$ 134. Fora da Copa o valor é US$ 68,94.

Em termos totais, o gasto per capita do estrangeiro durante a Copa foi de pouco mais de US$ 2 mil para um tempo de permanência médio entre 13 a 15 dias. Sem considerar o Mundial, o gasto por pessoa é de US$ 1,1 mil e a permanência média é de 16,5 dias. A renda familiar dos estrangeiros que estiveram na Copa (US$ 6.489) também se mostra 40% superior a do turista tradicional (US$ 1.850).

Na semana passada, o Banco Central divulgou os valores que os turistas estrangeiros deixaram no Brasil no mês de julho: US$ 789 milhões. Somados a junho: US$ 797 milhões, os gastos chegaram a US$ 1,58 bilhão. O valor é 59,7% maior que o mesmo período de 2013 (US$ 993 milhões).

Na lista que compõe os gastos dos estrangeiros da Copa estão despesas com hospedagem, alimentação, transporte interno, compras pessoais, atrativos e passeios, compra de ingressos no país, entre outros. Segundo a pesquisa Fipe, para os visitantes que optaram por acomodações tradicionais como hotel, pousadas ou flats, o item hospedagem representou a maior parte da despesa com 36,2% dos gastos. Já para os que se optaram por ficar em casa de parentes e amigos o maior desembolso foi com alimentação com 30,2% do total.

O levantamento mostra também que houve aumento significativo nas hospedagens em imóveis de aluguel (11,9%), albergues e campings (4,9%) em relação à demanda habitual. A pesquisa com estrangeiros, feita pela FIPE, se baseou 10.513 entrevistas realizadas em 12 aeroportos das cidades-sede e 10 postos de fronteiras terrestres.

O país recebeu turistas de 203 nacionalidades durante o Mundial, com destaque para os Argentinos (21%), norte-americanos (14,5%), ingleses (6,8), colombianos (6,6%), chilenos (6,4%) entre outros.

Fonte: Portugal Digital

Região portuguesa de vinhos verdes prevê boa colheita este ano

“Apontamos para uma vindima com início geral em meados de setembro e que revele um bom equilíbrio entre a intensidade aromática, a acidez e o álcool”, indica o enólogo António Cerdeira.

Lisboa - A Região dos Vinhos Verdes – que celebra 106 anos a 18 de setembro e cujas vindimas deverão arrancar nas próximas semanas – apresenta uma previsão positiva para a colheita de 2014, com valores médios de qualidade e de quantidade a par dos resultados dos anos anteriores.

“Com uma floração mais precoce do que o habitual – mas também mais lenta devido ao período de temperaturas mínimas baixas ocorrido no final do mês de maio -, a região registou em julho temperaturas globalmente moderadas com pouca precipitação dispersa, o que indicia uma evolução positiva da maturação”, refere um comunicado veiculado pela Aicep – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Para o enólogo António Cerdeira, “as condições climatéricas dos meses de agosto e setembro são, nesta fase, os factores determinantes para o perfil distintivo dos Vinhos Verdes 2014. Apontamos para uma vindima com início geral em meados de setembro e que revele um bom equilíbrio entre a intensidade aromática, a acidez e o álcool, sendo desejável para a elegância dos vinhos verdes um final de período de maturação lento e progressivo”.

Segundo a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), “uma boa previsão de colheita é fundamental numa altura em que as exportações continuam a crescer, registando um aumento de cerca de 19% em volume e de cerca de 15% em valor, face ao período homólogo, com particular destaque para mercados como a Alemanha, os Estados Unidos, a França ou o Brasil, nos quais se verificam um aumento de exportações entre os 10 e os 40%”, refere Manuel Pinheiro, Presidente da CVRVV.

Fonte: Portugal Digital

 

Dois fragmentos de diário

 

Por João Carlos Taveira

João Carlos Taveira

 

 

1) CASSIANO NUNES: LEMBRANÇA VIVA

 

Conheci o poeta Cassiano Nunes no início dos anos 1970, lembro-me bem. Ele era professor na UnB e figura muito badalada na cidade; e eu tinha uma namorada que cursava letras e era aluna dele. Depois, travamos conhecimento de verdade numa banca de jornal da quadra em que eu morava. Diariamente, ele ia visitar o amigo e colega Edson Nery da
Fonseca, vizinho meu de porta. A partir dali, nunca mais nos perdemos de vista, até a sua morte.

No ano seguinte, quando publiquei poemas no Correio Braziliense, ele foi o primeiro a vir me cumprimentar, incentivando-me a escrever e publicar. E assim foi até 1972, quando praticamente saí de circulação para me casar. Além do mais, o tempo, para mim, ficara muito escasso: trabalhava em dois empregos e a rotina não dava sopa para iniciantes…

Doze anos depois, já com a vida mais estabilizada, voltei aos circuitos da poesia e me preparava para publicar o primeiro livro. Naquela altura dos acontecimentos, já estava no terceiro casamento. Mas Cassiano Nunes continuava leal e fiel à nossa amizade, sempre disposto a colaborar comigo. Muitos foram seus conselhos em relação aos livros e autores que eu devia ler. Enfim, foi ele quem escreveu o prefácio de O Prisioneiro, peça que até hoje muito me orgulha.

Cassiano Nunes, paulista de Santos, nasceu em 1921 e morreu em Brasília, em 2007, aos 86 anos, quarenta dos quais viveu entre nós. Depois de ter sido um dos fundadores da Universidade de Assis, de ter trabalhado na editora Saraiva e lecionado Literatura Brasileira nos Estados Unidos, veio parar no Planalto Central por indicação de Carlos Drummond de Andrade. Lúcido, generoso e cordial, o autor de Jornada Lírica sempre dizia: “Amo Brasília, mas aqui é um cemitério para todo artista, principalmente para o escritor.” Deixou vasta obra e muitas lições. (Brasília, 5 de novembro de 2012.)

 

 

2) O BAMBURRAL E A MÚSICA DE TCHAIKOVSKY

 

Conheci José Hélder de Souza em 1971, dois anos depois de aportar em Brasília. O jornalista e escritor cearense, tendo chegado ao Planalto na inauguração da cidade, trabalhava no Correio Braziliense onde dirigia o suplemento “Armazém Literário”, que saía encartado semanalmente e era a alegria de poetas, contistas, cronistas e ensaístas.

Ainda incipiente, eu sonhava ver poemas meus naquele suplemento, embora não tivesse publicado nenhum livro. E, por insistência do poeta
Cassiano Nunes, resolvi apresentar-me àquele homem e levar-lhe alguns poemas. Cassiano, então, escreveu uma carta de apresentação, e lá fui eu.

Ao chegar à redação do jornal, José Hélder recebeu-me meio secamente, como era do seu estilo. Quando soube do propósito daquela visita, pediu-me os poemas e disse que a carta eu podia guardar. Humildemente, tentei argumentar. O remetente era um estudioso da literatura brasileira e professor na Universidade de Brasília. Mas o autor de A Musa e o Homem e A Grandeza das Coisas foi enfático: “Se os poemas tiverem valor, eu publico; mas se não prestarem, nada feito. Portanto, essa carta é inútil”.

Naquela mesma semana tive cinco poemas publicados no “Armazém Literário” do Correio Braziliense. A partir dali, nasceu entre mim e José Hélder de Souza uma grande amizade, que perdurou até 2004, ano de sua morte. Amizade construída sob os bons fluidos da poesia, da música de Tchaikovsky e principalmente das idas ao sítio de sua propriedade, curiosamente nomeado Bamburral.

Naquele sítio, escritores, músicos, artistas plásticos e de teatro se reuniam religiosamente para um peixe na brasa ou uma vaca atolada. E nessas reuniões, às vezes quinzenais, às vezes mensais, nunca faltava um bom uísque e uma boa cachaça, para gáudio de homens e deuses — alguns com suas mulheres e sua mania de grandeza. (Brasília, 12 de setembro de 2013.)

Fonte: Jornal da ANE – Associação Nacional de Escritores