Pesquisa da CBL traça perfil do leitor e do livreiro do DF

A Câmara do Livro do Distrito Federal através da Recall Telemarketing Empresarial, realizou uma pesquisa durante os meses de fevereiro, março e abril de 2006 sobre o mercado livreiro no DF. Ao todo foram realizadas 500 entrevistas a consumidores espalhados nas 28 regiões administrativas do DF e 92 empresas ligadas à área, com um total percentual distribuído por sexo da seguinte maneira: 47,8 % de homens que responderam às perguntas e 52,2% de mulheres. A pesquisa foi dividida a princípio em duas etapas levou em consideração a opinião do consumidor e no segundo momento ouviu os empresários da área. Embora bem elaborada o resultado não deixa de ser surpreendente, muito embora ancore nos velhos problemas: falta política promocional para baixar o preço final dos livros, ainda é modesto o interesse pelo livro, 23,1% dos entrevistados responderam que durante o ano nenhuma vez adquiria livro; 29% dos entrevistados admitiram adquirir 1 livro por ano, enquanto 28,4% responderam que adquiriam de 2 a 5 livros por ano, 7,2% de 6 a 15 livros por ano. Quanto ao assunto preferido, 36,7% didáticos, 26,3% Literatura, 12,7% religiosos, 10,7% romances, 10,5% auto-ajuda. 41,1% das pessoas são motivados pela escola a comprar livros, têm também os que são preocupados com o conhecimento e/ou em busca de atualizações 24,2%. Para 26,6% dos entrevistados o prazer ou lazer os motivam a comprar o livro; 6,9% estão ligados a religião e 1,2% alegaram outros motivos.
A pesquisa também procurou saber quanto em média o brasiliense gasta mensal com a compra de livros: 22,9% alegam gastar de R$ 31,00 a R$ 50,00 reais; 19,4% de R$ 51,00 a R$ 100,00; 17% de R$ 101,00 a 200,00; 16% não sabe, 3,4% disse gastar até R$ 20,00; 12,6% gasta de R$ 21,00 a R$ 30,00 e 2,9% respondeu que gasta acima de 2001,00. Os amigos e parentes 65,9% são os que mais influenciam na hora da compra; 15% dos entrevistados recorrem a revistas e jornais, 2,7% recorrem à Internet.
Na segunda parte foram contactadas 293 livrarias e apenas 92 pesquisas foram respondidas. As regiões administrativas pesquisadas foram: Brasília, Taguatinga, Guará, Gama, Riacho Fundo, Paranoá, Sudoeste e Ceilândia. Os dados coletados chamam atenção: a maioria das livrarias é independente e 92% delas responderam que não gostaria de receber consultoria financeira, contra 8% que diz sim, daí 90% ter respondido que não tinha nenhuma experiência prévia no segmento, 8% experiência média e apenas 2% responder ter muita experiência. Quando interrogados os maiores casos de sucesso de venda, 25% alegam parceria com escolas; 32% a Feira do Livro; 22% apontam a diversificação do mix de produtos (uniformes, papelaria, etc); 17% apostam no jornalzinho de divulgação da Livraria e 4% apontam outras medidas. Em relação aos fornecedores, 30% disseram que eles não ajudam em nada; 20% facilitam apenas em relação ao pagamento e 50% ajudam em folder´s e material promocional.
Para os livreiros são muitas as dificuldades da atualidade, entre elas citam: a concorrência desleal; a falta de capital de giro; falta de capacitação dos vendedores; oscilação do mercado, impostos altos, legislação, a venda direta dentro das escolas, os vendedores autônomos, as normas exigentes dos shoppings. Porém, a grande maioria, 62% aposta no crescimento para 2006, enquanto 21% alegam que vai ficar na mesma coisa e 17% acreditam na queda do volume de vendas.

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