Lantejoulas, um Poema de Geraldo Borges

Lantejoulas

Igreja de São Benedito, em Teresina (PÍ). À direita, no alto, o símbolo gráfico do Piauinauta

Igreja de São Benedito, em Teresina (PÍ). À direita, no alto, o símbolo gráfico do Piauinauta

Por Geraldo Borges *

Meu duplo é um disfarce

Na frente do espelho

Fitando a minha face.

Na minha gravata

O nó corredio

Desata o no górdio

Do meu suplicio

Marcel Proust

Não fique triste

Molhe seu biscoito

Vá ser feliz

Nos salões de Paria.

.

Judas junto com Jesus

As mãos no mesmo prato

Ruminam sombra e luz

Ao sabor do repasto

No alto

De minha auto-estima

Eu perco a rima.

Sou eu sou eu

O abutre que se nutre

Do fígado de Prometeu.

Não almoce a maça

Menina moça

Cuidado com o amanhã.

Quem vai tirar o goivo

Do véu da noiva

Sou eu – disse o corvo.

Lar doce lar

Café com açúcar

È de amargar

Obrigado Al Capone

Nesse Natal

Pelo Panetone…

* Geraldo Borges é escritor, poeta e historiador.

Serviço

http://piauinauta.blogspot.com/




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