O Monge do Hotel Bela Vista

No decorrer de doze anos (1980 a 1991), Antonio Carlos Villaça e Edimilson Caminha mantiveram boa e substanciosa correspondência. Falavam de tudo: autores e livros, literatura e vida literária, o Brasil e o mundo. Provocado por Caminha, Villaça deu curioso testemunho sobre Mário de Andrade, Guimarães Rosa, Mário Palmério, Drummond, Gilberto Amado e outros importantes escritores brasileiros, sempre com a franqueza e o brilho que lhe eram próprios. Autor das notáveis memórias de O Nariz do morto e O Anel, literatura e vida representavam, para ele, uma coisa só: “ser escritor é antes e acima de tudo uma posição diante da vida. Independentemente do ato de escrever. Uma opção. Uma escolha. Um estilo.” O Monge do Hotel Bela Vista reúne essas cartas, em edição comemorativa dos 80 anos do nascimento de Antonio Carlos Villaça. Sobre o fraterno amigo com quem se correspondeu, declara Edmílson Caminha: “foi a maior e mais autêntica vocação literária que até hoje conheci”.

Sobre o autor – Edimilson Caminha é professor, jornalista e escritor, consultor legislativo da Câmara dos Deputados, por concurso público de provas e títulos. Publicou os livros: Palavra de escritor (1995); Inventário de crônicas (1997); Villaça, um noviço na solidão do mosteiro (1998); Lutar com palavras (2001); Drummond, a lição do poeta (2002); Pedro Nava: em busca do tempo vivido (2003) e Brasil e Cuba: modos de ver, maneiras de sentir (2006).




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