Bogotá, “Capital Mundial do Livro”, um exemplo

Por Antônio Albino Pinheiro Marinho*
Devido ao crescente poder que o narcotráfico adquiriu, nos últimos anos, na sua vida econômica, política e mesmo institucional, a Colômbia há muito vem sendo vista como um país onde impera a violência, no qual o próprio governo pouco pode. Mas, parece, as coisas estão mudando por lá, haja vista a notícia veiculada outro dia pela “Folha de S. Paulo”, segundo a qual Bogotá, a capital colombiana, recebeu da Unesco o título – que ostentará durante o ano de 2007 – de Capital Mundial do Livro.
Surpreendidos? Vejam o porquê disso: a Biblioteca Luis Angel Arango (BLAA), em Bogotá, recebe nada menos de 2 milhões e 700 mil visitantes todos os anos, com uma média de 9 mil pessoas diárias – o que, segundo o jornal, é mais que do que o total de visitantes recebidos por dia pelo Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo, pela Biblioteca Mário de Andrade (a principal de São Paulo) e pela Pinacoteca.
Ainda segundo a “Folha”, a BLAA é mantida pelo Banco Central colombiano e tem um acervo de nada menos que 2 milhões de livros e é capaz de abrigar 2 mil leitores sentados. A prefeitura de Bogotá construiu várias outras megabibliotecas na cidade e criou, visando incentivar a leitura, diversos programas que formam leitores em massa.
Eis um exemplo que deveria ser seguido pelo Brasil, pelo menos em Brasília e nas grandes cidades.

* Antônio Albino Pinheiro Marinho é jornalista e poeta.

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