Renata Pallottini é Homenageada em Brasília

Por Redação

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A poeta, dramaturga, contista, ensaísta, tradutora e roteirista de séries e telenovelas da TV Globo, Renata Pallottini (prêmio Jabuti de Literatura de 1997), é a homenageada do Tributo ao Poeta, nesta quarta-feira, 29/07/2009, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília.

O professor-adjunto do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB – Universidade de Brasília, André Gomes, vai falar sobre a obra de Pallottini, de quem foi aluno no curso de Artes Cênicas na USP, nos anos 90.

Augusto Rodrigues (professor-doutor) e Heloísa Sousa (mestranda), farão uma leitura dramática de poemas e de trechos de uma peça teatral da autora, que estará presente à homenagem.

Renata Pallottini publicou seus primeiros poemas em revistas da faculdade de Direito cursada na USP  – Universidade de São Paulo, entre 1949 e 1953. Graduou-se também em Filosofia Pura, em 1951, na PUC/SP, e nos anos 80 doutorou-se em Comunicações e Artes na ECA/USP.

Estreou em 1952, com o livro Acalanto. Depois vieram: O Cais da Serenidade (1953); O Monólogo Vivo (1956); A Casa (1958); Nós, Portugal (1958); Livro de Sonetos (1961); A Faca e a Pedra (1965); Os Arcos da Memória (1971); Coração Americano (1976); Noite Afora (1978); Cantar Meu Povo (1980); Cerejas, Meu Amor (1982); Ao Inventor das Aves (1985); Esse Vinho Vadio (1985); A Menina que Queria Ser Anja (1987); Praça Maior (1988); Chocolate Amargo (2008).

TEATRO

Na dramaturgia, a trajetória de sucesso propiciou à poeta várias premiações. Nos anos 50 viveu na França (Paris), onde estudou teatro nos cursos livres da Sorbonne Nouvelle.

Voltou ao Brasil em 1960 e ingressou na Escola de Arte Dramática (EAD/USP) para estudar dramaturgia e crítica. Entre 1969 e 1982 publicou oito peças de teatro, foi diretora da EAD e trabalhou como tradutora e roteirista de telenovelas e séries, entre as quais Malu Mulher e Vila Sésamo, da TV Globo.

Sua estréia no teatro profissional com O Crime da Cabra, sob a direção de Carlos Murtinho, rendeu-lhe os prêmios Moliére e Governador do Estado, e seu texto Pedro Pedreiro, com música de Chico Buarque e direção de Silnei Siqueira, foi o precursor de espetáculos da EAD a excursionar ao exterior.

Com O Escorpião de Numância – baseado em Cervantes, dirigido por José Rubens Siqueira e com Cláudio Corrêa e Castro como protagonista – ganhou o Prêmio Anchieta de melhor texto teatral.

PRÊMIOS

Na década de 1970 conquistou os prêmios de melhor tradução, da União Cultural Brasil-Estados Unidos, por Hair (de J. Rado e G. Ragni), para a montagem de Ademar Guerra, e de Godspell (de John Mitchell Tebelak), para um espetáculo de Altair Lima.

Em 1974 levou mais um prêmio de melhor tradução, o da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), por Lulu (de Frank Wedekind), dirigido por Ademar Guerra.

A trajetória de Pallottini no teatro inclui inúmeras peças de sua autoria ou de traduções suas montadas por diretores como Fausto Fuser, Celso Nunes, Gabriel Villela, Iacov Hillel e Marcia Abujamra, para citar alguns.

Embora tenha se dividido versátil e intensamente entre o palco, os estúdios de TV, a sala de aula, a gerência administrativa e a literatura, a crítica observa que é na poesia que sua estrela brilha com mais intensidade.

Serviço
Tributo à poeta Renata Pallottini – Com André Gomes, Augusto Rodrigues e Heloísa Sousa (da UnB). Dia 29/07/2009, quarta-feira, às 19h, auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (2º andar). Entrada franca.
Organização Angélica Torres Lima/ Flávia Camarano/ Gabriel Catalão.
Biblioteca Nacional de Brasília – Esplanada dos Ministérios
Fone: 55 61 3625-6257 ramais 107 / 109  http://www.bnb.df.gov.br http://www.bipbrasilia.unb.br




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