O outro lado da Igreja Universal do Reino de Deus

Vivemos o paradoxo do mundo-mercado, no qual se manipulam os valores humanos, como produtos de consumo. Certos estrategistas descobriram no sentimento religioso um ‘nicho’ mercadológico, seguindo regras e metas: qual o público-alvo? Quais desejos despertar? Como conquistar e conservar a clientela? Em que tempo e qual o faturamento? Em que investir?

Provocado por estas perguntas, o teólogo e doutor em Ciências da Religião Odêmio Antonio Ferrari lança o livro Bispo S/A – A Igreja Universal do Reino de Deus e o exercício do poder (Editora Ave-Maria), com o intuito de mostrar a realidade da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Baseada no trinômio, ‘exorcismo, prosperidade e cura’ , a IURD estruturou-se inserida neste contexto neoliberal e pluralista da sociedade pós-moderna.

Atribuindo uma leitura espiritual às crises de sentido dos seus “clientes” (seguidores). O rito do descarrego exorciza os males e promete libertar o indivíduo para a prosperidade imediata, mediante a contribuição financeira à igreja. Nesta barganha, formou-se um conglomerado empresarial e político, movido pela estratégia venda do religioso com ações de marketing, estatística, competitividade, padronização e flexibilidade de mensagens, possibilitando que bens simbólicos e de sentido à vida sejam comercializados como produtos.

Desta forma, a igreja se estruturou num sistema de governo verticalizado, com um modelo de gestão baseado em princípios que o autor chama de sete propriedades: apropriação da cultura popular; sintonia com os Novos Movimentos Religiosos; subversão à matriz evangélica; perfil empresarial; segmentação da clientela; conquistas extra-eclesiais; comando de líder excepcional.

A IURD incentiva a cultura individualista e materializada da concentração, consumo e prazer dos bens terrenos, numa mística secularizada, embasada na Teologia da Prosperidade. Atua com eficácia na apropriação dos elementos míticos, simbólicos e do senso comum da sincrética cultura e religiosidade popular. Apoiados na vasta rede midiática, os ‘homens de deus’ enredam e tiram dividendos de anônimos transeuntes, em seus centrais e suntuosos templos, sob o estratégico comando, próximo e distante de um ‘BISPO  S/A’.

Sobre o autor – Odêmio Antonio Ferrari nasceu em 13 de junho de 1964, em Tenente Portela – RS. Tem formação acadêmica: Filosofia (1985), Teologia (1990), Especialização em Metodologia do Ensino (1991), Especialização em Teologia Bíblica (1998), Mestrado em Ciências da Religião pela PUC de São Paulo (2004). Atualmente faz doutorado, cujo o projeto de pesquisa é “ A Intersecção entre o Pentecostalismo Assembleiano e o Imaginário Religioso Kaingag: receptividades e rupturas.

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Comentários

Pela suas acusações c nota a quem vc segue católico!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vc é a favor q as pessoas tenham uma fémorta ,pessoas q dizem eu sou católico enquanto morre d fome?

Seguidor danova era garanto?

Por que não IURD? Todas as concepções humanas, relativas a divindade, provém da decisão de crer que houve uma intenção para existir. Esta auto-afirmação decorre de uma necessidade existencial da consciência de saber-se eterna. A IURD é mais uma religião sustentada pelo poder, como o são todas as outras CONCORRENTES. O importante é que o dinheiro, proveniente do dízimo, seja investido de forma estratégica, já equiparando o bem a um fator da dualidade moral tangível. O núcleo existencial incorporando a evolução no tempo e no espaço permite todas as experiências humanas.
O mesmo

Muitos desconhecem, mas Bento XVI esteve no Brasil para reforçar sua indignação com o crescimento maravilhoso da Universal. Ateus, teólogos católicos, marxistas e anarquistas desesperam-se, gritam aos 4 ventos, atacam nossa IURD. Tudo em vão. Quem parará a Universal? Ninguém. Se ela não fosse de Deus, certamente seria destruída, pois suportar o que suportou na força do braço é impossível. Como está escrito na biografia do bispo, o próprio jornalista teve que reconhecer:” é uma força que se retroalimenta. Qto mais cresce, menos pára de crescer.” Aos que atacam a Igreja, analisem a Bíblia, já que gostam tanto de ler, e vejam que vocês fazem o que os fariseus e religiosos da época faziam, igualzinho. E assim como não venceram nosso Senhor, também não vencerão nunca sua Igreja, a IURD. Temos bancadas evangélicas, redes de rádio e tv, temos a Record, que será líder, a qual vcs assistem sempre, construimos 1 catedral por mês e abrimos média de 100 igrejas no Brasil por mês. Estamos em quase todo o Planeta Terra. 90% dos membros, pastores e obreiros da IURD detestavam ouvir falar dela antes de conhece-la. Certamente os que a atacam serão um desses.

Esta acusação diz totalmente o contrário do que realmente é, a Igreja em seu todo não promete as pessoas libertação e cura de doenças incuráveis aos olhos humanos por contribuição financeira.
Por ventura a Igreja algum dia já robou você???
Já te apontaram uma arma na cabeça e te ameaçaram você à entregar dinheiro a Igreja??? Não!!! Com certeza!!!

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