“Quero Falar de uma coisa adivinha onde ela anda…”
(Milton Nascimento)
Zeka passou a vida inteira rompendo todas as convenções aos 15 era a promessa do futebol candango aos dezesseis punk assumido aos dezessete bailarino aos dezoito jornalista de sucesso aos dezenove dono do programa mais ouvido da rádio de Brasília.
Metamorfose ambulante??? Não sempre esteve dentro dele a vontade de realizar “tudo ao mesmo tempo agora” e lutar contra as injustiças e desigualdades. Lição que disse ele a sua Avó paterna lhe ensinou tanto e morreu realizando.
Ser, traficar, amor. Aos 18 anos estava com tudo pronto já sabia o que fazer para lançar meu primeiro livro “O Sol, Seus Cabelos” depois viria o conceitual “Paisagem” um novo sucesso: “Paisagem” que lançaria as propostas literárias do Neo Concretismo do qual foi pioneiro na língua portuguesa baseado nas escola concretista e marginal e sempre adicionando novas linguagens figuras criativas e formas poéticas.
Conviveu com quase todos os expoentes das artes em Brasília; Oswaldo Montenegro, Phelippe Seabra, Esmerino Magalhães Jr, Jô de Oliveira,TT Catalão, Wladimir Carvalho, Gudo Heleno, Nicolas Behr, Thiago de Mello são alguns de seus inúmeros amigos que lhe municiaram com subsídios culturais emprestando seu talento em fases distintas de suas vidas alguns mais outros menos, mas todos incentivando-o a dar prosseguimento a sua carreira.
Zeka lutou travou uma luta pessoal para restabelecer sua saúde após um período de tratamentos pela dependência química e enfrentou dificuldades e barreiras no passado pelos seus ideais de livre expressão em defesa da democracia e por ser um ativista ambiental e mesmo diante de entraves conseguiu fazer sua revolução pessoal, perseverando e obtendo êxito quase que em todas as frentes apesar de sempre ter que depreender mais esforço que os outros para atingir seus objetivos, fruto de seu precário estado de saúde, o que ao contrário do que pensam seus detratores não diminui a dinâmica de seu conjunto de obras e textos nem apequena sua hoje considerável carga literária, ao contrário intensifica ainda mais tudo e valoriza sua contribuição para a sociedade.
O Sol, Seus Cabelos, Avenida Brasília, Flandres, Paisagem, Os Construtores do Amanhã Volume I e II são alguns de seus maiores êxitos na literatura. Crítico de cinema Zeka faz parte do Conselho público da Ancine como roteirista, mas ganhou destaque mesmo na profissão de colaborador eternizando os quadrinhos sua eterna paixão atuando nos dois maiores jornais de Brasília (CB e JBr) e em outros órgãos de comunicação como colaborador.
Como se não bastasse divulgasar as HQ’s ele sociabilizou com os seus leitores o seu rico acervo doando mais de 1000 exemplares de seus títulos e fundando duas gibitecas: uma no espaço 508 S – Renato Russo e outra no Gama no campus da FacBrasília.
Ativista cultural e jornalista Zeka tem a veia de poeta e em 2007 publicou seu mais recente trabalho Réquiem pela Thesaurus Editora que foi sucesso de crítica e submetido ao público recebeu elogios dos outros escritores especialmente do renomado poeta Guido Heleno Dutra que prefaciou o livro. E de quem Zeka foi companheiro na década de 80 quando integrou a diretoria do SEDF por três gestões promulgando ao lado do Escritor Menezes Y Moraes o Estatuto do Escritor.
Se errou ou acertou já não importa. No cômputo geral a maior vitória é ser poeta. Estar no mundo das letras. E isso Zeka reafirma de novo graças a generosidade dos seus amigos e colaboradores que o agigantaram a cada dia com seu zelo e amor.
“Não posso me queixar porque sou poeta e não apenas estou poeta” e dispara “como dizia Platão: Penso, Logo Existo”. Diz Zeka humildemente como ser poeta não fosse a mais nobre das missões literárias. Ele continua atuando e pensando grande apesar da ferrugem do tempo e das milhares de latinhas de cerveja a “ciclizarem” em sua abstinência dos vícios de que se recuperou por inteiro e que segundo ele “permitiu destravar meus neurônios” completa o autor.
O que quero dizer deste novo livro de Zéka de Queiroz e vou tentar sintetizar sua vasta e plural colaboração é mais ou menos isso em uma Frase só parafraseando a grande Cecília Meirelles me perdoem, os outros autores e poetas mas preciso desta ajuda:”Não é alegre nem é triste, é po(rr)eta”!!!
Esmeralda D’aquino Shultz
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