O Cinqüentenário de Brasília (DF)
Por Eustáquio Ferreira *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos.
Muito se discutiu a propósito dos festejos do cinqüentenário de Brasília. A bem da verdade a discussão tem sido fortemente focada na escolha daqueles (as) que participarão do show que deverá ocorrer na Esplanada dos Ministérios.
Como das vezes anteriores, espera-se que ali se concentrem centenas de milhares de espectadores da apresentação.
A agenda oficial prevê sinos na madrugada, trocas de bandeiras, exposições militares, selos, moedas e medalhas, eventos religiosos, esportivos (quase nada), circo, show e espetáculo pirotécnico.
A programação completa pode ser vista no portal http://www.agenciabrasilia.df.gov.br.
O momento não é para comemorações, especialmente por parte do governo local. Mas a cidade tem muito a comemorar.
Mesmo que nos últimos anos tenha sido vítima do assédio de pessoas de má fé que se apoderaram de seu governo aparelhando-o a seus propósitos clientelistas, especulativos, corporativos e desonestos.
Muitas pessoas de boa índole participaram da idealização, construção e consolidação da cidade. Há aqueles notórios e os poucos divulgados, mas não menos importantes.
O primeiro padeiro foi tão importante para a construção quanto o primeiro engenheiro, por exemplo. O povo assim define essa diferença: pioneiro é aquele que chegou no início e enriqueceu, os outros são candangos. Pioneiros ou candangos, todos têm muito orgulho de sua participação.
Teríamos muito a comemorar registrando a construção dos primeiros edifícios com estrutura metálica. Seria interessante também levantar o acervo de obras de arte distribuídas pela capital e que podem ser visitadas pelos locais e pelos turistas.
A arquitetura das embaixadas é outro ponto e daria um belo volume de expressivas tendências, além dos parques naturais e construídos. Enfim, tanta coisa a descobrir sobre a cidade. O cinqüentenário não é só o show da Esplanada.
* Eustáquio Ferreira é escritor,
arquiteto, pós-graduado em Administração
e ex-administrador do Núcleo Bandeirante (DF).
Em coautoria com Teresinha Pontoja e Menezes y Morais, escreveu
Audácia, Perseverança e Fé: A epopéia do Núcleo Bandeirante, ensaio histórico.
Serviço
eustaquioferreirasantos@gmail.com
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Muito bonita essa matéria,pois nós professores gostamos muito desse tipo de atividades.
Pois é muito bom saber que hoje em dia podemos contar com colaborações diferentes ao nosso projeto.