Resultado do II Concurso on-line de Poesia-2008

Tema: A paz na minha aldeia

Realização: Grupo de Poetas Livres
Público-alvo: Internautas
Período: fevereiro a maio de 2008

Relatório:

No ano que assinala o décimo aniversário do Grupo de Poetas Livres, realizou-se, no período de fevereiro a maio de 2008, o II Concurso On-Line de Poesia do GPL, com o tema “A paz na minha aldeia”. O Grupo recebeu poemas de internautas brasileiros e de cidades estrangeiras, como segue na relação abaixo. As idades dos participantes variaram de 9 a 92 anos. Houve grande incidência de internautas nascidos entre os anos 80 até 1999, com 5 internautas com idade de 9 anos. Sentiu-se a ausência de poetas argentinos cuja participação no I Concurso On-Line, foi significativa. Pelo tempo de recebimento estipulado de 4(quatro) meses, sem fazermos muito alarde, foi expressiva a participação, com 276 (duzentos e setenta e seis) poetas, com muitos deles apresentando até 10 poemas.

A Comissão que analisou os poemas foi composta por Adriana Cruz, Luiz Fabiano da Silva Souza; Heralda Victor; Geraldo Pereira Lopes, Rodrigo Silveira Lopes, Eunice Leite da Silva Tavares, Maura Soares e Viviane Regina dos Santos.

Nos mais diversos lugares do Brasil e do exterior, o Grupo teve o seu site acessado, fato gratificante para todos os seus integrantes.

Em livro próprio de Registro de Certificados, Diplomas e Troféus, todos os nomes dos participantes foram anotados. As cidades, por ordem alfabética do Brasil e do exterior que participaram(as do exterior estão em negrito): Almirante Tamandaré, PR; Americana, SP; Angra do Heroísmo (Açores,Portugal); Alfenas, MG; Balneário Arroio do Silva, SC; Belo Horizonte, MG; Blumenau, SC; Biguaçu, SC; Biritiba Mirim, SP; Bragança Paulista, SP; Brasília, DF; Cachoeira do Sul, RS; Cajati, SP; Campinas, SP; Cananéia, SP; Canelinha, SC; Capivari de Baixo, SC; Caracas(Venezuela), DC; Cataguases,MG; Caxias do Sul, RS; Conceição da Barra, ES; Coronel Fabriciano, MG; Cruzeiro Novo, DF; Cubarão, SP; Curitiba, PR; Dourado, SP; East Providence, USA/RI; Eldorado, SP; Estância, SE; Fortaleza, CE; Florianópolis, SC; Goiânia, GO; Governador Valadares, MG; Granja, CE; Ibicuitinga, CE; Inhumas, GO; Itaquaquecetuba, SP; Itiutaba, MG; Jequié, BA; Joinville, SC; Juiz de Fora. MG; Laguna Carapá, MS; Lambari, MG; Limoeiro, PE; Lorena, SP; Marabá, PA; Minaçu, GO; Mogi das Cruzes, SP; Montenegro, RS; Montes Claros, MG; Navegantes, SC; Nilópolis, RJ; Niterói, RJ; Nova Friburgo, RJ; Novo Gama, GO; Osasco, SP; Palhoça, SC; Palmas, TO; Parede, Portugal; Parnamirim, RN; Paulínia, SP; Penedo, AL; Ponta Grossa, PR; Porto Alegre, RS; Primavera do Leste, MT; Recife, PE; Ribeira, SP; Rio Grande, RS; Rio de Janeiro, RJ; Salvador, BA; Santa Cecília, SC; Santa Rosa, RS; Santo André, SP; São Bento, PB; São Borja, RS; São Carlos, SP; São Jorge do Patrocínio, PR; São José, SC; São José dos Pinhais, PR; São José do Rio Preto, SP; São Paulo, SP; São Roque, SP; Serra, ES; Serrinha, BA; Setúbal, Portugal; Sobradinho, DF; Socorro, SP; Sorocaba, SP; Souza, PB; Taubaté, SP; Tijucas, SC; Tomar, Portugal/PT; Tubarão, SC; Uberlândia, MG; Unai, MG.

Computando, por número de cidades de cada estado: São Paulo, 24; Santa Catarina, 13; Minas Gerais, 11; Rio Grande do Sul, 7; Paraná, 5; Rio de Janeiro, 4; Goiás, 4; Ceará, 3; Bahia, 3; Distrito Federal, 3; Paraíba, 2; Pernambuco, 2; Espírito Santo, 2; e com somente 1(uma) cidade participando: Sergipe; Mato Grosso do Sul; Tocantins; Mato Grosso; Rio Grande do Norte; Alagoas e Pará.

Invocando o poema “A Prece de um Juiz”, do escritor catarinense João Alfredo Medeiros Vieira: ”: “Dita, Senhor, a Tua sentença. Julga-me como um Deus. Eu julguei como homem”, a Comissão dos 276 participantes, classificou: 1º. Lugar: A paz na minha aldeia, de António José Barradas Barroso; 2º. Lugar:Graças a Deus!, de Joaquim Jaubert Francisco; 3º. Lugar: Quero a Paz!, de Marina Gomes de Souza Valente. Menção Honrosa: Breve e temporária ladainha d´A Paz na Minha Aldeia, de Artemio Zanon e Pobres mãos, Flávia Freitas.

1º. Lugar:

A Paz na Minha Aldeia

Olho, ao longe, lá do monte,
A minha aldeia branquinha,
Com o fumo subindo a fio;
Na linha do horizonte,
Vejo o verde, abraço o rio
Que se espreguiça na areia.
Quando a gente se avizinha,
Sobre nós fica a pairar
Uma tênue nuvem, no ar,
É a paz da minha aldeia.

Um dia, parti, pensando
Que no mundo, mais havia
Onde eu pudesse aprender,
Mas vi os povos lutando
E a gente humilde a sofrer
Envolvida nessa teia
Todo o ano, todo o dia,
E no meio da frustração,
Relembrei, com emoção,
Toda a paz da minha aldeia.

Eu tentei mudar o mundo,
Empenhei-me, com fervor
E o peito cheio de esperança,
Mas fui sempre um vagabundo
Sem despertar confiança,
Embora de alma bem cheia
De compreensão e de amor,
Que a profissão de poeta
Não passa, como profeta,
Essa paz da minha aldeia.

Vi cidades apinhadas
De gentes, em correria,
Tudo calcando, à passagem
Doutras gentes, apressadas
Seguindo uma outra viagem.
Quis fugir dessa colméia
Que não tem noite nem dia,
E voltei, por fim, exausto,
Sem querer luxo nem fausto,
Só a paz da minha aldeia.

Antônio José Barradas Barroso, 73
(Parede, Portugal)

2º. Lugar:

Graças a Deus!

Noite serena que um luar afaga,
sereno o céu azul, o mar, o vento,
serena a praia alvíssima, que a vaga
beija e foge a sorrir todo o momento!

O esplendor da paisagem me embriaga,
e eu me quedo a cismar, e o pensamento
voa, já, para além daquela plaga,
buscando perscrutar o firmamento.

Ouço o rumor monótono das águas!
Dir-se-iam sereias, cujas mágoas
cantam em suas liras com tristeza;

E a lembrança de Deus o ser me invade,
E minh´alma, a senti-la, se persuade
Que Deus palpita em toda a Natureza!

Joaquim Jaubert Francisco, 51
(São Paulo, SP)

3º. Lugar:

Quero a Paz!

Despertei para um novo dia
na esperança de me libertar
do temor de um fantasma
que livre campeia
e a violência semeia
para com a Paz acabar.

Quero poder esperar os meus amigos
com portas abertas.
Dizer não ao medo e sim ao amor.
Receber a todos com um largo sorriso
assim como faz o sol para a flor.

Quero ver brancas pombas
em vôo tranqüilo
cruzando o céu em qualquer direção,
sinalizando que há paz sobre a terra,
que acabou a guerra
de irmão contra irmão.

E serenamente ao findar o meu dia,
sem traumas poder dormir e sonhar
com um lago azul de águas tranqüilas
aonde, em carícias, aos pares se vão,
enamorados, brancos cisnes,
entrelaçados como um coração.

Marina Gomes de Souza Valente, 71
(Bragança Paulista, SP)

Menção Honrosa:

Pobres Mãos

Minhas mãos calejadas
que areiam panelas
que limpam calçadas
que enxugam o rosto
que escrevem do nada
Pobres mãos que tentam traçar o futuro
que ficam desprotegidas do frio
minhas mãos queridas
que deixam os vidros transparentes
que apertam outras mãos de amigos e parentes
Ó minhas mãos que trafegam comigo
em busca da beleza da vida
e do horizonte da Paz…

Flávia Freitas, 34
(Rio Grande, RS)

Menção Honrosa:

Breve e temporária ladainha d´A Paz na Minha Aldeia

Por tanto quanto possa o intelecto entender
de Cosmo e de Universo em mais perfeita idéia,
quero a paz na minha aldeia.

Por tudo quanto possa a Terra me ofertar
como Planeta máximo de vida cheia,
quero a paz na minha aldeia.

Por tudo quanto possa na América haver
que faça com que eu viva e nela bem mais creia,
quero a paz na minha aldeia.

Por tudo quanto possa o meu País versar
sobre a vida que a cada cidadão norteia,
quero a paz na minha aldeia.

Por tudo quanto possa em meu chão de viver
não seja igual a todos – na verdade, creia!,
quero a paz na minha aldeia.

Por tudo quanto possa a guerra preparar,
eu quero a paz, a paz que só a paz semeia,
quero a paz na minha aldeia.

Artemio Zanon, 68
Florianópolis, SC

A Comissão agradece a todos os internautas que participaram e os convida para ficarem atentos a outros Concursos. Via ON-LINE todos receberão seus Certificados de Participação. Todos os autores se responsabilizam pela autenticidade de suas criações. Repetimos o escritor catarinense João Alfredo Medeiros Vieira, em “A Prece de um Juiz”: “Dita, Senhor, a Tua sentença. Julga-me como um Deus. Eu julguei como homem.” A Comissão espera ter sido honesta em seu julgamento.

Florianópolis, 8 de junho de 2008

Prof.Maura Soares – presidente do GPL
Pela Comissão




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Comentários

Olá!
Sou professora em uma escola do munícipio de Arroio do Meio,no RS, gostaria de pedir se há possibilidade de promover novamente algum tipo de concurso de poesia, crônica, textos…
Gostaria que avisassem caso ocorra, pois daí então os alunos das duas escolas que trabalho poderiam participar. Seria de grande valia!
Abraços!

Participei do II Concurso on line 2008, mas nem o nome da minha cidade aparece: Canoas (RS).

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