Vencedor do Prêmio Santander de Ciência e Inovação, do Amapá, cria programa de expedições arqueológicas para estudantes

Após vencer o Prêmio Santander de Ciência e Inovação, em 2005, com o projeto de exploração e mapeamento de cavernas e sítios arqueológicos no Sul do Amapá, Jadson Rebelo Porto desenvolveu um programa de expedições arqueológicas e cursos de educação ambiental e valorização da Amazônia para estudantes do ensino fundamental e médio. “Pude mostrar aos jovens as regiões pouco exploradas e incentivá-los a valorizar o potencial científico do patrimônio histórico do Estado”, afirma.

A mesma oportunidade que teve Porto podem ter outros graduandos, pós-graduandos e pesquisadores-doutores: até 22 de agosto estão abertas as inscrições para a 4ª edição dos Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação

(www.universia.com.br/premiosantander).

Geógrafo, espeleólogo, doutor em Economia e docente da Universidade Federal do Amapá – Unifap, Porto também usou o valor do prêmio (na categoria de Responsabilidade Social) para melhorar as condições de vida da população da Vila de Maracá, na cidade de Mazagão, a 137 km de Macapá, região próxima às expedições. O pesquisador comprou 10 placas de energia voltaica (de captação de energia solar) para garantir o funcionamento integral da escola local, uma vez que a região é florestal e recebe apenas quatro horas de energia elétrica por dia.

Desde que recebeu o prêmio, o geógrafo executou três expedições na região, com o apoio da Sociedade Brasileira de Espeleologia, acompanhado de um grupo multidisciplinar formado por arqueólogos e pesquisadores, além de alunos e docentes da Escola Família do Maracá e moradores da localidade. “As atividades estreitaram o relacionamento entre a comunidade científica e local e proporcionaram conhecimento e qualificação à população.” As expedições deram origem a teses de mestrado e doutorado, dois projetos de iniciação científica e apresentações em congressos nacionais e internacionais.

A experiência na formatação dos projetos fez com que o pesquisador tivesse ainda cinco projetos, na área de arqueologia, aprovados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, o que garantiu a captação de cerca de R$ 250 mil reais para o desenvolvimento de outros projetos.

Este ano, entre as novidades dos prêmios, os inscritos terão acesso a um curso on-line gratuito de empreendedorismo, desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC). Outra mudança é que, diferentemente do ano passado, os finalistas serão revelados em cerimônias regionais e a cerimônia final, realizada em São Paulo, será durante a Semana Global de Empreendedorismo.

Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Nenhum comentário.

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)