Movimento Viva Arte Reúne Artistas Para Repensar a Cultura do DF

O primeiro encontro público do Viva Arte reuniu vários debatedores. Entre eles, Jorge Antunes, Paulo José Cunha, Menezes y Morais, Luiz Martins da Silva. Foto: Yusseff Abrahim.
Por Vinícius Borba *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos.
O Açougue Cultural T-Bone participa de mais um importante passo da mobilização de Brasília por melhorias na cultura. Foi o primeiro Seminário do Movimento Cultural Viva Arte, proposto por Luiz Amorim e uma gama de notáveis da cultura da cidade.
Os históricos agitadores das artes se reuniram no local na noite de 22 de fevereiro, a fim de construir uma frente de discussão e ação para melhorar as políticas públicas de seu segmento e denunciar a inexistência delas.
Personalidades
Wladimir Carvalho, Nicholas Behr, Paulão Varadeiro (Pacotão) e tantas outras personalidades da capital marcaram presença com acalorado debate sobre a situação atual.
Da atividade duas propostas de ação para o aniversário de Brasília chamaram a atenção. Uma foi a de estimular e fortalecer a campanha “Brasília, Outros 50”, mobilizada pelo Fórum de Cultura do DF.
A outra, correlata a primeira foi a de produzir 50 horas pela cultura, com apresentações de artistas do DF. O tema recorrente nos discursos acalorados foi o protesto incisivo contra a política cultural considerada insuficiente para a demanda do segmento.
Situação calamitosa

Liga Tripa tocou no I Encontro Viva Arte, que reuniu mais de cem pessoas, no Açougue Cultural T-Bone. Foto: Yusseff Abrahim.
Para Luiz Amorim, responsável pelo T-Bone, a proposta alcançou bom resultado independente da situação calamitosa por que passam os poderes públicos de Brasília.
“As atividades serão mensais. Temos que ter resistência e paciência, pois nosso Movimento é de longo prazo. Ele nasce em coincidência com a crise (referente aos escândalos de corrupção do Mensalão do DEM), mas o Viva Arte não tem a ver só com isso, é uma proposta de construção que é contínua”, afirmou Luis, que diz também já ter feito encontros menores no Açougue.
Para o representante do Fórum de Cultura do DF, maestro Rênio Quintas, a oportunidade é rara para o incentivo à campanha “Brasília, Outros 50”, uma sequência de atividades culturais paralelas as comemorações de 50 anos em abril próximo.
Artistas do DF
O maestro também ressaltou a importância da participação dos artistas de outras localidades.
“O grande fundamento é a gente protagonizar. Acho que o ‘lance’ é a gente fazer com que as pessoas demonstrem sua forma de amar nossa cidade. Independente de onde elas estejam geograficamente.”
Então – acrescentou – a cidade é nossa e o cidadão lá nas localidades pode dar sua colaboração se ele ama sua cidade. Se ele a ama, também ama Brasília, que são todas as regiões administrativas juntas e perceber que se unindo vão fazer a diferença”, disse Quintas.
A participação de artistas de outras cidades não foi muito grande, mas teve representantes da Tribo das Artes (Taguatinga), Radicais Livres S/A (São Sebastião) e Coletivo de Poetas, entre outros.
Adeilton Lima e Liga tripa
Esse primeiro debate foi encerrado com apresentação poética do ator Adeilton Lima e do show da banda Liga Tripa, relembrando e pondo todos os “coroas” (e os muleques também) para cantar e dançar com músicas que marcaram Brasília desde a geração dos anos 70.
O próximo encontro do Movimento Viva Arte deve ser logo anunciado para o mês de março. Basta acompanhar pelo pelo www.t-bone.org.br
* Vinícius Borba é poeta, declamador, jornalista e integrante dos Radicais Livres.
Serviço
Comunicação na veia
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