O Menino e o Lobo
Orelha do livro por Aglaia Souza*
Livro ágil, dinâmico, pleno de aventuras, tanto heróicas quanto espirituaias. Sim, porque o jovem que vai buscar divertimento, achará; mas o homem maduro, voltado para o lado místico da vida, esse também encontrará, se não respostas, ao menos questionamentos existenciais, com os quais se identifica.
Sem o apelo gratuito e pobre de algumas publicações ditas de auto-ajuda, é um livro que preenche, verdadeiramente, a alma do leitor.
Sem a pequenez de certos livros ditos infanto-juvenis, cujo texto não passa de poucas linhas, esta é uma obra de fôlego. Na realidade, quase perdemos o fôlego, ao tentar acompanhar o menino/rapaz e seu amigo lobo.
Esse rapaz, que começa a história ainda menino, não tem um nome, justamente para que todos vistam o seu papel, adotem o seu pensamento, incorporem suas inquietações. Que, na verdade, são as de todos nós.
É a própria caminhada da alma em busca do Infinito, em busca de sua origem, da auto-realização que todos os mestres pregam.
É a esse autoconhecimento que Érika Wolf nos leva, indica o percurso, mostra-nos a saída para a mesmice e a mediocridade do ser humano, enquanto ignora sua origem divina.
E esta história, concluímos, não é apenas a narrativa d’O Menino e o Lobo, mas que, ao final, descobrimos ser a história do menino-lobo, ou do lobo-menino, que ensinou ao homem como se tornar Um com o Pai.
Aglaia Souza é poeta, revisora e fez diversas apresentações de livros.
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