Quero ser Reynaldo Jardim!
Eu sei, eu sei, outros já disseram isso antes. isso é sinal que Reynaldo está vivo e atuante, décad após década, com leveza de passarinho e disposição de sagitário. Desde os anos 50, quando inaugura o famigerado Caderno B do JB e, com Gullar, dá o pontapé inicial no movimento neoconcreto no Rio (olha que Vronsg na gruta chegou antes!), Reynaldo vem trasitando por todas as mídias (só continua a não escrever no teclado) e levantando um mundo de gente com ele. Você não estava por perto quando ele passou? Para isso está aí O Sol - caminhando contra o vento (2006), de Tetê Moraes, e você vai entender quase tudo. Bom, mas o que interessa neste exato instante é que, fazendo, sempre e muito, Reynaldo já disse: o que mais gosta e o que menos aparece é a sua poesia. Até 2006 estava outra vez no JB, no caderno de cultura comandado pelo Ziraldo, de Brasília para o Rio um poema novimnho e ilustrado todo dia. E aqui começa a coleção Palavra de Poeta da CBE, juntando um pouquinho e disparatadamente a palavra poética do Reynaldo, no registro da sua voz e da voz dos amigos, parceiros, colegas de redação e sei lá mais o que é que aglutina essa gente toda. Agora mesmo ele está por aí, desenhando plantas de arquitetura, pensando instalações, imagens, escrevendo, ilustrando, fazendo jornal, revista, curas místicas, e até resmungando um pouco de vez em quando, prolífico, infinito. Tem mais de oitocentas páginas as Sangrando escrituras, suas poesias completas. Completas como? E as de hoje, onde entram? Se não fosse Elaina, Micael, Gabriel e Rafael, arrey! Associação Recreativa dos Amigos de Reynaldo Jardim para o Aniversário dos 80 anos do Poeta em 2006, Janete Dornellas, Luís Turiba, Cristina Roberto, Maria Maia e mais esse fim de gente que ajuda a fazer e a acontecer o reinaldo do Rey, esse disquinho não sia e você nem imaginava o quanto significa ser Reynaldo Jardim!
Texto de Alex Cojorian
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