Efígies Celestes

Por Vinícius Bertoletti*

 

 

 

 

Caminhava pela areia, distraidamente, sem nenhum compromisso. A praia era distante e, àquela hora, estava deserta. Ninguém à vista, somente eu e meus sonhos a vagar ao forte sol da tarde, que queimava minha pele. De vez em quando um mergulho na água gelada. O mar estava encarneirado e as ondas apresentavam suas cristas brancas a perder de vista. Em alto-mar devia estar ventando forte, porém na praia soprava uma brisa suave.

Olhei para o alto, para um céu de intenso azul, onde as nuvens, poucas, estiravam-se em longos filamentos, estriando o firmamento, bem diferentes de seu aspecto habitual.  Com uma exceção, duas nuvens comuns, uma à minha esquerda sobre o mar e outra à direita sobre terra firme. Comuns é o modo de dizer, pois essas eram muito estranhas, representando belos rostos humanos, de um homem e de uma mulher, vistos meio de perfil, perfeitos nos mínimos detalhes. Pareciam obras de escultores gregos da antiguidade, que vemos nos livros de história.

Fiquei intrigado e quedei-me a fita-las. Elas permaneciam em seu formato único, resistindo ao vento que esfiapara as outras. Gostaria de ter uma máquina fotográfica em meu poder para fixar aquela imagem fugaz; como os sonhos, que surgem e logo desaparecem. Admirei-as durante longos momentos, até que seus contornos foram se modificando e o sonho acabou.

Quem teria sido o escultor que as modelou com tanta perfeição? Talvez um silfo viageiro ou, quem sabe, um Anjo… O vento, certamente, não foi. Seria coincidência demais, dois rostos humanos, mas de sexos diferentes, ambos belos, fortes e determinados. Lembravam Zeus e Hera, do panteão grego. Assim me parecia. Outra coisa estranha, por que fui privilegiado com algo tão fora do comum? Eu era o único espectador visível numa extensão de muitos quilômetros e, mesmo se houvessem outros, é pouco provável que quisessem olhar para o alto, pois isso lhes exigiria o esforço de dobrar o pescoço, a não ser que estivessem deitados de costas na areia e com os olhos abertos.

De qualquer forma, agradeço ao autor, qualquer que tenha sido, por aquele espetáculo insólito, que marcou minha tarde na Praia do Riacho e, por que não, aquela temporada em Guarapari. Até hoje relembro os rostos majestosos a fitar-me do infinito. Já se passaram alguns anos e não os esqueci.

Vivemos em um Universo maravilhoso, cheio de mistérios e passamos a vida procurando refutá-los, como se tudo já estivesse enquadrado nos limites previstos por nossas mentes. Assim caminha a humanidade, perdida em seus problemas, sufocada por suas paixões, procurando não ver o que está à sua frente e, muito menos, entender o que consegue ver. Eu, pelo menos, senti aquela enorme beleza e fiquei extasiado. Talvez seja a minha alma de poeta…

Brasília, 24/03/1989

*Poeta e romancista

 

 

 

CAIXA Cultural Brasília | Gente Arteira | Oficina Light Painting – Animação com Luz

Timor-Leste defende globalização do português “sem mudanças dramáticas”

Timor-Leste considera que a promoção de atividades com o uso da influência regional dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pode “globalizar” o bloco e o idioma de Camões.

Roberto Soares, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor Leste

Nova York - Timor-Leste considera que a promoção de atividades com o uso da influência regional dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pode “globalizar” o bloco e o idioma de Camões.

A declaração foi feita em Nova York, pelo vice-ministro timorense dos Negócios Estrangeiros. Roberto Soares disse que iniciativas promovidas pelo seu país estão a dar resultado em pelo menos nove nações vizinhas.

“Timor-Leste é o único país-membro localizado na região do sudeste asiático. Para nós, é importante introduzir a língua portuguesa nesta região. Depois, os países do sudeste asiático e da Ásia e Pacífico em geral devem ter pelo menos conhecimento sobre Timor-Leste e os países da CPLP.”

O vice-chefe da diplomacia timorense disse que para essa expansão não são necessárias “mudanças dramáticas” nos pilares do bloco. Além de promover a política e a diplomacia,

“Se agora qualquer cidadão da CPLP viajar para a região do sudeste asiático como Singapura, pelo menos as populações sabem que países de língua portuguesa praticamente estabeleceram uma relação muito especial. Eles sabem que há nove países comprometendo-se a salvaguardar a língua portuguesa.”

Roberto Soares disse ainda que essas iniciativas podem ser levadas para outros países do mundo, com uma divulgação individual dos Estados-membros do bloco.

“Países da Cplp em África podem fazer programas e atividades para introduzir melhor as iniciativas da organização nesse continente. Com certeza, os portugueses também fariam isso e os brasileiros também na América Latina.”

A globalização da CPLP é um dos conceitos introduzidos pela presidência timorense do bloco lusófono, que termina em 2016.

O país já avançou a proposta de um consórcio de exploração petrolífera e defende ainda a criação de um banco comercial da comunidade que reúne países da língua com mais de 240 milhões de falantes.

Fonte:-Portugal Digital com Rádio ONU

Exposição no Ibirapuera apresenta releituras artísticas de grandes invenções

 Para o curador Marcello Dantas, afastar os equipamentos das funções tradicionais ajuda a refletir sobre o impacto dos inventos na sociedade.

São Paulo - Invenções que tiveram impacto decisivo na história da humanidade em releituras feitas por artistas formam a exposição Invento – As invenções que nos inventaram, que inclui tanto obras de artistas renomados, como Andy Warhol e Man Ray, quanto trabalhos feitos especificamente para o evento. A mostra abre na próxima quarta-feira (5) e vai até 4 de outubro, na Oca do Parque Ibirapuera, zona sul paulistana.

O ferro elétrico é lembrado na peça The Gift do norte-americano Man Ray. O trabalho de 1958 traz o utensílio doméstico com uma fileira de pregos que inevitavelmente rasgariam qualquer roupa passada por ele. Menos agressiva é a guitarra personalizada por Andy Wahol, um dos maiores nomes da Pop Art, para o músico Lou Reed, lider da banda de rock Velvet Underground.

Entre os 30 nomes que assinam as obras também estão brasileiros como Guto Lacaz. O artista paulista fez uma instalação com rádios transformados em varas de pescar a partir das antenas. O carioca Jarbas Lopes usou dois fuscas, um branco e outro preto, para fazer uma referência ao símbolo taoísta do yin-yang com os automóveis.

Para o curador Marcello Dantas, afastar os equipamentos das funções tradicionais ajuda a refletir sobre o impacto dos inventos na sociedade. “Ao incorporar as invenções em suas obras, os artistas em geral pensam em desfuncionalizá-las, afastá-las de sua função original para lhes oferecer uma reencarnação de seu sentido social. A verdade da arte não é a mesma da história”, comparou.

Além das obras, a exposição tem um conteúdo interativo sobre a história e a relevância das invenções retratadas na mostra, com texto assinado pelo historiador norte-americano Joshua Decter.

Fonte:-Portugal Digital

Portugal é o 4º país da União Europeia com mais receitas de turismo

 Portugal é o quarto país da União Europeia com maior saldo da balança de turismo, que registou aumento de 15,4% em 2014, o que correspondeu a 7,1 mil milhões (7,1 bilhões) de euros em 2014, segundo dados da Organização Mundial de Turismo (OMT).

 
Lisboa - Portugal é o quarto país da União Europeia com maior saldo da balança de turismo, que registou aumento de 15,4% em 2014, o que correspondeu a 7,1 mil milhões (7,1 bilhões) de euros em 2014, segundo dados da Organização Mundial de Turismo (OMT).

Apesar do crescimento geral, o número de navios de cruzeiro que estiveram no porto de Lisboa recuou 5,2%. No Funchal, capital da ilha da Madeira, o número de cruzeiros também caiu 1%.

De acordo com as estatísticas, as receitas geradas pelo turismo em Portugal, em 2014, aumentaram 12,4% ou seja, mais de 10 mil milhões ( 10 bilhões) de euros. Ao longo de todo o ano passado, os estabelecimentos hoteleiros em Portugal receberam 15 milhões de hóspedes, uma subida de 12, 6% em relação a 2013, sendo 9 milhões oriundos de outros países, e 43,5 milhões de dormidas.

Já o mercado interno aumentou mais de 13%, para cerca de 6,1 milhões de dormidas.

O Reino Unido continua a ser o principal emissor de turistas para Portugal, com uma participação de cerca de 24% e um aumento de 9,5%, seguido da Alemanha, que cresceu 7,6%, e da Espanha, com um crescimento de 15,4%.

Fonte:-Portugal Digital