Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é o filme escolhido pelo Ministério da Cultura para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro

O filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, dirigido por Daniel Ribeiro, foi escolhido pelo Ministério da Cultura para concorrer a uma vaga de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015.

São Paulo – O filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, dirigido por Daniel Ribeiro, foi escolhido pelo Ministério da Cultura para concorrer a uma vaga de melhor filme estrangeiro no Oscar 2015.

A ministra Marta Suplicy anunciou, quinta-feira (18), a escolha, na Cinemateca Nacional, na capital paulista. A produção concorreu com 17 longa-metragens nacionais.

O filme conta a história de Leonardo, um adolescente cego que precisa lidar com as limitações e a superproteção da mãe. A chegada de Gabriel, um novo aluno em sua escola, desperta sentimentos até então desconhecidos pelo personagem.

A ministra considerou positiva a mudança de temática do filme escolhido para representar o país, tratando do amor homossexual entre os jovens. “Esse é um filme universal, no sentido de um sentimento de um adolescente surpreso por se descobrir sexualmente e tratado com uma leveza, que raramente se vê na questão da homossexualidade. Entra numa faixa etária que é muito difícil levar [o tema] com sofisticação, sem entrar em clichê. [É] um filme extremamente positivo.”

A academia norte-americana definirá em janeiro o nome do longa estrangeiro que concorrerá ao Oscar, marcado para fevereiro, em Los Angeles. No dia 7 de novembro, o filme brasileiro estreia nos Estados Unidos.

A produtora do filme, Diana Almeida, considerou positivo que a temática seja levada às telas internacionais. “Espero que o filme possa ser visto por muito mais gente. Acho que só esse anúncio hoje vai criar

Músico Tom Nascimento lança em Belo Horizonte o show “Sois África”

Novo show será apresentado no dia 3 de outubro na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, inspirado por um olhar sobre a África que nos habita, abordando questões como consciência étnica, brasilidade, pertença e afro-descendência.

Belo Horizonte – Após passar uma temporada na estrada com a turnê “Funk-se, Rock-se…”, o cantor e compositor mineiro Tom Nascimento se prepara para apresentar o novo show “Sois África”. A estreia será em Belo Horizonte no dia 3 de outubro (sexta-feira), às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes.

No palco, além de Tom, estarão Johnny Herno na estética percussiva e teatral e canto a capela, Richard Neves nos teclados e zabumba e Sérgio Danilo no saxofone, flauta e pandeiro.

De acordo com Tom Nascimento, o “Sois África” é um show que se vale das várias possibilidades que a palavra arte dá. Passa pelo fazer artístico do músico observar, pesquisar, sentir e valorizar a herança africana em Minas Gerais e no Brasil. O artista mineiro desenvolveu o espetáculo baseado em sua oficina “O olhar e o espelho”, que visa apresentar não uma definição, mas sim um olhar sobre a África que nos habita, abordando questões como consciência étnica, brasilidade, pertença e afro-descendência.

Nascido em Belo Horizonte, e crescendo em Santa Luzia, na região metropolitana, Tom Nascimento possui 18 anos de carreira dedicados à música, como cantor, instrumentista e compositor. Iniciado no violão erudito, ainda nos bares encantou-se pela música popular brasileira e, especificamente, pelos ritmos e canções de origem africana.

No período de 2004 a 2006, o artista foi vocalista da banda Berimbrown, com quem participou de três turnês pela Europa (Alemanha, Áustria e Suíça). Em julho e agosto de 2008, Tom realizou a primeira turnê solo internacional pela Itália, com shows pelas cidades de San Remo, Bussana Vecchia, Bussana Mare e Vitimiglia. Ainda em 2008, o músico recebeu o Mineiro de Música Independente e foi um dos artistas selecionados na primeira edição do programa Vozes do Morro. Em 2013, fez o show de abertura para o Jota Quest na reinauguração do estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

Fonte: Portugal Digital

Espanhola Telefônica compra a brasileira GVT, do grupo francês Vivendi

O grupo francês Vivendi anunciou que o conselho da empresa autorizou a venda da filial brasileira GVT para a espanhola Telefónica. A empresa vai desembolsar 4,66 bilhões de euros.

Paris – O grupo francês Vivendi anunciou que o conselho da empresa autorizou a venda da filial brasileira GVT para a espanhola Telefónica. No fechamento da operação, o grupo espanhol controlará 92,5% da empresa resultante da integração da Telefónica Brasil com a GVT, enquanto cerca de 7,5% ficará nas mãos da Vivendi.

Ambas companhias negociavam com exclusividade desde o dia 29 de agosto a compra e venda da GVT, empresa pela qual também se interessou a Telecom Italia.

Para controlar a GVT, a Telefónica vai desembolsar 4,66 bilhões de euros (perto de R$ 14 bilhões) para a Vivendi, que, além disso, receberá 12% do capital social da sociedade resultante da integração da Telefônica Brasil e da GVT, noticiaram as agências EFE e G1.

Segundo informa a Vivendi em uma nota, dessa quantia em será preciso descontar dívida bancária no valor de 450 milhões de euros.

A companhia lembra que a operação está submetida à aprovação por parte das autoridades e estima que será concluída definitivamente no final do primeiro semestre de 2015.

Em paralelo, a Vivendi aceitou a oferta da Telefónica para comprar 1,11 bilhão de ações ordinárias que tem da Telecom Italia e que representam atualmente uma participação de 8,3% do capital com direito a voto da companhia italiana, equivalente a 5,7% de seu capital social.

Em troca, a Vivendi entregará à espanhola 4,5% da sociedade resultante da integração da Telefónica Brasil e da GVT.

Em comunicado, a Telefónica ressaltou que a integração com a GVT gerará sinergias de, pelo menos, 4,7 bilhões de euros.

A nova Telefônica Brasil consolidará sua liderança como operador integrado de comunicações do país, líder no segmento móvel e de banda larga, com cobertura nacional e um perfil de cliente de alto valor.

A GVT conta com uma importante rede de nova geração com mais de 10,4 milhões de lares em 21 estados brasileiros e mais de 2,5 milhões de clientes de banda larga.

Fonte:Portugal Digital/Agência EFE e G1

Bienal do Livro de Minas

Lupicínio

Por Emaneul Mwdeiros Vieira

Emanuel Medeiros Vieira

Viva  Lupícinio Rodrigues (1914-1974)!

Ele completaria 100 anos em 16 de setembro..

Foi autor de clássicos como “Esses Moços”, “Loucura”, “Nunca”, “Ela Disse-me Assim”, “Felicidade”, “Vingança”, “Volta”, “Se Acaso Você Chegasse”.

Transfigurou a “dor de cotovelo” em arte. Das mais belas.

O pesquisador Rodrigo Faour, autor do livro “História Sexual da MPB” (2006), afirma que “Lupícinio, ao lado de Herivelo Martins (1912-1992), foi um dos pioneiros, um dos fixadores do samba-canção na década de 1940”.

Complementa   Faour:   “E  Com essas músicas machucadas de amor ele munia o repertório de Linda Batista, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Isaura Garcia, Orlando Silva – todos os grandes cantores de rádio gravaram muito o mestre Lupicínio”.

E não só eles, como lembra Chico Castro Jr.

Praticamente, todos os grandes nomes da MPB  pós-bossa nova também gravaram Lupícinio: Paulinho da Viola (“Nervos de Aço”); Maria Bethânia (“Foi Assim, Loucura”), Gilberto Gil (“Esses Moços”), Gal Costa (“Volta”, “Loucura”), Elis Regina “Cadeira Vazia”), Caetano Veloso (“Felicidade”).

Até mesmo o vanguardista Arrigo Barnabé, rendeu-se ao gênio de Lupícinio – como lembra um pesquisador –, ao elaborar o show “Caixa de Ódio” (2011).

Como assinala Chico Castro Jr., na sua  Porto Alegre natal, de onde pouco saiu em vida, Lupícinio deixou marcas profundas na cidade e em seu povo.

É dele o (belo) hino do Grêmio, seu time de coração.

Então, tio Lupi faria 100 anos.

Suas canções sentidas, passionais, fortes, ficarão para sempre.

Viva Lupícinio Rodrigues!

(E para comemorar, escuto “Felicidade”.)

(Salvador, setembro de 2014)