Taxa de Suicídio cresce 18% no Brasil
O novo Mapa da Violência divulgado no mês passado pelo Ministério da Justiça mostra que a taxa de suicídio no Brasil tem se elevado nos últimos anos, mais ainda entre os jovens com idades entre 15 e 24 anos, passando de 4,0 por 100 mil habitantes em 2000 para 4,7 em 2005. Essa diferença é substancial porque os números apontam para taxas juvenis 45% superiores às não-jovens , bem diferente de outras regiões do mundo, como Ásia e a Europa, onde o suicídio apresenta-se como fenômeno específico da idade adulta.
O livro da jornalista Paula Fontenelle, Suicídio: o futuro interrompido, lançado este mês pela Geração Editorial, mostra o outro lado dessa história. Com uma visão otimista, a autora traz uma ampla abordagem do assunto com foco na prevenção. Para isso, Paula esclarece como identificar uma pessoa que esteja pensando em tirar a própria vida, os sinais de alerta mais comuns, os fatores de risco associados ao suicídio. Com depoimentos comoventes e histórias de superação, o livro traz exemplos de como se aproximar dessas pessoas e o que fazer para evitar o pior.
A autora defende a quebra do silêncio sobre o tema, postura que deve ser combatida para que o suicídio possa ser enfrentado sem preconceitos ou medos. A própria autora passou pela experiência da morte voluntária do pai, em janeiro de 2005, e sentiu o peso do tabu que cerca o assunto. Ela não conseguiu encontrar no Brasil uma publicação que tratasse do tema numa linguagem para leigos. Por isso a decisão de contribuir para um debate que pode salvar vidas e ajudar a sociedade a entender o que leva um indivíduo a desistir do amanhã.
Três capítulos se destacam. O primeiro foca os jovens e aspectos mais relacionados ao suicídio nessa faixa etária. O silêncio da mídia – que evita falar sobre o suicídio por medo de influenciar os leitores -, também é abordado. Com recomendações internacionais de vários países, Paula dá exemplos de coberturas adequadas e o que deve se evitar ao escrever sobre a morte voluntária. A autora também derruba os principais mitos associados ao suicídio, como por exemplo, o de que as pessoas que ameaçam se matar, só querem atenção e dificilmente o fazem. Os capítulos são intercalados pela autobiografia de Paula e a forma como ela enxerga a vida do pai e o que pode tê-lo levado a se matar.
A pesquisa foi realizada durante 3 anos com especialistas em suicídio de vários países.
Suicídio – O Futuro Interrompido
Autor: Paula Fontenelle – Reportagem
Formato 16×23 cms, 260 págs.
ISBN: 978-85-6150-107-5
Cód. barra: 978-85-6150-107-5
Peso: 0.35 kg.
R$ 34,90
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Comentários
Ao Sr. Lourdes Fabiao:
“SERIA TÃO MARAVILHOSO… se o mundo fosse mais acolhedor e menos opressor, seria tão maravilhoso se as pessoas fossem mais compreensíveis com o próximo, com as diferenças das pessoas, seria tão maravilhoso se nós vivêssemos numa sociedades menos podre, menos mesquinha, menos narcisista e alienada, que só persegue os próprios interesses, e só é receptiva ao próprio prazer… seria tão maravilhoso realmente, mas não é, por que esse é o nosso mundo e não há nenhum outro para se viver…não seja mais apressado em condenar alguém que se matou por aversão ao nosso mundo “MARAVILHOSO” do que qualquer outro babaca que cruza com voce na rua. eu, pessoalmente, prefiro não julgar.
Estou criando coragem, amadurecendo a idéia já que não quero mais depender dos outros. É difícil, tem de ter muita coragem para isso. Não acredito na existência de deuses ou karma, se pudesse acreditar, se eu tivesse o dom da fé eu poderia aceitar tudo como é.
Devo deixar de ser egoísta e acabar logo com isto. As pessoas ao meu redor irão chorar por alguns dias, mais logo voltarão a sua rotina, como todo mundo.
É preciso coragem sim, complicado..
Olá Marília,
Antes de levar a cabo a ideia lembre-se que tudo na vida é cíclico, e que nada é eterno. As vezes é só um dia ruim ou mesmo um tempo. Depois da chuva sempre vem o sol a brilhar novamente.
O suicídio é uma estupidez… é entregar os pontos no melhor da luta… enfrente suas dificuldades e saiba que se precisar de ajuda, conte com a gente, da Revista Nós Fora dos Eixos…
Tenha uma boa semana… tudo ficará bem!

É triste.Seria tão maravilhoso se todos os seres humanos fossem pelo menos um pouquinho feliz. Eu não sei se é um ato de coragem ou covardia.