Canal Internacional Exclusivo da TV Brasil Para emigrantes Brasileiros
Da Redação
Com divulgação
JJornalista Tereza Cruvinel, da EBC
Os brasileiros que moram no exterior terão um canal internacional da TV Brasil para divulgá-los. Foi o que anunciou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que tem a jornalista Tereza Cruvinel como diretora.
Os imigrantes brasileiros somam cerca de 3 milhões de pessoas, segundo estimativas do governo brasileiro. A África deve ser o primeiro continente a receber as transmissões, em 2010.
Segundo a presidente da empresa, Tereza Cruvinel, o canal terá programação ajustada aos horários do país, onde a programação será exibida, além de conteúdos mais direcionados para o público no exterior.
A ideia – acrescentou – é que a TV Brasil Internacional funcione em TVs a cabo ou por assinatura, com início previsto para o próximo ano. Na grade, programas exibidos no Brasil, com adaptação de horário, além de outros conteúdos preparados para os emigrantes, inclusive com a colaboração deles.
NAÇÕES DESENVOLVIDAS
“O canal internacional coloca o Brasil ao lado das nações desenvolvidas, que usam os meios de comunicação como forma de aproximar os povos e diminuir as dores da extraterritorialidade”, comentou o deputado Paulo Delgado (PT-MG)

TV Brasil, em Brasília (DF) é o Canal 2
.
No Japão, por exemplo, o canal internacional da TV Brasil, quando passar a ser exibido, terá papel fundamental. “Com o canal, vamos devolver os brasileiros que lá vivem os investimentos que nunca deixaram de fazer no Brasil”, acrescentou o parlamentar mineiro.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acredita que, por meio de uma televisão pública brasileira no exterior, o governo poderá ampliar o diálogo com os emigrantes, favorecendo a divulgação de serviços consulares, campanhas como o incentivo à participação nas eleições e a educação, com cursos a distância.
Morador de Orlando, no Estados Unidos da América, o jornalista brasileiro Paulo Corrêa comemora a iniciativa e defende a exibição da culinária brasileira na TV, variedades regionais e culturais do país.
“Não dá para ficar refém das televisões comerciais brasileiras aqui. Queremos que nossas crianças conheçam mais diversidade do Brasil, do povo brasileiro e não apenas a imagem exibida nas novelas”, acrescentou.
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