Mais de 50 mil pessoas em quatro dias de Bienal
Os primeiros dias da semana da Bienal do Livro de Minas foram um sucesso. De quinta-feira, data de abertura, até domingo, cerca de 50 mil pessoas passaram pelos corredores do Expominas, local de realização do evento. O número superou as expectativas dos organizadores do encontro e mostrou que, em Minas Gerais, a literatura é realmente levada a sério.
Além de ter acesso a uma série de atividades voltadas para o desenvolvimento do hábito da leitura, o público teve a oportunidade de participar de debates, visitar exposições e conhecer um pouco do universo proporcionado pelos livros.
Um dos grandes destaques da primeira edição da Bienal de Minas, até agora, foi o debate protagonizado pelo jornalista e escritor Guilherme Fiuza e o produtor musical João Guilherme Estrella, que inspirou um dos maiores sucessos editoriais do ano, o livro “Meu nome não é Johnny”. Cerca de 200 pessoas assistiram a sessão, que tinha como objetivo discutir a relação entre o usuário e o tráfico de entorpecentes e foi batizada como “Drogas: o usuário ‘não tem nada com isso’?”.
Também merece menção a participação do professor Pasquale Cipro Neto, que atraiu grande número de pessoas para a Arena Jovem e para o Café Literário, locais que sediaram seus debates. A primeira sessão, “A cyberlinguagem se tornará uma língua falada?”, contou com a participação do público interessado na linguagem virtual, cheia de símbolos e peculiaridades. Mais tarde, foi a vez de analisar o idioma, na mesa “Falar de língua culta é ser preconceituoso?”, que reuniu também o compositor Fernando Brant e o poeta Ronald Claver.
Esta é a primeira edição da Bienal do Livro de Minas. O evento está sendo sediado no Expominas, em Belo Horizonte, e acontece até o próximo domingo, 25 de maio. Em onze dias, 160 mil pessoas devem passar pelos corredores do local, atraídas por uma série de atividades como debates, exposições, apresentações musicais, teatrais, entre outras.
O encontro é uma realização da Fagga Eventos, organizadora da Bienal do Livro do Rio e Salvador, em parceria com a Câmara Mineira do Livro, idealizadora do Salão do Livro e Encontro Literário de Belo Horizonte, e conta com o patrocínio da Petrobras, Cemig, Universidade Fumec, Banco Mercantil do Brasil, Submarino.com e com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura, Fundação Municipal de Cultura, BHTrans e Metrô BH.
Mais informações: www.bienaldolivrominas.com.br.
REPERCUSSÃO:
“Nossa senhora! Isso aqui é um sonho! Quando tinha notícia da Bienal em outros Estados, pensava: ‘por que não temos um evento desses aqui? ’. É o segundo dia que venho e pretendo vir mais vezes. Eu tiro o chapéu para os educadores que estão trazendo essa meninada aqui, porque os pais muitas vezes não trazem, e, sendo os educadores tão desvalorizados, ainda assim, têm essa iniciativa”.
Marília Bambirra Gonçalves, educadora aposentada, 58 anos.
“Estou gostando muito dessa iniciativa. É muito bom encontrar um espaço assim, com tantas opções de livros. É muito interessante o fato de oferecerem a oportunidade para que as crianças tenham acesso aos livros. É uma iniciativa digna de elogios.”
Giordano Bruno, professor, 30 anos.
“Eu achei tudo muito legal. Gosto muito de ler e tenho muitos livros em casa. Na minha escola, toda quarta-feira temos aula de literatura.”
Lara Iasmin Souza, estudante, nove anos.
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