Retrato da Juventude

Publicado na edição de hoje, 23, no Correio Braziliense, a reportagem sobre o Retrato da Juventude no país, a reportagem que traz o resultado de duas pesquisas realizadas com brasileiros de 15 a 24 anos, em nove grandes cidades do Brasil, traçam um perfil individualista dos adolescentes. O alerta é para a pouca participação social e solidariedade da juventude do país.

A tendência ao individualismo é apontada como característica marcante do perfil dos jovens brasileiros em duas pesquisas. Os dados mostram que a solidariedade não é o forte da geração do século 21.

Para os militantes de organizações de trabalho com o público juvenil, os resultados das pesquisas não trazem novidade. Dizem que se for feita a mesma projeção para o público adulto, as condições de vida serão as mesmas.

A pesquisa de opinião da organização não-goverenamental Ação e Cidadania estendeu-se por sete regiões metropolitanas do país, buscando saber o envolvimento dos jovens com movimentos sociais. Oito mil brasileiros entre 15 e 24 anos de Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e do Distrito Federal participaram do estudo. Para a socióloga Ana Paula Corti os jovens precisam ser apresentados aos movimentos sociais, de moradores de bairro e agremiações. “ A escola e a comunidade não fazem essa aproximação. Eles não sabem por onde começar”, lamenta. Já para psicopedagoga Denise D`Aurea Tardeli, a escola, pricipalmente a de ensino médio, é o principal responsável pela falta de formação social dos jovens. “O ensino médio só se preocupa, quando se preocupa, com o vestibular. Não há projeto para a formação da cidadania”, critica.

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