Jóias do cinema brasileiro estão disponíveis para sessões públicas
A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura lança durante a TEIA (encontro dos Pontos de Cultura participantes do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva), de 7 a 11 de novembro, em Belo Horizonte, vinte novos programas do projeto Programadora Brasil – iniciativa de disponibilização, por meio de uma permissão de uso, de filmes e vídeos brasileiros para cineclubes, pontos de cultura, escolas, universidades e centros culturais. Serão apresentados 53 novos filmes, organizados em 20 DVDs temáticos e direcionados a públicos variados, disponíveis para aquisição aos associados do projeto.
Realizada por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Programadora Brasil tem como objetivo promover o encontro do público com o cinema brasileiro. Uma ação para formar platéias e fomentar o pensamento crítico em torno da produção nacional, apoiando a formação de uma rede não-comercial de exibição e estimulando a organização dos circuitos alternativos já existentes.
Com o lançamento de novembro, o catálogo do projeto chega aos 179 títulos. São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longa-metragens de todos os gêneros (animação, documentário e ficção), que compreendem nove décadas da produção nacional. Recortes do imaginário brasileiro e abordagens sobre diversos aspectos da história do país, selecionados sob o critério da regionalização e com foco em diversas faixas etárias.
Preciosidades nas telas
Construindo uma panorama das ideologias e estéticas que caracterizam a produção nacional em diferentes épocas, o pacote dos vinte novos programas da Programadora Brasil reúne 15 longas-metragens filmados desde a década de 60 até 2005. “Porto das Caixas”, de Paulo César Saraceni; “São Paulo S/A”, de Luis Sérgio Person; “O homem que virou suco”, de João Batista de Andrade; “Tudo bem”, de Arnaldo Jabor; “Sargento Getúlio”, de Hermano Penna; “Bang-Bang”, de Andrea Tonacci; “Cronicamente inviável”, de Sérgio Bianchi; “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade; e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha; são exemplos de títulos que remetem a fases do cinema imprescindíveis num desenho da filmografia nacional.
Entre os 22 curtas desta nova remessa, estão clássicos como e “A velha a fiar”, de Humberto Mauro; comédias contemporâneas premiadas como “Dovè Meneghetti?”, de Beto Brant; e crônicas do próprio cinema, como “Cine Holiúdy – o astista contra o caba do mal”, de Halder Gomes; e “Como se morre no cinema”, de Luelane Loiola; além do destacado “Ilha das flores”, de Jorge Furtado. Já os médias somam 16 títulos, desde produções simbólicas como “Aruanda”, de Linduarte Noronha; a investigações peculiares sobre a cultura brasileira, a exemplo de “Ô Xente Pois Não”, de Joaquim Assis.
Histórico do projeto
A Programadora Brasil começou a ser desenvolvida em maio de 2006. Em fevereiro de 2007, foram lançados 126 títulos, organizados em 38 programas disponibilizados em DVDs. Nesse momento, teve início o trabalho de associação de pontos de exibição de circuitos não-comerciais, como escolas, universidades, cineclubes, pontos de cultura e centros culturais.
Em sete meses, conta com mais de 360 pontos associados, espalhados em 224 municípios, em todos os 27 estados brasileiros. São unidades que estão construindo seus acervos locais e contribuindo para o enriquecimento cultural do seu público. Através da Programadora Brasil, esses núcleos começam a contar com filmes de difícil acesso, democratizando o contato dos brasileiros com o cinema feito no país.
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