TRT da 10ª Região Homenageia Memória de Paulo Tovar

Paulo Tovar (o segundo da esquerda para a direita) entre os amigos Wilson Miranda, Paulo Roberto Miranda, Paulo D'Jorge e Jonatas Caloro, ao fundo
À iniciativa do desembargador André Damasceno se associaram todos os membros da Corte e o Ministério Público do Trabalho
Por Chico Porto *
Especial pra Nós – Fora dos Eixos
O TRT – Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região prestou uma justa homenagem à memória do menestrel do cerrado, Paulo Tovar. A sessão de homenagem ao cantor e compositor brasiliense, realizada no dia 16/09/2009, teve como assunto o tema “Pesar/Cumprimentos”.
A iniciativa partiu do desembargador André Damasceno. O presidente do TRT da 10ª Região, Mário Macedo Fernandes Caron, transmitiu o registro, pedindo vênia aos colegas, a pedido e em nome do desembargador André Damasceno.
A homenagem póstuma consta da Ata da 13ª Seção Especializada. “Transmito o registro feito por ocasião do falecimento do amigo, compositor e músico Paulo Tovar, ao qual se associam todos os membros da Corte, bem como o Ministério Público do Trabalho,” conforme um trecho do ofício, endereçado aos familiares do compositor.
PRIMEIRA GERAÇÃO DE ARTISTAS
Paulo Tovar morreu devido a um câncer contra o qual lutava havia mais de três anos, na noite de segunda-feira, 14/09/2009. “Ele foi um dos pioneiros do que se convencionou chamar de primeira geração de artistas de Brasília. Jovens cuja adolescência transcorreu no Distrito Federal e que criaram um jeito de ser brasiliense.”
E acrescentou: “Gente como Renato Matos, Chacal, Oswaldo Montenegro, e grupos como o Liga Tripa e o Mel da Terra, que abriram caminho para tantos outros que se seguiram, e fizeram uma época efervescente do mundo artístico do DF com o Concerto Cabeças, os FICO (Festivais Internos do Colégio Objetivo e as Feiras de Músicas no Parque da Cidade etc.”).
O Paulo Tovar – acrescentou – “é de uma geração que publicava poesia em mimeógrafo. Criou editoras alternativas para fazer isso, como a ‘Sem Fim’, e a “Numas de Ler’. Uma geração que freqüentava a Escola de Música de Brasília fazia shows no Ceubinho da UnB – Universidade de Brasília, no Food’s da 111 Sul, e tocava nos bares da cidade com o Liga Tripa, que ele ajudou a fundar”.
HINO DO CERRADO
“O seu maior sucesso foi uma espécie de hino do Planalto Central, ‘O Vôo da Juriti’. Fica então minha homenagem a ele, que representou, para mim e minha geração, um parâmetro de artista de vanguarda naquela época, de um pessoal que não falava mal, mas ‘curtir’ Brasília”.
Os demais desembargadores, José Convocado, o D. Ministério Público do Trabalho, bem como a Senhora Santusa de Almeida – em nome de todos os servidores da Casa –, associaram-se às homenagens”.
Eu estive presente à seção, que foi muito comovente, para quem acompanhava, como eu, o trabalho de Paulo Tovar, um menestrel do cerrado. De parabéns o desembargador André Damasceno, que conheceu Tovar de perto, e toda à egrégia Corte do Ministério Público do Trabalho.
* Chico Porto, advogado e poeta, é membro do Coletivo de Poetas e autor de E Vocação (poesia, Casa da Anta Editora).
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