Ciclo de encontros abre programação oficial da 28ª Bienal de São Paulo

“Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção” é a primeira das cinco plataformas de debates propostas para a 28ª Bienal de SP. Série de encontros busca mapear a memória oral e dispersa do meio artístico brasileiro em relação à Bienal de São Paulo.

A 28ª Bienal de São Paulo – “em vivo contato” inicia oficialmente suas atividades nesta quinta-feira (19/06) com a abertura do ciclo de encontros “A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção”, às 19h, no auditório do MAC - Ibirapuera. Coordenado pela curadora e crítica de arte Luisa Duarte, esta série de encontros é a primeira de cinco plataformas de debates propostas pelo projeto da 28ª Bienal de São Paulo, e busca mapear a memória oral e dispersa do meio artístico brasileiro em relação à Bienal de São Paulo e as demais Bienais.

Conforme o programa anunciado da presente edição, o partido curatorial da 28ª Bienal de São Paulo propõe uma reflexão crítica sobre a vocação da Bienal de São Paulo, diante das profundas transformações ocorridas, entre 1951, ano da I Bienal, e 2008, ano em que se registram mais de duzentas mostras sazonais em diversas partes do mundo. Assim, o projeto também põe em discussão o modelo de exposição e o sistema econômico e cultural criado por ele, para prospectar sobre um novo papel para a tradicional Bienal de São Paulo. Por isso, propõe alternativas às formas tradicionais de apresentação e circulação das práticas artísticas contemporâneas, e prioriza demandas locais face a um cenário cultural globalizado e homogeneizador. Com um modelo expositivo diverso daquele que se tem visto ao longo de sua história, a 28ª Bienal de São Paulo propõe um outro tempo, uma espécie de pausa reflexiva, que proporcione ao público e aos agentes da arte um espaço para pensar o passado, o presente e o futuro da mais conhecida instituição de arte do Brasil.

“A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção” busca construir uma memória oral do meio artístico brasileiro em relação à Bienal de São Paulo, para ser incorporada ao acervo do Arquivo Histórico Wanda Svevo. Se é fato que a Bienal não produz um acervo de obras de arte derivado de cada uma das suas edições, é também fato que existe um acervo coletivo imaginário, composto na memória de cada visitante atento da exposição. Os encontros e conversas que integram “A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro” buscam resgatar essa memória, bem como identificar expectativas que possam iluminar novos caminhos para o futuro da instituição. Esta primeira plataforma pretende, portanto, reunir um repertório amplo e variado de pontos de vista a partir de três questões:

Qual foi a obra, artista ou sala da Bienal de São Paulo que marcou de forma relevante a sua memória e foi importante para sua formação?

Como você define a vocação da Bienal de São Paulo levando em conta os seus cinqüenta e sete anos de história e os desafios que se apresentam ao momento atual?

O que você espera da Bienal de São Paulo para o futuro?

As sessões acontecerão de junho até a primeira quinzena de outubro de 2008, contando sempre com a presença de dois convidados.

19 de junho, às 19h – Stella Teixeira de Barros e Ana Tavares

26 de junho – Daniel Senise e Tadeu Chiarelli

03 de julho – Rodrigo Moura e Sergio Sister

24 de julho – Gloria Ferreira e Miguel Chaia

31 de julho – Adriano Pedrosa e Leda Catunda

07 de agosto – Luisa Strina e Agnaldo Farias

O restante da programação será divulgado oportunamente

A partir da abertura da Bienal, no dia 25 de outubro, até o seu fechamento no dia 6 de dezembro, uma segunda parte deste ciclo de encontros se realizará aos sábados, às 11hs. Durante as sessões serão apresentados depoimentos e conversas em torno de seis Bienais consideradas chaves no desenvolvimento histórico-conceitual da mostra: as IX (1967), X (1969), XVI e XVII (1981 e 1983), XVIII (1985), XXIV (1998), e XXVII (2006).

O intuito dessa plataforma é resgatar momentos históricos que ainda revelam-se capazes de mobilizar e ativar o presente, além de contribuir para a constituição de um arquivo com registros mais dinâmicos e reflexivos para a história da instituição, construídos por personagens ativos dessa mesma história. A II Bienal (1953), será objeto de um ensaio de Andrea Giunta, a ser publicado durante o período da Bienal. A composição das mesas e o local desta segunda etapa serão divulgados oportunamente.

Local: Auditório do MAC – Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 3 – prédio da Bienal, 3º andar. Acesso pela rampa do MAC.
Horário: 19h

Entrada: gratuita (auditório com capacidade máxima para 100 pessoas)

Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

VC S SABEM ME INFORMAR QUANDO E QUEM VAI REALIZAR A BIENAL AQUI NO RIO DE JANEIRO???

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)