A Inocência de Pensar
Da Redação,
Com Carmen Barreto, divulgação

João Guimarães Rosa (1908*1967), "emprestou" o título do livro de Floriano Martins...
A Inocência de Pensar é o novo livro de ensaios do poeta, editor, compositor, ensaísta e tradutor de Floriano Martins. O livro assume a forma de um álbum crítico de retratos, com suas anotações sobre vida e obra dos personagens abordados.
Na maioria, os textos são diálogos com outros estudiosos – tais são os casos das conversas com o francês Michel Roure e os brasileiros Eliane Robert Moraes, Per Johns e Sânzio de Azevedo.
Os temas estão ligados à cultura contemporânea de uma maneira geral, abordam singularidades e ícones dessa cultura, e o faz manifestando essencialmente a visão de mundo de seu autor.
LÍDERES CULTURAIS
No prefácio de A Inocência de Pensar, Jacob Klintowitz, uma das vozes mais expressivas da crítica de arte no Brasil, chama a atenção para o particular estilo de crítica empregado pelo autor do livro, destacando:

...que analisa a poesia de Carlos Drummond de Andrade...
“O interesse de Floriano Martins concentra-se nos escritores, nos poetas, nos artistas plásticos, nos líderes culturais, no movimento social da cultura, nas perspectivas e tendências da consciência nos séculos XX e XXI.”
O interesse de Floriano Martins – acrescenta Jacob Klintowitz – também se volta para a integração possível entre os vários países da América, no frágil intercâmbio entre os idiomas espanhol e português, na interpenetração entre a cultura erudita e a popular, na política exterior dos países e a sua relação com a valorização das manifestações artísticas”.

... e Manuel Bandeira, entre outros
“Podemos dizer que nós, leitores, por nossa vez, terminamos por nos interessar, além da especificidade de cada texto, por esta figura autoral carismática e renascentista”, concluiu.
Floriano Martins destaca aspectos que entende merecedores de atenção crítica em vários autores, entre os quais Carlos Drummond de Andrade, João Cabral, Max Ernst, Marcel Schwob, Marquês de Sade, Pablo Neruda, Robert Graves e Georges Duby.
TÍTULO EMPRESTADO
Numa espécie de bônus, analisa ainda temas como abstracionismo, simbolismo, surrealismo e romance nordestino.

O poeta José Santiago Naud, residente em Brasília e editado pela Thesaurus, concedeu entrevista à Floriano Martins, in Agulha
Floriano Martins pediu “emprestado” o seu título em fragmento de uma carta de Guimarães Rosa a seu tradutor alemão, Curt-Meyer Clason, através dele evocando a urgência do pensamento livrar-se de pequenos vícios adquiridos a modo de imperativos acadêmicos ou jornalísticos.
FM se diz essencialmente poeta, mesmo considerando a abrangência de sua obra, que inclui ensaio, narrativa, plástica, canção popular, tradução e edição. Ele é diretor da Agulha – Revista de Cultura e curador da Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Tem um CD de canções gravado em parceria com o compositor Mário Montaut, e prepara uma exposição de fotografias, vídeos e objetos para o MuBE – Museu Brasileiro da Escultura.
Publicou livros sobre o surrealismo e traduziu obras de autores como Guillermo Cabrera Infante, Juan Calzadilla, Federico García Lorca, Wilfredo Machado e Carlos Pellicer. Já escreveu ensaios sobre vários poetas, entre os quais José Santiago Naud, autor de Fábrica de Ritos (Thesaurus, 20009).
Serviço
A Inocência de Pensar.
Páginas: 272.
Autor: Floriano Martins.
Coleção Ensaios Transversais vol. 38.
Prefácio: Jacob Klintowitz.
Ilustração da capa: Aline Daka.
Gênero: Crítica literária / Ensaios: Literatura brasileira.
Contato: floriano.agulha@gmail.com.br
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