Geraldo Moraes e Jorge Oliveira Classificam Filmes à 42ª Edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Geraldo Moraes (à esquerda), no set de filmagens de O Homem Mau Dorme Bem. Por revistadecinema.uol.com
Da Redação
Com divulgação
Débora Alcântara e Sistrum
O 42ª Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) será realizado no período de 17 a 24 de novembro, no Cine Brasília, em Brasília (DF). 36 filmes foram selecionados para a mostra competitiva, dos quais 13 são produções de cineastas residentes no Distrito Federal.
Leia a seguir relação completa dos filmes que vão participar do FBCB, que vão disputar os prêmios em todas as categorias instituídas. A verba de premiação total para este 2009 é de R$ 470 mil. O Prêmio da Crítica é R$ 30 mil e os filmes de curtas-metragens concorrerão às categorias: melhor som, direção de arte e trilha sonora.
No total, são 11 filmes de curtas-metragens e dois de longas. Entre eles as produções brasilienses, estão os longas-metragens do professor e cineasta Geraldo Moraes e o jornalista e cineasta Jorge Oliveira, cujo filme tem a trilha sonora assinada pelo também “brasiliense “ Jorge Antunes, poeta, maestro, professor e compositor.
Leia matéria sobre a trilha sonora na sequência.
PRODUÇÃO CANDANGA É DESTAQUE
De acordo com Fernando Adolfo, coordenador do FBCB, a produção candanga se destaca em dois quesitos: quantidade e qualidade. “Brasília está se consolidando como o terceiro polo de cinematográfico do país, depois do Rio de Janeiro e de São Paulo”.
Nesta primeira matéria, Nós – Fora dos Eixos, destaca apenas as participações dos dois cineastas residentes em Brasília (DF), que tiveram seus filmes classificados para o FBCB: o professor e cineasta Geraldo Moraes – “O Homem Mau Dorme Bem” – e o jornalista e cineasta Jorge Oliveira, com o filme “Perdão Mister Fidel.”

Jorge Oliveira, na solenidade do troféu pelo filmes sobre o poeta espanhol Pablo Neruda. Por ndnewsonline.com.br
GERALDO MORAES
Geraldo Moraes concorre na categoria de longa metragem com o filme “O Homem Mau Dorme Bem”, rodado na região Centro-Oeste. O cineasta define seu filme novo como “um drama sobre o acaso no meio do nada”
Nascido no Rio Grande do Sul, Geraldo Moraes viveu boa parte no Rio de Janeiro e depois escolheu Brasília para morar, lecionando na Universidade de Brasília (Faculdade de Cinema).
Após dirigir e escrever o roteiro e dirigir os longas-metragens “A Difícil Viagem (1980) e “Círculo de Fogo” (1990), rodado em Goiás e Tocantins – “No Coração dos Deuses” (1999) –, o cineasta escolheu o estado do Mato Grosso para realizar “O Homem Mau Dorme Bem.”
Esta produção foi filmada durante seis semanas, em 2007, em regiões como Cuiabá, Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães e Cangas. Geraldo Moraes é considerado um dos melhores cineastas brasileiros.
JORGE OLIVEIRA
Jorge Oliveira concorre ao 42ª FBCB com o filme “Perdão Mister Fidel”. Jorge Oliveira já foi premiado pelo FBCB com a estatueta “Candango”, prêmio de Menção Honrosa, pelo filme “O Poeta e o Capitão”, na 38º edição do FBCB.
“O Poeta…” narra a história do poeta chileno Pablo Neruda e do comunista Luis Carlos Prestes, fatos ocorridos em 1945, quando Neruda leu poesia e homenageou Prestes no

Pablo Neruda, por David Correia Junior
estádio do Pacaembu, em São Paulo.
“Perdão Mister Fiel” tem a trilha sonora assinada pelo poeta, professor, compositor e maestro Jorge Antunes. A produção musical é de Cláudio Vinicius Fialho.
O filme conta a história do operário metalúrgico Manuel Fiel Filho, que foi torturado e assassinado pela ditadura militar, em São Paulo, em 17 de janeiro (uma sexta-feira) de 1976.
TORTURADO E ESTANGULADO
Naquela sexta-feira, elementos da polícia do Exército foram à empresa Metal Arte em busca de alguém de sobrenome Fiori. Vasculhando os arquivos da fábrica e as fichas dos empregados, não encontraram nenhum Fiori. Mas descobriram uma ficha com nome parecido: Fiel.
Entenderam que era esse o cidadão “subversivo” que procuravam: o operário que distribuía, entre seus colegas, o jornal A Voz Operária, do Partido Comunista Brasileiro. Fiel foi preso, torturado e estrangulado.
No documentário, co-dirigido pelo filho do cineasta, Pedro Zoca, Jorge Oliveira alterna depoimentos contundentes e esclarecedores de personagens dos anos de chumbo, com cenas realísticas interpretadas por atores, ilustrando os momentos importantes da história.
RELAÇÃO COMPLETA DOS FILMES SELECIONADOS
Por Débora Alcântara *
Mostra Competitiva – Longas
* A falta que me faz, de Marília Rocha, 80 min (MG).
* É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, 86 min (SP).
* Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas, 75 min (BA).
* O Homem Mau Dorme Bem, de Geraldo Moraes, 90 min (DF).
* Perdão Mister Fiel, de Jorge Oliveira, 95 min, DF

Jorge Oliveira e equipe da prod. do Poeta...: Ana Maria Rocha (ass.direção), prod. Pedro Zoca e Adelson Barreto (edição).
* Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel, 71 min (SP).
CURTAS
* A Noite por Testemunhas, de Bruno Torres, 24min50 (DF).
* Água Viva, de Raul Maciel, 14 min (RJ),
* Amigos Bizarros do Ricardinho, de Augusto Canani, 20 min (RS).
* Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos de Camilo Cavalcante, 12 min (PE).
* Azul, do Eric Laurence, 19 min (PE).
* Bailão, de Marcelo Caetano, 16 min (SP).
* Carreto, Marília Hughes e Cláudio Marques, 12 min (BA).
* Dias de Greve, de Adirley Queirós, 24 min (DF).
* Faço de mim o que quero, de Sergio Oliveira e Petrônio Lorena, 20 min (PE).
* Homem Bomba, de Tarcisio Lara Puiati, 13 min (RJ).
* Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho, 23 min (PE).
* Verdadeiro ou Falso, de Jimi Figueiredo, 4 min (DF).
Manuel Fiel Filho
MOSTRA COMPETITIVA DIGITAL – CURTAS SELECIONADOS
* A última Quinta, de Fernando Arze, 14 min 40 (RJ).
* Apreço, de Gabriel Trajano, 18 min (BA).
* Cerol, de Bruno Mello Castanho, 17 min 30 (SP).
* De muro a muro, de Marina Waltanebe e rebeca Damian, 20 min (DF)
* Dois Mundos, de Thereza Jessouroun, 19 min (RJ).
* Dois pra Lá, Dois pra Cá, de Marcela Bertoletti, 19 min (RJ).
* Ensaio de Cinema, de Allan Ribeiro, 16 min (RJ).
* Inexorável, de Juliano de Coacci Silva, 3 min (DF).
* Lembrança, de Mauricio Osaki, 17 min (SP).
* Mães na verdade uma historia só, de Francisco Craesmeyer, 12 min (DF).
* O Canalha, de Latege Filho, e Rodrigo Luiz Martins, 13 min (DF).
* Obra Prima, de Andra Midori Simão e Thiago Faeli, 20 min (DF).
* Os Pais, de Lello Kosby, 20 min (DF).
* Quase de Verdade, de Jimi Figueiredo, 13 min (DF).
* Roteiro para minha morte, de Pablo Gonçalo, 15 min (DF).
* Sala de Montagem, de Umberto Martins, 3 min (SP).
* Santa Bárbara do Oeste, de Tato Carvalho, 7 min (SP).
* Vladimir Palmeira – A História Sem Mitos, de Roberto Reis Stefaneli, 20 min (DF).
* Débora Alcântara é estudante de Pedagogia no IESA - Instituto de Educação e Ensino Superior no DF.
TRILHA SONORA DE JORGE ANTUNES PARA PERDÃO MISTER FIDEL

Jorge Antunes, maestro e compositor
Por Sistrum *
Especial para Nós – Fora dos Eixos
Um dos longas selecionados para concorrer no 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que se realizará de 17 a 24 de novembro, promete muita emoção e repercussão. Trata-se do filme “Perdão Mister Fiel”. Seu diretor, o jornalista e cineasta Jorge Oliveira, encontrou a fórmula para arrebatar as platéias: chamou o maestro Jorge Antunes e o produtor musical Cláudio Vinicius Fialho para elaborarem a trilha sonora.
O filme conta a história do operário metalúrgico Manuel Fiel Filho que foi torturado e assassinado pela ditadura militar, em São Paulo, em 17 de janeiro de 1976. Naquela sexta-feira, elementos da polícia do Exército foram à empresa Metal Arte em busca de alguém de sobrenome Fiori. Vasculhando os arquivos da fábrica e as fichas dos empregados, não encontraram nenhum Fiori. Mas descobriram uma ficha com nome parecido: Fiel. Entenderam que era esse o cidadão subversivo que procuravam: o operário que distribuía, entre seus colegas, o jornal A Voz Operária, do Partido Comunista Brasileiro. Fiel foi preso, torturado e estrangulado.
No documentário, co-dirigido pelo filho do cineasta, Pedro Zoca, Jorge Oliveira alterna depoimentos contundentes e esclarecedores de personagens dos anos de chumbo, com cenas realísticas interpretadas por atores, ilustrando os momentos importantes da história. A música original feita para o filme sublinha a poética e a dramaticidade do filme. O público ouvirá uma sonoridade especial muito rara no cinema brasileiro: a música sinfônica. Em geral as trilhas da filmografia brasileira são despojadas, camerísticas, com a singeleza de um violão ou um piano, quando não apelam para os sintetizadores forjando massas sonoras que soam artificiais. Em “Perdão Mister Fiel” o público se extasiará com outro som: o da massa orquestral. O maestro Jorge Antunes escreveu realizações polifônicas, gravadas pela Orquestra Ars Hodierna, em que grandes densidades e texturas são construídas com o tutti orquestral. Cláudio Vinicius Fialho, compositor de trilhas premiadas em versões anteriores do festival, parceiro de Antunes na realização, ajudou a pontuar os momentos dramáticos da obra. Um expressivo leit motif vocal costura a trama e dá unidade à composição, nas vozes da soprano brasileira Stella Brandão e da soprano austríaca Daniela Stieff Tostes.
* Sistrum é o nome do selo/gravadora do maestro Jorge Antunes.
Serviço
42ª edição do FBCB, período de 17 a 24 de novembro de 2009.
Cine Brasília – EQS 106/107, Brasília (DF).
Fone: (61) 3244.1660.
Estacionamento gratuito.
Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Olá! Você se interessaria em conta a história de uma mulher guerreira? Ela se chama Maria e saiu de um pequeno povoado com 8 filhos pequenos, sendo que passava por uma enorme depressão, por ter perdido o nono, por precariedade e saiu sem rumo e sem destino. Conseguiu se alojar em uma pequena cidade, tentando refazer sua vida. Seu marido havia lhe deixado sem nenhuma piedade; com um tempo ela conseguiu se estabilizar. Tempos depois seu marido a procurou novamente e voltaram a conviver, e com o passar do tempo, eles tiveram mas 4 filhos, inclusive “eu!” Com isso tornaram-se 12 filhos e a dificuldade ficou maior, e não bastante, ele a abandonou novamente, a deixando em uma situação precária, mas, nem com isso, ela deixou de ter fé! Quando estava grávida de mim, ela passou por uma situação muito difícil!Tocaram fogo em sua casa, nela havia dois irmão meus, eles não chegaram a morrer, mas ela perdeu tudo o que tinha, o mais incrivel e que, ao receber o recado, ela não sabia o fazer! E não fazia ideia exatamente do que estava acontecendo e onde estava seus filhos, que havia deixado em casa. Com o tudo que estava acontecendo, ela se desesperou e não aquentou tanto desespero e acabou desmaiando e ccomplicando sua gravidez recente, pois, ao desmaiar, ela caiu de barriga ao chão! Com isso, os médicos falaram à minha familia que não havia mais jeito para o bebê e teriam que tirar a criança urgente, se tornava de grande risco, porque ela havia ficado em coma por causa da tragédia e da queda; e resolveram tirar a criança, sendo que, se sobreviver,
haveria sequelas, a criança tinha 25% de nascer saudável e 75% com sequelas. Hoje estou aqui, contando a historia da minha mãe. Se você quer saber a história dela com detalhes, me liga 3458 7067 ou escreve pra mim pattysousacos@yahoo.com.br,vcs vão gostar do final desta historia