É Preciso Preservar o Cerrado Brasileiro
Fotografias de Eduardo Borges enfeitam o Eixão Norte em Brasília (DF) neste domingo.
Por Ligia Benevides *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos
O Movimento Brasília Sempre-Viva e a Sociedade das Bicicletas promovem, neste domingo, 21, das 9h às 17h, a exposição “Jóias do Cerrado”, com fotografias de Eduardo Borges, ativista internacional de Brasília que faleceu em 2009. A exposição será feita no Eixão Norte, na altura da quadras 7/8.
Além da exposição, a partir das 10h haverá um sarau de poesias com poetas da cidade, como Renato Matos, Nicolas Behr , Menezes y Morais e Adeílton Lima, uma feira de produtos naturais, distribuição de sementes do cerrado e ponto de coleta de sacos plásticos de alimentos, que serão reutilizados para produção de mudas e escola de bicicletas com aluguel das “magrelas”.
No período da tarde, a partir das 15h, terá início uma roda de prosa com o tema “A participação da comunidade na Gestão de Parques e Unidades de Conservação”, com a presença de representantes de diversas ONG’s ambientalistas do DF, e também com a participação da ilustradora Cândida Cruz, especialista em ornitologia e botânica, cujo livro “Aves Comuns do Planalto Central”, escrito em parceria com Roberto Cavalcanti e Paula Antis, foi relançado no ano passado pela Editora da UnB – Universidade de Brasilia.
O evento tem como objetivo chamar a atenção da comunidade para a importância da preservação das áreas de Cerrado ainda presentes no meio urbano, e inaugura uma campanha do Movimento Brasília Sempre-Viva pela manutenção dos parques do Distrito Federal e pela participação da sociedade na sua gestão.
“A crescente urbanização no DF tem afetado os parques ecológicos, que são como ilhas de biodiversidade nas cidades. A ONU estabeleceu que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade, e o Cerrado, apesar de ser o bioma com a segunda maior biodiversidade do país, possui taxas de desmatamento maiores que as da Amazônia”, afirmam as organizadoras do movimento, Mara Marchetti e Denise Agustinho.
A mudança de modalidade do Parque Burle Marx de parque ecológico para parque urbano, de uso múltiplo, é um exemplo dessa questão. Segundo Denise, “a conversão da categoria do parque permite maior degradação desta unidade de conservação. É importante que a população participe e exerça o seu direito de intervir na gestão destes espaços públicos, apropriando-se dos instrumentos previstos em lei, como o Conselho Gestor”.
Outros parques do DF, como o Parque das Sucupiras (Sudoeste), o Parque Ezequias Heringer (Guará) e o Parque Bernardo Sayão (Lago Sul) também estão sendo ameaçados pela expansão urbana. “O frágil equilíbrio da bacia do Paranoá está sendo ameaçado pelo adensamento urbano e pela construção de novas unidades habitacionais, com a construção do Setor Noroeste e a expansão do Setor Sudoeste”, alerta Mara.
Este evento é uma realização do Movimento Brasília Sempre-Viva, em parceria com a Sociedade das Bicicletas. Conta com o apoio da Rede Semente do Cerrado, MMA, Coletivo Motirô, Associação Parque Ecológico das Sucupiras – APES – e pede a participação da comunidade brasiliense e do entorno para cuidar do que é dela. Vamos proteger nossos parques!
* Ligia Benevides é poeta, cineasta e blogueira.
Serviço
Exposição “Jóias do Cerrado” – Fotografias de Eduardo Borges.
Data: 21 de fevereiro de 2010
Local: Eixão Norte – Quadras 7/8
Horário: 9h às 17h
Entrada Franca
www.brasiliasempreviva.blogspot.com
Fone: (61) 9164-2520.
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Com certeza é preciso preservar o cerrado, no entanto de uma forma capaz de gerar, até mesmo, revitalizações e não é o que temos visto por enquanto. Querem simplesmente a área do parque das sucupiras parada, isso é muito ruim para todo o DF. Vamos esperar o que tem por vir, espero que sejam coisas boas.