A Pátria de Chuteiras, e Tênis
Por José Roberto da Silva
Especial para Nós – Fora dos Eixos

Dunga, técnico da Seleção Brasileira, seduziu Maradona (foto abaixo), técnico da Seleção Argentina
A vitória carioca pelas Olimpíadas é conquista nacional, mesmo que o Comitê Olímpico Internacional – COI tenha dito que vai ficar de olho nos gastos. Austeridade – ainda mais em véspera de campanha – é tudo que nosso governo odeia considerando-se que propôs ante-projeto para castrar o TCU – Tribunal de Contas da União.
Mas, esse otimismo da “pátria de chuteira e tênis” é bom e transcende os governos. Faz parte do vento otimista que assopra o País na antevéspera do Campeonato da Democracia que será jogado nas próximas eleições das quais se espera uma guinada democrática contra o populismo.
Melhor pecar por otimismo do que generalizar o clima de provocação chavista do MST, o que só faz ouriçar as viúvas da ditadura. A última agressão, como tantas outras, foi criticada pelo lulismo com a mão “boa”.
A outra, a “mão de gato”, já deu de graça ao MST em torno de 115 milhões de reais (segundo o jornal Estadão).
O tsunami da recessão, é o que dizem os gênios da economia, já passou. Dunga reduziu Maradona a um tango desafinado a sair de cena. À Petrobrás do pré-sal falta apenas armar tendas de sheiks das arábias em cima de seus milhões de reais para torrar em publicidade.
A novidade é que terão de ser armadas “gangways”, ou seja, entrepostos em alto mar para transportar milhares de trabalhadores. O nome é bem sugestivo.
Claro, as contas públicas estão se deteriorando e o leão fiscal sendo esporeado para morder mais fundo. Nada importa. Invertendo a blague do ex-presidente-ditador Figueiredo, o País vai mal, mas o povo está feliz.
Chavez está feliz com a ajuda de Lula ao seu fantoche Zelaya Mel. Dilma batalha a proteção das bahianas de ACM, já que o sarneysismo anda queimado, especialmente por patrocinar a volta da censura à imprensa livre.
Só falta pedir ajuda à fundação Cobra Coral e mandar parar com a chuvarada. O Brasil é lindo.
* José Roberto da Silva é sociólogo e escritor.
É autor, entre outros, de
Semente da Memória – Os Rebeldes de 1968 (Thesaurus).
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