Rio de Janeiro completa 450 anos neste domingo (1°)

 

 

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cidade turística brasileira é conhecida por suas belezas naturais, autenticidade, e povo acolhedor. Confira a programação das comemorações de aniversário

 

por Portal Brasil

Publicado: 28/02/2015 17h34

Última modificação: 28/02/2015 17h34

Divulgação/Copa 2014

 

Capital é considerada um dos mais belos cartões postais do Brasil e impressionando brasileiros e estrangeiros por suas peculiaridades

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Não há quem visite o Rio de Janeiro que não fique encantado com tanta beleza natural reunida num só lugar. A cidade maravilhosa, como é conhecida mundialmente, chega aos seus 450 anos no próximo domingo (1º), como um dos mais belos cartões postais do Brasil e impressionando brasileiros e estrangeiros por suas peculiaridades.

 

“Estamos vendo que a cada ano o Rio tem amadurecido em seus aspectos turísticos, tendo sido cenário de grandes eventos nos últimos anos e mostrado que sabe receber bem turistas de todas as nacionalidades”, ressaltou Vicente Neto, presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). “O Rio está no imaginário coletivo mundial e conhecer uma das mais belas cidades do Brasil é um desejo de milhares de pessoas”, completou.

Por meio do Rio de Janeiro, o Brasil tem fortalecido seu potencial para sediar grandes eventos internacionais. A capital carioca recebeu em junho de 2012 a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em que participaram líderes dos 193 países que fazem parte da ONU, superando a expectativa original de 50.000 participantes entre autoridades, negociadores, políticos e jornalistas.

Em junho de 2013, teve a Copa das Confederações e, em seguida, veio a Jornada Mundial da Juventude (julho de 2013). Neste período, o Brasil recebeu 415 mil turistas em único mês e o Rio teve 30% mais estrangeiros.

Pesquisa da Embratur feita na época mostrou que os turistas que foram aos jogos em Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza escolheram a capital fluminense como a segunda cidade a ser visitada durante a estadia no País. “A pesquisa confirma o Rio como nosso principal cartão-postal”, afirma o presidente da Embratur.

Em 2014, foi a vez de o Rio ser palco da Copa do Mundo. Apenas durante o período do mundial de futebol, conforme dados do Ministério do Turismo, mais de 1 milhão de visitantes internacionais, de 203 países, passearam por mais de 400 cidades brasileiras.

No próximo ano, o Rio será protagonista das Olímpíadas e Paralimpíadas que devem receber 10.500 atletas de 205 países, além das delegações esses países e dos turistas brasileiros e estrangeiros que passarão por lá durante os 17 dias de evento.

Segundo revela última pesquisa de demanda internacional do Ministério do Turismo, realizada em aeroportos internacionais e postos de fronteiras terrestres com 33,1 mil visitantes, a capital fluminense é a preferida dos viajantes de lazer.

Em 2013, um terço dos visitantes internacionais motivados pelas atividades de lazer passaram pela cidade do Rio de Janeiro. Florianópolis (SC), que aparece em segundo lugar, recebeu 18,7% deste fluxo e Foz do Iguaçu, 17%.

Confira informações sobre as comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro.

Fonte: Embratur

‘Também disseram que chegar à Lua era impossível’, diz brasileira candidata a morar em Marte

 

Por Camilla Costa

Da BBC Brasil em São Paulo

 

O dia de Sandra Silva parece ter mais horas do que o normal. A professora de 51 anos, que vive em Porto Velho (RO), ensina administração e sistemas de informação em uma universidade, atende em um escritório como advogada, faz design de aquários e escreve uma saga de ficção científica “à la Dan Brown” nas horas vagas. Em meio a todas estas atividades, ainda se prepara para ir à Marte – sem data para voltar

A brasileira é uma das cem finalistas no processo seletivo do polêmico projeto Mars One, da ONG holandesa homônima, que pretende começar uma colônia terráquea no planeta vermelho a partir de 2025.

A empreitada envolve cientistas especializados em projetos de exploração espacial de 13 países e tem como um de seus maiores embaixadores o físico teórico Gerard ‘t Hooft, Nobel de Física em 1999.

No entanto, o plano para levar o grupo de 24 pessoas até Marte tem sido criticado por instituições como o MIT (Massachussets Institute of Technology). Recentemente, engenheiros do instituto sugeriram mudanças no projeto, afirmando que os colonos poderiam começar a morrer após três meses no novo habitat.

Sandra, no entanto, não demonstra receio. Fã do clássico de ficção científica Duna (saga ambientada em colônias humanas instaladas em outros planetas após o abandono da Terra), ela diz que sua paixão pela ciência pode levá-la até onde nenhum homem jamais foi. Até o início do ano, ela também ensinava ciências a alunos do ensino médio na rede pública.

“Eu sou apaixonada pelo negócio mesmo (pelo espaço), não tem jeito. Eu pensei muito, já tenho 51 anos. Sonhei minha vida toda em fazer isso, desde pequenininha. E se você se depara com a possibilidade de realizar seu sonho e não vai, isso é covardia pura”, disse à BBC Brasil.

Confira os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil: O projeto enfrenta críticas e ceticismo dentro e fora da comunidade científica. Você acredita que uma colônia em Marte será possível?

Sandra Silva: Acho que não é uma questão de “se”, mas de quando vai acontecer. O homem vai a Marte, isso é inevitável. Nesse momento, já sabemos que isso tem condições de ser feito. Vamos fazer uma colônia em Marte e quem sabe em 500 anos Marte vai estar formada, como a Terra. Mas tem que começar, senão não vai acontecer nunca.

No Brasil, muitas pessoas não levam isso a sério. Elas não conseguem perceber que isso pode ser real, porque falta conhecimento, e tratam isso como piada. Acho ofensivo, porque são pessoas sérias, que trabalharam a vida inteira em projetos na área espacial. Não é brincadeira, é um projeto sério. Ninguém ia pegar US$ 6 bilhões para mandar pessoas para a morte.

Quando eu me deparei com esse projeto na internet, também pensei “que maluquice será essa?”. Mas resolvi ler mais a respeito e percebi que havia uma alta viabilidade técnica. Fui saber quem eram os responsáveis e vi que eram pessoas que já haviam trabalhado com a NASA, com a ESA (Agência Espacial Europeia), com a Agência Espacial Japonesa. Essas pessoas não são malucas, elas não iriam arriscar sua reputação para fazer algo que não fosse sério.

Também disseram que chegar à Lua era impossível, mas a viabilidade técnica desse projeto é maior do que era a da Apollo 11. Quando lançaram a Apollo 11, aquele módulo lunar nunca havia sido testado!

Missão quer colonizar Marte com 24 pessoas, escolhidas entre candidatos de 19 a 60 anos

Em meio a seleção de colonos, viabilidade de projeto gera dúvidas

 

Os pré-selecionados para o projeto Mars One vêm de todos os continentes e têm perfis bastante diversos. Além de Sandra, o grupo têm um programador alemão de 36 anos, uma australiana de 45 anos especializada em vendas, uma estudante boliviana de 19 anos e até um polônes que começa sua apresentação dizendo ser “um dos primeiros marcianos a chegar ao planeta de vocês”.

Os 12 homens e 12 mulheres selecionados no final do processo serão enviados ao espaço em pequenas cápsulas a cada dois anos, a partir de 2024. Isso se a missão for concretizada.

O projeto prevê o envio de veículos espaciais a Marte a partir de 2018, para estabelecer a estrutura da colônia: satélites para garantir a comunicação, módulos habitacionais e unidades que produzirão água e oxigênio, além de uma estufa para plantas terrestres. Tudo isso ao custo aproximado de US$ 6 bilhões.

No entanto, até apoiadores do projeto, como o Nobel de Física Gerard ‘t Hooft, têm manifestado dúvidas sobre se será possível manter os prazos. Ao jornal britânico The Guardian, ‘t Hooft disse que a missão “levará um pouco mais de tempo e será um tanto mais cara”.

Outros cientistas também apontam a dificuldade do projeto em conseguir grandes financiadores e o fato de que os módulos necessários à sobrevivência dos colonos ainda não estão em produção. Engenheiros do MIT afirmaram que, sem um equipamento para equilibrar os níveis de oxigênio e gás carbônico produzidos por plantas na estufa, os colonos podem sufocar em 68 dias.

Mas o engenheiro mecânico Bas Landorp, fundador da Mars One, afirmou que as conclusões do MIT se baseiam em “decisões absurdas” e prometeu refutar os cálculos em um estudo que será divulgado em março. Ele também disse não se incomodar com possíveis atrasos. “Não se esqueçam de que, quando Kennedy anunciou a missão à Lua, ele tinha menos tempo”, afirmou.

Quando entramos no processo seletivo, recebemos material para estudar e ficamos sabendo mais sobre os problemas que podem ocorrer. Nesse caso, diferentemente do caso da Apollo 11, toda a tecnologia que será utilizada é pré-existente. Tudo já foi testado e funcionou, nada será inventado agora.

Por isso, a margem de erro é menor e é possível ter mais redundância (jargão técnico referente a um sistema com vários níveis sucessivos de segurança). Além disso, o projeto não é simplesmente enviar humanos para Marte. Antes disso serão enviadas oito naves com a mesma tecnologia, a partir de 2018, justamente para testar e verificar os possíveis problemas, para minimizar os riscos ao máximo.

Eu li a crítica recente, que o MIT fez sobre a viabilidade da colônia, mas acho que alguns detalhes técnicos da missão ainda precisam ser esclarecidos para se chegar a conclusões tão desastrosas como essa.

BBC Brasil: Como foi o processo seletivo do Mars One até aqui?

Sandra Silva: No início é preciso responder a um questionário bem grande, porque eles desenharam bem o perfil do indivíduo que querem para essa missão. É uma missão de colonização, então o perfil não é o mesmo de um astronauta normal. Por isso abriram para qualquer pessoa que tiver habilidades e interesse.

Eles querem uma pessoa que tenha alguma coragem, que tenha resiliência e uma alta capacidade de adaptação, que saiba trabalhar muito bem em grupo e que possa confiar nas outras pessoas – porque você vai estar em situações em que sua vida vai depender do outro. Também temos que apresentar as razões pelas quais gostaríamos de participar.

Na primeira etapa, eram mais de 200 mil candidatos e sobraram 1.058. Recebemos o resultado em dezembro de 2013. Depois começou a etapa física: recebemos uma lista bem grande de exames médicos com exigências específicas. Para você ter uma ideia, meu oftalmologista me atende há 40 anos e teve que fazer exames que nunca tinha feito em mim. Essa etapa diminuiu o número de candidatos para 600.

E agora tive que fazer uma entrevista ao vivo pelo Skype com o doutor Norbert Kraft, que já selecionou astronautas para a Agência Espacial Japonesa e para a NASA. Não posso falar mais sobre a entrevista, porque nós assinamos um termo de não divulgação. Agora somos 100 candidatos, 50 homens e 50 mulheres.

BBC Brasil: O que torna você uma candidata forte para fazer parte da colônia em Marte?

Sandra Silva: Eu sabia que o páreo não ia ser fácil, mas me inscrevi seriamente, pensando em seguir adiante. Acho que a minha história de vida me fez desenvolver uma personalidade semelhante à que eles querem no projeto.

Meu pai é advogado da União e foi transferido para Rondônia quando eu tinha nove anos. Quando viemos morar em Rondônia, não existia nada aqui. Nada mesmo. Um simples pé de alface a gente tinha que mandar buscar de avião, mas há coisas que não podíamos mandar vir. Então a gente tinha que construir, tinha que ter muita inventividade. Dependíamos da colaboração uns dos outros para sobreviver.

Quando não há facilidades na sua vida, você acaba desenvolvendo a capacidade de lidar com situações extremas. Acho que eu desenvolvi essa capacidade. Como eu era criança, não conseguia identificar que aquilo era uma situação extrema. Desenvolver coisas, criar ferramentas, era algo perfeitamente natural.

Para você ter uma ideia, não tinhamos energia elétrica o dia inteiro, só parte do dia. Na primeira vez em que minha irmã mais nova foi visitar nossos parentes em São Paulo, ela colocou velas na mala, porque pensou que podia faltar luz. A pessoa está inserida em um contexto no qual encara normalmente aquilo que para outras pessoas pode ser horrível.

Caso a missão se concretize, colonos viverão em pares, em módulos de 50 m² e interligados entre si

Hoje nós temos muitas facilidades aqui, mas não foi assim sempre. Na minha casa eu mesma troco instalações elétricas, substituo cimento quebrado. Eu aprendi e isso acabou me ajudando. Além disso, eu não consigo ficar parada. Durmo pouco, não tenho necessidade de muito sono. Estou sempre em uma atividade intelectual ou em uma atividade física.

O contato com as pessoas do projeto é todo feito em inglês. Eu consigo ler e entender inglês, mas falar para mim é mais difícil. É por isso que estou tendo aulas de conversação todos os dias. Mas se você considerar que há um ano eu não falava nada e hoje já consigo conversar com eles, foi uma evolução radical.

BBC Brasil: Como seus familiares reagiram à notícia de que você está entre os 100 candidatos para a próxima fase?

Sandra Silva: Quando eu contei durante o café da manhã que havia sido aprovada, minha mãe botou a mãozinha na cintura, olhou bem para mim e disse: “pode parar com essa palhaçada, você não vai pra Marte coisa nenhuma, tá entendendo?”. Enquanto eram 200 mil, era uma impossibilidade na cabeça deles. Nesse dia ficou mais real.

Eles ainda não aceitaram. Meu pai foi o único que se entusiasmou mais pela ideia, saiu contando para todo mundo. Eu passei a ser a doida da família. Eles me apoiam, mas não gostam da ideia, não. Eu tenho uma irmã mais nova que criei como se fosse filha. Ela é quem mais detesta a ideia. Mas eu já gastei minha maternidade ali, não tenho vontade de ter filhos.

Alguns dos meus amigos dizem: “Sandra, você é doida de pedra mesmo, tenho que admitir”. Outros dão o maior apoio, outros ainda dizem que não me deixarão ir.

BBC Brasil: E o que acontece a partir de agora?

Sandra Silva: Ainda não temos muitas informações, mas eles devem montar grupos que trabalharão juntos e vão observar a empatia entre as pessoas. E sabemos que eles vão gravar um documentário e que a seleção final dos 24 colonos vai ter algum tipo de participação do público.

Mas não existe no projeto nada de definitivo. Não é porque você foi escolhido entre os 24 que com certeza vai para Marte.

Depois da seleção final começa um período de treinamento que dura oito anos. Há um treinamento pessoal e um treinamento de grupo. Também precisaremos fazer uma formação técnica, porque cada grupo de quatro pessoas enviado para Marte deverá ter dois médicos e dois engenheiros. Essa formação é obrigatória, não é opcional.

Projeto de estufa para plantas terrestres em Marte causa controvérsia entre cientistas

Também faremos treinamentos em grupo em ambientes que simulam o ambiente marciano, onde vamos usar os equipamentos que serão usados lá. A cada ano, durante três meses, essa simulação vai acontecer em postos que podem ser na Antártica, no deserto, etc.

Mas se durante esse período de treinamento você não conseguir desenvolver o programa a contento, poderá ser retirado do programa. Se descobrir que não quer aquilo, também pode deixar o projeto.

BBC Brasil: O que você espera de uma vida em Marte?

Sandra Silva: Acho que vai ser muito divertido! Fazer pesquisa, poder ter experiências que nenhum outro ser humano vai viver.

O fato de ter que se inserir em um ambiente completamente diferente, onde você terá necessidades completamente distintas das que tem agora, modifica a forma como você raciocina. Espero que inserida no ambiente marciano eu consiga até ser mais criativa. Vai ser fantástico.

Fonte: BBC Brasil

Buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol intriga cientistas

 

 

Existência de buraco negro muito maior que o Sol provoca dúvidas em cientistas

Astrônomos dizem ter descoberto um gigantesco buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol, mas seu tamanho desafia as teorias sobre como esses fenômenos cósmicos se expandem.

Segundo os cientistas, o novo buracro negro foi nomeado SDSS J0100+2802 se formou 900 milhões de anos após o “Big Bang”, que teria dado origem ao universo.

Radiação energética

O extraordinário objeto se encontra no centro de um quasar, uma estrutura celeste que gera uma radiação energética um bilhão de vezes mais forte que o Sol.

O problema é que os astrônomos não conseguem explicar como um buraco negro desse tamanho se formou tão cedo na história cósmica, pouco depois do nascimento das estrelas e das galáxias.

A descoberta foi feita por uma equipe internacional de cientistas da Universidade de Pequim, da China, do Instituto Carnegie, dos Estados Unidos, e da Universidade Nacional da Austrália.

Fonte: BBC Brasil

Os profissionais que veem dentro dos mortos

 

Pippa Stephens

Repórter de saúde, BBC News

 

 

 

 

 

 

 

 

Histopatologistas fazem exames para identificar causas de mortes consideradas naturais

Muita gente tem uma noção do trabalho dos patologistas forenses, graças à popularidade de seriados de televisão como CSI. Mas há um outro tipo de patologista, menos conhecido, que faz um trabalho não menos importante – e menos macabro.

Diariamente, a médica Simi George abre diversos corpos para tentar descobrir como as pessoas morreram.

Ela examina os corações dos mortos, seus olhos, suas caixas toráxicas e seus crânios em seu emprego como histopatologista no hospital St. Thomas, em Londres.

Às vezes, os cadáveres estão tão decompostos que ela não consegue ver seus rostos, seu crânio está preto e há vermes. Ela pena para descobrir a causa da morte.

Histopatologistas investigam as causas das mortes naturais. Os patologistas forenses investigam mortes violentas.

George, 41 anos, também trabalha com crianças que morreram, bebês que nasceram mortos e mulheres que morreram dando à luz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Exames de necrópsia são realizados apenas com autorização da família ou ordem judicial

Ela faz autópsias em aproximadamente 50 corpos por semana que vêm de hospitais e institutos médicos legais. O exame é feito com o consentimento dos familiares ou devido a ordens de legistas e autoridades – no caso de haver dúvidas sobre a causa da morte e a vítima se encaixar em uma lista de 20 condições suspeitas.

Rotina

A médica é mãe de dois filhos e realiza seu trabalho de forma imperturbável. “Eu não me importo com vermes, corpos decompostos, urina ou cocô, mas vômito – o conteúdo do estômago – me incomoda”.

Ela nunca passou mal, mesmo quando estava em treinamento ou grávida.

Enquanto ela examina o corpo de uma mulher de 65 anos – que morreu em um hospital cinco dias antes -, em busca de coágulos em seu coração, o cheiro é nauseante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Patologistas forenses e histopatologistas trabalham juntos em casos de mortes de crianças

Patologistas forenses e histopatologistas trabalham separadamente em casos de adultos, mas o protocolo manda que atuem em conjunto em casos de crianças. Isso significa que George acaba vendo casos de violência com os quais não tem contato lidando com os corpos de adultos.

Depois que as pessoas morrem, seus corpos são levados para um necrotério e refrigerados a 4ºC. Eles ficam nus sobre a mesa de autópsia. Os olhos ganham uma tonalidade amarelada e uma aparência cristalina.

Se a pessoa morreu recentemente, a pele fica pálida, com uma tonalidade azul e com aparência marmorizada nos ombros e peito. Sem o bombeamento feito pelo coração, o sangue se acumula em algumas partes do corpo.

Tracey Biggs, gerente de serviços do hospital St. Thomas, é também técnica de anatomia patológica. Parte de seu trabalho envolve abrir corpos e remover seus órgãos.

Às vezes seu abdome está verde, diz ela, porque as bactérias intestinais começam a decomposição do corpo.

Os corpos têm um cheiro diferente dependendo de como as pessoas morreram, segundo Biggs. Ela diz que o odor muda se a pessoa passou muito tempo em unidades de terapia intensiva, usando muitos remédios.

Etapas da autópsia

Para remover os órgãos, Biggs primeiro faz uma incisão na parte frontal do corpo e retira o osso esterno e a caixa toráxica. Depois ela remove o coração, os pulmões, a estrutura do pescoço, o intestino, o fígado, o baço, os rins, a bexiga e o útero ou próstata.

Por fim ela corta o crânio com um bisturi e retira a pele da cabeça até a altura da sobrancelha. Em seguida o cérebro é removido com instrumentos que incluem um martelo.

“Essa parte costuma ser a mais perturbadora para pessoas que assistem ao processo”, diz ela. “A primeira vez que eu vi um cérebro foi surreal, fascinante – uma coisa que você não pode imaginar.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Médicos argumentam que maior número de autópsias ajudaria a curar doenças

Quando George inspeciona os órgãos, procura por tumores – cujas cores podem ser amarela, branca, vermelha ou marrom. Uma textura semelhante a favos de mel no pulmão pode indicar enfisema ou outras doenças. A meningite pode fazer o cérebro ficar mais pesado e amarelo.

Se uma autópsia é inconclusiva, os médicos analisam amostras de tecido do corpo com microscópios. Se ainda assim a causa da morte não for descoberta, é feito um exame toxicológico que busca, por exemplo, sinais de overdose.

Com a permissão de familiares ou legistas, informações sobre pessoas que morrem em hospitais podem ser enviadas para pesquisas médicas – no caso por exemplo de uma doença genética, de acordo com George.

Como lidar com a morte

Filósofos estoicos, como o imperador Marco Aurélio, diziam que devemos pensar na morte diariamente para não ter medo e enfrentá-la com dignidade quando ela vier – e também para nos concentrarmos no presente.

Mas talvez isso não seja tão fácil.

“Nós vemos todos os dias como a vida pode acabar facilmente. Nós ficamos alertas”, diz Biggs. “Tenho medo da morte e de perder pessoas próximas. Eu não corro riscos – não vou nem à montanha-russa para não ter um ataque cardíaco”, diz ela.

George, por sua vez, afirma não ter medo porque “você não pode fazer nada”.

“A morte não é um tabu – é parte da vida e você não deve ficar evitando discutir”, afirma ela.

Esse tipo de trabalho permite analisar a sociedade. A cada semana, no período do inverno, George e sua equipe recebem um corpo decomposto de alguém que morreu em casa sozinho. Há também ao menos um caso de suicídio por semana.

O necrotério atende 32 bairros de Londres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Exames necroscópicos ajudariam melhorar tratamentos para doenças graves, segundo médicos

George teme que sua profissão desapareça no futuro. Ela recebe apenas um ou dois casos de mortos cujos parentes permitiram a autópsia. Em contrapartida, os casos em que o exame é determinado pelas autoridades chega a cerca de 100 por mês.

Mas as autópsias “autorizadas” pelos parentes seriam vitais. Mais de 33% das certidões de óbito britânicas não listam a causa correta da morte – o que pode prejudicar o trabalho do governo de direcionar recursos para pesquisas médicas.

A ideia é que se mais autópsias fossem realizadas, as reais causas de mortes seriam mais facilmente descobertas.

Patologistas querem examinar pessoas que morreram de doenças como o câncer, para obter dados de cada tratamento. Além disso, médicos afirmam que esses exames ajudariam a identificar casos de pessoas que morreram de doenças genéticas e avisar suas famílias, para alertá-las.

“Realmente espero que o público não pense que somos o tipo de pessoa que mantém corações de bebês em jarras”, disse George. “Além de responder à angústia de parentes sobre as causas de morte, as necrópsias ajudam os médicos a aprender mais sobre doenças e assim beneficiar o público. Nós queremos ajudar.”

Ela diz que trata os corpos da mesma forma que gostaria que o corpo de uma pessoa amada fosse tratado – com cuidado e respeito.

George diz que seu trabalho a tornou mais corajosa, na medida em que ela vê muitas “vidas desperdiçadas” em mortes prematuras.

“Você tem apenas uma vida. Você tem que vivê-la”, disse ela.

Fonte: BBC Brasil

“Os Tambores da Aurora” – Lançamento do livro de Gabriel Nascente

Algumas informações referente ao lançamento do livro de Gabriel Nascente:

 

Data: dia 18 de março ( quarta-feira) às 10:00 h

                        Local: Câmara Municipal de Luziânia

 

OS TAMBORES DA AURORA

( antologia pessoal da coleção poetas latino americano)

 

Presenças de autoridades da magistratura e literatura goiana a serem confirmadas.

Obs: foto de Gabriel Nascente

foto legenda,poeta Gabriel Nascente defronte

a estátua de Machado Assis na Sede da Academia

Brasileira de Letras, quando lá esteve em setembro

do ano passado para receber o prêmio nacional de poesia

da ABL pelo seu livro “A biografia da cinza”