Barack Obama Vai Mesmo Acabar com a Tortura?
Da Redação
As expectativas de grande parte dos observadores políticos de todo o mundo continuam voltadas para o presidente Barack Obama: ele vai acabar com a institucionalização da tortura no Estado norte-americano, herança recebida do governo Bush?
A legalização da tortura nos Estados Unidos da América ganhou força após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, um dos maiores atos de barbárie que a humanidade testemunhou, dando susto de morte no início do século XX.
Após o 11 de setembro o psicólogo aposentado das Forças Armadas James Mitchell criou técnicas de tortura que transformaram os EUA em “um país que torturou sistematicamente em nome da guerra ao terror”, diz a jornalista Natália Viana, da revista Retrato do Brasil (nº. 24/2009).
No início de 2002, Mitchell foi chamado para ensinar os novos métodos de investigação aos funcionários da CIA. Ele tem uma empresa privada, a Jessen & Associates, que prestou serviços ao governo Bush ao preço de US$ 1.000 a diária.
A empresa de Mitchell elaborou uma lista de interrogatório à prisioneiros, que inclui privação do sono, violência física e simulação de afogamentos. São as chamadas “técnicas avançadas de interrogatórios”.
Toda essa institucionalização da tortura por parte do Estado norte-americano tornou-se conhecida do mundo graças ao vazamento para a imprensa de um relatório secreto da Cruz Vermelha.
O fato é que o governo Bush deu um verniz institucional à tortura. O que se pergunta agora, depois do fim da era Bush, é: o presidente Barack Obama vai manter ou acabar com a legalização da tortura nos EUA?
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