A Linguagem Crítica e Lúdica de Sofia Vivo
A Fundação Assis Chateaubriand e Sofia Vivo convidam para o coquetel de abertura da exposição, às 19h desta terça-feira, 8.
Por Redação
A artista plástica e poeta Sofia Vivo abre na manhã desta terça-feira, 8, às 19h, a exposição Tapetes – Colagens, que ficará aberta ao público até 25 de junho de 2010 no Espaço Chatô, das 10h às 18, de segunda a sexta-feira.
Na abertura, o público, além do coquetel, assistira a uma apresentação da Trupe Circo Íntimo. Sofia é uma artista uruguaia, radicada no Brasil, Brasília. É autora dos livros Poemario prófugo e Sac-nic-te y sus horas paganas.
Vivência Estética
De acordo com os organizadores da mostra, Sofia Vivo “expressa, com grande vivência pessoal, um viés de sofrimento e protesto comum a todo artista, além de sua atitude pessoal de resgate dos valores americanistas, consolidados através de muita pesquisa e ousadia”.
“Sua Linguagem – acrescentam – é, simultaneamente, crítica e lúdica. Em suas telas, cada objeto ostenta vida própria, é um ente autônomo, caracterizando o subjetivismo do trabalho da artista”.
Cidadã do Mundo
Radicada há 20 anos em Brasília, a artista uruguaia Sofia Vivo, 53 anos, percorreu mais de 80 países. ”Viajar abre a vida, amplia os horizontes e sensibiliza. Você aprende, cresce e engrandece a tua alma,” afirma.
Na exposição Tapete – Colagens Sofía Vivo exibe obras de colagem que recriam a impressão da artista sobre a chegada do europeu na sociedade indígena pré-colombiana.
Artefatos
Com suporte de tecido sobre madeira, Sofia Vivo cria imagens que levem as pessoas a compreender a utilização de artefatos da cultura indígena em 200 anos de história.
Cada cor possui um significado, como exemplo o vermelho (cor predominante), que conota o sangue derramado dos índios. “Da nossa maneira, nós, artistas, sempre atingimos a alma e o coração de alguém”, assegura.
Livros
O livro Sac-nic-te y sus horas paganas, por exemplo, narra a saga de Sac-nic-te, alter ego “É uma personagem que questiona a vida e do mundo.” diz. O nome surgiu como referência à Deusa do Amor da civilização Maia, nome pelo qual ela se apaixonou quando ouviu pela primeira vez.
Em Poemario prófugo, recorre à poesia intimista. “Dos momentos, das pessoas e das circunstâncias, nas quais faço drenagem da dor e da emoção por meio das palavras.” explica.
Brasília - A cultura brasileira também está presente na arte de Sofía Vivo, que utiliza elementos indígenas brasileiros em obras, sobretudo as cores e as músicas. Em Brasília, a artista destaca o caldeirão cultural que envolve a cidade, com a ocupação de pessoas vindas de diferentes partes do país.
Sofia conheceu Brasília em 1986, por meio do pai, então embaixador do Uruguai. Ela revela: ao chegar à Brasília, não se via nada nas ruas. “Hoje. O que mais se encontra é vida”, acredita.
O que: Tapetes – Colagens, exposição de Sofia Vivo.
Onde: abertura às 19h desta terça-feira, no Espaço Chatô: SIG – Setor de Indústria Gráfica, Quadra 2, Lote 140, sede do jornal Correio Braziliense.
Quando: abertura às 19h desta terça-feira, até o dia 25 de junho, das 10h às 18h, de segunda a sexta-feira.
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