Diálogo com jovens usuários de drogas

O livro traz orientações legais e pedagógicas para a prevenção da violência.

Constatado que a criança ou adolescente é usuário de droga, deve-se analisar racionalmente o quadro individual e familiar, para identificar a origem e as características do caso.

Primeiro, deve-se fazer uma avaliação médica, psicológica e psiquiátrica do jovem, para verificar a existência de causas biológicas e psicológicas para o comportamento transgressor. É possível, também, identificar casos de deficiência (dificuldade de entendimento) e de doença mental (psicopatologias), que muitas vezes estão associadas ao uso de drogas.

A família do jovem usuário deve se integrar ao processo de análise, sendo muito aconselhável fazer um estudo social do caso. É muito comum colocar toda a responsabilidade sobre a criança ou o adolescente usuário de droga; porém, muitas vezes, a principal causa do desajuste é o núcleo familiar desestruturado ou desequilibrado (por exemplo, um pai violento ou alcoólatra, uma mãe superprotetora, etc.).

Não se deve esquecer que os adolescentes estão em uma fase de transformações físicas e emocionais. Este é um período de descoberta de sentimentos, emoções e prazeres, além de questionamentos diversos quanto à autoridade, à sexualidade, etc. Por isso, é comum o desejo de extrapolar os limites físicos e emocionais, com esportes radicais, brigas ou uso de drogas. Precisamos aprender a lidar com essa diversidade de comportamentos, para poder efetivamente ajudá-los na construção de sua personalidade e na sua inserção no contexto sociocultural.

Conflitos e rebeldia fazem parte do cotidiano do adolescente, pois o seu desenvolvimento psicoemocional está em processo de estruturação. Muitos podem confundir essas características com condutas ligadas ao uso de drogas. Alguns comportamentos agressivos (respostas malcriadas, desejo de dominar os irmãos menores, questionamentos radicais em sala de aula, etc.) são às vezes a única opção conhecida para romper com a visão infantil que o mundo adulto lhe atribui.

Sugerimos as seguintes estratégias para as famílias de usuários de drogas:

Os pais devem reconhecer que eles também cometeram erros que contribuíram para o envolvimento do filho com as drogas (não estabeleceram limites ou confiaram demais no filho; foram rigorosos demais na disciplina; não deram atenção aos alertas dos professores do filho; permitiram que o filho ingerisse bebida alcoólica, etc.).

Não discriminar e jamais chamar o filho ou os amigos dele de “maconheiro, vagabundo” ou outra palavra agressiva. Preserve a intimidade e a imagem de seu filho e de sua família. Não comente sobre o caso com todo mundo, mas somente com as pessoas diretamente envolvidas com a solução do caso.

Exercer controle estratégico sobre o filho: evitar o contato do filho com amizades indesejáveis, mas de forma inteligente e não conflituosa; identificar áreas de interesse do filho(música, trabalho, hobby, etc.); incentivar o filho a participar destas atividades, com acompanhamento da família; incentivar o filho a estar em casa, mesmo que com os amigos indesejáveis (até você conseguir afastá-los de forma inteligente)

Solicitar o auxílio da escola de seu filho, e buscar o apoio de pessoas que possuam bom relacionamento ou autoridade moral sobre ele. É preciso incentivar o contato do filho com pessoas equilibradas e dispostas a ajudar.

Estimular a fé de todos os membros da família. Procure o aconselhamento espiritual de uma igreja.

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Estas e outras estratégias para a solução e prevenção de conflitos com crianças e adolescentes você encontra no livro Segredos da Violência, do Procurador da República Guilherme Schelb.




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Comentários

Concordo com este comentario , o que me chamou bastante atençao foi na parte que falou que se por ex. :na parte que fala que os pais muitas vezes nao apoiaram a vida do filho na escola e me chamou ainda mais a atençao foi que todos os membros devem procurar uma igreja ou seja Deus pois sem ele nos nao somos nada . Valeu

Ridiculoooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Q absurdo mano!!
Sou drogueiro e ñ sofro!!!!!!!!!!

Afamíla é a pupila dos olhos de Deus! Então, realmente vamos estudar o caso começando pela raiz, lá nos laços familiares,isto é um processo, dura tempo, envolve tudo e todos,é melhor que demore, mas que alcance o objetivo almejado.
Pais e familiares, não descriminem seus filhos e nem seus amigo, muito cuidado com o vocabulário usado,a nossa lingua é musculuzinho muito perigoso,podemos destruir tudo com poquissímas palavras, “maconheiro, vababundo” é agressivo demais. Não comentar o caso com todo mundo,eles odeiam isto, nós não podemos defamar nossos próprios filhos, estamos defamando nós mesmos, vamos ser inteligentes!

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