O homem como um ser social

Por André Luís Teixeira Reis*

Livro apresenta método de ensino baseado na crença de que as atividades físicas poderiam não somente tornar as pessoas mais ativas, mas além disto, fazer muito mais para suas vidas.

Livro apresenta método de ensino baseado na crença de que as atividades físicas poderiam não somente tornar as pessoas mais ativas, mas além disto, fazer muito mais para suas vidas.

O homem é reconhecido como um animal social: “qualquer um que não consegue lidar a vida comum ou é totalmente auto-suficiente que não necessita e não toma parte da sociedade, é um bicho ou um deus” (Aristóteles, 384-322 a.C.). Esta famosa citação sugere que nós somos, pela nossa diferente natureza, rebanho de animais dirigidos por uma irreconhecível e persvasiva predisposição biológica de associar-se a outros membros de nossa espécie. Esta colocação filosófica é também um axioma. No entanto, o problema está no processo cognitivo que faz com que as pessoas se auxiliem, reciprocamente ou não, ou até sintam-se renitentes ao ato de auxiliar. O homem como ser social está envolvido de alguma forma evidente de relacionamento com outros: dando suporte, demandando, ditatorial, justa, explorativa ou altruísta. Tais características poderia aumentar ou diminuir o bem-estar social subjetivo das pessoas. A participação em grupos já tem sido objeto de pesquisa de muitos estudos.

Um senso comum sobre “viver em grupos” tem sido estabelecido desde o início do século 20. Freud (1922), nos seus escritos sobre psicologia de grupos e na análise do ego, considerou que sendo membro de um grupo satisfaz necessidades e desejos psicológicos básicos. William McDougall, citado por Forsyth (1996), em um trabalho intitulado “Uma Introdução à Psicologia Social”, 1908, argumenta que um “instinto de rebanho” nos dirige para nos reunirmos em grupos. Segundo o autor, acredita-se que a dureza da vida no campo faz as pessoas emigrarem para as cidades. Porém, outros argumentos talvez invertam esta verdade. Talvez, a alta densidade populacional nas cidades, o vasto rebanho humano é que exerce atração naqueles que vivem fora dele.

Outros autores entendem que o homem vive em sociedade como forma de suprir suas necessidades funcionais e de provisão social. Esta característica funcional evidencia que a vida em grupo seja preferida do que a solidão; grupos suprem-nos com recursos que nós necessitamos para uma existência social. Este conceito não se limita a uma necessidade física de estar com os outros. Shaver (1973) conclama que “provisão social” deve ser entendida entre intimidade psicológica, integração e envolvimento. Nese sentido, Bale (1980) analisou dominância / submissão e seus aspectos negativos em grupos, e Weiss (1986) também solicita que haja distinção entre solidão social e emocional.

Alguns autores têm sugerido modelos para analisar as funções da vida social e a necessidade humana para unir-se em grupos. Forsyth (1996) apresenta um modelo teórico chamado de “as cinco grandes tradições nos grupos”:

• Pertencimento – Supre a oportunidade para contato e relacionamento com outros indivíduos em uma organizada rede social, promove comunicação geral e interação social entre as pessoas;

• Intimidade – proporciona oportunidade para um caloroso, suportivo, amigável e solidário relacionamento com outros. Além de propiciar coesivo trabalho de grupo;

• Produtividade – Oferece oportunidade para a produção, aquisição, sucesso, controle de recursos e execução de tarefas orientadas;

• Estabilidade – Fornece aos indivíduos sentido de aumento de estabilidade ou decréscimo de ansiedade, diminuindo dúvidas pessoais, tensão, vulnerabilidade, insegurança e auto-piedade; enquanto aumenta a auto-estima, relaxamento quanto à dureza da vida, satisfação pessoal e identidade (suporte social);

• Adaptabilidade – Oferece oportunidade para criatividade, refinamento de idéias, melhoria pessoal, aumento da capacidade de entender a si mesmo e os outros, melhoria das relações interpessoais (aprendendo habilidades sociais e sociabilizando-se como membro).

Estas cinco tradições são algumas de muitos outros modelos considerados úteis para se iniciar este trabalho. Este quadro de estruturas preocupa-se com a importância de determinados elementos que indicariam melhoramento dos níveis de bem-estar social se efetivamente suprido.

* André Luís Teixeira Reis é mestre de Capoeira e autor do livro Capoeira Saúde e Bem-Estar Social




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Comentários

Centro Educacional de Maringa.

gostei muito bom ,completei meu trabalho.

Olá, gostei muito do artigo! e gostaria de saber onde você encontrou essa frase do Aristóteles “qualquer um que não consegue lidar a vida comum ou é totalmente auto-suficiente que não necessita e não toma parte da sociedade, é um bicho ou um deus”… pois me interessou muito e caberia em um trabalho meu de faculdade.

Olá, gostei muito do artigo! E gostaria de saber onde você encontrou essa frase do Aristóteles: “qualquer um que não consegue lidar a vida comum ou é totalmente auto-suficiente que não necessita e não toma parte da sociedade, é um bicho ou um deus”… pois me interessou muito e caberia em um trabalho meu de faculdade.

Uma bosta! Só perdi meu tempo!

Ótimo, era o que eu queria.

Nossa, gostei muito. Terminei meu trabalho. Ficou um Show.

Oi,bom eu gostei muito, achei interessante e por fim
consegui concluir meu trabalho. Beijos a todos, até mais!

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gostei muito, mim ajudou no meu trabalho.
também o homem é um ser social desde a sua origem,
quando Deus criou Eva para Adão não ficar sozinho
eee..

Gostei muito desse site….

Ôi Natália, obrigado por acessar a Nós – Fora dos Eixos.
Quando tiver alguma sugestão de pauta, nos avise, que pesquisaremos o tema.
Abraço,

Da Redação

Olá André,primeiramente gostaria de parabenizá-lo por seu gradioso trabalho.Seu artigo é simplimente maravilhoso!!!! e merecedor de nota 10.Em segundo lugar gostaria de expor minha indignação a respeito do comentário da sr.Michele a respeito de sue artigo.Sei que nem todas as pessoas possuem as mesmas opiniões e respeito é claro, mas não poderia deixar passar o comentário desta senhora.Como um ser humano poderia perder tempo ao ler seu artigo e dizer que foi perda de tempo, é simplesmente lamentável que ainda encontremos pessoas que não conseguem se enriquecer com tais informações riquissímas.Meus PARABÉNS!!!!!!!Sucesso Amado.Bjs!!!!!!!!!

Gostu mutoporque este artigo condiz com o meu trabalho sobre mtodoligia cientifco filosofia

ótimo artigo.
Parabéns!!!
Fabiana

Me foi pertinente pois se tratar do homem já é uma caixinha de surpresas e de sua sociabilidade então… E em se tratando de uma pessoa que está ligada diretamente com a capoeira que por sua vez com a História oriunda dessa cultura me deixa feliz e continuar acreditando que a mudança é possível. Beijos

Me Ajudou Bastante 😀

Realmente, qual o ser que saberia viver em total solidão? deste de nossa época nômade a convivência social era presente.
Amei o artigo! favoritei a página.

ola! adorei concluir o meu trabalho ,ficou legal!!!!!!!bjs

antes de mais os meus parabens porque fiquei muito satisfeita e para disser que gostei muito do artigo…e enrequeu o meu conhecimento…artigo como este é para ser lida mais vezes,thanks

Por que as pessoas no Brasil têm a mania de citar os autores e não colocar a bibliografia no artigo?

I LIKE, eu gostei muito dessa sena Angola.

Parabéns André pelo texto, pois de acordo com o que escreveste, imagino que o teu livro seja bem reflexivo. Como psicóloga, posso afirmar que o comentário deselegante, aqui postado,representa sem dúvidas,uma afirmação do
pensamento de Aristóteles: “qualquer um que não consegue lidar a vida comum ou é totalmente auto-suficiente que não necessita e não toma parte da sociedade, é um bicho ou um deus”… Sucesso e a certeza de que as palavras são a essência da alma.

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