Comunismo Transcendental: Lei do Karma, a Ideologia da Superestrutura

Bustos de Karl Marx e Friedrich Engels: a partir deles, a história da humanidade não foi mais a mesma.
Por Wagner Vila Sresthas (José Araújo Wagner)
e Hilda Rádhá Govinda (Hilda Cipriano de Acácio) *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos.
A organização social Varna Asrma Dhárma, o Estado Comunista Védico Transcendental, forma universal da Cidade Escola, é, originalmente, a sociedade do comunismo científico. Sociedade composta por categorias sociais produtivas interdependentes e ajustada, as quais são denominadas Varnas, tem como fator de legitimação da ordem social a Educação-Asrmas.
Os fundamentos Marxistas para a Ciência da Natureza correspondem a forma como a Ciência Védica define a materialidade do mundo. Segundo a lei do karma, materialismo dialético-histórico, o homem descobre e transforma o mundo material pela sua atividade pratica.
A lei do karma é um fenômeno natural que se realiza através das três gunas: A afirmação, a negação e a negação da negação. 0 filósofo Hegel transfere para o “espírito do tempo” impessoal a idéia de totalidade. A leitura dos filósofos gregos e de Hegel da lei do karma, corresponde ao principio dialético da contradição, onde cada coisa guarda dentro de si mesma, os elementos de sua própria afirmação ou negação.
O filosofo Feuerbach identifica a natureza abstrata existente no espírito impessoal de Hegel. Karl Marx transfere para a relação capital-trabalho a sua atenção investigativa.
Temos que admitir incompletude na Teoria Formal de Estado de Marx e Engels: No Manifesto Comunista, no Dezoito Brumário de Luis Bonaparte (Marx), no Capital principalmente; Na Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (Engels), na Obra de Morgan e na obra dos demais construtores da “Doutrina do Proletariado”. Ou seja, faltou um estudo aprofundado sobre a teoria de Estado Comunista Védica.
No Estado comunista Védico Transcendental, os meios de produção ativos (maquinas, terras, matérias-primas) são bens coletivos, cuja mais-valia não se confunde com os impostos e as riquezas produzidas pelas categorias sociais produtivas. E elas são divididas de forma equânime segundo as necessidades de cada uma das partes envolvidas.
As categorias sociais produtivas a partir da invasão mongol na Índia foram adulteradas e trocadas por castas hereditárias.
De acordo com os fundadores da Ciência Védica e mais precisamente do Sábio Sir Caetânya Mahaprabhu, fundador da Escola Vaishinava (1486/1624), todo ser humano pode se qualificar para uma das quatro categorias sociais produtivas. Todos os seres humanos são livres para exercer funções diversas dentro da superestrutura historicamente definida. (Ele restabeleceu os direitos das mulheres, das crianças etc.). Os Bramanes, intelectuais vaishinavas, são pilares da educação comunista transcendental védica cidadã universal. Os Ksatrias, administradores, políticos e militares, são uma Única hemogênica categoria social produtiva. Eles são) preparados para não corromperem o tecido social e com isso não praticarem o nepotismo. Os Vaisyas, grandes e pequenos produtores agrícolas, empresários, produtores de riquezas. E os Sudras aprendizes e trabalhadores braçais.
Na Índia, desde dez mil anos antes da formação da civilização grega, a arte de filosofar sobre a identidade (quem sou?), sobre a origem (de onde vim?) e sobre o futuro (para onde vou?) é praticada nos Asrmas, as escolas multidisciplinares.
Procedentes da Índia, a cultura da filosofia transcendental de Stma (partícula não material indestrutível) e a filosofia materialista do átomo (partícula material divisível, chegam à Grécia de Sócrates (átma espírito indivisível), e à Grécia de Leucipo e de Demócrito (átomo divisível erroneamente interpretado pelos mesmos como partícula não divisível) enriquecendo a cultura ocidental. A Escola Jônica introduz na colônia grega no Sul da Itália a teoria da origem das coisas em uma única fonte real (Metafísica de Xenófones — que corresponde a teoria do veda de Vyasadeva, introduzida na Grécia pelos Pandavas) opondo-se a escola de Eléia (Sankara/Buda), para eles o movimento, assim como a realidade aparente das coisas era uma simples ilusão.
Pirros de Elias, secretário de Alexandre, o Grande, estudou as filosofias correlatas de Sidarta Buda e de Sankara na Índia. Ao retornar para a Grécia criou o ceticismo filosófico.
A Consciência Transcendental e o Materialismo Dialético
A autonomia da Ciência Védica Vaishinava é uma questão que os cientistas e os filósofos devem se primar. Trata-se de uma autonomia historicamente transmitida pela sucessão discipular desde tempos imemoriais, original e autônoma. 0 caráter arbitrário das fenomologias impersonalistas, das filosofias empiristas ontológicas, da Epistemologia da Ciência e a Metafísica da Existência de Sartre não conseguiram integrar organicamente a ldeologia Transcendental com a ldeologia Materialista da Historia e com o Materialismo Dialético.
No início do século XIX cientistas historiadores ocidentais tais como Horace H. Wilson, Sir M. Monier-Wilians, Sir William Jones e outros renomados acadêmicos tentaram dentro das academias indianas negarem as tradições da cultura védica, colocando em seu Lugar a cultura cristä. 0 sábio indiano da escola vaishinava Srila Prabhupada confirmou que a palavra Cristo é uma derivativa da palavra Krsna/com Krista/Cristo ou Ungido, pela tradição Oral do Bagavad-Gita (cinco mil anos) e mais recentemente pelos lineares localizados pela Escola Vaishinava.
0 comunismo Védko Vaishinava deu origem ao comunismo de Karl Marx.
O idioma alemão, inglês e os demais idiomas ocidentais, menos estonianos, têm origem no idioma sânscrito.
O conceito de Aliertação Ideológica faz parte da literatura Védica. Ela chega ao conhecimento de Karl Marx através da Escola Hegeliana.
Os Pós-Modernos, Adomo, Horkhreimeir, Baudrillard e Jurgen Habermas, gerados pela Escola de Frankfurt, além de formularem e proporem por superação critica, a negação generalizada das filosofias, das religiões, das ideologias e das tradições que construíram a Modernidade, sugere o fim do culto a Historia.
As Ciências do Karma dialética da natureza e a dietética das forças produtivas que, de acordo com o reintrodutor do Veda sem adulteração Srila Prabhupada,”karma e o método, métrica força potencial de todas as jivas atuantes, que fazem a Historia dentro dos mundos materiais e imateriais; ciências que estão diretamente vinculadas as necessidades práticas e as próprias coisas. Nos fundamentos do Bgavad-Gita como ele é karma-yoga é a dialética do real: que condiciona o espírito aos ditames dos reflexos da mente material, e, que simultaneamente e inconsebivelmente restabelece a relação do demiurgo espírito passageiro do tempo com o espírito Supremo.
Além das utopias de fim da Historia (Pos-Modernos), de fim do Estado (Marxistas), a partir da reintrodução por Srila Prabhupada dos fundamentos dos Vedas, sem adulteração, a questão da ideologia Teista Védica Vaishinava vem se impondo ao pensamento moderno, como uma questão essencial e fundamental em torno da Teoria do Conhecimento, das Ciências Sociais, da recondução do Estado a condição de Organização Unitária e Centralizada.
Os princípios do comunismo transcendental passam a limpo todas as formas de democracias, inclusive a democracia comunista prevista na superação das ditaduras totalitárias do proletariado. Princípios do Estado Comunista Transcendental I de Direito que valoriza a produtividade de cada ser vivo na natureza.
Além do achado Aird, descobertas anômalas que já é terra de pesquisa em muitas academias do mundo, depois da publicação dos estudos dos Doutores Machel A. Cremo e Richard L. Tompson (Califórnia —autores da obra Hist6ria Secretada Rap Humana), cujas evidências consistentes confirmam que seres humanos automaticamente inteligentes construíram civilizações na terra cem milhões de anos eras, incluindo a documentação cabal apresentada pelos mesmos sobre o use de ferramentas tecnicamente avançadas.
* Wagner Vila Sresthas (José Araújo Wagner) e
Hilda Redhá Govinda (Hilda Cipriano de Acácio)
são jornalistas e escritores.
Nós – Fora dos Eixos
editou outros artigos de autoria do casal,
autores do livro
Brasília – A Cidade Mais Inteligente do Mundo.
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