O outro lado da Igreja Universal do Reino de Deus

Vivemos o paradoxo do mundo-mercado, no qual se manipulam os valores humanos, como produtos de consumo. Certos estrategistas descobriram no sentimento religioso um ‘nicho’ mercadológico, seguindo regras e metas: qual o público-alvo? Quais desejos despertar? Como conquistar e conservar a clientela? Em que tempo e qual o faturamento? Em que investir?

Provocado por estas perguntas, o teólogo e doutor em Ciências da Religião Odêmio Antonio Ferrari lança o livro Bispo S/A – A Igreja Universal do Reino de Deus e o exercício do poder (Editora Ave-Maria), com o intuito de mostrar a realidade da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Baseada no trinômio, ‘exorcismo, prosperidade e cura’ , a IURD estruturou-se inserida neste contexto neoliberal e pluralista da sociedade pós-moderna.

Atribuindo uma leitura espiritual às crises de sentido dos seus “clientes” (seguidores). O rito do descarrego exorciza os males e promete libertar o indivíduo para a prosperidade imediata, mediante a contribuição financeira à igreja. Nesta barganha, formou-se um conglomerado empresarial e político, movido pela estratégia venda do religioso com ações de marketing, estatística, competitividade, padronização e flexibilidade de mensagens, possibilitando que bens simbólicos e de sentido à vida sejam comercializados como produtos.

Desta forma, a igreja se estruturou num sistema de governo verticalizado, com um modelo de gestão baseado em princípios que o autor chama de sete propriedades: apropriação da cultura popular; sintonia com os Novos Movimentos Religiosos; subversão à matriz evangélica; perfil empresarial; segmentação da clientela; conquistas extra-eclesiais; comando de líder excepcional.

A IURD incentiva a cultura individualista e materializada da concentração, consumo e prazer dos bens terrenos, numa mística secularizada, embasada na Teologia da Prosperidade. Atua com eficácia na apropriação dos elementos míticos, simbólicos e do senso comum da sincrética cultura e religiosidade popular. Apoiados na vasta rede midiática, os ‘homens de deus’ enredam e tiram dividendos de anônimos transeuntes, em seus centrais e suntuosos templos, sob o estratégico comando, próximo e distante de um ‘BISPO  S/A’.

Sobre o autor – Odêmio Antonio Ferrari nasceu em 13 de junho de 1964, em Tenente Portela – RS. Tem formação acadêmica: Filosofia (1985), Teologia (1990), Especialização em Metodologia do Ensino (1991), Especialização em Teologia Bíblica (1998), Mestrado em Ciências da Religião pela PUC de São Paulo (2004). Atualmente faz doutorado, cujo o projeto de pesquisa é “ A Intersecção entre o Pentecostalismo Assembleiano e o Imaginário Religioso Kaingag: receptividades e rupturas.




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Comentários

Pelas suas acusações, nota-se que você segue católico. Você é a favor que as pessoas tenham uma fé morta, pessoas que dizem eu sou católico, enquanto morre de fome?
Seguidor da nova era, garanto?

Por que não IURD? Todas as concepções humanas, relativas a divindade, provém da decisão de crer que houve uma intenção para existir. Esta auto-afirmação decorre de uma necessidade existencial da consciência de saber-se eterna. A IURD é mais uma religião sustentada pelo poder, como o são todas as outras concorrentes. O importante é que o dinheiro, proveniente do dízimo, seja investido de forma estratégica, já equiparando o bem a um fator da dualidade moral tangível. O núcleo existencial incorporando a evolução no tempo e no espaço permite todas as experiências humanas.
O mesmo

Muitos desconhecem, mas Bento XVI esteve no Brasil para reforçar sua indignação com o crescimento maravilhoso da Universal. Ateus, teólogos católicos, marxistas e anarquistas desesperam-se, gritam aos 4 ventos, atacam nossa IURD. Tudo em vão. Quem parará a Universal? Ninguém. Se ela não fosse de Deus, certamente seria destruída, pois suportar o que suportou na força do braço é impossível. Como está escrito na biografia do bispo, o próprio jornalista teve que reconhecer:” é uma força que se retroalimenta. Quanto mais cresce, menos para de crescer.” Aos que atacam a Igreja, analisem a Bíblia, já que gostam tanto de ler, e vejam que vocês fazem o que os fariseus e religiosos da época faziam, igualzinho. E assim como não venceram nosso Senhor, também não vencerão nunca sua Igreja, a IURD. Temos bancadas evangélicas, redes de rádio e tv, temos a Record, que será líder, a qual vocês assistem sempre, construímos uma catedral por mês e abrimos média de 100 igrejas no Brasil por mês. Estamos em quase todo o Planeta Terra. 90% dos membros, pastores e obreiros da IURD detestavam ouvir falar dela antes de conhecê-la. Certamente os que a atacam serão um desses.

Esta acusação diz totalmente o contrário do que realmente é, a Igreja em seu todo não promete as pessoas libertação e cura de doenças incuráveis aos olhos humanos por contribuição financeira.
Por ventura a Igreja algum dia já robou você???
Já te apontaram uma arma na cabeça e te ameaçaram você à entregar dinheiro a Igreja??? Não!!! Com certeza!!!

Respondendo a um e-mail

Não, não prego a “Teoria da Pobreza”, antes, ao invés disto prego a “Teoria da coerência,” onde valores espirituais se diferem dos materiais. Só lembrando o que Jesus recomendou ao mancebo de qualidade: “…Vai, vende tudo que tem, dá aos pobres, vem e segue-me…”. Ora, porque será que Jesus foi tão explicito nesta recomendação? Por que será que o próprio Jesus, sendo o Senhor de todas as coisas, não tinha sequer onde recostar o corpo? O que falta na IURD é coerência, afinal é ela que da sustentação a qualquer argumento e sem ela as coisas ficam sob suspeita. “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, mas nos céus, onde nada pode destruir”, recomenda Jesus em Mateus 6:19 a 21. Basta ler… É a Bíblia, meu caro e não eu, que condena a riqueza…
Quanto a julgar, veja o comentário seguinte que envio.
É inconcebível tratar a IURD como uma “igreja.” Também é inconsequente aceitar que o que se pratica ali tenha qualquer relação com os ensinos de Jesus Cristo. Na verdade absoluta a IURD está sim desmoralizando e ridicularizando os ensinos Sagrados, pior, enganando pessoas que por total falta de informação, acreditam nas trapaças pregadas por esta entidade comercial. Causa-me espécie ver que em todas as partes do mundo há pessoas precisando ouvir e conhecer o amor insondável de Deus, sendo alimentados com porcarias e com produtos falsificados, alimentos produzidos nas indústrias do inferno.
Lembro que “perseguição” é uma coisa, ser “responsável” é outra completamente oposta e diferente. Aliás, quem comete crime na esfera cível é criminoso e tem, por oficio de justiça, ser perseguido e preso para que pague pelos seus crimes, mas como na religião não há um Ministério da Justiça, temos como crentes em Jesus Cristo, que alertar quanto aos atos criminosos praticados contra a fé do cidadão. Com absoluta certeza, se tivéssemos um Ministério e um código civil espiritual esta IURD já estaria nos tribunais sendo julgada pela exploração imoral da boa fé do povo que acredita nas suas falácias.
Não, não é uma questão de inteligência, longe disto! É, antes de tudo, uma questão de responsabilidade, pois são almas que estão sendo tratadas como objetos e como mercadorias no mercado inescrupuloso da religião. Ninguém precisa ser inteligente para ver que o evangelho pregado pela IURD é sim voltado para o bolso e não para o coração do ser humano. Cabe ressaltar que ninguém escapa desta indústria de exploração da fé e para isto usa-se os mais baixos argumentos e os mais sórdidos instrumentos de convencimento. O absurdo é que tudo é feito á luz do dia e debaixo das barbas das autoridades que nada fazem para combater esta imoralidade perniciosa que avilta o cristianismo.
Envergonha-me sobremaneira ver a indústria dos “falsos milagres” sendo explorada nas telas da Record, com as pessoas sendo expostas ao ridículo em troca de uma suposta cura que quase sempre se resume a uma “dor de barriga” ou a uma “dor de cotovelo.” Conceitos como, ética, verdade, honestidade, respeito, transparência, são desconhecidos dos que na IURD vivem de enganar o povo com um evangelho esdrúxulo, mesquinho e sem qualquer fundamento Bíblico. Mentem descaradamente ao mandarem o povo tomar atitudes como “dar um nó em uma camisa” para desatar a vida como se fosse a coisa mais natural do mundo, o que não me assusta posto que a mentira é prática natural e comum nos ensinos dos Bispos da IURD.
Quanto a um verdadeiro encontro com Deus, sugiro que os “bispos” da Universal possam experimentar o que de fato significa encontrar Deus e ser inteiramente submisso a ele. Lembro que Deus “liberta” a alma, mas a IURD com suas práticas escravizam o cidadão tornando-o dependente dos sacrifícios e da submissão do homem ás suas práticas de mistificação do culto. É duro ver o poder de Deus sendo negociado por “rosas consagradas, sessão de descarrego, camisa amarrada” e mais um monte de “porcarias” que em nada acrescentam a fé do povo e que literalmente não encontram indicativos de suas práticas nas Escrituras Sagradas.
Na verdade a IURD é sim um grande “circo” religioso, onde não faltam os atores para levar o povo ao delírio com suas mágicas e com as suas ilusões religiosas e só não vê quem não quer ou está comprometido com as trapaças ali praticadas. No picadeiro não faltam, o Médicos Espirituais, os Pai de Santo, as Mãe de Santo, os Donos de Terreiro, todos escolados e diplomados em enganar e ludibriar a boa fé do povo, que por desespero ou por interesses, recorrem a IURD. Lembro que ali as pessoas não procuram Deus pelo que ele é, mas sim pelo que ele pode oferecer, e aí como a mensagem da Universal é fundamentada na prosperidade e não na salvação da alma, o homem por sua natureza corre para onde as facilidades lhe permite alcançar os seus objetivos materiais.
Paulo recomenda expressamente: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Portanto, se ele, o Apóstolo Paulo não adotou qualquer prática das aplicadas e adotadas pela IURD, é evidente que há algo errado com esta empreja.

Carlos Roberto Martins de Souza
crms2casa@otmail.com

Prezados Senhores,

Estou usando o caminho indicado por vossa senhoria para me comunicar com este programa.
Tenho uma preocupação muito grande com a forma com que o evangelho está sendo usado hoje onde o céu já não faz parte dos sermões e inferno e pecado sequer são mencionados. Nesta linha, assisti no dia 24 de junho de 2009, aproximadamente ás 22.00h na TV Gazeta a uma propaganda de um dos Bispos da IURD feita na porta da Bolsa de Valores de New York onde ao lado do símbolo de poder ali existente, um touro, ele consagrava um óleo contido em um vasilhame em forma de cruz que posteriormente seria distribuído na Reunião dos 318 em São Paulo. Fiquei chocado com o que estava vendo e me indispus a acreditar, no entanto como as imagens eram verdadeiras não tive outra alternativa. Comecei então a me perguntar qual a origem deste evangelho que usa de expedientes esdrúxulos e inconseqüentes na exploração da fé do povo brasileiro. Fiquei decepcionado, pois imagino, lendo as Escrituras, que o verdadeiro Evangelho não compactua e não autoriza tais práticas.
Tentei assistir ao restante da programação, no entanto fui tomado por uma revolta muito grande ao perceber que em momento algum se falou sobre pecado, sobre alma, sobre céu ou sobre Deus, pelo contrário, sobrou prosperidade numa demonstração clara e evidente de que a vida eterna não faz parte dos ensinos deste segmento religioso.

IURD e o banho de sete águas – haja molecagem

Os animadores de auditório da IURD anunciam mais uma novidade para o próximo domingo, 11 de outubro de 2009. É o Banho das Sete Águas, mais um produto das empresas IURD S/A para os seus acionistas. O banho será usado para aumentar o desempenho espiritual daqueles que se submeterem a ritual da águas. Jesus já não resolve mais, e aí é preciso arranjar um paliativo para minimizar o sofrimento e as tristezas do povão que anda desconfiado com o cristianismo Bíblico, ensinado e pregado pelos Apóstolos de Cristo. É o vale tudo para substituir o sacrifício da cruz já que poucos acreditam que ele tem efeito na vida do cidadão e como os picaretas sabem disto não falta criatividade para suprir as carências espirituais do cidadão.
Picaretagem e pilantragem parecem não ter limites para IURD e seus curandeiros, quando se pensa que chegaram ao extremo ele aparecem com as suas novidades diabólicas para dar continuidade no projeto de enganarem e roubarem a fé do povo. Desculpem, mas é muita safadeza dentro de um local que os seus líderes afirmam ser uma igreja evangélica, é muita molecagem afrontando até fé e os princípios cristãos. Lamentavelmente a liberdade religiosa no Brasil permite que este tipo de molecagem religiosa seja praticada sem que seus praticantes sejam incomodados ou questionados nas suas praticas e pretensões.
O Banho das Sete Águas segundo os “PAI DE SANTO” da IURD – Igreja Universal do Reino do Edir Maiscedo – serve como materialização da fé, para a purificação dos pecados do povão. Pai de Santo sim, pois um homem segundo o coração de Deus jamais trapacearia de forma tão escrachada com a fé do povo que muitas vezes, infantilmente, entram nos templos da IURD em busca da verdade. Estes agentes do Diabo estão ludibriando a fé dos menos esclarecidos com uma religiosidade perversa e dependente de atitudes baixas e sem qualquer amparo nas Escrituras, além de ser uma mentira deslavada e criminosa que causa danos irreparáveis ao cristianismo e a alma das pessoas. Alma que aliás, pouco importa para os falsários da IURD, até porque eles estão mesmo é preocupados com o bolso de suas vítimas e não com o coração ou a alma.
É notório a cara de pau dos apresentadores tentando mostrar os ganhos de quem se submeter as baixarias ali instituídas como praticas religiosas, eles não tem e não conhecem o que é pudor, subvertem a ética e a verdade para alcançarem a qualquer custo os seus desejos e a de seus lideres. A imoralidade religiosa é notória, a falta de caráter é outra coisa que fica evidente, no entanto sobram engôdo e mentiras naquilo que chamam de cristianismo. É muita BURRICE de uma pessoa acreditar que a formula abaixo pode lhe trazer algum benefício, seja lá em que área for. É a cultura do povo buscando no materialismo religioso formas de facilitar a vida eliminando os sofrimentos e as lutas inerentes de nossa passagem por este mundo. Veja o absurdo e a molecagem:
• 1 copo de água do mar;
• 1 copo de água do rio;
• 1 copo de água do lago;
• 1 copo de água da cachoeira;
• 1 copo de água da chuva;
• 1 copo de água da bica;
• 1 copo de água da torneira.
Não foi sem razão que Paulo recomendou aos cristãos cuidados redobrados contra os falsos pregadores, que como no passado, hoje estariam fazendo qualquer coisa para roubar a fé do povo. Ele escreve: “tende cuidade para que ninguém vos faça presa sua, por meio de fiilosifias, enganos e vãs sutilezas, segundo a tradição de homens, segundo os rudimentos deste mundo, e não segundo Cristo” – Colossenses 2:8, o que equivale dizer que qualquer coisa que viola os ensinos Bíblicos é fraude, portando crime contra a fé cristã. É digno de dó ver como pessoas humildes estão sendo surrupiadas nas suas intenções e nas suas necessidades espirituais por pessoas inescrupulosas e sem amor ao próximo, que usam o evangelho como instrumento de levantamento de fundos financeiros para a concepção de seus projetos e de suas maluquices religiosas. Estão passando literalmente por cima da Bíblia, conduzindo o povo a um cristianismo dependente de novidades criadas e estruturadas nas oficinas do inferno, colocadas como aprovadas por Deus para enganar literalmente a mente dos desesperados. O que fica evidente é que por Jesus não estar fazendo efeito na vida destas pessoas que recorrem a estes artifícios eles optam em se banhar no que vier para verem os seus sofrimentos amenizados, com isto o vazio do coração continua crescendo… Enganados e felizes, é este o sentimento das pessoas que freqüentam estes terreiros na busca de alento para as suas doenças da lama e do coração sem perceberem a armadilha em que estão entrando.
Ou nós que defendemos um cristianismo verdadeiro acordamos e lutamos contra estes desmandos ou seremos condenados por omissão, uma vez que sabemos, pelo conhecimento que temos das Escrituras, que tudo isto não passa de trapaça e de engôdo religioso.
Carlos Roberto Martins de Souza
crms2casa@hotmail.com

A iurd é prospera, porque Deus esta na frente e não adianta nenhum diabo se levantar contra ela, porque quem derruba o diabo é Jesus Cristo.

Leia I Timoteo cap. 6 e você vai entender porque esse homem nâo é de Deus. Também não se esqueça que muitos serão chamados, mas poucos serão escolhidos. Deus quer a nossa alma, e não os nossos bens.

Do meu bolso é que não vai sair nada para esses salafrários do “Reino”.

A IURD é prospera porque usa todos os meios lícitos e ilícitos para arrancar o dinheiro suado do povo. Quem defende a IURD são piores do que seus lideres , ou são lideres disfarçados Seu Rodrigo IURDIANO iludido … Vai tomar o seu banho de macumba, vá trocar de anjo, vá trocar de guia, vá matar seus bois, vá (colocar Deus na parede ABSURDO, e ainda acham que estão fazendo a coisa certa!!! Lobos, mercenários!! O juízo aguardam por vocês !!!!

A obra de Odêmio Antonio Ferrari, BISPO S/A realmente explicita a fundo os mecanismos que certas vertentes do “neopentecostalismo” utilizam. No entanto, para quem é cristão praticante, que crê que a Bíblia Sagrada é a Palavra revelada do Eterno, faltou o esclarecimento de falhas gritantes, que são cometidas pela maioria das denominações pentecostais modernas, sobretudo nas que enfatizam o trinômio “exorcismo, prosperidade e cura”, o qual, diga-se de passagem, não é exclusivo da IURD.
O que a maioria dessas denominações fazem é manipular as Sagradas Escrituras, apresentando diversas passagens bíblicas fora de contexto, o que dá a entender que aquilo que os seus respectivos ministros, durantes os cultos, estão pregando é a Verdade da Palavra do Senhor dos Exércitos, quando, na realidade, tratam-se de “meias-verdades”.
EXEMPLOS:
Os dízimos são uma realidade na Bíblia Sagrada (cuja versão para língua portuguesa a que nos referiremos é a Almeida revista e corrigida de 1995). Inúmeros versículos, em vários livros das Escrituras fazem menção aos dízimos. No entanto, as denominações pentecostais manipulam a Bíblia, e transformam-nos em coisas que, para um cristão praticante que medita na Palavra do Senhor, não fazem o menor sentido. Nas pregações das reuniões e cultos dos templos dessas denominações, o dízimo é apresentado, exigido e cobrado com base no Livro de Malaquias, em apenas três versículos dos terceiro capítulo do Livro, a saber:

8: Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.

10: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

11: E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.

Com base nestes versículos, e apenas nestes, tanto a IURD quanto outras denominações se baseiam para explorar os cristãos, que de boa fé, freqüentam suas reuniões e cultos. As denominações “neopentecostalistas” apresentam esses três versículos de Malaquias, como se fossem através deles que o Criador tivesse instituído e regulamentado os dízimos. Mas, na realidade, os dízimos o foram no Livro de Deuteronômio, especificamente, nos capítulos 14 e 26. Vejamos o esses capítulos nos que nos dizem:

No capítulo 14 de Deuteronômio lemos:

22:Certamente darás os dízimos de toda a novidade da tua semente, que cada ano se recolher do campo.

23: E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu mosto, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR, teu Deus, todos os dias.

24:E, quando o caminho te for tão comprido, que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR, teu Deus, para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR, teu Deus, te tiver abençoado,

25: então, vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR, teu Deus.

26: E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa;

27: porém não desampararás o levita que {está} dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.

28: Ao fim de três anos, tirarás todos os dízimos da tua novidade no mesmo ano e os recolherás nas tuas portas.

29: Então, virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que {estão} dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda a obra das tuas mãos, que fizeres.

E no capítulo 26 de Deuteronômio lemos:

10: E eis que agora eu trouxe as primícias dos frutos da terra que tu, ó SENHOR, me deste. Então, as porás perante o SENHOR, teu Deus, e te inclinarás perante o SENHOR, teu Deus.

11: E te alegrarás por todo o bem que o SENHOR, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa, tu, e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.

12: Quando acabares de dizimar todos os dízimos da tua novidade, no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então, a darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas e se fartem.

13: E dirás perante o SENHOR, teu Deus: Tirei o {Heb. a santidade de minha casa} que é consagrado de {minha} casa e dei também ao levita, e ao estrangeiro, e ao órfão e à viúva, conforme todos os teus mandamentos que me tens ordenado; nada traspassei dos teus mandamentos, nem {deles} me esqueci.

14: Disso não comi na minha tristeza e disso nada tirei para imundícia, nem disso dei para {algum} morto; obedeci à voz do SENHOR, meu Deus; conforme tudo o que me ordenaste, tenho feito.

Odêmio Antônio Ferrari poderia aprofundar estes aspectos que são farta e abundantemente utilizados e explorados pelas denominações pentecostais, em geral, e pela IURD, em particular.
Qual denominação prega e ensina sobre os dízimos, com base em TODOS os versículos acima mencionados? Porque fazer isso implicaria em, imediatamente após os dízimos serem “devolvidos”, passarem a serem entregues aos que são de fora (estrangeiros), aos órfãos e às viúvas. Pelo que se sabe, ninguém nunca, jamais, em tempo algum viu isso acontecer. Os dízimos, que deveriam ser utilizados para, além de sustentar os sacerdotes, neste caso os pastores (o que seria muito justo, justíssimo) o seriam de igual modo, utilizados para atender os necessitados (conforme a Bíblia Sagrada prega). Porém, ao invés disso, os dízimos são usados na “obra de Deus”, entendida esta como a aquisição de emissoras de rádio e televisão, de aviões particulares, de casas de campo e sítios.
Então eu pergunto: em que parte da Bíblia Sagrada está escrito que os dízimos são para “manter a obra de Deus”? Em parte alguma. As Escrituras Sagradas são bem claras nisso: os dízimos dão para o sustento dos sacerdotes, na atualidade, os pastores e/ou padres, os estrangeiros e/o viajantes e peregrinos, os órfãos e as viúvas.
Além disso, nenhuma denominação “neopentecostalistas” esclarece um fato: o dízimo deve ser dado em espécie e comido pelo “dizimista”, conforme o Livro de Deuteronômio, capítulo 14, versículos 23, 26 e 29 e capítulo 26, versículo 12. O que tais denominações teriam a dizer, com base na própria Bíblia Sagrada (e não nos escritos dos seus líderes, dirigentes ou doutrinadores)?
Se aceitarmos que a Bíblia é a Palavra autorizada do Criador de todo o universo – e todas as denominações cristãs pregam isso – então os dízimos devem ser entregues da forma como as Escritura preconizam, pois ainda no Livro de Deuteronômio lemos, no capítulo 15:

11: Pois nunca cessará o pobre do meio da terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado e para o teu pobre na tua terra.

Além disso, a Palavra autorizada do Criador nos chama a atenção para o fato de desobedecê-la acarretar maldições, como ainda no capítulo 27 do Livro de Deuteronômio podemos ver:

19: Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva! E todo o povo dirá: Amém!

Isto é, se não “devolvermos” os dízimos conforme os preceitos bíblicos, dividindo-os com os pastores (sacerdotes), estrangeiros, órfãos e viúvas, estaremos sob maldição. Além disso, não “devolver” os dízimos conforme a Palavra do Eterno orienta equivale a não confirmar as palavras do Criador, o verdadeiro Autor das Escrituras, o que também implica em maldição, ainda em conformidade com Deuteronômio, capítulo 27:

26: Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo! E todo o povo dirá: Amém!

Se você não “devolve” os seus dízimos conforme Deus manda, você não está confirmando o que Ele próprio mandou, e, com isso, você também está incorrendo em maldição.
E, afinal de contas, como os dízimos têm destinatários certos, claramente definidos pela Bíblia Sagrada, então a expressão, tão farta e abundantemente, empregada nas reuniões e cultos das denominações “neopentecostalistas” de DEVOLVER os dízimos, não faz o menor sentido. Se o Eterno quisesse que “devolvêssemos” os dízimos, certamente, essa expressão apareceria na Bíblia Sagrada. E em nenhuma versão, tal expressão aparece. Mas, pelo menos em duas passagens do Texto Sagrado, a expressão “pagar dízimos aparece. A primeira no Livro de Neemias, capítulo 10:

37: e {que} as primícias da nossa massa, e as nossas ofertas alçadas, e o fruto de toda árvore, e o mosto, e o azeite traríamos aos sacerdotes, às câmaras da Casa do nosso Deus; e os dízimos da nossa terra aos levitas; e que os levitas PAGARIAM OS DÍZIMOS em todas as cidades da nossa lavoura;

E a outra, na Carta aos Hebreus, capítulo 7:

9: E, para assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, PAGOU DÍZIMOS.

Vê-se que as denominações “neopentecostalistas” atribuem ao Criador palavras que Ele nunca mencionou…
Para exemplificar ainda mais as invenções e deturpações que muitas denominações, que se auto-intitulam cristãs, utilizam e enfatizam em suas reuniões e cultos, podemos mencionar o “devorador”. Segundo o capítulo 3 do Livro de Malaquias, há menção ao “devorador”:

11: E, por causa de vós, repreenderei o DEVORADOR, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.

Quem é o “devorador”? Segundo a maioria das igrejas neopentecostais e totalidade das “neopentecostalistas”, o “devorador” seria um espírito. Contudo, pesquisando na TORAH PORTUGUÊS – HEBRAICO, publicada pela Livraria Sêfer, de São Paulo, encontrei a versão original do referido versículo do profeta Malaquias. Só que, na versão original hebraica, lemos:

11: E, por causa de vós, repreenderei o INSETO devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.

Então, em que parte da Bíblia Sagrada está escrito que o “devorador” é um espírito? A Bíblia é clara: o devorador é um inseto. Isso pode ser confirmado no Livro de Joel, no capítulo 1, que tem sido habilmente manejado pelos pregadores da IURD. Com base na versão de Almeida revista e atualizada da Bíblia, a IURD desenvolveu uma doutrina própria, com base em um único versículo do primeiro capítulo do Livro do profeta Joel:

2: O que deixou o cortador, comeu-o o migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o destruidor.

A IURD apresenta o tal cortador, o referido migrador, o devorador e o destruidor como sendo espíritos. Mas, ainda em plena conformidade com a versão de Almeida revista e atualizada da Bíblia, no capítulo 2 do mesmo Livro de Joel está escrito:

25: E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós.

Ou seja, o próprio Criador diz que se tratam de insetos, e não de espíritos…
No Livro de Amós também se encontra uma confirmação disso. No capítulo 2 desse Livro, o Eterno diz:

9: Feri-vos com o crestamento e a ferrugem; a multidão das vossas hortas, e das vossas vinhas, e das vossas figueiras, e das vossas oliveiras, devorou-a o gafanhoto; contudo, não vos convertestes a mim, disse o SENHOR.

O que nenhuma denominação “neopentecostalista” gosta de admitir é que dízimos e ofertas de nada adiantam sem um coração convertido ao Senhor e sem o caminhar com retidão diante d’Ele. Segundo os ensinamentos dessas denominações, basta “devolver” os dízimos, que a vida do cristão começa a se resolver, enquanto que a Palavra do Criador nos diz que não é assim, conforme lemos no capítulo 4 do Livro de Amós:

4: Vinde a Betel e transgredi, a Gilgal, e multiplicai as transgressões; e, cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e, de três em três dias, os vossos dízimos;

5: e oferecei sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai ofertas voluntárias, e publicai-as, porque disso gostais, ó filhos de Israel, disse o SENHOR Deus.

6: Também vos deixei de dentes limpos em todas as vossas cidades e com falta de pão em todos os vossos lugares; contudo, não vos convertestes a mim, disse o SENHOR.

Isto é, você pode “devolver” quantos dízimos e entregar quantas ofertas você quiser. Mas, se você não andar retamente diante do Senhor, de nada isso adiantará. Porém, existe um pequeno detalhe: nem a IURD, nem denominação alguma enfatiza isso. Pelo contrário, tratam-se de versículos bíblicos cuidadosamente evitados e pulados nas reuniões e cultos realizados nos templos de tais denominações.
E manobras desse tipo são habilmente utilizadas nos “propósitos” que os pregadores dessas denominações apresentam, convidando os freqüentadores para participar.
Por exemplo, é muito comum ser apresentado o “propósito” para os “inimigos fugirem por sete caminhos”. E também o “propósito” para “ser bendito ao entrar e ser bendito ao sair”. Estes “propósitos” se baseiam em versículos do capítulo 28 do Livro de Deuteronômio. O “propósito” relativo à “fuga dos inimigos” estaria baseado no seguinte versículo:

7: O SENHOR entregará os teus inimigos que se levantarem contra ti feridos diante de ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos fugirão diante de ti.

E o “propósito” referente a “ser bendito ao entrar e ao sair” teria o seu fundamento neste versículo, também de Deuteronômio 28:

6:Bendito {serás} ao entrares e bendito {serás} ao saíres.

Então, quem tem fé, mediante uma oferta, pode participar dos “propósitos”. Em outras palavras, se você tem fé para apresentar a Deus uma “oferta de fé”, então os inimigos que se levantarem contra você, virão contra você por um caminho, mas, graças à sua fé, “exercitada” através da sua oferta, esses mesmos inimigos que se levantaram contra você, fugirão por sete caminhos.
Do mesmo modo, se você tiver fé para apresentar uma “oferta de fé”, poderá participar do “propósito” de ser bendito toda vez que você entrar e toda vez que você sair.
Entretanto, o que a IURD e as demais denominações “neopentecostalista” pregam, ensinam ou esclarecem, é que para você ser bendito ao entrar e ao sair, e para os inimigos que se levantaram contra você por um caminho, fugirem por sete caminhos, não é necessário que você “exercite a sua fé” mediante a apresentação de uma oferta. As Sagradas Escrituras são bem claras quanto a isso. Nos versículos 1 e 2 do capítulo 28 do Livro de Deuteronômio podemos constatar que:

1: E será {que,} se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.

2: E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR, teu Deus:

6:Bendito {serás} ao entrares e bendito {serás} ao saíres.

7: O SENHOR entregará os teus inimigos que se levantarem contra ti feridos diante de ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos fugirão diante de ti.

Porque, ainda nesse mesmo capítulo, o Eterno adverte:

15: Será, porém, {que,} se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então, sobre ti virão todas estas maldições e te alcançarão:

19: Maldito {serás} ao entrares e maldito {serás} ao saíres.

25: O SENHOR te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles, e por sete caminhos fugirás diante deles, e serás espalhado por todos os reinos da terra.

Em outras palavras, o que o Senhor dos Exércitos quer é obediência à Palavra d’Ele, mais do que qualquer coisa. Se você andar na presença de Deus, você será bendito toda vez que entrar e toda vez que você sair. Se você andar na presença de Deus, os inimigos que levantarem contra você por um caminho, fugirão por sete caminhos. Mas, se você não andar retamente na presença de Deus, de nada adianta você levar um caminhão de dinheiro para ser apresentado como “oferta de fé”, em propósitos dessa natureza, pois se você não estiver na presença de Deus, você será maldito toda vez que entrar e toda vez que sair. Se você não estiver na presença de Deus, você sairá contra seus inimigos por um caminho, mas por sete caminhos você fugirá deles.
E, assim, existem inúmeras “pegadas” praticadas tanto na IURD, quanto em outras denominações “neopentecostalista”, que poderiam ser abordadas no competente estudo de Odêmio Antônio Ferrari.

Contudo, apesar das críticas que Odêmio, outros autores e eu, pessoalmente, possamos fazer às diversas denominações pentecostais, neopentecostais e “neopentecostalista”, a responsabilidade por elas inventarem “propósitos”, desafios, etc., enfim, por elas serem acusadas de explorarem os seus respectivos freqüentadores é dos próprios freqüentadores. Se as denominações, às quais estamos nos referindo e acusando de explorarem os seus fiéis, são bem sucedidas na exploração, a culpa é dos fiéis. Todas elas, seja a IURD, sejam outras, incentivam os seus membros a lerem e meditarem na Palavra de Deus. Bastaria que os cristãos se dedicassem a isso, para constatarem se as pregações, “propósitos” e desafios estão ou não em conformidade com o que a Bíblia diz. E, então, decidirem se devem participar ou não.

As pessoas e algumas instituições criticam a IURD por pregar a prosperidade, porque se “alimentam” vivem da miséria e pobreza que existe no Brasil.

E quando as pessoas ofertam na IURD dão do que lhe pertence e voluntariamente. Acho que roubar é receber “ajuda” (diga-se de passagem milhões e milhões) que há tempo a igreja católica recebe. Dinheiro esse que poderia ser empregado em outras áreas, principalmente sociais que há tanta necessidade.

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