O grande exemplo de Bom Despacho
Edmílson Caminha Especial para revista Nós Fora dos Eixos
Eduardo Gianetti da Fonseca
A 6ª Feira do Livro de Bom Despacho e Cidades Vizinhas é importante não só para a região em que se promove, mas, também, para todo o Brasil, pela grandeza do exemplo que nos dá a todos. Quando a sociedade brasileira se prepara, mais uma vez, para ir às urnas escolher o caminho que nos leve à prosperidade econômica e à justiça social, realizações como essa nos lembram que a leitura e o conhecimento são indispensáveis na luta contra o analfabetismo, a pobreza e o atraso que nos afrontam há séculos. Instrumento da educação e veículo do saber, é o livro, pois, a solução para os males que nos envergonham como povo e nos constrangem como país.
Entre muitos outros méritos, impõe-se a Feira do Livro de Bom Despacho pelo esforço em prol da democratização da leitura, a que chegaremos quando o livro deixar de ser um privilégio de poucos para se tornar um direito de todos. Assim, cumpre-nos apoiar a multiplicação das bibliotecas, de sorte que em cada município brasileiro se ofereça às pessoas - aos estudantes, sobretudo - a possibilidade de descobrir o fascinante universo da leitura, que nos faz melhores e mais ricos, como seres humanos e como cidadãos.
Com a 6ª Feira do Livro de Bom Despacho e Cidades Vizinhas, o estado e o povo de Minas Gerais dão, novamente, uma admirável lição de nobreza intelectual e de amor à cultura, não fossem mineiros alguns dos mais relevantes nomes da nossa literatura. Em homenagem aos participantes dessa grande festa, fazemos nossas as palavras do jornalista e escritor Zuenir Ventura, cheias de sentimento e de sabedoria: “Um livro pode não mudar o mundo, mas faz uma cabeça, muda uma pessoa, e talvez seja essa a maneira mais segura de mudar o mundo: de pessoa em pessoa.”
Edmílson Caminha, natural de Fortaleza e morador de Brasília, é jornalista, escritor e professor de Literatura, com diversos livros de sucesso, destacando-se Drummond: a lição do poeta, Palavras de Escritor e Vilaça, um noviço na solidão do mosteiro.
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