NIPPON – 100 Anos de Integração Brasil-Japão
Tipo de Evento: Exposição
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB
Telefone: (61) 3310-7087
De: 05/08/2008 a 12/08/2008
Entrada Franca
Centro Cultural Banco do Brasil inaugura grande exposição que apresenta a cultura japonesa da tradição ao contemporâneo.
A cultura japonesa apresentada a partir de seus aspectos artísticos. Assim se pode definir o conceito da exposição NIPPON – 100 ANOS DE INTEGRAÇÃO BRASIL-JAPÃO, que a partir do dia 5 de agosto estará nas duas galerias, no Vão Central e na Sala Multiuso do Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília. Sob curadoria de Denise Mattar, foram reunidas peças do Japão tradicional e obras de arte contemporânea, que constroem um amplo panorama da cultura nipônica e de seu diálogo com as influências brasileiras. A exposição, que recebeu mais de 400 mil pessoas no Rio de Janeiro, foi também visitada pelo príncipe Naruhito, herdeiro do trono japonês, durante sua recente vinda ao Brasil.
NIPPON poderá ser vista até o dia 12 de outubro, sempre de terça a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca.
A mostra NIPPON traça um amplo panorama da cultura japonesa, desde os seus aspectos mais tradicionais até o momento contemporâneo e aborda o desenvolvimento da cultura nipo-brasileira e suas características. Paralelamente a obras de arte moderna e contemporânea de Manabu Mabe, Tomie Othake, Flávio Shiró, Yutaka Toyota e Kimi Nii, são apresentados gravuras tradicionais dos grandes mestres japoneses do século XVIII, objetos de arte utilizados no dia a dia e vestimentas como quimonos e armaduras samurai. A mostra inclui ainda um desfile da coleção do estilista nipo-brasileiro Jum Nakao, considerado pela crítica especializada em moda como um dos principais estilistas do século XX. Outra característica conceitual da exposição é a de mostrar ao público as inúmeras influências japonesas recebidas pela cultura ocidental e que são do conhecimento apenas de especialistas.
“É importante ressaltar que o conceito de arte no Japão é inteiramente diverso do ocidental. Na sociedade japonesa a arte não é feita para ver, mas para viver, e desta forma toda ação, mesmo a mais cotidiana e banal, é permeada de um profundo senso estético, de muito refinamento, elegância e sofisticação. Exatamente por isso o fio condutor extrapola a classificação da arte ocidental – artes plásticas, música, teatro, cinema, dança – a proposta é apresentar a cultura através de seus aspectos artísticos”, declara a curadora da exposição, Denise Mattar.
A EXPOSIÇÃO
A mostra NIPPON é dividida em quatro módulos: Tradição; Dô – o caminho; Da Imigração Japonesa à cultura nipo-brasileira; e Japop. Além da exposição, estão programados vários eventos paralelos, como oficinas de origami, mangás, ikebana, caligrafia japonesa e pipas. Em um palco, confeccionado especialmente para o evento, serão realizadas apresentações de taiko (tambores tradicionais japoneses) e artes marciais.
Outra atração de destaque promete ser a oficina de pipas. O professor mestre Ken Yamazato, que é recordista brasileiro de empinar “o maior trem de pipas” – Guinness Book 1998. As pipas são uma tradição da cultura japonesa, no Japão empinar pipas está relacionado à tradição de conversar com seus antepassados. Serão oferecidas informações sobre técnicas, cores, formatos etc.
CINEMA
No mesmo período da mostra, o Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília realiza uma retrospectiva dos filmes da cineasta nissei Tisuka Yamazaki.
Módulo I – Tradição – GALERIA 1
A mostra começa pela Galeria 1, onde um jardim zen (o conhecido jardim de pedras japonês) e uma enorme foto do Buda de Kamakura recepcionam os visitantes. O Budismo é uma filosofia essencial na cultura japonesa e a filosofia zen convida o visitante a um instante de contemplação. Na mesma sala haverá apresentação dos elementos históricos constitutivos do Japão. Uma linha do tempo ilustrada mostrará a história japonesa e estabelecerá um paralelo com a história brasileira e ocidental.
Nesse módulo serão apresentados ainda objetos característicos dos universos masculino e feminino. No primeiro estão armaduras, armas (espadas, capacete, flechas, facas), uma bela coleção de Tsubas (as guardas das espadas), roupas e objetos dos samurais. Para criar um paralelo com a armadura tradicional, será exposto um traje de Kendô, utilizado atualmente, e que, mantendo características tradicionais, é feito com materiais contemporâneos. Para representar o feminino estão seis quimonos, um quimono de 12 camadas usado em cerimônias e, em contraste, uma roupa com a assinatura do estilista Issey Miyake, um dos maiores nomes da moda no Japão, além de maquiagem, leques, sombrinhas, sandálias etc. Junto aos conjuntos samurai e quimonos, serão exibidos trechos do filme “Kagemusha”, de Akira Kurosawa, que ilustram a forma como a vestimenta materializa o universo cultural japonês. As imagens revelam um pouco da vida dos samurais.
O módulo Tradição também reúne uma coleção de gravuras (Ukiyo-e) dos mais importantes mestres japoneses: Hiroshige, Hokusae, Kuniyoshi, Utamaro e Eisen. A mostra ainda destacará a influência que a gravura japonesa exerceu sobre a arte ocidental, especialmente para o Impressionismo e Expressionismo (Monet e Van Gogh) e o Art-Nouveau (Klimt).
Módulo II – Dô - O Caminho – GALERIA 1 (SUBSOLO)
O módulo está reservado para a apresentação de elementos importantes da cultura japonesa, enfatizando o relacionamento entre a arte e os aspectos mais comuns do cotidiano; o comprometimento da cultura japonesa com a noção do CAMINHO (DÔ) e o alcance espiritual dessas diversas práticas.
O visitante é levado a tomar contato com os utensílios da cerimônia do chá e poderá testemunhar como esta acontece, através de um vídeo. Vitrines exibirão porcelanas e exemplares da cerâmica japonesa, arte que está na base da cultura do país e cuja influência se reflete até hoje no design contemporâneo. Também ficará evidente a proposta da arte Koguei - tradicional técnica japonesa em que o artesão cria os objetos do cotidiano objetivando a beleza e a praticidade.
O módulo O Caminho ainda reserva um belo espetáculo com a instalação de origami Revoada de Tsurus, da artsita Mari Kanegae: uma grande parede azul que simboliza a travessia do oceano, com uma revoada de pássaros que começam como tssurus (ave sagrada japonesa) e terminam como pombas, numa alegoria à chegada dos imigrantes ao Brasil. Em seguida estão as Ikebanas ou Kadôs (caminhos da flor), com apresentação de arranjos florais, e o Shodô (caminho da escrita), com diversos exemplos de caligrafia.
Módulo III – Da Imigração Japonesa à cultura nipo-brasileira – GALERIA 2
Antes mesmo de entrar no espaço expositivo, uma grande linha do tempo, exposta no lado externo da Galeria 2, mostrará a história da imigração japonesa no Brasil. Em seguida, ainda no hall de entrada da galeria, estão informações sobre a arquitetura japonesa e a réplica do interior de uma casa tradicional do Japão. Fotos de Daniel Mattar recepcionam o visitante à entrada do módulo que usará a arte para falar da imigração.
Logo de início, o espectador tem acesso à documentação referente ao primeiro navio com imigrantes japoneses a desembarcar no Brasil, o Kasato Maru, que chegou ao Porto de Santos no dia 18 de junho de 1908. Em vitrines, estão a lista original de passageiro e fotos históricas, provenientes do Arquivo Nacional. O local exibe ainda o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação firmado entre Brasil e Japão, em 1895, e trechos do filme “Gaijin”, de Tizuka Yamasaki, selecionados pela própria cineasta.
Um segundo ambiente apresentará um conjunto de obras de artistas japoneses e nipo-brasileiros, de várias gerações. O primeiro grupo é composto por nomes como Tomoo Handa, Tikashi Fukushima, Kaminagai, Takaoka, Mori e Wakabayashi. No segundo grupo, estão artistas como Flávio Shiró e Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Tomoshige Kusuno e Yutaka Toyota. A exposição chegará até os artistas contemporâneos como Takashi Fukushima, Kimi Nii, Megumi Yuasa, Oscar Oiwa entre outros.
O módulo da imigração ainda inclui a Sala Jum Nakao, dedicada a surpreender o visitante com as idéias sempre pouco-convencionais do estilista paulistano de ascendência japonesa. Montado pelo próprio estilista, o espaço convida o espectador a penetrar no universo da moda. Num primeiro momento, o visitante testemunha o que acontece no back stage de um desfile, através da projeção de imagens de um dos mais conhecidos desfiles de Nakao, o de junho de 2004, no São Paulo Fashion Week, durante o qual as modelos apresentaram belíssimas roupas de papel que, depois, eram rasgadas diante do público. O espectador verá os bastidores desta história e entrará no ambiente de Nakao onde, depois de sentir-se sobre uma passarela, poderá ver de perto duas peças criadas pelo estilista. Detalhe: Jum Nakao faz questão de vir, pessoalmente, para orientar a criação de sua sala.
Módulo IV – Japop – VÃO CENTRAL
O Japão soube mais do que qualquer outro país utilizar suas referências tradicionais e a partir delas criar uma cultura Pop. Este estilo se espalhou pelo mundo refletindo-se na expansão da culinária, moda, quadrinhos, filmes, etc. O Brasil incorporou estas influências de forma muito mais completa do que outros países devido à existência de uma cultura nipo-brasileira, que, por vezes, em sentido contrário influenciou até o Japão.
Um destaque especial fica com os mangás, iniciando com os produzidos no Japão e passando para aqueles criados no Brasil. Serão também apresentados os animes (desenhos animados) e a geração dos chamados “cosplayers” (abreviação de “costume player”, em que pessoas fantasiadas participam de concursos de fantasia e interpretação de cenas dos filmes, episódios ou desenhos). Exemplos de tecnologia de ponta, como um robô, pontuarão este segmento dinâmico, atual e dedicado à juventude.
Oficinas – SALA MULTIUSO
Durante toda a temporada da exposição, serão realizadas oficinas gratuitas e abertas ao público, mas com número limitado de participantes – 20 para cada oficina. As atividades acontecerão sempre aos finais de semana, aos sábados, às 17h, e aos domingos, às 16h e 18h. Serão oferecidas oficinas de ikebana, origami, sumiê (escrita japonesa) e pipas. Informações no local.
NIPPON – 100 ANOS DE INTEGRAÇÃO BRASIL-JAPÃO
Local: Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília
Visitação: de 5 de agosto a 12 de outubro de 2008
Horários: de terça a domingo, das 9h às 21h00
Entrada Franca
Informações: (61) 3310. 7087
Assessoria de Imprensa Brasília: Objeto Sim Projetos Culturais – (61) 3443.8891 e 3242.9805
Carmem Moretzsohn: (61) 8142.0111
Gioconda Caputo: (61) 8142.0112
Maria Alice Monteiro: (61) 9831.5090
www.objetosim.com.br/objetosim@terra.com.br
Assessoria de Imprensa Nacional:
Raquel Silva Assessoria de Comunicação – (21) 2274-7924 e 2512-3828
Solange Duarte (21) 9715-8887
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