Salomão Souza vai estar na sala dos escritores da Thesaurus
O escritor Salomão Souza vai estar no dia 31 (quinta-feira), á partir das 18 horas na Sala dos Escritores, num bate-papo saudável com o público leitor da 25ª Feira do Livro de Brasília. Salomão vai falar sobre seu livro Ruínas ao Sol.Sobre o autor:
SALOMÃO SOUSA, 1952, Silvânia (GO). Começou na infância a batalha com a poesia para se defender da solidão. Passou antes de tudo pela poesia engajada com a terra, se com ela lutou com as mãos. Passou pela poesia marginal, se era do militarismo espreitar e abandonar — e a poesia tinha que sair da estreiteza em que vivia dentro do Concretismo e da práxis. Agora se encontra na pós-vanguarda para batalhar pela recuperação das aliterações e ressonâncias. Sem intimidade com a natureza da vida, a vida fraqueja, a humanidade vira pó. Bibliografia: A moenda dos dias, Thesaurus/DF, l979, DF; A moenda dos dias/O susto de viver, Ed. Civilização Brasileira 1980; Falo, 1986, DF; Criação de lodo, 1993, DF; e Caderno de desapontamentos, 1994, DF; Estoque de relâmpagos, Prêmio Bolsa Brasília de Produção Literária, 2002,DF; e Ruínas ao sol, Prêmio Goyaz de Poesia, Ed. 7Letras, 2006. Previsto até o início de 2007 o lançamento de Safra Quebrada que reunirá poemas dos livros anteriores, e inclui o inédito Gleba dos excluídos.
Veja alguns comentários sobre o livro:
“Observem-se em cada verso a carne e a plumagem das palavras. Intuição e razão não se excluem, complementam-se na composição das tantas imagens, imagens estésicas, que habitam este poemário, conjugando significado e significante.”
Hildebrando Barbosa Filho
Caderno Pensar (Correio Braziliense)
“Aqui não há o lirismo fácil, mas a construção exaustiva feita pelos poetas laboriosos. Observa-se operosidade formal na formulação temática e na escolha especular do vocabulário. Desde as construções como as pequenas “dos lábios nas bocainas do engenho” até uma maior como “o empenho em desligar as ogivas” percebe-se que não há gratuidade no jogo de palavras, mas uma tessitura arrojada de um poeta que merece toda a atenção da crítica por sua inventividade.”
Ronaldo Costa Fernandes
Parecer da Comissão Julgadora do Prêmio Goyaz de Poesia
“Ruínas ao Sol (…) é um desses exemplos de obra renovada/renovadora, ainda raros no atual cenário poético nacional, e que levam o leitor para além da visão estático-linear, estimulando-o a vôos mais altos, a experiências poéticas mais profundas, através de um vasto jogo especular formado por fragmentos de imagens menores, à maneira de um pictograma.”
Ana Maria Ramiro
www.girapemba.blogspot.com
“Não é uma leitura fácil, muito menos óbvia, por causa da linguagem densa e das desavisadas associações de imagens e de idéias, da ausência de pontuação, do automatismo verbal que vai anunciando, mas não necessariamente enunciando, numa espécie de neo-surrealismo consciente.”
Antonio Miranda
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/distrito_federal/salomao_sousa.html
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