Paulo Madeira lança livro: Incertas Certezas … o jeito é pensar…
20/12/2006
O professor e escritor Paulo Madeira, reuniu em sua residência no MSPW, no inÃcio do último novembro, amigos e parentes para comemorar seu aniversário e apresentar o livro Incertas Certezas – o jeito é pensar… – de sua autoria, publicado pela Thesaurus Editora. Num clima muito alegre e descontraÃdo o autor aproveitou para surpreender a todos com dedicatórias personalÃssimas, que havia preparado desde o dia anterior com muito carinho para os amigos que adquiriam sua obra. Para cada convidado, o professor Paulo Madeira tinha uma dedicatória especial, já impressa em pequenos pedaços de papel, que ele colava com cola bastão na contra-capa.
Cercado do carinho dos amigos e familiares, o professor Paulo Madeira aproveitou para falar aos presentes sobre o livro, que pensa sobre crenças. Sobre o que motiva as adesões a elas. Sobre a atitude de não negá-las e, paralelamente, não levá-las a sério. Não tomar posição – o que já é uma posição…
Põe em dúvida certas certezas na certeza de que, exercitando a mente, ao fazê-lo, ao refletir, previnem-se deteriorações mentais graves (mal de Altzeimer) e menos graves (males das credulidades ingênuas).
Cogita destas, as “menos graves”, fazendo considerações para os que querem mas temem pensar (a respeito) e para os que não querem temer mas temem (a Deus). Fala de medos e fantasias crédulas e oferece antÃgenos a inibições mentais e antÃdotos a certas incertas certezas… E propõe hábitos de pensar compatÃveis com a ” criatura pensante” que o Criador teria planejado para que ela assim fosse, pensante, e, não, crente.
Enfim, o livro investiga se as fés são “espirituais” ou fenômenos apenas cerebrais, posto que “há controvérsias”…
Apresentação – Trazemos aqui algumas observações (e dúvidas) decorrentes do hobby, de pensar, perguntar, questionar sobre conservadoras “verdades” estabelecidas pro tradições seculares, ou nem tanto. DaÃ, os tópicos abordados se sucederem assistematicamente, por associações de idéias, como em conversa de botequim… Quase só um entretenimento, embora sobre assuntos importantes. Um despretensioso ensaio, sem compromissos acadêmicos, com indicações bibliográficas limitadas à s citadas ao longo do texto. Se, porém, também para você, como para Marilena ChauÃ, “a Filosofia é o mais útil dos saberes” – e o menos fútil dos afazeres – convido-o a vir experimentar e testar isto olhando crenças de pontos de vista externos. Não para demolir boas convicções mas para ver e saber que existem pensares diversos. Desse modo, a Filosofia, em ambiente acadêmico ou boêmio, cumpre uma sua nobre utilidade: lidar com os pensamentos sem se deixar capturar por bitolas, estereótipos e clichês, tão freqüentes!, que podem levar (e levam!) à s raias da irracionalidade. Para evitá-lo, os filósofos dirão: “vigiai e treinai”, em vez de “vigiai e orai…” Mas, há riscos… A decisão de expor-se é sua. Faça-o calmamente, como se estivesse acompanhando capÃtulos de novela…, mas, com espÃrito crÃtico.
Sobre o autor – Paulo Madeira é licenciado em Filosofia, Psicologia e Sociologia (UFRJ – 1962/65) e Orientador Educacional (U.F.Goiás – 1967/68).
Fez extensão em Psicologia ClÃnica (Cadeira de Psiquiatria da Escola de Medicina e Cirurgia do RJ-MEC-1966). Inspirou-se em “A perigosa idéia de Darwin”, do filósofo Daniel Dennett, de quem encampou a recomendação para que façamos, sempre, uma vistoria filosófica sobre o que ouvimos, pensamos e acreditamos. Apoiou-se também em António Damásio “O Mistério da Consciência”, em Eduardo Giannetti “Auto-Engano” e em outras influências nesta linha.
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