O Valor da Amizade Não Tem Preço

No livro infantil Naomi e Anita e o Irmãozinho (Thesaurus Editora), a escritora Akemi Nitahara e a ilustradora Adriana Cascae também ensinaram noções de ciência, sociedade e o respeito às diferenças entre as pessoas.

Adriana e Naomi, um livro a quatro mãos. por divulgação.

Por Redação

A escritora Akemi Nitahara e a ilustradora Adriana Cascae se uniram para produzir o livro infantil Naomi e Anita e o Irmãozinho (Thesaurus Editora), que será lançado 11 de às15h setembro de 2010 (sábado) no Café da Rua 8 (408 norte), em Brasília (DF).

Trata-se de um livro de literatura infantil que aborda a chegada de um irmãozinho e a diferença entre as famílias. Naomi e Anita trazem mais um personagem para suas histórias: o irmãozinho Thales.

Amizade

As amigas Naomi e Anita já mostraram aos pequenos leitores o valor da amizade, no livro Naomi e Anita. As duas ensinaram noções de ciência, sociedade e o respeito às diferenças entre as pessoas, na sequência Naomi e Anita e suas Descobertas.

Agora, Naomi e Anita trazem mais um personagem para suas histórias: o irmãozinho Thales. Na obra Naomi e Anita e o Irmãozinho, a autora Akemi Nitahara e a ilustradora Adriana Cascaes trabalham a questão da diferença entre as famílias, que hoje em dia não é mais, necessariamente, formada pelo núcleo pai, mãe e filhos.

Famílias

Temos mãe, filha, avó, avô e tia; neta, avô e avó; pai e filhos; e também, pai, mãe, filho e filha. Thales também faz suas próprias aventuras, tem seus próprios amigos e ensina, junto com as “grandes” Naomi e Anita, como aceitar a chegada de um irmãozinho na família, o que nem sempre é tarefa tranquila.

Naomi, Anita e Thales, personagens reais. Divulgação.

Ele vem somar às histórias de Naomi e Anita o respeito e, principalmente, a paciência e o cuidado que é preciso ter com as crianças menores. Tudo de maneira lúdica e facilmente assimilável pelas crianças que começam a se aventurar pelo maravilhoso mundo da leitura.

O texto, com personagens e situações reais, facilita a identificação do leitor com a história.

Autora e ilustradora

Akemi Nitahara, mãe de Naomi e Thales, é jornalista e começou a se aventurar pelas histórias infantis inspirada em seus filhos. Na Rádio Nacional há seis anos, é formada pela Universidade de Brasília (UnB).

A ilustradora Adriana Cascaes, mãe de Anita, é artista plástica formada pela UnB. Ilustra a série Naomi e Anita motivada pela amizade que há três gerações une essas crianças e suas famílias.

Personagens

Anita tem 9 anos, gosta de dançar, tocar violão, andar de bicicleta e é amiga da Naomi. Naomi tem 9 anos, é amiga da Anita e irmã do Thales. Gosta de balé, dos Beatles e de fazer poesia.

Thales tem 6 anos, é irmão da Naomi e amigo da Anita. Gosta de esportes radicais, anda de skate, bicicleta e faz Le Parkour.

Serviço

O que: Naomi e Anita e o Irmãozinho (Thesaurus Editora),

de Akemi Nitahara, com ilustrações de Adriana Cascaes.

Capa e Colorização: Thiago Sarandy.

16 páginas.

Preço: R$ 20,00.

Lançamento: 11 de setembro de 2010 (sábado), às 15h.

Local: Café da Rua 8 (408 norte) Informação: (61) 8111-4663. www.thesaurus.com.br

Um Monólogo em Nome da Paz

A poeta e professora Manuela Castelo Branco e Tatiana Carvalhedo escreveram o monólogo Da Paz, que a comunidade cultural de Brasília pode conferir com a publicação do texto em livro, pela Thesaurus Editora.

A palhaça Matusquela, por divulgação.

Por Redação

Manuela Castelo Branco e Tatiana Carvalhedo escreveram e Francis Wilker dirigiu o monólogo Da paz, em cartaz no Sala Adolfo Celli (Casa D´Itália). Tatiana Carvalhedo interpreta a estressada Maria da Paz.

Manuela, que também é autora de livro de poesia para criança, desta vez experimenta uma linguagem diferente, a comédia, com uma visão toda particular do gênero. Ela assegura que o tratamento que deu ao seu texto é diferente das comédias que se conhece.

Comédia

“Comédia não precisa ser escrachada para fazer rir nem violenta para ser provocativa,” afirmam as autoras por meio de nota divulgada à imprensa. Manuela também trabalha como atriz, ao lado da parceira.

Diz o texto de divulgação; “No Monólogo Da Paz, as dramaturgas e atrizes Manuela Castelo Branco e Tatiana Carvalhedo (que dá vida à personagem) buscam esse equilíbrio para mirar em alguns dos desafios da mulher contemporânea, que vive pressionada pelo chefe, o filho, a magreza, o marido, a TPM.”

Paz, formatohibrido.zip.net

Diz o texto divulgado pela produção da comédia. “Escrito a quatro mãos, o texto confronta o discurso estéril da paz interior com a prática do corre-corre diário de uma mulher que mal consegue conversar com a mãe sem ser interrompida várias vezes pelo celular.”

Raiva contida

“Metida em um taillerzinho pink justo, a atriz de 32 anos está à vontade no corpo da personagem — que obviamente está a ponto de implodir de tanta raiva contida, e que segue todo o tempo defendendo o discurso do manter o controle, ter calma, rir de tudo, blabla-blá.”

“A peça não dura mais que 50 minutos, mas exige fôlego da atriz — que demonstra experiência e domínio de cena.”

Manuela Castelo Branco, por antoniomiranda.com.br

“Nada contra as práticas meditativas, mas não faz sentido não termos mais tempo para as pessoas que mais amamos”, diz Tatiana, que criou a personagem em 2006. A ideia do tema nasceu quando a atriz resolveu fazer uma performance para um evento sobre a paz e percebeu o quanto era difícil mantê-la na vida cotidiana.

“Vi-me completamente louca no trânsito e não sou só eu. O mundo inteiro está assim”, aponta. “Maria da Paz é a contradição ambulante”, resume Manuela, 33 anos, co-autora da peça que ela define como “comédia nervosa ou uma peça nervosamente cômica”.

Relações esvaziadas

“O cenário — todo branco e vazio — também conversa com o tema, que esbarra no esvaziamento das relações. Na maior parte do tempo a plateia se sente confortável com o tom irônico e politicamente incorreto do texto. A peça termina deixando um sentimento de final feliz não óbvio, mas de construção e escolhas individuais.”

“E Tatiana Carvalhedo encarna Da Paz com recursos técnicos, sensibilidade e carisma, A direção é sutil. Acostumado a dirigir peças do grupo Teatro do Concreto com mais de 20 atores em cena e em locais abertos, Francis Wilker, de 31 anos, encena pela primeira vez um texto que dialoga com a cultura de massa.”

“Ele não é besteirol, mas tem elementos dele. É uma peça política e irônica ao mesmo tempo”, avalia o diretor, para quem foi enriquecedor dirigir um monólogo, estilo que exige muita concentração do ator.

Desafio

“Ela não tem com quem dialogar em cena; isso é um desafio imenso,” assegura. O diretor também encantou as autoras. “Ele trouxe novidades na direção e no texto. E é de uma generosidade muito rara”, elogia Tatiana, que demorou dois anos na captação de recursos para a montagem.

Além da peça, as autoras escreveram um livro com textos inéditos e cenas da montagem. A publicação Da Paz, provocações cênicas e outros escritos está à venda na porta do teatro e nas livrarias por R$ 15.

Serviço

Da Paz, de Tatiana Carvalhedo e Manuela Castelo Branco.

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Entre Deuses e Homens

A escritora e psicóloga Vera Americano lança Entre Deus e Homens, livro no qual mergulha na condição humana e a instiga o leitor ao questionamento: por que a humanidade opta pelo caminho do conflito, quando a paz é o caminho?

Vilma Americano. Foto: Tagore Alegria.

Por Redação

A escritora e psicóloga carioca radicada em Brasília (DF) desde 1963, Vilma Americano lança dia 1º de setembro no restaurante Carpem Diem da 104 Sul, em Brasília (DF), o livro Entre Deuses e Homens (Thesaurus Editora).

Trata-se de ensaio, no qual analisa o progresso científico e tecnológico, entre outros temas. “Será por acaso que, a despeito de tanto progresso científico e tecnológico, a maior parte das agressões terroristas e das ameaças de guerras estejam ligadas a questões e visões religiosas conflitantes?”, pergunta a Autora.

A paz é o caminho

Para ela, a humanidade, depois de tantos períodos de guerras e de destruição, chega ao século XXI com uma certeza: é preciso optar pela paz.

“A autoridades que conhece muito mais do que nós os meandros e percalços da política internacional já reconheceram: nossa escolha não é mais entre a guerra ou a paz, mas entre a paz ou a aniquilação.”

Daí, acrescenta, é preciso construir a paz. “Uma nova visão da Criação implica uma compreensão ampliada da evolução, na qual seres mais desenvolvidas, como verdadeiros co-criadores, podem contribuir e participar da dinâmica evolutiva de seres mais primários,” assegura.

Reflexões

Casada, mãe de cinco filhos, a Autora de Entre Deuses e Homens revela que há 50 anos estuda “junto com meu esposo a história das religiões e a relação espiritual com a vida.” Este livro é fruto desses estudos e de suas reflexões.

Entre Deuses e Homens, diz a Autora, é comprometido com a construção da paz num mundo cansado de guerras e outros conflitos, que afasta a Humanidade do seu verdadeiro caminho, o Amor.

O que Vera Americano diz não entender é fato dos homens, co-criadores, se entregarem à destruição da própria espécie. Mas existe uma esperança. Diz ela:

Deus

“Dotados de uma visão abrangente que entrega passado, presente e futuro, esses co-criadores deixaram preservada, de algum modo, a revelação da nossa verdadeira história. Conhecendo-a poderemos, finalmente – ao ampliar nossa concepção de Deus – encontrar o caminho da conciliação e integração entre todos os credos de todos as culturas em que nossa humanidade se diversifica.”

Serviço

Capa de Tagore Alegria

Anderson Braga Horta, Poeta Maior

Anderson Braga Horta lançou o livro Signo – Antologia Metapoética (Thesaurus Editora, 2010). Trata-se de poeta maior, na verdadeira acepção da palavra.

O poeta Anderson (Salomão Sousa ao centro), amigos prestigiam lançamento de Signo. Por Victor Tagore.

Por Francisco Carvalho

Especial Para Nós – Fora dos Eixos

Anderson Braga Horta – Signo: Antologia Metapoética (Thesaurus Editora, 2010). Trata-se de poeta maior, na verdadeira acepção da palavra. E não se diga que o elogio é excessivo, pois quem já leu os versos do poeta mineiro está convencido de que se trata de poesia da mais alta categoria.

Seus livros de poemas e os de ensaio o colocam na primeira linha da literatura brasileira contemporânea. Poucos terão atingido o nível conceitual a que sua poesia tem direito. Nenhum exagero em afirmar que ABH se coloca entre os mais altos poetas de sua geração. Não lhe falta razão quando escreve que “o poema nasce do conúbio das palavras no coração do poeta” (p. 238).

Seu livro de poemas impressiona pelas qualidades literárias, gráficas e pelas ilustrações da capa. Os encontros e desencontros da vida são analisados criteriosamente nos sonetos e metapoemas, como se pode ver destes versos: “Os homens roem a vida / que os roerá mortos” (p. 51).

Anderson autografa para o poeta José Roberto da Silva.Por Victor Tagore.

Em versos longos ou breves, o poeta nos brinda com poesia de primeira qualidade: “O melhor de mim / está solto no vento. / Mãos, raízes, searas / e outras nuvens que invento” (p. 72).

O poeta não aplaude a poesia que desintegra: “Hoje a poesia é uma bomba atômica / desintegrando a linguagem” (p. 87). Querem transformar a poesia num celeiro de palavras sem sentido. O poeta insiste em dizer que “A poesia nunca foi / nem será nunca / um produto industrial” (p. 87).

Tudo lhe parece possível no universo poético, até mesmo um “Poema sem forma / como flor que se abre no peito” (p. 138). Mas os olhos do poeta vêem coisas que os pragmáticos não enxergam, como por exemplo: “Súbito na treva / uma rosa fria / nos meus olhos neva” (p. 156). Mas é preciso dizer que o poeta é o homem que “carrega a noite nos ombros” (p. 164). Porque sabe que a noite é uma povoação de estrelas.

“Eu tenho um sonho. / E porque tenho um sonho / sou homem” (p. 168). Sonhar, para o poeta, não é coisa para preguiçosos ou desocupados. É coisa de homem. Na página 161, ABH nos presenteia com um dos mais belos poemas do livro, com o título de Coisa e Palavra.

Admiradores (Victor Tagore à direita) da poesia de Anderson mostram a capa de Signo. Divulgação.

A beleza poética tem várias dimensões. O leitor precisa estar atento para esse fato. Na página 177, o coração não é apenas um relógio de areia que bate as horas do amor. É muito mais que isso. “O coração estende as asas / e voa pela janela”. Esses dois versos são uma resposta para aqueles que não acreditam em poesia.

ABH tem completo domínio sobre as alternativas literárias. No verso livre ou no verso medido, revela profundos conhecimentos das estruturas poéticas. Sua riqueza de palavras, poucas vezes vista na poesia brasileira de todos os tempos. Convicto do seu lirismo, canta as apoteoses do amor nestes versos de concisão admirável: “Quando chegar o tempo do Homem / Te cantarei os seios róseos, / Viajarei, lírico astronauta, / Às constelações de teus olhos” (p. 62).

Na contracapa do livro, ABH faz uma síntese admirável dos fatos mais importantes por ele narrados desde os primeiros poemas, passando pelo simbolismo e as tendências das ideologias sociais “até o formalismo das vanguardas”.

A poesia continua resistindo às investidas dos tempos modernos quando os triunfos da tecnologia, cada vez mais assombrosos, desviam as preferências dos leitores para outros assuntos.

Não é novidade que a poesia vem perdendo admiradores pelas singularidades de sua natureza, mas nem por isso deixa de ser uma opção honrosa para gregos e troianos. A poesia fecha as portas à objetividade, que desenvolve uma linguagem à altura das coisas materiais.

Por derradeiro, todos os elogios à beleza dos sonetos de Anderson Braga Horta, mestre incontestável desse poema de catorze versos. Seus sonetos, rigorosamente metrificados ou em versos brancos, são verdadeiras obras de arte.

Só um poeta maduro seria capaz de uma proeza desse teor.

Serviço

Anderson Braga Horta – Signo, Antologia Metapoética (Thesaurus Editora, 2010).

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Jabá Dificulta Acesso aos Meios de Comunicação, diz Músico Amapaense

Otto Ramos afirma que jabá é pior para artistas do Norte e Nordeste. O anteprojeto de lei que moderniza a legislação sobre direitos autorais está em consulta pública até terça-feira (31/8/2010) no endereço www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral

Móveis Coloniais de Acaju, contra o absurdo de pagar direitos autorais de suas próprias composiçoes. Divulgação.

Por Redação

Com informação do MinC *

Desde que entrou no ar, no dia 14 de julho, a proposta de modernização da lei dos direitos atorais recebeu mais de 6 mil contribuições. A modernização da Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) é uma proposta pelo Ministério da Cultura (MinC).

A proposta prevê a criminalização das execuções de músicas em troca de dinheiro ou favores por emissoras de rádio e TV. A prática, chamada jabaculê – ou jabá –, limita o acesso de músicos que não fazem parte da listas de prioridades das gravadoras.

Consulta pública

E ao mesmo tempo, aumenta o faturamento desses artistas prioritários, uma vez que o cálculo da distribuição de direitos autorais se baseia no número de execuções de cada música. Todos os brasileiros podem contribuir com o texto do anteprojeto.

O multi-instrumentista Otto Ramos, da banda Mini Box Lunar, de Macapá, acredita que o favorecimento de músicos em detrimento de outros é ruim no país inteiro. “Mas é ainda pior quando a gente pensa nos veículos do Norte e do Nordeste”, afirma.

“O jabá nos deixa sem argumentos para conversar com as rádios sobre nossos direitos autorais”, completa. Otto coordena o Coletivo Palafita, que representa músicos independentes e produtores culturais.

Direitos autorais

De acordo com ele, a pauta prioritária entre os artistas não só do Amapá, mas de toda a região amazônica, é a cobrança e a distribuição dos direitos autorais.

Para o diretor de Direitos Intelectuais do MinC, Marcos Souza, quanto mais se paga para executar uma música, mais se ganha com direitos autorais. Por isso, o jabá deve ser visto como uma prática de concorrência desleal. “Com a proposta de alteração da lei, ele passa a ser considerado ilegal,” explicou.

Móveis Coloniais de Acaju, por divulgação.

Grandes artistas se apropriam dos direitos de bandas independentes. O guitarrista da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, BC, vai além. Em artigo publicado na página da banda na internet, BC defende a modernização da lei e a sua devida adequação às práticas de mercado.

Absurdo

Ele critica e classifica de “absurdo” o fato de uma banda precisar pagar os direitos autorais, mesmo quando o repertório é totalmente autoral. Isso porque, somente 70% desse valor voltam para a banda.

BC conta ainda que, na maioria das vezes, grandes artistas acabam recebendo o dinheiro que deveria ser repassado aos grupos independentes:

“Quando não há a declaração do set list por parte do responsável pelo pagamento ao Ecad (o que ocorre na maioria das vezes), aí temos outro problema: o direito autoral dos artistas que estão tocando trabalho autoral vai para quem está tocando em rádios”, explica.

Para o músico, o critério é “totalmente injusto com os artistas,” “obsoleto” e “incentiva a indústria do jabá.”

Serviço

Marcelo Lucena, assessor de Imprensa do MinC, no telefone 61 2024 2407 ou pelo email Marcelo.Silva@cultura.gov.br

Susanna Scarlet, assessora de Imprensa do MinC, no telefone 61 2024 2407 ou pelo email Susanna.scarlet@cultura.gov.br

Victor Ribeiro, assessor de Imprensa do MinC, no telefone 61 2024 2491 ou pelo email victor.lopes@cultura.gov.br