Gil Martins: ‘A Culinária Brasileira Incorporou a Carne Seca da Culinária de Portugal’

Gil Martins: interesse pela gastronomia começou quando criança, ao ver a mãe manipulando alimentos em casaPor Isabel Almeida *

Especial Para Nós – Fora dos Eixos

Gil Martins, 32 anos, chef português, esteve no Brasil para preparar o cardápio da 2ª Edição do Festival Gastronômico de Lisboa, realizado no Naom Plaza Hotel, em Brasília (DF).

E conversou com a repórter Isabel Almeida, sobre a culinária lusitana e brasileira.

Como a maioria dos chefs, Gil despertou a curiosidade pela gastronomia observando a forma como a mãe manipulava os alimentos em casa.

À Isabel Almeida, que também o fotografou, Gil falou um pouco sobre sua vida e ofício.

NÓS – FORA DOS EIXOS: Vamos começar  falando um pouco de como começou seu  interesse pela arte da culinária.

GM: Começou muito cedo. Minha mãe era cozinheira, então, desde pequeno gostava de ajudá-la  na cozinha. Vivíamos numa aldeia em Portugal e todos os domingos minha mãe fazia bolos, uma comida diferente e eu sempre tentava imitá-la. Aos 17 anos, fui trabalhar num restaurante, foi a partir daí que tudo começou. Depois fui trabalhar num restaurante em Coimbra, lavando pratos, panelas, mas sempre observando tudo e tentando ajudar. A chef foi notando que eu tinha jeito para a coisa e, como tinha muito trabalho, me chamava para auxiliá-la. Foi assim que eu fui aprendendo e adquirindo experiência. Resolvi fazer um curso no Centro Comercial Cinterbay, em Coimbra, de um ano e meio. Terminei o curso com boa média. Fiz outros cursos e fui convidado a trabalhar no exterior. Quando voltei, trabalhei em alguns hotéis, inclusive no Dom Pedro. Saí, trabalhei em outro hotel e o Dom Pedro me convidou novamente. Entrei como sub-chef e, após algum tempo, passei a ser Chef de Cozinha.

Isabel e Gil: as influências variadas da culinária portuguesa

Isabel e Gil: as influências variadas da culinária portuguesa

NFE: Como é ser um Chef de Cozinha em casa?

GM: Cozinho muito para os amigos, gosto de cozinhar para as pessoas, para eu, um simples prato de vegetais já é o bastante. Já fiz festas de aniversários para amigos, sempre mais para os outros do que para mim mesmo.

NFE: Em sua opinião, qual a diferença da culinária portuguesa  para o resto da Europa?

GM: Nossa culinária é muito marcada pelo sul da Europa, temos do litoral britânico azeite, tomates, ervas aromáticas, pães, legumes que são essenciais na nossa gastronomia, Espanha e Itália também têm muita influência. O norte já muda, pela situação geográfica e pelo clima. Nossa culinária é uma das melhores do mundo.

NFE: O que você acha da culinária brasileira, teve alguma comida que lhe chamou mais atenção?

GM: Gosto muito da comida brasileira. No hotel, já fizemos dois festivais de comida baiana. O país tem uma diversidade muito grande, mas tudo o que tenho provado, tenho gostado. A carne seca, o feijão e a farofa, me chamaram bastante atenção. Com certeza, incorporarei alguns desses pratos na minha culinária.

NFE: Gosta de vir ao Brasil, quais as influências portuguesas mais marcantes?

GM: É a segunda vez que venho ao Brasil. No ano passado, fui a Natal, Pipa, mas quero ir ainda à Amazônia, São Paulo e Rio de Janeiro. Os brasileiros são um povo muito alegre, a cultura brasileira tem muito da portuguesa. A carne seca é uma cultura que os portugueses trouxeram e que hoje é também uma tradição brasileira.

* Isabel Almeida é jornalista. Edita o blog

www.bsbflash.com.br




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Comentários

o gil é meu vizinhoooooooooooo :D

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