Decodificando a linguagem secreta das lendas

Magali Suchy*

livro_magali.jpgVamos começar falando um pouco da mensagem que Hermes, o Trimegistus, recebeu do Grande e Inefável OSIRES, quando este hierofante perguntou ao Deus Egípcio qual seria o caminho que as almas dos Homens teriam que percorrer, tanto no caminho involutivo, quanto no evolutivo.

Osires elevou Hermes para o cume mais alto do lugar de onde estavam e ordenou que este observasse o céu estrelado e completou dizendo que as almas dos Homens percorrem, tanto no caminho de condensação energética quanto no caminho inverso, isto é, no caminho evolutivo os mesmos padrões vibratórios que fazem surgir estruturas energéticas específicas, como luzes que se desdobram em cores ou raios pulsantes, e que se introjetados acabam por serem assimilados em nossos seres tornando-nos perfeitos micros sistemas exatamente iguais aos sistemas estelares e seus corpos planetários para em seguida estarmos aptos para empreendermos a grande viagem de volta ao nosso ponto de origem, ou Mar Cósmico. Em outras palavras, passamos a ser um perfeito hológrafo do nosso Sistema Solar vivenciando as energias de cada um desses padrões vibratórios ou Raios de Luz No centro do nosso sistema chamado Solar podemos identificar a estrela que nos mantém vivos, além dos outros corpos que se movimentam em órbitas elípticas ao seu redor, em perfeita harmonia, inclusive nossa atual morada, a Terra. Pois através da observação analógica, OSIRES comparou esses planetas como o símbolo da concretização dos raios primordiais, cada qual ostentando uma luz própria assim como uma constelação conhecida por nós como signo. Os grandes pensadores ou filósofos gregos, que por sua vez beberam da mesma fonte de sabedoria que saciou a sede dos egípcios prontos para a iniciação ou caminho sagrado, elaboraram lendas que simbolizam a dramatização desses mitos ancestrais que são, em última análise, os arquétipos.

Essas lendas quando pesquisadas por um prisma epistemológico, isto é, por um ponto de vista profundo, esotericamente falando, nos explicam de forma clara e insofismável, qual seriam os caminhos involutivo e evolutivo para que o Homem possa acessar o mundo da matéria, sofrer a desintegração necessária a fim de que o processo se complete e, finalmente, empreender seu retorno à reintegração de seus inúmeros Eus.

Começaremos nossa viagem relembrando as Lendas Gregas mais significativas , só que buscando decodificar a linguagem hermética dessas mesmas lendas que compõem este Panteão, mas sem esquecer é claro que a linguagem simbólica estará implícita em qualquer lenda de qualquer outra cultura. Tanto que, nas pesquisas que já fizemos no livro - Os Sete Gênios Planetários- fizemos primeiramente uma abordagem exotérica, mais aberta a um público ainda não iniciado e, depois, já na segunda parte do livro, uma outra totalmente subliminar, só inteligível àqueles que se dedicam à pesquisas mais profundas. Para tanto, começamos visualizando a Lua, nosso satélite, portanto sempre preso à órbita da Terra, não sem antes lembrar que Saturno, rejeitado por seu pai Urano, o Grande Arquiteto da Terceira Dimensão, por não corresponder às expectativas do apuradíssimo senso estético dele, segundo as lendas, “engoliu” todos os outros “deuses”, quer dizer, os atraiu para seu poder e dominação, anulando suas forças primordiais, inspirado por seu componente feminino ferido por essa mesma rejeição. Passou a travar, desde então, uma luta titânica (literalmente falando, pois Saturno é um titã) com Júpiter, o deus que detém o controle do nosso sistema solar e de tudo que há nele. Representam as grandes oposições primevas e, por isso mesmo se digladiam entre si, porque enquanto Júpiter/Zeus criou a forma ou modelo mais perfeito do Homem Cósmico, o Homem Completo, Saturno simboliza este mesmo Homem, só que agora desmembrado, incompleto, alienado e à mercê de tudo que o prende a este Planeta, não permitindo que acorde para sua real origem. Na verdade, Saturno representa o Pai cósmico que não permite que aqueles que vieram até seu reino saiam de seu domínio e controle.

Pois é Hécate, a primeira energia que precisará ser acordada para que o processo evolutivo aconteça. Em outras palavras terá que cortar seu cordão umbilical. Como conta a Lenda, essa deusa que é simbolizada pela Lua, portanto indelevelmente presa à força magnética da Terra provou da vaidade, quando tentou roubar um pote de carmim de sua mãe, seu componente feminino, a deusa Hera. Ainda teve contato com a sexualidade, quando esteve em contato com o sangue menstrual de uma mulher que acabara de dar à luz, assim como se apegou aos sentimentos terrenos ao manipular os poderes telúricos, ou poderes advindos da própria Terra, encantada com suas recentes habilidades adquiridas com a descoberta de um inconsciente que contém em si tudo que existiu, existe e existirá, aterrorizando os pobres mortais em seus sonhos, com formas monstruosas ou viscerais. No entanto, em contrapartida, é aqui que a busca pelas suas origens cósmicas, ou pelo reencontro com sua mãe/pai primordiais, começa a ser priorizada. Portanto, o corte com esses apegos que trazem a ilusão de prazer e poder precisa ser feito para que o ser em processo de evolução se conscientize que o lar ou segurança que busca está no seu inconsciente, em dimensões que só se atinge com a devida expansão da consciência, embora a evolução não siga a linearidade que nosso racional espera. Tudo vai depender de qual signo solar estiver sendo vivenciado para que se possa determinar qual desafio precisará ser vencido nesta busca evolucional. A sensação de luta será sentida até o fim do processo, por isso o Homem que ainda não acordou para a evolução trás em si a energia da competição, não entendendo que só tem que lutar com ele mesmo a fim vencer seus próprios desafios e voltar à reunificação de seu ser cósmico.

Portanto, é nesta esfera que a alma humana se deixa aprisionar pelas inúmeras ilusões e enganos deste plano ou começa a pressentir que existem outras dimensões a serem alcançadas, descobre em si mesmo a presença do inconsciente individual e acaba por vislumbrar o outro plano incomensurável do inconsciente coletivo. o plano astral.

Em seguida, assim que o impulso evolutivo ganha velocidade, a alma Humana se defronta com a vontade de aprender, e uma curiosidade incontrolável o faz tentar descerrar todos os véus do conhecimento que até então estavam como que encobrindo tudo: estruturas conceituais, idéias, imagens, formas e toda sorte de símbolos que ele deseja decodificar e trazer à tona, resgatando das intensas sombras do inconsciente coletivo para a luz do consciente, como se fora uma ponte entre esses dois mundos. Aqui Mercúrio surge como Regente do signo de Gêmeos, como a energia que simboliza a inteligência que a tudo desnuda, a curiosidade, a sagacidade e a racionalidade, que permitem ao Homem em evolução pressentir que pelos processos mentais poderá acessar planos onde a expansão da sua consciência pode atingir níveis praticamente infinitos.

Mas, apesar dessa descoberta fantástica, o ser em evolução percebe que, no reino do inconsciente, tudo que decodificou precisa passar por um processo discriminatório, visto que até então ele esteve envolvido com a descoberta de seu inconsciente individual ainda sob a influência da Lua, e agora com a constatação mercuriana que existe um reino incomensurável coletivo, precisa se deixar sugar para esse plano de consistência energética muito mais sutil e assumir a responsabilidade de colocar tudo em uma ordem racional inteligível, começando a restaurar sua estrutura psico-mental até então desmembrada e alienada. É neste momento que Mercúrio assume a Regência do signo de Virgem, consegue desligar-se dos apegos que a terra oferece e passa a viver sua realidade tríplice, isto é, física, astral e mental.

Neste estágio evolucional, o Homem defronta-se com uma energia até então incompreendida porque, na verdade, origina-se de uma oposição que o faz experienciar as sensações do repúdio que produz o ódio e a mágoa, e uma nova emoção bastante dúbia: o amor. Estamos nos referindo a Lenda que conta que o Grande Senhor da Luz – Urano-, criador desta dimensão em que estamos inseridos, quando criou a Terra, colocou para conviver com outros seres vivos, os titãns, seres que fugiram muito do modelo cósmico ideal através do parâmetro do seu apurado senso estético. Por conta dessa repulsa, devolveu sua criação deformada para que Géia, a mãe Terra os absorvesse em suas entranhas, e partiu para a concepção de seres mais bem acabados que os primeiros, os deuses ou o modelo que mais se aproximava do aprimorado arquétipo do Homem Cósmico. Só que Saturno, um desses titãs, ouvindo seu componente feminino, Géia, decepou os testículos de seu pai, simbolizando a castração, impedindo-o de fazer uso de seu poder reprodutor. E então assumiu seu próprio poder. Foi aí que com medo de se defrontar com seus próprios filhos, criações muito mais bem acabadas que ele mesmo, mas ainda longe da perfeição cósmica, tanto que em todos os Panteões conhecidos esses deuses arquetípicos se defrontam com características reconhecidamente humanas, sua real origem física, sentiu-se ameaçado em seu poder e decidiu mantê-los aprisionados nas entranhas da Terra. Criou armadilhas na forma de ilusões como as do poder, do status, do tempo, tendo por intuito manter os homens vivendo sob seu domínio, desmembrado e esquecido de sua origem. Só que Zeus/Júpiter, um desses modelos, conseguiu libertar-se e é então que começa a grande guerra entre as forças de Saturno e as energias de Júpiter, em um processo de resgate evolucional no qual estamos inseridos.

Bem, voltando a Lenda, propriamente dita, vamos descobrir que os testículos de Urano foram jogados no mar, e desta mistura de esperma, sangue e espuma nasceu Vênus/Afrodite, arquétipo do Amor, esse indecifrável sentimento que trás em si a complexidade de forças totalmente paradoxas.

Afrodite, como Regente do signo de Touro, mostra sua face mais sensual, mais possessiva, fazendo vir à tona todo o drama que cercou seu nascimento, pois foi gerada após um ato violento que teve como elementos básicos: a água sob a forma de espuma (símbolo das emoções em constante movimento); esperma (símbolo do ato sexual); e, finalmente, sangue (símbolo da vida). A sensação de direito divino sobre todas as coisas e pessoas vem de sua consciência ao direito de progenitura em relação a Urano, tanto que este presenteava seus protegidos, segundo nos conta a lenda, em nome de Posêidon/Netuno, com um touro de seu rebanho, considerado animal sagrado desde o Egito e que, segundo a cultura egípcia, pertenciam ao Faraó e no caso das lendas gregas, pertenciam a este deus, Senhor dos Oceanos e regiões subaquáticas Sendo assim, ninguém deverá tirar-lhe nada, gerando a decantada possessividade, só que como este é um sentimento mal aceito pela sociedade, por ser “feio”, muitas vezes ficará camuflado nas profundezas do inconsciente, o decantado labirinto, só se deixando perceber quando tiver que enfrentar grandes transformações, momento em que deixará visível uma agressividade até então desconhecida, o monstro Minotauro. A atração pelo belo, aquele percebido pelos órgãos dos sentidos, será outra característica sempre presente, herdada de seu pai Urano, detentor de um gosto estético bastante apurado. Seja pela sua própria aparência física ou pelo prazer de se cercar por objetos harmônicos e belos. No entanto, como este universo em que estamos inseridos só se define como forma se seu oposto estiver presente, esses seres regidos por este arquétipo, acabarão por se defrontar com o feio ou mal acabado, lembrando-os que aqueles que se cercam da beleza estão também se responsabilizando pela criação do oposto que fatalmente também passará a existir, a se materializar, por isso mesmo, somos remetidos ao próximo padrão vibratório dessa deusa.

Como Regente também do signo de Libra, Afrodite reproduz de seu Pai Cósmico Urano o gosto pelo harmônico e pela estética avançada. Aliás, a Harmonia que resulta da equilibração entre o direito do ser em evolução e o direito do outro, nasceu da experiência traumática sofrida pela deusa do Amor quando se deixou enredar pelas teias do amor físico com Áries, em um ato explícito de desrespeito e adultério contra Hefaísto, seu cônjuge oficial. Este deslize moral da Deusa serve para exemplificar os perigos que estão expostos todo aquele que se deixa levar por este sentimento ambíguo, que pode assumir a forma de uma paixão avassaladora ou de um relacionamento tranqüilo e mais maduro, provando ao ser em evolução que o amor que deve ser vivenciado é aquele que está atrelado ao bom, ao justo e ao ético, à estética mais sofisticada.

Indo ao próximo passo rumo à evolução espiritual, chegamos ao Sol, nossa estrela central, que simboliza, por sua vez, o momento em que o Homem Cósmico Completo em sua essência, volta a reagrupar seus inúmeros Eus, de modo que sua autoconscientizaçào expande-se ao ponto de permitir que o desmembramento psíquico e físico chegue ao fim, se integrem progressivamente, transformando caos em cosmos. Afinal, sua luz passa a iluminar toda a sombra que ainda poderia existir permitindo ao ser em evolução seguir seu caminho, agora consciente de seu Eu verdadeiro e completo em seu eixo de complementação, livre da alienação anterior que o impedia de ver sua real origem cósmica.

O desejo de prosseguir recebe nesta etapa do processo a energia do eterno guerreiro simbolizado por Áries que investe suas armas de combate no sentido de desbravar e vencer com sua coragem e pioneirismo as últimas amarras que ainda poderiam prendê-lo às ilusões desta dimensão onde as energias acabam se condensando até se tornarem materiais, empunhando sua espada, símbolo da vitória do espírito contra as forças do caos que a tudo desequilibra.

O peregrino chega triunfante a Júpiter, o lar paterno do Homem Cósmico, agora sutilizado, simbolizando a expansão das energias que irão se digladiar com as energias telúricas advindas do lar terreno. Por isso mesmo torna-se imprescindível a passagem de toda alma humana por todos esses padrões vibratórios a fim de que possa, progressivamente, tornar-se merecedor de vibrar nesta ressonância de energia sutil, apesar de sua origem física ser composta de energia condensada.

É claro que estivemos tratando do processo evolucional, mas quando empreendemos o caminho inverso, isto é, quando a alma está adentrando nesta dimensão onde as energias se encontram cada vez mais condensadas, vamos nos defrontar com os mesmos padrões vibratórios, só que no sentido inverso

Portanto, podemos dizer que, assim que adentramos neste Sistema Solar do qual o Planeta Terra faz parte, fomos que sugados para a sua força, pois aqui estavam instauradas as condições ideais para que a vida do Homem Cósmico pudesse seguir sua saga já devidamente desmembrado psiquicamente e fisiologicamente falando. A perda da velocidade foi determinante para que a energia desse Homem, antes extremamente sutil, se condensasse e ele pudesse ser atraído para a superfície desta sua nova morada. Por isso mesmo teve que ir recebendo, passo a passo, os padrões de todas as outras energias, concentradas nesse nosso sistema, sob a forma de raios de luz, que o tornaram apto para experienciar mais este processo. Alguns textos sagrados chamam essa experiência de A Queda dos Anjos e a razão para que isto fosse imprescindível representa ainda um dos grandes mistérios que nossa ainda limitada compreensão não consegue apreender. Só o que sabemos é que o Homem está aqui para completar o plano do Grande Arquiteto Cósmico Urano, e que este ser, por ser o modelo mais próximo Dele, não pela aparência física, mas especialmente porque tem em si a síntese completa dos três planos - físico, astral e mental -, está destinado a cumprir essa determinação.

Continuando o raciocínio, ao tentar adentrar e ter ressonância com os padrões da Terra, o Homem ainda completo, começa seu caminho involutivo, saindo da casa paterna regida por Júpiter, incorporando os impulsos do impetuoso e corajoso Áries, por isso mesmo considerado o eterno adolescente, aquele que não está preocupado com as conseqüências de seus arroubos juvenis e que está sempre pronto para descobrir e desbravar novos reinos

Em seguida, o peregrino passa a sentir em si mesmo os efeitos desta experiência transcendental, porque ao reverberar nos padrões energéticos do Sol, regendo o signo de Leão, sente que precisará desmembrar-se, primeiro como força ativa e passiva, depois como inúmeros eus, visto que só assim conseguirá romper as camadas cada vez mais densas da sua futura morada, o Planeta Terra. A força solar vai pouco a pouco o levando a buscar uma definição cada vez mais precisa de seu ego, só que à medida que o processo de desmembramento acontece, simultaneamente vai-se alienando de sua origem cósmica e consequentemente do inconsciente coletivo e logo a seguir de seu inconsciente individual, caindo, por assim dizer, na vibração de Afrodite/Vênus, primeiramente buscando reproduzir a equilibração e conseqüente harmonização entre os eus que compõem seu Eu Maior e os Eus dos outros Homens Cósmicos, em sua regência libriana, para em seguida experienciar a sensação de direito divino mais individual em sua regência taurina.

Passa então para um outro padrão de energia, aquele aonde irá se defrontar com a necessidade de se conscientizar e colocar em ordem os símbolos que agora, por força do desmembramento psíquico e fisiológico acabaram por torná-lo quase totalmente alienado de suas origens, lançando mão de um comprometimento com as energias do inconsciente que já estão se decodificando em uma linguagem só inteligível àqueles que se deixam levar por uma espécie de sedução, na regência de Mercúrio no signo de Virgem, para, logo em seguida, ceder à curiosidade sempre presente na sua regência geminiana, vindo a ser a ponte que se forma na comunicação entre o inconsciente e o consciente quando descobre que caberá a ele a primeira incursão neste reino após inúmeras encarnações esquecido ou adormecido de sua origem tríplice, isto é, física astral e mental.

Deixa-se envolver pelas ilusões do plano físico, inclusive pelas teias do tempo e de um pretenso poder, criando um vínculo com a Mãe Terra, um verdadeiro cordão umbilical que o mantém dependente dos apelos da terceira dimensão, tornando essa experiência incrivelmente longa, em lugar de ser apenas uma tomada de consciência física. A vibração de Saturno, que está se digladiando impiedosamente com Júpiter, só se dissipa quando este último vence a guerra e ergue o cetro do poder, todas as vezes que cada Homem Cósmico retorna ao seu lar divino. Enquanto isso não acontece, o ser permanece preso às armadilhas que são como poderosos imãs, tais como toda sorte de ilusões, mágoas e emoções que o mantém acorrentado através do cordão umbilical, unindo-o simbolicamente à Mãe/Terra.

É neste estágio que o peregrino se deixa envolver pela força lunar e perde totalmente sua consciência cósmica, cai em um estado de alienação profunda e só entra em contato com seu inconsciente através dos sonhos e se deixa enredar pelas armadilhas das ilusões, ficando preso por um período muito maior que o necessário para que sua missão venha a se cumprir.

No entanto, quando o ser sente os primeiros sinais da expansão de sua consciência, vislumbra uma luz ainda bastante difusa, sua intuição começa muito timidamente a dar os primeiros impulsos rumo ao autoconhecimento, a princípio muito lentamente, mas depois de uma forma imperiosa, e o ser
passa a buscar seu caminho evolucional.

Acreditamos ter finalizado esta tentativa de decodificação da linguagem simbólica das Lendas Gregas que tiveram, por sua vez, origem nas Lendas Egípcias, não sem antes lembrar aos leitores que todas as conhecidas e grandes Escolas Esotéricas até hoje existentes nos remetem a esta mesma simbologia. No estudo da Kabalah, por exemplo, vamos nos defrontar com a Árvore da Vida, que nos mostra exatamente este mesmo caminho evolutivo e involutivo que acabamos de descrever. Quando estudamos o Tarô através de uma abordagem mais profunda ou esotérica, também chegaremos à conclusão que os Arcanos Maiores simbolizam exatamente a saga do homem decaído em busca da sua evolução. Aliás, qualquer tratado sobre Filosofias Herméticas ou instrumentos de captação energética, como o Tarô, já citado, e as Numerologias Pitagórica ou Hebraica, tratam desta questão levantada neste texto, pois todos levam em conta o processo evolutivo da humanidade decaída. A Astrologia pode, portanto, ser considerada a Grande Síntese de todas essas Ciências Sagradas, pois carrega em sua simbologia desde as mensagens mais literais e práticas, até aquelas que exigirão do pesquisador uma maior e mais profunda expansão de sua consciência, tendo como objetivo maior colocar ordem no caos que se transformou a consciência do homem desmembrado físico e psiquicamente falando, orientando-o e colocando-o frente ao seu mito-dilema e processo evolucional.

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