A questão da Capital: marítima ou no interior?
14/05/2008
Em edição fac-simila, na qual Varnhagem (Visconde de Porto Seguro) explana as razões e as vantagens da mudança da capital do Brasil para o interior e analisa os locais escolhidos, que fez questão de ver pessoalmente em “ uma penosa viagem a cavalo, nada menos que até a província de Goiás, por nossas primitivas estradas, para de visu e como engenheiro, reconhecer essa notável paragem que a contemplação e estudo dos melhores mapas nos havia nos havia revelado; e ver se ela correspondia perfeitamente às condições de bondade de clima e outras essenciais ao nosso propósito…” “ … a própria Providência concedeu ao Brasil uma paragem mais central, mais segura, mais sã e própria a ligar entre si os três grandes vales do Amazonas, do Prata e do S. Francisco, nos elevados chapadões, de ates puros, de boas águas, Formosa, Feia e Mestre d`Armas, dos quais manam águas para o Amazonas, para o São Francisco, e para o Prata!”
Há 130 anos atrás falecia em Viena, a 29 de junho de 1878, Francisco Adolfo de Varnhagem (Visconde de Porto Seguro). Mestre da história brasileira, pelo seu amor à pesquisa, método e atitude crítica, Varnhagem merece bem a homenagem que ora lhe prestamos editando a QUESTÃO DA CAPITAL: Marítima ou no interior?. Raridade bibliográfica pelas reduzidas tiragens que teve – a primeira em 1887, em Viena, na Áustria, a segunda por iniciativa do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, em 1935, A QUESTÃO DA CAPITAL: Marítima ou no Interior?, de Francisco Adolfo Varnhagem, Visconde de Porto Seguro, é um dos livros mais expressivos da historiografia brasileira, em sua expressão profética, marcando o local onde seria construída 80 anos depois Brasília, a nova capital interiorana da República. A terceira edição em comemoração ao centenário, é sobremodo, valiosa contribuição à bibliografia histórica , nacional: tanto mais, valorizada pela apresentação do historiador E. D´Almeida Vitor, que posiciona Varnhagem nas letras e na historiografia brasileira.
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