Antes, Durante, Depois

Por Agnália Souza da Costa Pereira *

1º sali_altos_cartazApós ter escrito: “Considerações Sobre o 1º Salão do Livro da Cidade de  Altos e logo após: “A primeira impressão”, ambos pequenos textos relacionados ao 1º Salão do Livro da Cidade de Altos, o primeiro mencionando a importância do evento, o segundo falando um pouco sobre o poeta homenageado, Menezes y Morais, surge então a necessidade de falar algo depois do magnífico evento.

É como se eu quisesse fazer valer a citação contida no primeiro texto mencionado que diz: “O 1º SALIALTOS se encarregará de transformar positivamente e modernizar a vida política, social e cultural de nossa cidade”.

Pois bem, já que eu mesma afirmei isso, que essa transformação se inicie por mim, mas, que não estagne em mim. Quero apenas está inserida nesse impacto de revolução cultural que o SALIALTOS provocou.

Desejo mais… gostaria que estes escritos provocassem várias cidades a organizarem um Salão do Livro, penso que este não um desejo utópico. É apenas uma questão de tempo, talvez. Menezes y Morais, numa de suas palestras, disse que não é apropriado para o historiador usar o termo “talvez”, mas, por não o ser, prefiro deixá-lo.

Desculpe, caro leitor, pois percebo que cometo incoerência com o título que propus: antes, durante, depois.

É que o mesmo veio direto à minha mente e por nada, nada mesmo quis sair. Então não pretendo mudá-lo. A idéia primeira seria escrever coisas interessantes que fossem relacionadas ao antes, durante, depois do Salão do Livro.

Mas, parece que fazer bem esta separação seguindo uma linearidade não será possível. Será que eu confundi demais? É possível que sim. Se não tiver feito, peço-lhe leitor: “Penetra surdamente no reino das palavras”(Drummond). Neste propósito: para navegar nesta leitura.

COMO TUDO COMEÇOU

O poeta Menezes y Morais era assessor de imprensa da saudosa deputada federal do PT, Francisca Trindade. Marcelo Mascarenhas, que sempre fora um admirador de Francisca Trindade e também filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), conheceu através da deputada o poeta Menezes y Morais.

Era um desejo de Trindade ver o notável poeta ter seu devido reconhecimento pelos piauienses, já que Menezes y Morais era reconhecido internacionalmente.

Mas, como os planos de Deus nós não compreendemos, Trindade veio a falecer. Alguns anos se passaram e Menezes y Morais permaneceu no anonimato para muitos piauienses e principalmente para os altoenses, de (Altos de João de Paiva) – cidade natal do poeta.

Francisca Trindade não viveu para ver seu assessor de imprensa ser homenageado e reconhecido em sua terra natal.

Mas ela não ficou calada, ela um dia falou para outrem a importância de Menezes y Morais. Este outrem foi Marcelo Mascarenhas, que, por sua vez, também não guardou para si aquilo que ouviu sobre MyM.

Alguns anos se passaram e aquele rapaz admirador do Partido dos Trabalhadores e da mencionada deputada faz-se vice-prefeito na nossa cidade Altos-PI. E a partir daí muitas idéias são postas em prática.

Como foi mencionado no evento pelo próprio vice-prefeito: “por meio de muita insistência e com a ajuda de muitos colaboradores o Salão do Livro da Cidade de Altos faz-se realidade, precisou contar com o apóio do: Instituto Piauiense de Juventude – IPJ, Fundação Quixote e o apóio do governo do Estado do Piauí, para não citar poetas, editoras e pessoas que se dedicaram num trabalho árduo para garantir o sucesso do evento.

O MOMENTO

Não me importa que me julgues como sentimentalista demais. Acontece que em meio a tanto conhecimento, informações intelectuais transmitidas, quero aqui destacar o despertar das emoções que o Salialtos causou.

Quem não terá achado fantástico o momento em que Dindinha (cidadã altoense e escritora) apresentava o seu livro ainda não divulgado “Almas irmãs”.

Kenard Kruel, (um nome tão rígido) não conter as emoções ao falar do amigo Menezes y Morais. O próprio Carlos Dias e tantos outros. Por sentir na pele estas emoções, penso que nos choros prevaleceu sempre a alegria.

E qual será o motivo de tantas emoções?! Se Roberto Carlos nem esteve por lá? Dentre tantos outros motivos um deles é está inserido em tão grandioso evento.

Atritos de idéias? Ah! se houve… Se não houvesse não teria tido graça alguma. A não ser quando Pedro Silva “De repente” animou o evento. Dr. Feliciano José Bezerra Filho professor da UESPI, por pouco não perdi sua palestra.

Mas ao saber que o ministrante era ele não pude perder, o mesmo sabe por quê. Aqui vocês não saberão.

Citei alguns nomes, mas, claro que estes citados não são os únicos envolvidos. E a Beth? A Beth é uma grande amiga que veio apreciar o evento. Resumindo Beth é um amor de pessoa.

Deixemos de lado as emoções, pois foram muitas… O interessante que eu achei foi que não nos limitamos ao espaço do SALÃO DO LIVRO. Houve o show musical, noutro ambiente.

Falar em musical lembrei de Paulo Pereira. Quer dizer não foi só falar em musical, não é preciso falar em musical para lembrá-lo, é que Paulo também deu uma palhinha lá no Centro Artesanal e Cultural Poeta Zé da Prata.

DEPOIS

Se houveram falhas não me cabe mencioná-las. Pois se algo não andou bem preferi relatar aos próprios organizadores. Para que aquilo que não surtiu o efeito esperado possa ser repensado.

Sabe por que não descrevi aqui coisas supérfluas ou toda programação? Para não dar o gosto a quem não esteve por lá, tecer comentários a respeito daquilo que não viu.

É certo que muitos possam não ter comparecido porque realmente não tiveram condição, a estes eu sinto muito. Agora, aqueles que por algum motivo banal não compareceram… No próximo, por favor, não falte vocês não sabem o que perderam.

O depois é isto: estes escritos que não sei no que vai dar. Apenas sinto-me bem em fazê-los. Espero que só faça bem a quem puder lê-lo. Boas lembranças…

Escrevi apenas pensando nas coisas boas, pessoas novas que conheci, conhecimentos novos que adquiri.

Elias Pablo não pode ficar de fora e termino este parágrafo com a frase que ele mesmo disse. quando me viu escrever “Primeira Impressão”, sobre Menezes y Morais, texto escrito momentos antes da abertura do Salialtos, já no colégio Pio XII, onde aconteceu o evento:

“Eita mãe, mas você gosta de escrever…”

Todo esse texto (que não é esses grandes!) escrevi dia 16 de novembro de 2009, 2ª feira às 22h30.Como minha memória ainda está fresquinha, encerro com o dialógo ocorrido entre Menezes y Morais e Elias Pablo (8 anos de idade)

Elias:

– Que horas são?

Menezes y Morais:

– Falta 1 minuto para a eternidade.

Elias:

– Não! Faltam 2 segundos para o apocalipse.

* Agnália Souza da Costa Pereira é professora da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) em Luzilândia- PI

Licenciada em Letras / Português pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Especializanda em Gestão e Supervisão Escolar – (FAETE) Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina.

agnaliauespi@homail.com




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Nenhum comentário.

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)