41ª Quermesse Budista de Brasília

2014-07-18_quermesse_chamada_website

O tema da Quermesse nesse ano é: Arigatô, Brasília!
“Ari” significa ser, estar, encontrar. “Gatô” ou “gatai” quer dizer difícil.  Portanto, “arigatô” = difícil de ser, estar, encontrar.  Ser grato por estar aqui, este eu entre milhões de impossibilidades.  Ser grato por estar com você entre milhões de possibilidades. 

O primeiro dia da quermesse é 2/08!

Dias: 2 e 3; 9 e 10; 16 e 17; 23 e 24; 30 e 31/08
Horário: 17 às 21:30h

Começa no próximo dia 2 de agosto a 41ª edição da quermesse do Templo Budista de Brasília. A festa, que originariamente é uma homenagem aos antepassados, prosseguirá por todos os sábados e domingos de agosto.

O tema desta edição é “Arigatô, Comunidade”, uma confraternização entre as origens japonesas do templo e a comunidade brasiliense, que frequenta e participa das diversas atividades desenvolvidas no local e decidiu patrocinar uma campanha para que o templo seja transformado em Patrimônio Cultural de Brasília.

Além das tradicionais atrações culturais e gastronômicas, a edição de 2014 da quermesse vai oferecer uma série de oficinas ao público, como furoshiki (técnica japonesa de amarração com tecido), artesanato, origami, mangá, ikebana, entre outras. O Templo estará aberto à visitações, com guias da própria comunidade, que apresentam a história e os ornamentos do Templo, o Budismo e as práticas do Budismo da Terra Pura.

A quermesse do Templo Budista vai oferecer uma intensa programação cultural, com a apresentação de grupos de danças, artes e músicas típicas do Japão. Estão previstas apresentações de taikô (tambor, em japonês), yosakoi soran e Matsuri Dance, duas danças japonesas e o sempre esperado momento do bon odori, que é a essência da festa. No palco principal, instalado no centro do terreno, também vão se apresentar as artes marciais do Templo e os mestres de Tai Chi Chuan Woo ( pai e filho ), da Praça da Harmonia Universal.

A grande novidade nesse ano é uma exposição fotográfica sobre a História do Templo de Brasília: passado, presente e futuro, com o registro de fotos históricas desde a fundação e inaguração do Templo, com ampla participação das famílias japonesas, até os dias de hoje, em que a comunidade brasileira vem cada vez mais abraçando o Budismo como religião e cultura. A exposição acontecerá no salão do Templo.

O horário de realização da festa será das 17h às 21:30h e a entrada será a doação de um quilo de alimento não perecível (menos sal). O total arrecadado será distribuído a instituições sócias do Distrito Federal. Em 2013, quando essa campanha também ocorreu, dez instituições receberam aproximadamente 15 toneladas de alimentos arrecadadas pelo templo.

Outro ponto forte da quermesse é a culinária japonesa, pratos como yakissoba, camarões empanados, gyoza, tempurá, sushi, temaki, banana caramelada, udon, yakitori e rolinho primavera. As opções de bebidas serão suco, refrigerante e água.

Paralelamente, diversas barraquinhas com produtos japoneses, como doces, roupas e artigos decorativos. Também estará presente a lojinha do Templo com livros e produtos budistas.

SERVIÇO:

Quermesse Budista

Área externa do Templo Budista de Brasília (EQS 315/316). Todos os sábados e domingos de agosto, das 17h às 21:30h. Entrada mediante um quilo de alimento não perecível. LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS.

Dias: 2 e 3; 9 e 10; 16 e 17; 23 e 24; 30 e 31/08
Horário: 17 às 21:30h

Informações à Imprensa

Rodrigo Bittar 8422-8611

 

Origem da festa

A tradicional quermesse, o Urabon ou Festival Obon, é uma festa budista tradicional que tem origem no Sutra Ulambana. Trata-se de uma celebração dos antepassados, em que lembramos e homenageamos todos os que se foram. É uma época de alegria, e não de tristeza e nostalgia, em que apreciamos o que eles fizeram por nós e reconhecemos a continuação de suas sementes nutrindo a nossa vida. A dança do Odori é o símbolo dessa alegria e encontro com nossos antepassados.

A origem da festa está na própria recomendação do Buda Sakyamuni a um dos seus mais elevados discípulos, Mokuren, que dotado de uma extrema sensibilidade sensorial, estava preocupado por ter visualizado a sua mãe falecida presa a um dos seis mundos do sofrimento, o mundo dos fantasmas famintos.

Quando procurado, o Buda disse-lhe: “Em amor a você, sua mãe fez até mal a outros seres para lhe deixar uma fortuna. Mas não fique mais preocupado. Use toda sua herança e ofereça uma festa magnífica para a comunidade. A alegria do povo libertará sua mãe”. Assim nasceu essa tradição doUrabon. Consta que Mokuren ficou tão alegre que bateu as palmas das mãos e dançou alegremente. Diz-se que essa é a origem da dança do Bon Odori.

O Templo Budista se mantém fiel à essência do Bon Odori. As doações feitas pela comunidade são retribuídas com alegria, na grande celebração popular e multicultural, que, a cada ano, vem contando com a presença e o carinho de toda a comunidade de Brasília.

Morreu o escritor brasileiro Ariano Suassuna, autor do Auto da Compadecida

Morreu no Recife, aos 87 anos, o escritor, poeta e dramaturgo brasileiro Ariano Suassuna. Ele estava internado, desde segunda-feira, no Real Hospital Português. Entre as suas obras destacam-se Auto da Compadecida, O Santo e a Porca, Farsa da Boa Preguiça e Romance d’A Pedra do Reino.

Recife - Morreu, quarta-feira (23), no Recife, aos 8 anos, o escritor, poeta e dramaturgo brasileiro Ariano Suassuna. Ele estava internado, desde segunda-feira (21), no Real Hospital Português, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Suassuna, que tinha 87 anos, morreu às 17h15, de parada cardíaca, provocada pela hipertensão intracraniana.

Nascido em João Pessoa, quando a capital paraibana ainda se chamava Nossa Senhora das Neves, em 1927,  ainda adolescente, Ariano Vilar Suassuna foi morar no Recife, onde terminou os estudos secundários e deixou seu nome marcado na cultura literatura brasileira, especialmente no teatro e na literatura.

Em 1946, na capital pernambucana, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco, junto com o amigo Hermilo Borba Filho. No ano seguinte, escreveu sua primeira peça teatral, Uma Mulher Vestida de Sol, seguida de Cantam as Harpas de Sião e Os Homens de Barro. Em 1955, escreveu sua obra mais popular, Auto da Compadecida, que conta as aventuras de dois amigos, Chicó e João Grilo, no Nordeste brasileiro. A peça foi adaptada duas vezes para o cinema, em 1969 e 2000.

Suassuna continuou criando, escrevendo peças de teatro, romances e poesias. O Santo e a Porca, Farsa da Boa Preguiça e Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta são algumas das dezenas de obras dele. A maioria delas foi traduzida para outros idiomas, como francês, alemão, espanhol, inglês e holandês. Em 1989, passou a ocupar a Cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras.

Carismático, Suassuna esbanjou simpatia por onde passou. Mais recentemente, apresentou sua “aula-espetáculo” por todo o Brasil, onde ensinou formas de arte para o público e mostrou a riqueza da cultura do país, contando histórias, “causos” e piadas. Suassuna mostrou ao povo brasileiro como ele é inventivo, engraçado, esperto e interessante e provou que não existe nada do lado de lá das fronteiras que possamos invejar.

Em uma de suas últimas passagens por Brasília, Suassuna encerrou a aula-espetáculo valorizando, não sua obra, mas a de outro brasileiro. O escritor citou o filósofo Matias Aires como exemplo da qualidade nacional, mas também como um resumo da sua própria trajetória, “e da de todos nós”, neste mundo.

“Quem são os homens mais do que a aparência de teatro? A vaidade e a fortuna governam a farsa desta vida. Ninguém escolhe o seu papel, cada um recebe o que lhe dão. Aquele que sai sem fausto, nem cortejo, e que logo no rosto indica que é sujeito à dor, à aflição, à miséria, esse é o que representa o papel de homem. A morte, que está de sentinela, em uma das mãos segura o relógio do tempo. Na outra, a foice fatal. E, com esta, em um só golpe, certeiro e inevitável, dá fim à tragédia, fecha a cortina e desaparece”, disse, então, Ariano Suassuna.

Fonte: Portugal Digital/Agência Brasil

Monumento ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro tem obra de restauração concluída

Os obras de restauração do Cristo Redentor iniciadas há seis meses foram concluídas hoje. O trabalho começou pelos polegares, que haviam sido atingidos por raios no fim do ano passado.

Rio de Janeiro - Os obras de restauração do Cristo Redentor iniciadas há seis meses foram concluídas nesta sexta-feira (11). O trabalho começou pelos polegares, que haviam sido atingidos por raios no fim do ano passado.

Além da restauração das pastilhas de pedra-sabão, os captores de para-raios foram ampliados, o sistema de proteção de descargas atmosféricas foi intensificado, bem como a blindagem eletrostática.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,  o Cristo Redentor era atingido em média por seis raios por ano.

Ao todo, foram gastos R$ 2 milhões, investimento fruto de uma parceria entre a Arquidiocese, que administra o monumento, e um fabricante multinacional de pneus.

A obra também trouxe uma novidade: quatro câmeras foram instaladas na cabeça do Cristo, a 38 metros de altura. Uma delas vai fotografar visitantes que poderão postar as imagens nas redes sociais. Uma câmera filmará o local, enquanto a outra será acionada com zoom para fotografar as pessoas. As demais funcionarão 24 horas, focadas na Baía de Guanabara e na Lagoa Rodrigo de Freitas. Agência Brasil

Licitação para reconstrução da Estação Antártica será internacional

A Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar lançará na quarta-feira (23) a segunda licitação para escolher a empresa ou o consórcio responsável por reconstruir a Estação Antártica Comandante Ferraz, destruída por um incêndio na madrugada de 25 de fevereiro de 2012.

Brasília - A Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar lançará na quarta-feira (23) a segunda licitação para escolher a empresa ou o consórcio responsável por reconstruir a Estação Antártica Comandante Ferraz, destruída por um incêndio na madrugada de 25 de fevereiro de 2012.

Desta vez, o processo licitatório será aberto também para candidaturas internacionais. A expectativa é que a reconstrução comece no verão antártico (que vai de outubro de 2014 a março de 2015) , termine em março de 2016 e custe até US$ 110,5 milhões de dólares.

Entre as empresas que mostraram interesse em participar estão a coreana Hyundai e a alemã Kaefer, segundo o secretário da comissão, contra-almirante Marcos Silva Rodrigues. Ele diz que há o interesse também de empresas chinesa, inglesa, consórcio espanhol, chileno e de Mônaco, além de algumas empresas nacionais.

As empresas terão que apresentar qualificação técnica – engenheiros civis, mecânicos, engenheiro eletricista, entre outros –, e capacidade financeira. Vencerá a oferta mais barata. Caberá à vencedora arcar com toda a logística. A partir de sábado (26), as empresas terão 45 dias para apresentar as propostas e assinar o contrato de construção da estação. No dia 10 de setembro, será feita a abertura dos envelopes de candidatura.

“Existem empresas nacionais e internacionais bastante interessadas. A maioria das internacionais tem expertise. Mas isso não desqualifica [as brasileiras], nós não tínhamos expertise em desmonte e fizemos um belíssimo trabalho [desmontando a estação atingida pelo incêndio]“, disse Rodrigues.

Na Estação Antártica Comandante Ferraz, pesquisadores desenvolviam pesquisas e estudavam os fenômenos naturais da região, entre outras atividades. A estação foi instalada em 1984, na Península Keller, Baía do Almirantado, Ilha Rei George, e tinha capacidade para 64 pessoas. Após o incêndio, foi construído o Módulo Antártica Emergencial e as atividades foram mantidas.

No final do ano passado, a Marinha selecionou, por meio de edital, o projeto arquitetônico para a nova estação, que será construída no mesmo local da antiga, em respeito a normas ambientais. Em janeiro de 2014, a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar lançou a primeira licitação para selecionar a empresa responsável pela reconstrução. O processo era destinado apenas para empresas nacionais. Nenhuma se candidatou. O valor máximo era R$ 147,70 milhões.

Na segunda tentativa, aumentou-se o valor da proposta, que passou a ser em dólares. A abertura de espaço para a candidatura internacional atender à reivindicação de empresas. Rodrigues explicou que a nova estação deverá ser mais confortável, além de ter mudanças na estutura – serão 14 laboratórios na estação e quatro fora. Antes eram oito no total. “Ouvimos excessivamente todos os pesquisadores, instituições e intitutos de pesquisa que atuam na Artártica para atender a toda a comunidade científica. Também procuramos fazer uma estação dentro da cultura brasileira, com áreas de convívio e outras características.”

Fonte: Portugal Digital/Agência Brasil

As meninas da Nigéria

 

Por Carlos Magno de Melo*

Carlos Magno de Melo

 

 

Cem dias. Esta semana completaram-se cem dias. O silêncio é inquietador. Revoltante. Cem dias e as estudantes da Nigéria sequestradas por terroristas estão em poder dos criminosos. Cem dias. É muita dor para as famílias desamparadas. É muito horror para aquelas meninas que tiveram a má sorte de serem da Nigéria. Fossem da Dinamarca, Rússia, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, fossem da França. Mas elas são meninas da Nigéria. Meninas da Nigéria, é mais fácil se esquecer as meninas da Nigéria. Meninas da Nigéria não pesam na consciência dos povos. A tragédia sofrida por meninas da Nigéria está muito longe. Está na miséria d’África, tão cheia de tragédias. As meninas da Nigéria foram raptadas dentro da escola. Foram aprender e aprenderam. Aprenderam que as meninas da Nigéria são meninas para serem esquecidas e abandonadas nas mãos de selvagens. Aprenderam a lição: a desfaçatez do mundo civilizado é a realidade para elas, as relegadas à própria sorte. Aprenderam como é duro não terem nascido em lares loiros e ricos da Europa ou da América. Aprenderam que bem poderiam ter os olhos repuxados das meninas do Japão. Aprenderam que o terror não tem limites na escalada sangrenta. Essas meninas aprenderam que o pensamento hipócrita e vergonhoso é em síntese: isso é um problema da Nigéria. As meninas da Nigéria não são nossas meninas.

As meninas da Nigéria são mártires da hipocrisia branca, amarela e negra da população do mundo que as ignora. O episódio monstruoso das meninas da Nigéria é um tapa na cara da Humanidade.

A indiferença dos governos e organismos internacionais, tão covarde, vergonhosa e indescritível, tanto quanto possa ser indescritível tamanha indiferença, iguala cada povo ao brutal sequestrador.  A Civilização se equipara à barbárie. Cada país no globo se iguala aos sequestradores. Cada um de nós se equipara aos sequestradores das meninas da Nigéria, com o nosso silencio.

*Médico e Escritor