Importadores de Artigos Culturais Criticam ECT Pelo Atraso na Entrega dos Pedidos

Interior da livraria MusiMed, que importa partituras e livros de músicas: prejudicada pela burocracia.

Por Redação

Os importadores de produtos culturais e de componentes eletrônicos em Brasília (DF) estão preocupados e apreensivos diante uma decisão da ECT – Empresa de Correios e Telégrafos. Alegam que a nova burocracia criada pela empresa gera prejuízos à categoria.

A Livraria MusiMed é uma dessas empresas.  Conforme Joselita Soares, representante da livraria, “o importador no Brasil fazia um pedido no exterior e solicitava que a mercadoria fosse enviada via Correio (Post service) do país exportador”.

Ao entrar no Brasil, acrescentou a representante da Livraria MusiMed, “o trânsito/entrega desta mercadoria é de responsabilidade da ECT. A mercadoria vinha até  a Agência de Encomendas do Aeroporto em Brasília e o importador recebia o aviso de chegada.”

Burocracia

A nova burocracia da ECT está prejudicando os importadores brasilienses. De posse do aviso de chegada, explica Joselita Soares, “íamos até a agência, verificávamos a carga e fazíamos o processo de liberação alfandegária junto a um posto da Receita Federal dentro da citada agência, que levava em média cinco dias úteis.”

Agora a situação mudou. “Em meados de outubro  de 2009, sem nenhuma comunicação formal da ECT ou da Receita Federal, os importadores do DF começaram receber telegramas do Rio de Janeiro, informando que a carga estava lá e teríamos que fazer a liberação alfandegária naquele Estado, porém sem nenhuma explicação prática do processo. E pior: sem nenhum e-mail ou telefone à quem recorrer,” acrescentou Joselita Soares.

A representante da MusiMed disse ainda que depois de “muita luta conseguimos descobrir o caminho, porém são muitos os problemas. O telegrama traz apenas o código de barras. Não há informação do remetente, peso, valor etc.”

Informações

O que fazer? Joselita informou que foi á agência central da ECT explicar que necessita  dessas informações, inacessíveis pela falta de “acesso físico à mercadoria.”

“Necessitamos – acrescentou – da documentação que está dentro da caixa para fazer a liberação alfandegária. Como obtê-la?” As solicitações via e-mail ou por telefone das informações levam dias para serem atendidas, enfatizou.

O fato é a nova burocracia da ECT, acrescentou a representante da MusiMed, está atrasando a vida das empresas importadoras sediadas em Brasília.  “De posse da documentação, preparamos o documento de importação e enviamos para o Rio de Janeiro.”

“São mais longos dias de espera. Enquanto em Brasília o processo era resolvido em cinco dias úteis, temos informação de importadores que ficaram mais de 40 dias a espera da liberação da carga”, concluiu Joselita.




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