Quebrando o Encanto – A religião como fenômeno natural de Daniel C. Dennett

capa do livro Quebrando o EncantoFenômeno humano universal, a religião parece ser independente da filosofia, conforme uma opinião bastante generalizada. Adotando tal perspectiva, o leitor não se verá imediatamente conduzido a questionar o sentido desta obra? Religião, afirmamos comumente, cada um tem a sua, cada uma delas sendo incomensurável em relação às outras.

No mundo globalizado, o ecumenismo relativista deveria, pois, ser a tônica.

Caminhando em sentido contrário a esse “respeito” irrefletido devotado a todas as religiões indistintamente, e apoiando-se não apenas na filosofia, mas também em dados e teorias oriundos das mais diversas ciências – biologia, psicologia, neurobiologia, genética etc. –, o autor pretende contribuir para que possamos efetuar uma “escolha informada” sobre nossas vidas, se já não a efetuamos ainda, ou nos inteirarmos sobre ela caso já tenhamos abraçado uma fé religiosa.

Pois, afirma, se “a ignorância nada tem de vergonhosa”, é também verdade que a “imposição da ignorância é vergonhosa”. Assim, este livro pretende, em suas concisas páginas, conceder a mais estrita liberdade a quem deseja refletir sobre a religião de forma rigorosa, seguindo a via dos dados e teorias científicas disponíveis e atuais.

No interior da obra o leitor será confrotando com a discussão de temáticas ousadas que incidem, inclusive, sobre o valor e o sentido da religião. Ela nos tornaria mais felizes? Ou, do ponto de vista da teoria evolutiva, mas prolíficos do que – caso porventura existissem – homens não religiosos? Será possível ser ético sem acreditar em Deus? Como e por que as “religiões populares” se institucion alizaram introduzindo a necessidade da submissão a um código e uma autoridade para serem praticadas?

O leitor será conduzido, através dessas indagações instigantes, a retirar os véus – do dogmatismo, do autoritarismo e do obscurantismo – que, historicamente, foram pouco a pouco acobertando os mistérios religiosos. Véus destinados não a torná-los mais ou menos misteriosos, mas previstos para coibir as possíveis tentativas de cada um refazere por sua própria conta e risco o caminho que a eles conduz. Nas palavras do autor: “as discussões sobre a existência de Deus tendem a se fazer numa bruma piedosa de limites indeterminados”.

Este livro, se não dissolve essa “bruma”, contribui ao menos para amenizá-la e redescobrirmos, sob o marasmo dos cultos habituais, a efervescência desse fenômeno sobre o qual, juntamente com a atitude ereta e a razão, se apóia nossa vocação eterna para a verticalidade.

JOSÉ LUIZ FURTADO

Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto.

 

 Sobre o Autor:

Daniel C. Dennet, nascido em 1942, é professor universitário de filosofia e co-diretor do Center for Cognitive Studies at Tufts University, em Medford, nos Estados Unidos. É autor, entre outros livros, de A perigosa idéia de Darwin e Tipo de mentes (Rocco). Mora em North Andover, Massachusetts.

FICHA TÉCNICA:

Título: Quebrando o encanto: a religião como fenômeno natural

Autor: Daniel Dennett

Editora: Globo

Gênero: Ensaio

Capa: Ricardo Assis

Preço: R$ 39,00

Número de Páginas: 456

Formato: 16 x 23 cm

ISBN: 85-250-04288-9




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Comentários

Vejam também a entrevista deste monge postada lá no site Deusilusão, que tem postado este comentário abaixo que nos instiga a perguntar que “M” de seres nos tornamos, para tornar tanta putice divinizada em “pensamento-da-hora”?:
Se o candidato que o lula pediu a Deus falou mesmo aquilo, então vai vestir uma camisolona preta e pôr um crucifixo do tamanho do que os traficantes usam no peito, no lugar dum terno de presidente. Se disse mesmo, trata-se de uma ameaça política no molde do que o lula disse no ar pro Bóris Casóy.
Acontece que já são uns vinte milhões de sem-crenças só no Brasil; e quem acha que isso ficaria assim sem atenção dos que estão no controle do Sistema FALIDO?
… Tu viu? Nem chegô lá e já arriô as calça pra nóis.
Nosso rebanho bota mêdu.
É só trabalhá o boizinho:”Não iscuta ninguém, num lê nada, cunhecimento é perigosu, tem qui sê igual à serpente, tem qui vigiá”.
Eis mêrmu vão lá i livra a rênti.
E comu qui tá lá na tua?
Prá tê a bençinha du pastozinho deles é dez milzin que caiu na continha …
KáKáKáKKK …
Também num tem prá ondi corrê. Se sai a rênti aperta, fecha us caminhu …
Se sai da tua cai na minha …
Galinha de casa num si corri atráis.
E a maldição dus perdófilu?
Tá bão, tábão …
Tem qui reforçá nas fámília.
Tem qui reforçá nas fámília.
As novinha tão tudo na nossa mão. Bobeô, vai um ólinho no narizin, uma vigília pá árnimá as mijona véia; si u côrnu manso piá a rênti passa u otáriu. Tá tudo cercadu.
Si num pegô pra múmia até agora, cum nóis mêrmu é qui num péga.
Us cára qui fecha cum nóis tá tudo regado, só tem piranhudu.
U qui pegá agora a rênti joga tudo in cima dus ateu, o pácêru já deu a dica: “Sê ateu faiz mal”.
Us cára lá num jogô as culpa nus bicha? Num tem mais prá ninguém, só tem nóis nu contrôli.
Quem inventô êssi manjá tinha qui recebê um troféu …
E ganhô … um dêssi tamânhu …
Ka!Ká!Ká!KKK …

Quando vi essa barbona e esse olhar TÃO profundo e cheio de ‘autoridade’ cheguei chamar duas amigas pra ajoelhar. Pensei que fosse jeová-deus. Depois vi que era jeová-dan-net. Ufa!
A biografia dele é um mimo; ele parece muito com aquele espião russo que os EUA contrataram pra ‘ensinar’ como AFERROLHAR nações com crenças/religião. Um desinformador a serviço de sua majestade a Teocracia-Pulhítica.
Achei até que fosse uma versão nova do Aristóteles (plagiador de Platão e feitor à gosto do Sistema) ou uma versão adocicada do Voltaire (plagiador de lavoisier e feitor do Sistema); depois vi que era apenas uma caricatura dum lixo buarco (que nunca fez o que valesse naquela cara de pau que tem — “mirem-se no exemplo daquelas mulheres” — a não ser servir de presépio de intelectual para marxistas).
Que frases feitas, pra fazer tanto BEM!!! Parecem a fina-flor dos sofistas:
“deveríamos julgá-los por padrões elevados”; parece o “êrlis num são pessoa comuns”; que maravilhosa comunhão caridosa.
“Religião não é apenas um fenômeno acadêmico”; Jesus-maria-santíssima-da-niversidade-tutelada! SOCORRO!
“cientistas têm coisas melhores a fazer com seu tempo e energia do que se engajar em atividades políticas em favor do ateísmo”; o ‘tato’ e o ‘conselho’ e a ‘mensagem’ dele tem horrorosamente tentáculos sinistros ao invés de cinco dedos nas mãos.
E a confissão torta e poluída do caquético psicológico: “não teríamos de nos engajar nesta atividade política”.
Amém.
Verdade, verdadeira: filósofú e piscólogos comprados pelo Sistema não são mesmo cientistas.
Cena do dia-a-dia: O gaiato com chinelo-de-dedo num pé sujo e sem camisa, o tipo bombado-púff, comedor de biscoito e viciado em video-game, entra no ônibus no RJ, e joga a lábia-cata-biruta — “Sô irngenhêru da Pertobás”. A animadinha com aquele currículo ‘jesus-capacitou’ se anima logo, e não liga mais coisa com coisa; e passa telefone, endereço, etc, etc.
Quanto em nós não tem brechas de fragilidade, mais que conhecidas, pelos vigaristas merrequeiros,e quanto pior é nossa condição psicológica ‘trabalhada’ desde criança pelos que nos sacaneiam e nos desgraçam à séculos e séculos?

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