Literatura: Gulbenkian recorda 100 anos de Machado de Assis
De Portugal, pelo correspondente Carlos Jorge Mota
Desapareceu há 100 anos um dos maiores vultos da literatura brasileira e um dos escritores de língua portuguesa mais lidos no mundo. Para assinalar a data, decorre na Fundação Calouste Gulbenkian um colóquio dedicado ao autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. O encontro, que começou hoje e se prolonga até às 18h00 de amanhã, reúne vários especialistas na obra de Machado de Assis – como o crítico e especialista em literatura brasileira Abel Barros Baptista, o poeta e ensaísta Hélder Macedo e o docente inglês John Gledson –, mas está também aberto ao público em geral.
Cronista, dramaturgo, jornalista, poeta, romancista, crítico e ensaísta, Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e morreu na mesma cidade em 1908. Filho de um operário mestiço, sem meios para estudos continuados, valeu-lhe um perseverante espírito autodidacta, que o levou a aprender francês, inglês e alemão, tendo traduzido obras como “Os Trabalhadores do Mar”, de Victor Hugo, e o poema “O Corvo”, de Edgar Allan Poe.
Iniciou a carreira como aprendiz de tipógrafo e foi depois revisor, colaborador em várias revistas e censor teatral. Da sua obra destacam-se os romances “Ressurreição” (1872), “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899). Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, a que presidiu por mais de dez anos.
In Página 1 da RR
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