Clarice Lispector de Corpo e Alma Para a Comunidade Cultural do DF

Clarice Lispector

Clarice Lispector, depois do Rio de Janeiro e São Paulo, chegou a vez do Distrito Federal

Da Redação

Com divulgação

Os paulistas e os cariocas já viram. Agora é a vez da comunidade cultural do DF: a exposição Clarice Lispector — a Hora da Estrela, que passou pelos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde foi vista por mais de 500 mil pessoas, no Museu da Língua Portuguesa (SP) e no CCBB do Rio de Janeiro.

Em Brasília, a exposição, que lembra os 30 anos da morte de uma das maiores escritoras da língua portuguesa, pode ser visitada em Brasília, no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, a partir desta quarta-feira, 2, até 14 de março. A entrada é franca.

Clarice, obra desperta interesse nos EUA

Clarice, obra desperta interesse nos EUA

A mostra traduz Clarice em artes plásticas, cenografia, arte contemporânea e videoarte, jogando a obra da escritora em um espaço onírico, surreal, fantasmagórico.

A exposição tem curadoria de Ferreira Gullar e Julia Peregrino, com cenografia de Daniella Thomas e Felipe Tassara.

Clarice Lispector está inteira nesta mostra. E fulmina o espectador com os seus olhos felinos, detrás de fotos e transparências. A mostra tem algumas surpresas.

GAVETAS KAFKIANAS

Por exemplo: uma das salas lembra o absurdo do escritor Franz Kafka, com 1.165 gavetas, sendo que só 55 se abrem de fato. Em algumas, o espectador poderá manusear documentos originais de Clarice. O acervo pertence ao filho da escritora.

Alguns visitantes abrem as gavetas com documentos e até choram, diante os documentos originais. Em um outro ambiente é possível assistir a uma entrevista de 21 minutos, a uma emissora de televisão, a última que a autora de A Hora da Estrela concedeu, oito meses antes de morrer.

Clarice Lispector (1920-1977) nasceu na Ucrânia, na cidadezinha de Tchetchelnik, mas mudou-se com a família para o Recife, quando tinha dois anos de idade.

COMEÇOU AOS 11 ANOS

Depois mudou-se para o Rio de Janeiro,  mas dizia à todos que se considerava pernambucana. Desde os 11 anos que Clarice revelou a veia de escritora, escrevendo contos, que ela enviou para a seção infantil do jornal Diário de Pernambuco e que foram recusados porque ela tratava menos de fatos e mais de sensações.

Clarice Lispector já escrevia contos aos 11 anos de idade

Clarice Lispector já escrevia contos aos 11 anos de idade

O primeiro romance, Perto do Coração Selvagem, recebeu críticas favoráveis dos escritores Antônio Cândido, Sergio Milliet e Lúcio Cardoso. Clarice escreveu contos, romances e crônicas preocupada menos em contar uma história do que em realizar reflexões existenciais, rompendo com a lógica literária.

BIOGRAFIA NOS EUA

Clarice Lispector ganha nova biografia, pelo crítico de literatura norte-americano Benjamin Moser. O autor afirma que o seu desejo é tornar a escritora mais conhecida nos Estados Unidos da América.
O rosto de Esfinge de Clarice Lispector desvenda muito dos segredos de Clarice Lispector, deixando claro o caráter singular da escritora e da mulher. Benjamin Moser, crítico de literatura norte-americano, judeu como ela e autor de “Clarice,” (lê-se “Clarice vírgula”), lançado nos EUA há dois meses e agora no Brasil.

Serviço:

Clarice Lispector — A hora da estrela

CCBB – SCES, Trecho 2, Conjunto 22, próximo à Ponte JK.

Quando: de 2 de dezembro de 2009 a 14 de março de 2010.

Horário: de terça-feira a domingo,  das 9h às 21h.

Entrada franca.

Para  usar o transporte gratuito, verifique horários e locais no portal

www.bb.com.br/cultura

Fone: (61) 3310.7087

BIOGRAFIA
“Clarice,”
Benjamin Moser
R$79,00
648 páginas
2009
Cosac Naify.




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Comentários

Clarice e um aobrade arte que Deus mandou ao mundo ela e um artista profissional eu me espiro nela.♥!

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