Anderson Braga Horta e a poesia brasileira no Leituras

Manuel Bandeira dizia ser indispensável ao poeta a leitura de outros poetas. E uma leitura não restrita aos contemporâneos, mas, sobretudo, que viajasse nos movimentos anteriores, que atentasse nos poetas do passado. Anderson Braga Horta segue à risca o ensinamento e, além de bom poeta, é um atento estudioso da poesia brasileira. Na conversa com o jornalista Maurício Melo Júnior no programa Leituras, da TV Senado, Anderson fala de sua obra e analisa as várias fases de nossa poesia.

Sua carreira literária começou ainda nos anos de 1950, quando estudava no interior de Minas Gerais. Seu primeiro livro, Altiplano e Outros Poemas, ganhou em 1964 o Prêmio Olavo Bilac da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Guanabara. Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade integraram a comissão julgadora do prêmio. Nos poemas do livro, que seria publicado apenas em 1971, já se destaca o leitor atento de outros poetas e o criador original e de forte personalidade que mistura reverências aos cânones e às inovações.

Neste caminho segue a obra de Anderson Braga Horta que também escreve crônicas e contos. Entretanto é mesmo na poesia que centra suas atenções com ensaios críticos e traduções, sobretudo, da tradicional poesia espanhola.

Dica de Leituras

No programa serão comentados os livros O Herói Desvalido, Maria Carpi (Bertrand Brasil) e Tantas Palavras, Chico Buarque (Companhia das Letras).

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