Ciclo de Cinema Francês

O ator Laurent Maelt, que interpretou "Querele", vai estar no filme A Puritana, que será exibido amanhã (9/12), a partir das 20 h no Espaço Le Corbusier, da Embaixada da França em Brasília

O ator Laurent Malet, que interpretou "Querelle", vai estar no filme de amanhã (09/12), A Puritana, que será exibido a partir das 20h, no Espaço Le Corbusier, na Embaixada da França, em Brasília.

O Serviço de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada da França no Brasil, em parceria com o Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Univerdiade de Brasília (TEL/UnB), apresenta no Espaço Le Corbusier nos dias 9 e 10 de dezembro agora, com sessões às 20h e entrada franca, o terceiro tema do Ciclo de Cinema Francês A CULTURA EM IMAGEM, CINEMA & TEATRO. O primeiro tema, CINEMA & ARTES PLÁSTICAS, foi apresentadado no final de maio de 2008, e o segundo tema CINEMA & LITERATURA, ocorreu em outubro, por ocasião do XII Encontro Internacional da SOCINE. O tema CINEMA & TEATRO será apresentado no mesmo Espaço, fechando o ciclo.

O objetivo do ciclo é promover debates sobre a cultura contemporânea por meio de filmes, em ciclos temáticos acompanhados de palestras e debates. Os filmes a serem exibidos fazem parte do acervo da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil. Por um lado, a iniciativa faz parte do programa cultural da Embaixada da França no Brasil, que exerce o papel de divulgar a cultura francesa, apresentando filmes pouco conhecidos no Brasil; por outro, insere-se no contexto de ensino, pesquisa e extensão do TEL/UnB e do Programa de Pós-Graduação em Literatura da UnB, que promove o ensino e a pesquisa interdisciplinar, relacionando cinema, literatura, teatro e artes no seio de uma discussão sobre cultura e práticas sociais.

O ciclo CINEMA & TEATRO traz para a tela da Sala de Le Corbusier um conjunto de filmes em que o teatro está presente não apenas como “texto adaptado para o cinema”, mas como forma de resistência cultural. Num mundo cada vez mais marcado por realidades virtuais, o teatro, essa arte “arcaica” (como a poesia), ainda produz sentidos a partir da presença, da realidade física dos corpos, da performance irreptível do jogo cênico. Mas, se o cinema, que é a “obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” (Benjamim), abole o aqui e agora da representação teatral, transformando o corpo do ator em ilusão ótica, reduzindo a presença a efeitos de montagem; se o cinema, que seria “arte da alienação” (como queria Adorno), não tem a força vital do teatro, de que forma pode com ele dialogar “à mesma altura?” Os filmes aqui presentados respondem isso de várias formas. Seja através da “filmagem” da cena (mas não qualquer “filmagem”, como se vê no filme (Fedra), seja através da relação intermedial e intercultural do texto dramático com a realidade turbulenta da periferia parisiense (A Puritana), ou finalmente, através da clássica adaptação (A Fala Servente), os filmes aqui apresentados convidam amantes do teatro, do cinema e da literatura a se deliciarem com relações interessantíssimas e provocadoras.

Os temas seguintes do ciclo CULTURA EM IMAGEM, para 2009, serão Cinema & Gastronomia, Cinema & Animação e Cinema & Globalização.

Amanhã, 09/12 será apresentado à partir das 20h o filme A PURITANA, de Jacq2ues Doillon. França, 1986. Drama em cores, 90´. Com LaurentMalet, Michel Piccoli, Sabine Azéma, Sandrine Bonnaire. Sinopse: Lá se vai um ano desde que Manon, 18 anos, fugiu de casa, abandonando seu pai, Pierre, homem de teatro. Ela lhe escreveu para comunicar sua volta e o pedido de perdão. Naquela noite, Pierre e sua companheira, Ariane, a esperam no teatro. Classificação indicativa: 14 anos. Legendas em Português.

Depois de amanhã (10/12) quarta-feira 20h. A ESQUIVA, de Abdelattif Kechiche. França, 2004. Comédia dramática em cores, 117´. Com Osman Elkharraz, Sara Foster. Sinopse: Em um conjunto habitacional no subúrbio parisiense, um anjo passa declamando apaixonadamente versos da peça “Lejeu de l´amour et du hasard”. É Lydia, embalada por Marivaux e às voltas com os ensaios do espetáculo a ser montado por sua turma para as festividades da escola. Já Krimo, no auge dos seus 15 anos, que é levado pelo tédio às quebradas suburbanas em companhia de sua galera, descobre repentinamente o amor. Como se declarar à garota sem perder a pose? Uma solução se impõe: corromper seu amigo Ricahr, parceiro de cena com Lydia, para conseguir o papel de Arlequim. O que Krimo não ousa dizer, Marivaux o fará em seu lugar! Porém a austuciosa manobra torna-se uma verdadeira odisséia para Krimo, apavorado com a amplitude do texto e as exigências implacáveis da professora de francês. Krimo encontrará as palavras a serem ditas antes que o boato, as ciumeiras e as inimizades não atrapalhem seu caminho? Classificação indicativa: 12 anos. Legendas em Português.




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Nenhum comentário.

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)