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><channel><title>Nós - Fora dos Eixos &#187; Redação</title> <atom:link href="http://www.nosrevista.com.br/author/marco-polo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.nosrevista.com.br</link> <description>Revista Cultural e Literária</description> <lastBuildDate>Thu, 11 Mar 2010 22:39:03 +0000</lastBuildDate> <generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>União Brasileira de Escritores Promove Concurso de Literatura 2010</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/02/10/uniao-brasileira-de-escritores-promove-concurso-de-literatura-2010/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/02/10/uniao-brasileira-de-escritores-promove-concurso-de-literatura-2010/#comments</comments> <pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:12:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Concurso literário]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=9117</guid> <description><![CDATA[Por Edir Meirelles *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos.
Prezados: estão abertas as inscrições para o Concurso Literário 2010 da UBE-RJ – União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.
Os interessados poderão se inscrever entre os dias 4 de janeiro a 15 de maio de 2010. Os trabalhos devem ser enviados para a sede da [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_9118" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/02/clarice_lispector_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-9118" title="clarice_lispector_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/02/clarice_lispector_jpg.jpg" alt="" width="500" height="621" /></a><p
class="wp-caption-text">Clarice Lispector, homenageada como nome de prêmio pela UBE...</p></div><p>Por <strong>Edir Meirelles</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong>.</p><p>Prezados: estão abertas as inscrições para o Concurso Literário 2010 da UBE-RJ – União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.</p><p>Os interessados poderão se inscrever entre os dias 4 de janeiro a 15 de maio de 2010. Os trabalhos devem ser enviados para a sede da UBE-RJ, na Rua Teixeira de Freitas, 5 s/303 – Centro. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. CEP 20021-350.</p><p>Leia a íntegra do regulamento.</p><p>I &#8211; DOS PRÊMIOS</p><p>Art. 1.° &#8211; Ainda com a ressonância do JUBILEU DE OURO recém comemorado (1958/2008), a União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) concederá, no próximo ano (2010), os seguintes prêmios literários para livros editados em 2009:</p><p>Contos &#8211; PRÊMIO CLARICE LISPECTOR;</p><p>Crônicas &#8211; PRÊMIO PAULO MENDES CAMPOS;</p><p>Ensaio &#8211; PRÊMIO AMELIA SPARANO;</p><p>Literatura Infantil e Juvenil &#8211; PRÊMIO VIRIATO CORRÊA;</p><p>Poesia – PRÊMIO ADALGISA NERY;</p><p>Romance &#8211; PRÊMIO LÚCIO CARDOSO;</p><p>Teatro &#8211; PRÊMIO MARTINS PENA.</p><p>Parágrafo único &#8211; Para livro de contos, será concedida também a MEDALHA HARRY LAUS, apenas para o primeiro</p><div
id="attachment_9119" class="wp-caption alignright" style="width: 226px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lucio-cardoso_escritor_jpg.jpg"><img
class="size-medium wp-image-9119" title="lucio cardoso_escritor_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lucio-cardoso_escritor_jpg-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">... Juntamente com os colegas Lúcio Cardoso...</p></div><p>colocado.</p><p>Art. 2° &#8211; A critério das Comissões Julgadoras poderão ser concedidas às obras concorrentes a qualquer dos prêmios uma menção especial e uma menção honrosa, exceto a Medalha Harry Laus que terá somente um ganhador.</p><p>II &#8211; DA APRESENTAÇÃO DAS OBRAS CONCORRENTES</p><p>Art. 3° &#8211; Poderão concorrer autores de quaisquer nacionalidades, desde que se expressem em língua portuguesa e tenham sido editados no ano de 2009. Enviar três exemplares da obra concorrente.</p><p>§ 1° &#8211; O autor deverá anexar envelope contendo: título da obra, nome e endereço completo do autor, telefone, e-mail (se houver) e sucinto curriculum vitae.</p><p>§ 2° &#8211; Não haverá devolução de livros concorrentes.</p><p>III &#8211; DAS INSCRIÇÕES E DOS PRAZOS</p><p>Art. 4° &#8211; Não há limitação quanto ao número de livros por autor, observadas as disposições do Art. 3.° e seus parágrafos.</p><p>Art. 5° &#8211; Os trabalhos deverão ser enviados entre os dias 4 de janeiro a 15 de maio de 2010, considerando-se, no caso de remessa pelo correio, a respectiva data da postagem.</p><div
id="attachment_9120" class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/02/viriato_correia_escritor-1884-1967.jpg"><img
class="size-full wp-image-9120" title="viriato_correia_escritor (1884-1967)" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/02/viriato_correia_escritor-1884-1967.jpg" alt="" width="180" height="228" /></a><p
class="wp-caption-text">... E Viriato Correia (1884-1967).</p></div><p>Art. 6° &#8211; Os livros concorrentes a prêmios devem ser remetidos, em separado por categoria, para o seguinte endereço: Rua Teixeira de Freitas, 5, Sala 303 &#8211; Lapa, CEP 20021-350 &#8211; Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Solicita-se colocar no envelope ou embalagem o nome do prêmio a que se destina(m) a(s) obra(s).</p><p>Art. 7° &#8211; É vedada a participação de membros da Diretoria da UBE-RJ.</p><p>IV &#8211; DAS COMISSÕES JULGADORAS E ACEITAÇÃO DOS CONCORRENTES</p><p>Art. 8° &#8211; As comissões julgadoras serão constituídas, cada uma, por três escritores indicados pela Diretoria da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ), sendo irrecorríveis as decisões desses Colegiados.</p><p>Art. 9° &#8211; A participação no concurso implica a aceitação, por parte do concorrente, de todas as exigências regulamentares, resultando em desclassificação o não-cumprimento de quaisquer destas.</p><p>Art. 10° &#8211; O resultado do concurso será tornado público até 90 (noventa) dias após o encerramento das inscrições, devendo a entrega dos prêmios ser em data e local previamente anunciados.</p><p>Art. 11 &#8211; Qualquer informação ou correspondência, enviar para a Secretária da UBE-RJ Margarida Finkel &#8211; Rua Malvino Ferreira de Andrade, 69, Aleixo &#8211; CEP 25900-000 – Magé, RJ, Brasil. E-mail: margafinkel@hotmail.com</p><p>Art. 12 &#8211; Os casos omissos no presente Regulamento serão resolvidos pela Diretoria da UBE-RJ.</p><p>Rio de Janeiro, RJ, 30 de outubro de 2009.</p><p>* <strong>Edir Meireles </strong>é escritor e  presidente da UBE-RJ.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/02/10/uniao-brasileira-de-escritores-promove-concurso-de-literatura-2010/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Jacinto Guerra: ‘Qualquer Coisa Que Desperte Minha Atenção e Curiosidade me Inspira’</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/29/jacinto-guerra-%e2%80%98qualquer-coisa-que-desperte-minha-atencao-e-curiosidade-me-inspira%e2%80%99/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/29/jacinto-guerra-%e2%80%98qualquer-coisa-que-desperte-minha-atencao-e-curiosidade-me-inspira%e2%80%99/#comments</comments> <pubDate>Fri, 29 Jan 2010 19:52:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevista]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=9046</guid> <description><![CDATA[Por Menezes y Morais *
Jacinto Guerra Jacinto Guerra, professor e escritor, natural de Bom Despacho, Minas Gerais, onde nasceu a 16 de julho de 1935, mora em Brasília e fez curso de Letras em Belo Horizonte, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Contista, cronista, pesquisador, é autor, entre outros, de O Gato de Curitiba [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_9047" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_7.jpg"><img
class="size-medium wp-image-9047" title="jacinto guerra_7" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_7-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Escritor Jacinto Guerra, de Bom Despacho (MG) para Brasília.</p></div><p>Por <strong>Menezes y Morais</strong> *</p><p>Jacinto Guerra Jacinto Guerra, professor e escritor, natural de Bom Despacho, Minas Gerais, onde nasceu a 16 de julho de 1935, mora em Brasília e fez curso de Letras em Belo Horizonte, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Contista, cronista, pesquisador, é autor, entre outros, de O Gato de Curitiba (Thesaurus). Jacinto Guerra concedeu esta entrevista por <strong>e-mail</strong> à Nós – Fora dos Eixos, na qual fala de literatura, o amor que sente por sua aldeia natal (Bom Despacho) e da paixão por Brasília. Confira.</p><p><strong>Nós &#8211; Fora dos Eixos: Quem é Jacinto Guerra?</strong></p><p><strong>Jacinto Guerra</strong>: Sou um trabalhador da cultura, mineiro de Bom Despacho, morador de Brasília e  um   luso-descendente que muito se orgulha de suas origens na pátria de Camões e Eça de Queiroz. Quando criança, morei em Moema e Lagoa da Prata, cidades mineiras muito presentes em minhas memórias de infância.</p><p><strong>NFE: Como luso-descendente, quantos pré-nomes teria o seu nome?</strong></p><p><strong>JG</strong>: Na internet, registro no programa Família RTP, da Rádio Televisão Portuguesa, uma curiosidade interessante: caso voltasse o costume muito antigo de acrescentar os sobrenomes de nossos antepassados ao nosso próprio nome, o leitor estaria lendo uma entrevista com Jacinto Guerra da Silva Machado Alves Pinto Ribeiro de Freitas Mourão.</p><p><strong>NFE: Mas a sua realidade é Brasília. Você gosta daqui?</strong></p><p><strong>JG</strong>: Tenho muito entusiasmo com Brasília, desde os tempos da ousadia do presidente Juscelino Kubitschek ao construir e inaugurar, no Planalto Central, a capital da Esperança. Considero-me um mineiro muito próximo de todos os quadrantes da Pátria, com os olhos e o coração voltados para sua aldeia natal e para o mundo inteiro.</p><div
id="attachment_9048" class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_6.jpg"><img
class="size-medium wp-image-9048" title="jacinto guerra_6" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_6-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Jacinto Guerra, obra dividida entre o conto e a crônica.</p></div><p><strong>NFE: Dividiu o coração entre Minas e Brasília?</strong></p><p><strong>JG</strong>: Mineiro-brasiliense, considero-me um &#8220;escritor de província&#8221;, na expressão muito querida de Cassiano Nunes para os que escrevem e publicam nas diversas regiões do Brasil, fora do eixo Rio-São Paulo, fazendo uma literatura de qualidade sem os privilegiados espaços da mídia nacional e das grandes editoras.</p><p><strong>NFE: Você se define como &#8220;escritor de província?”</strong></p><p>J<strong>G</strong>: Sim. Sou também um escritor entusiasmado defensor da natureza, que precisamos preservar com muito empenho,  em minhas ações do cotidiano, faço tudo o que é possível nesse sentido. Provinciano com  muito orgulho, passei grande parte de minha vida em cidades pequenas, numa região de montanhas e planícies, no interior de Minas, onde nasce o Rio São Francisco.</p><p><strong>NFE: Você tem alguma religiosidade?</strong></p><p><strong>JG</strong>: Tenho muita fé em Deus, criador de todas as coisas. Entendo que não existe nada mais importante que a cultura de um povo. Gosto muito de livros, bibliotecas, folclore, museus, festas populares, obras de arte, monumentos antigos e modernos, arqueologia, mas entendo, também, que precisamos valorizar os esportes, cuidar da saúde, influir na política e na vida pública da cidade e do país, enfim, exercer a cidadania com responsabilidade e grandeza.</p><p><strong>NFE: O que o levou à literatura?</strong></p><p><strong></p><div
id="attachment_9049" class="wp-caption alignleft" style="width: 689px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_-8.jpg"><img
class="size-large wp-image-9049" title="jacinto guerra_ 8" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_-8-679x1024.jpg" alt="" width="679" height="1024" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Jacinto Guerra: &#39;sou um entusiasmado defensor da natureza.&#39;</p></div><p>JG</strong>: De origem modesta no interior de Minas, não tínhamos livros em casa nem bibliotecas públicas nos lugares em que morei com minha família. No entanto, meus pais, Antônio Guerra Filho e Ester Pinto Guerra eram pessoas inteligentes, que muito valorizavam a educação e a cultura.</p><p>Dona Ester foi minha primeira professora, escrevia bem, tinha uma letra bonita e era muito organizada em suas atividades de educadora em casa e na escola. Meu pai gostava muito de conversar com os filhos, transmitindo-nos suas experiências e seus valores, sobretudo de civismo e de amor à terra natal, sua pátria pequena: Bom Despacho.</p><p>Escrevi uma pequena biografia de Antônio Guerra Filho, texto ainda inédito, história de um brasileiro comum, com suas lutas e esperanças ao longo de muitas décadas do século XX. Já a vida de minha mãe encontra-se no meu livro Gente de Bom Despacho – histórias de quem bebe água da Biquinha (Thesaurus, 2003), prefácios de Ronaldo Cagiano e Pedro Rogério Moreira.</p><div
id="attachment_9050" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra-capa-de-o-gato-de-curitiba.jpg"><img
class="size-full wp-image-9050" title="jacinto guerra - capa de o gato de curitiba" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra-capa-de-o-gato-de-curitiba.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Capa da 1ª edição de O Gato de Curitiba, de Jacinto Guerra.</p></div><p><strong>NFE: E os estudos?</strong></p><p><strong>JG</strong>: Iniciei o curso primário numa escola rural de Lagoa da Prata, terra de minha mãe.  Depois fui estudar na cidade, como aluno de Maria Belarmina Guadalupe, jovem professora muito entusiasmada  com as artes, as letras, o Brasil e, principalmente, a sua e a nossa Lagoa da Prata. Presto homenagem a dona Guadalupe em minha crônica &#8220;A invasão do México&#8221;, texto literário inspirado nos Quinhentos Anos da Descoberta da América, traduzido para o espanhol por Kori Bolívia e publicado no meu livro O gato de Curitiba – crônicas de viagem (Thesaurus, 2004, 2ª edição), que recebeu o Prêmio BDMG Cultural de Literatura/Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais.</p><p>No Grupo Escolar Dr.Jacinto Campos, encantei-me com a literatura infantil de Monteiro Lobato e com o incentivo de dona Guadalupe, que despertava em seus alunos o interesse pelos livros e o desafio de escrever corretamente e com certa elegância. Estávamos na década de 1940, governo do presidente Getúlio Vargas. O Brasil encontrava-se em guerra na Europa. No interior de Minas, distante milhares de  quilômetros dos campos de batalha, sentíamos, com o mundo inteiro, as preocupações e as dificuldades de um conflito internacional de grandes proporções.</p><p>O jovem tenente Joaquim Guadalupe, irmão de minha professora, era um dos oficiais da Força Expedicionária Brasileira, a FEB, que lutava na II Grande Guerra Mundial, nas montanhas e planícies da Itália. Todos os dias, no início das aulas,  rezávamos para que a guerra terminasse, com a vitória do Brasil e das forças aliadas, pedindo a volta dos pracinhas da FEB e do tenente Guadalupe. Queríamos sua volta são e salvo para o Brasil e a sua Lagoa da Prata, o que felizmente ocorreu.</p><div
id="attachment_9051" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_capa_gente-de...jpg"><img
class="size-full wp-image-9051" title="jacinto guerra_capa_gente de.." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_capa_gente-de...jpg" alt="" width="200" height="266" /></a><p
class="wp-caption-text">Neste livro, Jacinto Guerra debruça o olhar para a comunidade de sua terra natal.</p></div><p><strong>NFE: Qual a sua primeira incursão na Literatura?</strong></p><p><strong>JG</strong>: Num trabalho escolar, ainda quando os brasileiros lutavam na Europa, destaquei-me em primeiro lugar entre meus colegas, ao escrever e enviar para a Itália a melhor carta ao tenente Guadalupe, desejando-lhe breve retorno da Europa, com a paz mundial que todos esperávamos.</p><p>Mais tarde, em Bom Despacho, no Ginásio Estadual ( hoje o Miguelão, Escola Estadual Miguel Gontijo), destaco-me novamente, entre meus colegas, com um trabalho de redação sobre &#8220;O Brasil no Campeonato Mundial de Futebol&#8221;, considerado excelente pelo professor Geraldo Majela de Melo Santos, grande incentivador do livro e da leitura. Era o ano de 1958. As obras da construção de Brasília desenvolviam-se em ritmo surpreendente, empregavam milhares de trabalhadores e entusiasmavam o país, pela ousadia, a modernidade e a beleza. Enquanto isto, em Estocolmo, na Suécia, o Brasil conquistava, pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Futebol. Era emoção demais da conta!</p><div
id="attachment_9055" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto_guerra_o-gato_de-curitiba_pg1.jpg"><img
class="size-full wp-image-9055" title="jacinto_guerra_o gato_de curitiba_pg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto_guerra_o-gato_de-curitiba_pg1.jpg" alt="" width="200" height="291" /></a><p
class="wp-caption-text">Capa da 2ª edição do livro de JG.</p></div><p>Ainda no ginásio, que correspondia aos últimos anos do atual de Ensino de 1º Grau, cheguei a ler, num ano, mais de 40 bons livros e muitas páginas, além de jornais, revistas e almanaques, num sistema de empréstimos entre colegas. Esse hábito consolidou-se com a iniciativa de nossa professora de História, dona Joesse de Melo Queiroz ao fundar a biblioteca do nosso Ginásio Estadual.</p><p><strong>NFE: Quando você descobriu vocação para ser escritor?</strong></p><p><strong></p><div
id="attachment_9052" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/cecilia´_meireles_2_.jpg"><img
class="size-full wp-image-9052" title="cecilia´_meireles_2_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/cecilia´_meireles_2_.jpg" alt="" width="480" height="330" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Cecília Meireles, poeta, contista e ensaísta, uma das leituras preferidas de Jacinto Guerra.</p></div><p>JG</strong>: Com o hábito da leitura veio, naturalmente o interesse em escrever e publicar. Ainda adolescente, aos 16 anos, comecei a escrever notícias de minha cidade para jornais de Belo Horizonte: &#8220;O Diário&#8221; e, depois, o &#8220;Diário de Minas&#8221;. Depois do jornalismo, passei a escrever alguns textos mais literários, inclusive para a Rádio Difusora Bondespachense, sempre com muito prazer pelas atividades de redação. Mais tarde, fui trabalhar e estudar em Belo Horizonte, onde fiz o curso de Letras na Universidade Federal de Minas Gerais &#8211; UFMG. Como professor de Língua Portuguesa, ampliaram-se meus contatos com a literatura. Em Patos de Minas e, depois, em Brasília, firma-se a minha vocação literária e a oportunidade de publicar livros.</p><p><strong>NFE: Você também envolveu-se com o jornalismo estudantil. Como foi essa experiência?</strong></p><p><strong>JG</strong>: No final dos anos 1960, em minha terra natal, fui um dos redatores e o diretor-presidente do jornal &#8220;0 Bom Despacho&#8221;, pioneiro da mídia impressa na cidade da Senhora do Sol. No início da década de 2000, tive outra experiência enriquecedora: desta vez, como editor do Caderno de Cultura do &#8220;Jornal MG Turismo&#8221;, de Belo Horizonte, empreendimento do meu irmão Antônio Claret Guerra, jornalista e empresário mineiro.</p><p><strong>NFE: Como é o seu processo criativo?</p><div
id="attachment_9053" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Machado_de_Assis_por_Netto_jpg.jpg"><img
class="size-medium wp-image-9053" title="Machado_de_Assis_por_Netto_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Machado_de_Assis_por_Netto_jpg-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Machado de Assis, por Netto, é um dos maiores escritores brasileiros, conforme Jacinto Guerra.</p></div><p></strong></p><p><strong>JG</strong>: Escrevo pelo gosto de escrever. Trabalho bastante o texto, procurando clareza, correção,  e elegância, tendo em vista agradar o leitor da melhor forma possível. Na escolha dos temas para uma crônica, um ensaio, um conto,  inspiro-me em minhas viagens, leituras, conversas, uma notícia de jornal ou da televisão, qualquer coisa que me desperte atenção e curiosidade. Tenho mais facilidade de escrever no horário da manhã. Quando chega uma idéia, tenho vontade de começar a escrever imediatamente. Se não tenho caneta e papel, escrevo na imaginação como foi o caso de um dos meus trabalhos mais lidos e comentados: o conto-ensaio &#8220;Um carnaval diferente&#8221;, cujas idéias e toda a sua estrutura foram elaboradas de manhã, em Brasília, numa caminhada em duas superquadras da Asa Sul.</p><p><strong></p><div
id="attachment_9056" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/carlos_drummond_de_andradade_-jpg.jpg"><img
class="size-medium wp-image-9056" title="carlos_drummond_de_andradade_ jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/carlos_drummond_de_andradade_-jpg-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Escultura em bronze (Rio de Janeiro) do poeta Carlos Drummond de Andrade, conterrâneo e uma das leituras preferidas de JG.</p></div><p>NFE: Quais os autores que você mais gosta?</strong></p><p><strong>JG</strong>: É uma pergunta difícil de responder, porque gosto de muitos autores, de gêneros e literaturas diversas, de língua portuguesa e de outros idiomas. Lembrando Mário Quintana, prefiro não falar dos que ainda vivem, principalmente bons escritores de Brasília, Goiás e Minas Gerais, que estão mais próximos de nós, são nossos amigos e com eles muito aprendemos. Falo, então, de escritores brasileiros e portugueses, de quem já nos despedimos do convívio mais próximo, mas que continuam vivos nos livros e em  nossa memória literária: Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Fernando Sabino, Carmo Bernardes, Cecília Meireles,  Manuel Bandeira, Bernardo Élis, Raquel de Queiroz, Cassiano Nunes, Cora Coralina, Graciliano Ramos, Fernando Pessoa, Miguel Torga e tantos outros.</p><p><strong>NFE: O que os leitores podem esperar do escritor Jacinto Guerra neste 2010?</strong></p><p><strong>JG</strong>: Continuarei escrevendo minhas crônicas, contos, ensaios, artigos, comentários diversos e, talvez, alguma poesia. Ainda em 2010, pretendo lançar O cavaleiro andante –  viagens mundo afora, já no prelo da Thesaurus, com apoio do Governo do Distrito Federal/Fundo de Apoio à Cultura &#8211; FAC. No entanto, meu lançamento mais próximo  será do livro Uma casa navega no mar – contos, crônicas e pequenos ensaios (Thesaurus, 2008), que está nas livrarias, num evento conjunto com Nilce Coutinho Guerra, minha esposa, que irá lançar <em>Valquíria – contos e crônicas</em>, com prefácio de Santiago Naud, também pela Thesaurus, com apoio do FAC. Nilce é professora de Educação Artística, estudiosa do folclore, autora da coleção Baú de Brincadeiras, com os livros Palavra de Saci, Vamos Brincar, Criança e Como Brincar e Fazer Brinquedos. Pretendo, também, em comemoração do Cinqüentenário de Brasília, continuar minhas palestras e oficinas literárias sobre os meus livros <em>JK – Triunfo e Exílio:um estadista brasileiro em Portugal</em>, já em 2ª edição, e <em>JK – Um comício em Goiás</em>, ensaio histórico sobre o início da campanha presidencial de 1955, quando em Jataí, o então candidato Juscelino Kubitschek prometeu construir Brasília e transferir a capital do País para o Planalto Central.</p><p><strong>NFE: Acrescente o que julgar necessário.</strong></p><p><strong>JG</strong>: Desejo apenas agradecer a oportunidade da entrevista e cumprimentar Victor e Tagore Alegria, administradores e mestres dessa universidade do livro, que é a Thesaurus  – e, também, levar  meu abraço ao escritor Menezes e Morais, editor da revista <strong>Nós &#8211; Fora dos Eixos</strong>, que tão bem representa os valores universais da cultura, sobretudo para os países e comunidades de Língua Portuguesa em todos os continentes.</p><div
id="attachment_9054" class="wp-caption alignleft" style="width: 202px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_capa_jk...jpg"><img
class="size-full wp-image-9054" title="jacinto guerra_capa_jk.." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_capa_jk...jpg" alt="" width="192" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Este livro marca a incurssão de Jacinto Guerra na literatura de enfoque  histórico.</p></div><p>* <strong>Menezes y Morais</strong> é jornalista, professor,</p><p>escritor, historiador</p><p>e editor da <strong>Nós – Fora dos Eixos. </strong></p><p><strong>Serviço<br
/> </strong></p><p>Os livros do escritor Jacinto Guerra</p><p>podem ser encontrados</p><p>na Livraria Virtual da Thesaurus: <a
href="http://www.thesaurus.com.br/"></a></p><p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/">www.thesaurus.com.br</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/29/jacinto-guerra-%e2%80%98qualquer-coisa-que-desperte-minha-atencao-e-curiosidade-me-inspira%e2%80%99/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>O Niilista Medroso</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/25/o-niilista-medroso/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/25/o-niilista-medroso/#comments</comments> <pubDate>Mon, 25 Jan 2010 16:27:17 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Obtuário]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8971</guid> <description><![CDATA[
Por Ariosto Teixeira *
Às vezes você se pergunta
Olhando o rosto no espelho
Se o reflexo é verdadeiro
Ou se a verdade é o corpo
Parado no meio do banheiro
Você acha que sabe bem o que é
Você acha que sabe bem o que quer
Você acha que sabe quem você é
Mas você sente medo
Medo de não ser você no [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><p>Por <strong>Ariosto Teixeira</strong> *</p><div
id="attachment_8972" class="wp-caption alignright" style="width: 176px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ariosto_teixeira_capa_.jpg"><img
class="size-full wp-image-8972" title="ariosto_teixeira_capa_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ariosto_teixeira_capa_.jpg" alt="" width="166" height="252" /></a><p
class="wp-caption-text">Capa do livro de poemas de Ariosto Teixeira</p></div><p>Às vezes você se pergunta</p><p>Olhando o rosto no espelho</p><p>Se o reflexo é verdadeiro</p><p>Ou se a verdade é o corpo</p><p>Parado no meio do banheiro</p><p>Você acha que sabe bem o que é</p><p>Você acha que sabe bem o que quer</p><p>Você acha que sabe quem você é</p><p>Mas você sente medo</p><p>Medo de não ser você no espelho</p><p>Medo de ser mero reflexo</p><p>Do outro que consigo parece</p><p>Você não tem medo de sexo</p><p>Você gosta de sexo</p><p>Você sonha com sexo</p><p>Você procura fazer muito sexo</p><p>Sexo à distância</p><p>Sem beijo sem fluido</p><p>Higiênico e sem lirismo</p><p>Seguro como sexo com prostituta</p><p>Você de frente ela de costas</p><p>Ela por cima de costas</p><p>Você por baixo de costas deitado</p><p>É que você tem medo</p><p>Do ataque de um vírus complexo</p><p>Medo de gravidez</p><p>Medo de se apaixonar irremediavelmente</p><p>Medo de perder o controle</p><p>Medo de assumir o controle</p><p>Medo de que tudo enfim faça nexo</p><p>Você acende e apaga o cigarro</p><p>Com medo de pegar câncer de pulmão</p><p>Medo de apagar a luz</p><p>Medo de acender a luz</p><p>Medo de desligar o alarme</p><p>Medo de abrir o portão</p><p>Medo de ladrão policial pivete</p><p>Medo de colisão</p><p>De atropelamento</p><p>De ataque do coração</p><p>Medo de padre</p><p>Da certeza cristã absoluta</p><p>Da democracia liberal</p><p>Da esquerda latina</p><p>Medo da nova direita francesa</p><p>Medo do presidente americano</p><p>Medo da falta de medo do terrorista muçulmano</p><p>Medo de ser fragmentado por um raio da Al Qaeda</p><p>Medo da China capitalista</p><p>De milho transgênico</p><p>De buraco negro</p><p>De carne vermelha</p><p>Medo da falta de limite da física quântica</p><p>Do aquecimento global</p><p>Da inteligência artificial</p><p>De velocidade acima do permitido</p><p>De remédio de quinta geração</p><p>Da globalização</p><p>Do fim da globalização</p><p>Da falta de sentido</p><p>Medo de que Deus provavelmente não exista</p><p>De não haver outra vida</p><p>Você tem medo de ficar sozinho</p><p>Sem ninguém nem final feliz</p><p>Ah mas você confia no amor</p><p>O terno e doce amor</p><p>Do homem pela mulher</p><p>Do homem por outro homem</p><p>Da mulher por outra mulher</p><p>Do homem pelos animais</p><p>Da humanidade pela natureza</p><p>Você confia no amor das criancinhas</p><p>Você pensa nessas coisas</p><p>E por um instante</p><p>Acha que nada está perdido</p><p>Que o amor salvará o mundo</p><p>O amor romântico como no cinema</p><p>Como em um soneto de Shakespeare</p><p>Apesar da podridão no reino terrestre</p><p>Mas quanto tempo dura o amor</p><p>Antes de se dissolver em tédio</p><p>15 minutos uma tarde inteira uma noitada?</p><p>Você odeia sentir isso assim tão sentimentalmente</p><p>Mas é impossível ser de outro modo</p><p>É preciso agarrar-se a algo</p><p>Não ter medo de que o vazio</p><p>Tenha se espalhado em todos os quadrantes</p><p>O fato indiscutível é que você tem medo</p><p>Medo muito medo</p><p>De ficar vivo durante o inverno nuclear</p><p>Você principalmente tem medo</p><p>Do que um dia vai fazer</p><p>Quando ao anoitecer</p><p><strong></p><div
id="attachment_8988" class="wp-caption alignleft" style="width: 385px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ariosto_teixeira_3_pg.jpg"><img
class="size-full wp-image-8988" title="ariosto_teixeira_3_pg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ariosto_teixeira_3_pg.jpg" alt="" width="375" height="500" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Ariosto Teixeira, lendo poesia na Biblioteca Nacional de Brasília (DF).</p></div><p>* Ariosto Teixeira</strong>, poeta, jornalista, cientista político, colunista da Factual/Broadcast da Agência Estado, publicou Poemas do Front Civil (7Letras, RJ, 2006). Publicou também poemas e contos em revistas brasilienses, como Bric-a-Brac, nas antologias Poemas, do Coletivo de Poetas do DF (1990) e Candieiro, coletânea de contos de escritores gaúchos (1976). É autor do ensaio Decisão Liminar &#8211; A Judicialização da Política no Brasil (Editora Plano, Brasília/DF, 2001).</p><p>Graça Ramos, jornalista, escritora, doutora em História da Arte, diz sobre a poesia de Ariosto Teixeira que, “na oscilação entre potência e impotência equilibra-se uma agressividade desconcertante, certo lirismo às avessas, que provoca ao expressar a consciência de que o sujeito contemporâneo sobrevive na intimidação. (&#8230;). Fogem os poemas de Ariosto Teixeira do senso-comum. Trata-se de escrita de abissal contundência, que despreza regras politicamente corretas e coloca o leitor diante da pergunta: que viés poético dará conta dos sentidos deste tempo radical?” Ariosto Teixeira nos deixou na madrugada de sábado, 23 de janeiro de 2010.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/25/o-niilista-medroso/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Odette Ernest Dias: ‘Brasília Tem Produção Musical de Qualidade’</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/22/odette-ernest-dias-%e2%80%98brasilia-tem-producao-musical-de-qualidade%e2%80%99/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/22/odette-ernest-dias-%e2%80%98brasilia-tem-producao-musical-de-qualidade%e2%80%99/#comments</comments> <pubDate>Fri, 22 Jan 2010 18:15:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevista]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8954</guid> <description><![CDATA[
Por Menezes y Morais*
A professora, flautista e compositora Odette Ernest Dias está com três projetos culturais para este primeiro semestre de 2010: dois CDs e a organização de um livro de poesia, de Luiz Fernando Borges Coelho de Sá.
Odette nasceu na França (Paris), em 2 de fevereiro de 1929. Formou-se pelo Conservatório Nacional superior [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><div
id="attachment_8955" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/odette_ernest_dias_por_alphalazer.blogspot.com_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-8955" title="odette_ernest_dias_por_alphalazer.blogspot.com_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/odette_ernest_dias_por_alphalazer.blogspot.com_jpg.jpg" alt="" width="400" height="283" /></a><p
class="wp-caption-text">A flautista Odete Ernest Dias, por alphalazer.blogspot.com</p></div><p>Por <strong>Menezes y Morais</strong>*</p><p>A professora, flautista e compositora<a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/1751/pulsoes-poemas-coletados-2004-2007/?affid=nosrevista" target="_blank"> Odette Ernest Dias</a> está com três projetos culturais para este primeiro semestre de 2010: dois CDs e a organização de um livro de poesia, de Luiz Fernando Borges Coelho de Sá.</p><p>Odette nasceu na França (Paris), em 2 de fevereiro de 1929. Formou-se pelo Conservatório Nacional superior de Música, que lhe concedeu o Primeiro Prêmio de Flauta, em 1951.</p><p>No ano seguinte, chegou ao Brasil (Brasília), contratada pelo Maestro Eleazar de Carvalho, para integrar a O. S. B &#8211; Orquestra Sinfônica Brasileira, tornando-se Professora do Departamento de Arte da UnB &#8211; Universidade de Brasília, em 1974.</p><p><strong>Do Barroco ao Século XX</strong></p><p>Gravou 7 Lps e 7 CDs. Sua vertente musical é variada. Já se dedicou, por exemplo, à pesquisa da música barroca mineira, da música brasileira do século XIX e do princípio do século XX.</p><p>Em seus discos <em>Recital, Sarau Brasileiro</em> e <em>História da Flauta Brasileira</em>, por exemplo, estão registradas algumas das mais importantes peças descobertas em suas pesquisas.</p><p>Depois de aposentar-se pela UnB, OED decidiu mudar para o Rio de Janeiro, onde continua atuando, dando aulas no Conservatório Brasileiro de Música e na Pro-Arte e participando “continuamente em atividade profissionais e didáticas”, afirma.</p><div
id="attachment_8956" class="wp-caption alignright" style="width: 350px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/odette_ernest-dias_1_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-8956" title="odette_ernest dias_1_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/odette_ernest-dias_1_jpg.jpg" alt="" width="340" height="225" /></a><p
class="wp-caption-text">Odete Ernest Dias, novos projetos culturais para 2010.</p></div><p>Em Brasília (DF) para tratar de assuntos familiares e profissionais, a flautista veio a Thesaurus Editora, para tratar do livro de Luiz Fernando Borges Coelho de Sá, e conversou um pouco sobre seus novos projetos.</p><p><strong>Nós – Fora dos Eixos</strong>: Que legal revê-la em Brasília. Novidades?</p><p><strong>Odette Ernest Dias</strong>: Vim encaminhar um projeto de trabalho e encontrar a família, a terceira bisneta (três meses, pernambucana) Elisa.</p><p><strong>NFE</strong>: No total, quantos são os Ernest Dias?</p><p><strong>OED</strong>: Eu tenho seis filhos, 16 netos, três bisnetos.</p><p><strong>NFE</strong>: Três gerações&#8230;.</p><p><strong>OED</strong>: Quatro&#8230;</p><p><strong>NFE</strong>: O que podemos esperar de Odette Ernest Dias neste 2010?</p><p><strong>OED</strong>: Estou organizando um livro chamado <em>Pulsões</em> (coletânea de poesia de Luiz Fernando Borges Coelho de Sá), que será editado pela Thesaurus, com um CD de poesias declamadas por Eladio Perez Gonçalves e Clara Acker, com improvisação na flauta transversal por Odette.</p><p><strong>NFE</strong>: E um novo disco solo?</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_8957" class="wp-caption alignleft" style="width: 343px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/odette_ernest_dias_-e-o-filho_jaime_por-rose-brasil_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-8957" title="odette_ernest_dias_ e o filho_jaime_por rose brasil_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/odette_ernest_dias_-e-o-filho_jaime_por-rose-brasil_jpg.jpg" alt="" width="333" height="500" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Odette, agora morando no Rio de Janeiro, ao lado do filho Jaime Ernest Dias, que vive em Brasília. Por Rose Brasil.</p></div><p><strong>OED</strong>: Estou finalizando o projeto de gravação de um CD solo de Bahar e Paul Horn. É um trabalho meditativo, gravado na Igreja do Santuário do Caraça (MG). Ainda não tem data de lançamento.</p><p><strong>NFE</strong>: Brasília sente sua falta.</p><p><strong>OED</strong>: Eu também. Vim a Brasília pela primeira vez em 1966, para tocar. Depois voltei em 74 e fiquei aqui morando e trabalhando durante 20 anos, como Professora titular (hoje estou aposentada) da UnB.</p><p><strong>NFE</strong>: Você trocou a França (Paris) pelo Brasil&#8230;</p><p><strong>OED</strong>: Estou desde 1952 no Brasil. Vim ao Brasil formada em Paris pelo Conservatório Superior de Música de Paris, com  premiação em Genebra Concurso  Internacional, e em Paris.</p><p><strong>NFE</strong>: O Brasil lhe tratou bem?</p><p><strong>OED:</strong> Sim, fui condecorada pela Funarte, homenageada com a Ordem do Mérito Cultural do GDF – Governo do Distrito Federal. Ganhei também o Prêmio Chevalier des Arts et des Lettres, na França.</p><p><strong>NFE</strong>: Você é da galeria dos pioneiros de Brasília na área de música. Hoje, vésperas de a cidade celebrar o primeiro centenário, como você vê a música no DF?</p><p><strong>OED</strong>: A cidade Brasília tem uma atividade musical de ótima qualidade. A formação dos músicos aqui é muito boa, pois temos a UnB e a Escola de Música de Brasília, além das bandas e entidades particulares. A qualidade da música em Brasília é muito alta, tanto na música erudita como na música popular.</p><p><strong>NFE</strong>: Você continua presente no cenário musical, mesmo morando no Rio&#8230;</p><p><strong>OED</strong>: Meus dois filhos mais velhos, Jaime e Beth Ernest Dias, são atuantes na vida musical e cultural de Brasília.</p><p><strong>* Menezes y Morais é </strong>jornalista, professor, escritor, historiador e editor da <strong>Nós – Fora dos Eixos. </strong></p><p><strong> </strong></p><p><strong>Serviço</strong></p><p>Para contato e informação sobre a obra da flautista: telefone: (21) 2252.5813<strong> </strong></p><p><a
href="mailto:mtoedias@oi.com.br">mtoedias@oi.com.br</a></p><p><a
href="http://www.abraf.art.br/odette.htm">www.abraf.art.br/odette.htm</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/22/odette-ernest-dias-%e2%80%98brasilia-tem-producao-musical-de-qualidade%e2%80%99/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>De Brasília a Montes Claros, uma Viagem Literária</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/14/de-brasilia-a-montes-claros-uma-viagem-literaria/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/14/de-brasilia-a-montes-claros-uma-viagem-literaria/#comments</comments> <pubDate>Thu, 14 Jan 2010 12:15:15 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8892</guid> <description><![CDATA[
Por Jacinto Guerra *
Uma espécie de capital do Norte de Minas, Montes Claros é terra de gente ilustre. Basta dizer que lá nasceu o genial Darcy Ribeiro, criador da Universidade de Brasília e de outras utopias e invenções notáveis na literatura, na política, na educação, na antropologia – enfim, sonhos e iniciativas dirigidas ao [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><div
id="attachment_8894" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_foto_15..jpg"><img
class="size-medium wp-image-8894" title="jacinto guerra_foto_15." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto-guerra_foto_15.-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">O escritor Jacinto Guerra lança o olhar sobre Montes Claros. Lá, o poeta Aroldo Pereira promove anualmente o Psiu Poético, também chamado de Salão Nacional de Poesia, um dos eventos literários mais importantes do País.</p></div><p>Por <strong>Jacinto Guerra</strong> *</p><p>Uma espécie de capital do Norte de Minas, Montes Claros é terra de gente ilustre. Basta dizer que lá nasceu o genial Darcy Ribeiro, criador da Universidade de Brasília e de outras utopias e invenções notáveis na literatura, na política, na educação, na antropologia – enfim, sonhos e iniciativas dirigidas ao futuro de um Brasil grande, criativo, ousado e moderno.</p><p><strong>De Montes Claros</strong>, veio, também, Cyro dos Anjos, autor de <em>Montanha,</em> <em>O</em> <em>amanuense Belmiro,</em> <em>A menina do sobrado. </em>É um famoso romancista que morou em Brasília, onde foi professor da UnB, além de um dos fundadores e primeiro presidente da Associação Nacional de Escritores, a ANE, de muita história na cidade criada por Juscelino Kubitschek.</p><p><strong>Mas hoje</strong> nossa figura central é Manoel Hygino dos Santos, jornalista e escritor dos melhores, pintor que faz de sua terra, Montes Claros, aquela aldeia que o torna universal como Tolstoi bem imaginou para os artistas do mundo inteiro. Morador de Belo Horizonte, membro da Academia Mineira de Letras, excelente colunista do jornal <em>Hoje em Dia, </em>Hygino é, também, &#8220;um cidadão e escritor da capital do Brasil&#8221;. O motivo é que ele estuda, conhece, valoriza e divulga, como ninguém, a literatura e os escritores de Brasília. É o que podem confirmar Alaor Barbosa, Anderson Braga Horta, Afonso Ligório, João Carlos Taveira e muitos outros escritores, leitores e amigos do livro no Planalto Central.</p><p><strong>Em sua coluna</strong> de 22 de dezembro de 2009, Manoel Hygino comenta um livro muito interessante de Napoleão Valadares, escritor e fazendeiro do sertão<em> </em>de Guimarães Rosa. A respeito do assunto, escrevi as seguintes considerações, já publicadas naquele jornal de BH, mais ou menos nos termos que se seguem.</p><div
id="attachment_8895" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/darcy_-ribeiro_2_jpg.jpg"><img
class="size-medium wp-image-8895" title="darcy_ ribeiro_2_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/darcy_-ribeiro_2_jpg-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></a><p
class="wp-caption-text">O saudoso Darcy Ribeiro, antropólogo, escritor, político, educador, um dos intelectuais brasileiros mais importantes do século XX.</p></div><p><strong>Quem chega</strong> primeiro bebe água limpa, ou melhor, tem o privilégio de apreciar coisa boa antes dos outros amigos e leitores, assim enriquecendo nosso <em>marketing</em> pessoal e nossos conhecimentos de literatura. Digo isso porque fui um dos primeiros leitores do livro e da surpresa literária que Manoel Hygino reservou para seus leitores na véspera do Natal: a crônica-resenha do &#8220;Animal Político&#8221;, pequena e saborosa peça de teatro escrita por Napoleão Valadares, autor conhecido e apreciado, principalmente no eixo Brasília &#8211; Minas Gerais.</p><p><strong>O autor</strong> é mineiro da cidade de Arinos e morador da capital do Brasil. Trata-se de uma história de bichos em que ironia e criatividade integram o leque de valores deste novo projeto literário de um dos bons escritores do Brasil moderno. O novo livro de Napoleão leva-nos à obra do Miguel Torga, notável escritor português que chegou a morar no Brasil (em Leopoldina, Minas Gerais). É um grande poeta; mestre, também, do conto em que os bichos assumem o papel de homens e mulheres, como a galinha Vicentina e outras figuras notáveis de seu mundo literário. Pelo que parece, temos um novo Miguel Torga nestas paragens do Brasil.</p><p><strong></p><div
id="attachment_8897" class="wp-caption alignleft" style="width: 177px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/manoel-hygino_escritor.jpg"><img
class="size-full wp-image-8897" title="manoel hygino_escritor" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/manoel-hygino_escritor.jpg" alt="" width="167" height="160" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Manoel Hygino dos Santos, outro patrimônio cultural de Montes Claros.</p></div><p>Por falar</strong> em escritores, livros e bichos, daqui e d mar, voltamos a Belo Horizonte, onde vamos encontrar um ilustre conterrâneo e amigo do Fontes de Alencar. Desejo falar de Alberto Deodato, mineiro que nasceu em Sergipe, mestre da crônica e professor de Direito, muito querido pelos seus alunos, entre os quais o nosso estimado cronista Danilo Gomes. Deodato foi um político de oposição a JK, tanto no Palácio da Liberdade como na Presidência da República, mas que, em seus escritos, chegou a elogiar Juscelino, quando Brasília tornou-se uma surpreendente realidade.</p><p><strong>No entanto</strong>, o que nos parece mais importante é que Alberto Deodato escreveu livros excelentes, que as novas gerações de brasileiros e outros leitores da Língua Portuguesa precisam conhecer, principalmente em Sergipe, em Minas, em Brasília. Precisamos reeditar obras importantes do escritor mineiro-sergipano, natural da pequena Maroim, sobretudo <em>O roteiro da Lapa e outros roteiros</em>, além do sempre atual  <em>Políticos e</em> <em>outros bichos domésticos, </em>que tem muito a ver com os bichos do Miguel Torga e do Napoleão Valadares.</p><p><em><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto_guerra_o-gato_de-curitiba_pg.jpg"><img
class="alignleft size-full wp-image-8893" title="jacinto_guerra_o gato_de curitiba_pg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/jacinto_guerra_o-gato_de-curitiba_pg.jpg" alt="" width="200" height="291" /></a>*</em><strong>JACINTO GUERRA</strong>, mineiro de Bom Despacho e morador de Brasília.</p><p>É autor de vários livros, entre os quais <em>O gato de Curitiba</em> (Thesaurus, 2004, 2ª edição), Prêmio BDMG Cultural de Literatura/Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais.</p><p>Confira no sitio outras obras de Jacinto Guerra: <a
href="../">www.nosrevista.com.br</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/14/de-brasilia-a-montes-claros-uma-viagem-literaria/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Fora dos Eixos</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/12/fora-dos-eixos/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/12/fora-dos-eixos/#comments</comments> <pubDate>Tue, 12 Jan 2010 19:57:31 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Poesia]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8862</guid> <description><![CDATA[
Por Samuel Barros Magalhães *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos
Correndo pelas margens
fora dos eixos vai o maldito&#8230;
Maldito por quê?
Porque não se coaduna com as mazelas
Porque não se corrompe
Santa inquisição cultural!
A arte não é vista pelo seu teor
mas sim pela capacidade de influência do escritor
nos canais culturais
O dom e a qualidade não [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><p><strong> </strong></p><p>Por <strong>Samuel Barros Magalhães *<img
class="alignright size-medium wp-image-8868" title="poesias" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/poesias-300x300.jpg" alt="poesias" width="300" height="300" /></strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p><strong> </strong></p><p>Correndo pelas margens</p><p>fora dos eixos vai o maldito&#8230;</p><p>Maldito por quê?</p><p>Porque não se coaduna com as mazelas</p><p>Porque não se corrompe</p><p>Santa inquisição cultural!</p><p>A arte não é vista pelo seu teor</p><p>mas sim pela capacidade de influência do escritor</p><p>nos canais culturais</p><p>O dom e a qualidade não importam</p><p>Publica-se uma coisa qualquer de fulano</p><p>Um lixo de beltrano</p><p>&#8230;e lá fora dos eixos segue o que não se enquadra</p><p>O que não faz parte</p><p>e dessa forma excluí-se mais que o indivíduo.</p><p>Exclui-se a Arte.</p><p>* <strong>Samuel Barros Magalhães</strong> (<strong>Sam</strong>) é poeta e artesão. Expõe na Feira da Torre de TV em Brasília (DF). Contato: (61) 8214.4596.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/12/fora-dos-eixos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Medidas Preventivas Podem Evitar Tragédias nos Períodos Chuvosos</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/08/medidas-preventivas-podem-evitar-tragedias-nos-periodos-chuvosos/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/08/medidas-preventivas-podem-evitar-tragedias-nos-periodos-chuvosos/#comments</comments> <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 16:39:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Urbanismo]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8806</guid> <description><![CDATA[
Por Eustáquio Ferreira *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos.
Medidas preventivas podem evitar tragédias nos períodos chuvosos
O noticiário da semana, repetindo o que se viu desde o inicio das chuvas, nos mostra o desespero das famílias atingidas pelos desastres causados pelas águas. Famílias tiveram as casas alagadas, moradias foram soterradas, populações ilhadas pelo [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><div
id="attachment_8810" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><img
class="size-full wp-image-8810" title="inudação_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/inudação_.JPG" alt="Os prejuízos sociais causados pelas enchentes são tragédias anunciadas que o Poder Público pode evitar. Imagem por www.portalsaofrancisco.com.br" width="400" height="300" /><p
class="wp-caption-text">Os prejuízos sociais causados pelas enchentes são tragédias anunciadas que o Poder Público pode evitar. Imagem por www.portalsaofrancisco.com.br</p></div><p>Por <strong>Eustáquio Ferreira</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos.</strong></p><p><strong> </strong></p><p>Medidas preventivas podem evitar tragédias nos períodos chuvosos</p><p>O noticiário da semana, repetindo o que se viu desde o inicio das chuvas, nos mostra o desespero das famílias atingidas pelos desastres causados pelas águas. Famílias tiveram as casas alagadas, moradias foram soterradas, populações ilhadas pelo alagamento do campo e das cidades, pela obstrução ou desmoronamento de pontes e vias.</p><p><strong>A edição de novas normas</strong> proibindo a construção nas encostas pode ser de pouca valia visto que a maioria das habitações de populações de baixa renda é edificada sem o controle do poder público, em áreas irregulares. Constroem onde não há quem reclame ou fiscalize, pois não têm recursos para adquirir terrenos regulares.</p><p><strong>Os terrenos de encosta</strong> ou de declividade acentuada têm uma estabilidade precária. Há lei que proíbe edificar em terrenos com inclinação maior que trinta por cento. A remoção da cobertura vegetal, o aumento da carga sobre o terreno, a facilitação da infiltração ou concentração das águas em enxurradas são fatores que aumentam a instabilidade. Pode não desmoronar no momento da ocupação, ou pouco depois, mas é certo que a qualquer momento ocorrerá um desastre.</p><div
id="attachment_8811" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img
class="size-full wp-image-8811" title="inundacoes-7" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/inundacoes-71.jpg" alt="Entra ano e sai ano e o problema das inudações continua. Até quando? Imagem por cidadeemnoticias.blogspot.com" width="250" height="273" /><p
class="wp-caption-text">Entra ano e sai ano e o problema das inudações continua. Até quando? Imagem por cidadeemnoticias.blogspot.com</p></div><p><strong>O alagamento de cidades e campos</strong> tem causas diversas e resultados iguais. As cidades são cada vez mais impermeabilizadas. A infiltração das águas é impedida e o escoamento acelerado. Ainda chove e os rios já inundam as casas localizadas às suas margens.</p><p><strong>Os rios e riacho</strong> são assoreados pelo lixo, pela terra carreada pela enxurrada, por materiais de construção e outros. No campo, as áreas desmatadas, recebem as chuvas diretamente no solo. As águas escorrem carregando o solo em direção aos rios. Quanto mais descem mais força têm para produzir erosões levando o solo consigo para o leito dos rios. Nesta desabalada carreira não serão as matas ciliares que conterão as enxurradas.</p><p><strong>Para não vermos repetir as tragédias</strong>, medidas preventivas devem ser tomadas. As cidades devem ter sua ocupação disciplinada de modo a não permitir a construção em áreas de risco. Novas áreas destinadas às atividades urbanas, especialmente moradia, devem ser oferecidas às populações. As águas das chuvas que caem sobre os telhados podem ser coletadas e armazenadas para utilização em limpeza e outros usos que não exigem água potável. Correrá menos água no momento das chuvas.</p><p><strong>Os cursos d’água</strong> devem ser dragados nas proximidades das cidades e em outros pontos onde seu leito esteja estrangulado, evitando assim os alagamentos e a ameaça às moradias e ás propriedades das famílias. As áreas desmatadas nos campos devem receber terraços em curva de nível de modo a impedir o livre escoamento das águas.</p><p><strong>Em 1983 ocorreu uma inundação</strong> das margens do Córrego Vicente Pires e do Riacho Fundo, na sua confluência. Inúmeras famílias ficaram desabrigadas com a enchente. As famílias foram assentadas na Candangolândia e os riachos foram dragados. Nunca mais ocorreu inundação no Núcleo Bandeirante.</p><p><img
class="alignleft size-thumbnail wp-image-8808" title="foto_Eustaquio" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/foto_Eustaquio-150x150.jpg" alt="foto_Eustaquio" width="150" height="150" />* <strong>Eustáquio Ferreira</strong> é arquiteto, escritor e blogueiro.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com/</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/08/medidas-preventivas-podem-evitar-tragedias-nos-periodos-chuvosos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Questão Ortográfica</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/05/a-questao-ortografica/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/05/a-questao-ortografica/#comments</comments> <pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:41:38 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8777</guid> <description><![CDATA[
Por Anderson Braga Horta *
Especial para Nós – Fora dos Eixos
Venho-me manifestando publicamente, desde 1991, (*) sobre o semivigente Acordo Ortográfico. O adjetivo tem cabimento porque, em verdade, nem todos os países lusófonos levaram a termo o processo de aprovação, a obrigatoriedade foi diferida para daqui a alguns anos (este artigo, a propósito, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_8781" class="wp-caption alignleft" style="width: 224px"><strong><strong><img
class="size-full wp-image-8781" title="anderson braga horta.2" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/anderson-braga-horta.2.JPG" alt="O poeta Anderson Braga Horta e o jornalista Menezes y Morais. Por Victor Tagore." width="214" height="320" /></strong></strong><p
class="wp-caption-text">O poeta Anderson Braga Horta e o jornalista Menezes y Morais. que é a favor do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Por Victor Tagore.</p></div><p><strong>Por Anderson Braga Horta *</strong></p><p>Especial para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>Venho-me manifestando publicamente, desde 1991, (*) sobre o semivigente Acordo Ortográfico. O adjetivo tem cabimento porque, em verdade, nem todos os países lusófonos levaram a termo o processo de aprovação, a obrigatoriedade foi diferida para daqui a alguns anos (este artigo, a propósito, vai vazado na <em>medida velha</em>), as novas normas continuam mal vistas em Portugal, e mesmo no Brasil a recepção de algumas das mais importantes dentre elas tem sido nitidamente negativa. As divergências são tantas e tão significativas que o que deveria ser de fato um Acordo acaba se tornando numa Questão Ortográfica.</p><p>Não pretendia voltar ao assunto. Nem reivindico nenhuma qualificação especial para dele tratar. Penso, aliás, que a tanto se qualifica todo usuário pensante da regulamentação ortográfica; e creio poder-me incluir nessa categoria, escritor e professor de português que tenho sido desde a juventude. Se agora volto à carga é porque aflorou recentemente, no Congresso Nacional, movimento para que se proceda a uma revisão do Acordo, adotado oficialmente, na prática, até agora, apenas em nosso país.</p><p>Argumenta-se em sua defesa que as mudanças acordadas foram de pequena monta, afetando apenas 0,43% do vocabulário brasileiro (contra 1,42% do português); mas o problema não é a extensão do mudar, é o mudar para pior&#8230; A base maior de minhas discordâncias é a falta de lógica de algumas dessas mudanças. Não que tal absolutamente inexistisse na regulação anterior; é que certos ilogismos se agravam na atual. Nada prejudica tanto o aprendizado quanto a ilogicidade. Lembre-se a tendência infantil a <em>normalizar</em>, por exemplo, a conjugação de verbos irregulares&#8230; Não há muito a fazer, quando se trata de “desvios” ou “sinuosidades” atribuíveis à tradição ou à índole do idioma; em matéria ortográfica, em que o peso da convenção tem força, é relativamente largo, porém, o horizonte das possibilidades. A norma ortográfica havia de ser tão lógica quanto possível, e as exceções, reduzidas ao mínimo inevitável. Perdeu-se a oportunidade de aplainar um pouco o terreno; pelo contrário, acrescentaram-se-lhe acidentes; ao invés de simplificar, aqui e ali se complicou.</p><div
id="attachment_8782" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img
class="size-full wp-image-8782" title="a braga h_med" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/a-braga-h_med1.jpg" alt="Anderson Braga Horta" width="200" height="131" /><p
class="wp-caption-text">Anderson Braga Horta</p></div><p><strong>Incongruências Acentuais</strong></p><p>Aboliu-se o acento agudo nos ditongos <em>oi </em>e <em>ei</em> para indicar vogais básicas abertas, nas palavras paroxítonas.  Uma pena, porque esse diferencial gráfico vai fazer falta, vai haver confusões. Ele não apenas distingue o som aberto do fechado, mas contrasta palavras homógrafas de pronúncia e sentido diversos, como <em>apoio/apóio</em>, <em>leia/Léia</em>. A justificação é a existência de “oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação”. Ora, não seria mais lógico permitir continuasse cada país a acentuar as palavras em que há essa oscilação conforme as pronuncia? Foi, <em>mutatis mutandis</em>, o que fez o legislador ao permitir a persistência das grafias <em>Antônio </em>e <em>António</em>, <em>tênue</em> e <em>ténue</em>, mais um sem-número de outras.</p><p>Não contente, contudo, o legislador ortográfico mantém o diferencial nas palavras oxítonas e monossilábicas. Assim, temos agora <em>herói</em>, mas <em>heroico</em>, ambos de tônica aberta; <em>comboio </em>(verbo, ditongo aberto), mas <em>bói</em> (aportuguesamento do inglês <em>boy</em>), e assim por diante. Tem lógica?</p><p><strong>Acentuações Duplas, Grafias Triplas&#8230; </strong></p><p>Num documento que se propõe unificar a grafia das palavras em todas as nações lusófonas, chamam a atenção o número e a discricionariedade das exceções. Pode-se acentuar <em>amámos</em>,<em> </em>para distinguir o presente do pretérito, ou manter <em>amamos</em> para ambos os tempos; grafar<em> Davi </em>ou <em>David</em>, <em>Jacó </em>ou <em>Jacob</em>, <em>Jó </em>ou <em>Job</em> (como únicas exceções a uma regra foneticamente retrocessora), mas <em>Josafat</em> é sempre com <em>t</em> final, ainda que entre nós o nome seja sempre dito <em>Josafá</em>; escrever <em>buganvília</em>, <em>buganvílea </em>ou<em> bougainvillea</em>; rua<em> Direita </em>ao lado de <em>Rua Direita</em>, e por aí vai. Dá pra entender?</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_8783" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><strong><strong><img
class="size-medium wp-image-8783" title="anderson braga horta" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/anderson-braga-horta-200x300.jpg" alt="Anderson, criando polêmica sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" width="200" height="300" /></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Anderson, criando polêmica sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa</p></div><p><strong>T</strong><strong>remer ou Tremar?</strong></p><p>Não há por que tremer ante o espantalho do trema. É só um espantalho mesmo, em que os pássaros sabidos pousam na paz de Deus. O trema tem função, e tem utilidade! Ao contrário de embaraçar, como tantos afirmam, ele auxilia o leitor, mostrando-lhe quando o <em>u</em> das combinações <em>gu </em>e <em>qu</em> é pronunciado. Não há dificuldade na compreensão de seu emprego. A dificuldade está, sim, na compreensão do emprego daquelas combinações; quem não o aprendeu não saberá como usar o trema. Para quem escreve <em>Portugual </em>(tive concluintes do Curso Normal que cometiam essa barbaridade!), o trema é realmente de quase impossível entendimento. Então, qual o sentido de eliminá-lo? Sermos originais? O trema continua existindo, com diferentes valores, no espanhol, no francês, no italiano, no alemão&#8230; Não me consta que por aí estejam tramando aboli-lo.</p><p>Em breve estaremos dizendo <em>trankilo</em>, tendência que já existe, talvez devida a influência de nossos vizinhos de fala castelhana. E quando o poeta quiser indicar que a palavra <em>saudade</em>, em determinado verso, deve ser pronunciada como um tetrassílabo, isto é, com hiato e não com ditongo, que haverá de fazer? Eis aí uma simplificação que complica.</p><p><strong>Digressão Pitoresca </strong></p><p>Não está nas fundamentações do Acordo (embora as primeiras intenções fossem mais radicais, no particular), mas tenho ouvido, de defensores da abolição do trema e dos acentos, que eles seriam um obstáculo à difusão do português além das atuais fronteiras lusófonas. Ora, não nos iludamos; os obstáculos são outros. Aprende-se, quando convém, o grego, o russo, o búlgaro, que usam alfabetos não latinos. Aprende-se o alemão, apesar de suas assustadoras palavras justapostas. Aprende-se o chinês! o japonês! Aprende-se até o javanês de Lima Barreto&#8230; Nem por sua graciosa letra <em>eñe</em> chega o espanhol a assustar o estrangeiro. O francês, não obstante sua multidão de agudos, graves e circunflexos, dominou o mundo. Cada idioma, vivo ou morto, é um planeta no sistema lingüístico –se não um sistema à parte–, que é possível conquistar. Em havendo motivação econômica (ou mesmo cultural, minoritariamente), aprende-se até o marciano, que não existe&#8230;<img
class="alignright size-full wp-image-8785" title="anderson_braga_horta_capa_2_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/anderson_braga_horta_capa_2_jpg.jpg" alt="anderson_braga_horta_capa_2_jpg" width="200" height="294" /></p><p><strong></p><div
id="attachment_8788" class="wp-caption alignleft" style="width: 212px"><strong><img
class="size-full wp-image-8788" title="anderson_braga_hora_soneto_anrigo_pg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/anderson_braga_hora_soneto_anrigo_pg.jpg" alt="Capa de um dos livros de ABH" width="202" height="310" /></strong></dt></dl></div><p>O Bicho-Papão Chamado Hífen </strong></p><p>Se o trema é um falso problema, o hífen é de fato uma dificuldade notável, um verdadeiro bicho-papão. O problema não foi resolvido; nem sei, admito, se isso era possível, mas acho que foi de certo modo agravado. Concordo em que seja desejável unificar certas normas, mas unificar por unificar não interessa. É preciso fazê-lo pelo melhor padrão. E não creio que isso tenha ocorrido.</p><p>Até ontem, dispensávamos o hífen em <em>microonda</em> e <em>antiimperalismo </em>sem nenhum pudor de dobrar vogais. Havia hífen, contraditoriamente, em <em>contra-almirante</em>, para ficarmos num exemplo. Tenho dúvida quanto à sabedoria da solução que manda botar o famigerado tracinho em tudo; não seria melhor o oposto? Alguém me aventa uma razão&#8230; estética. Mas acaso ficou mais bonito <em>contrassenso</em>?</p><p>Até outro dia, <em>pé-de-moleque</em> levava hífen, se queríamos o doce e não o apêndice locomotor do menino de rua. Tinha lógica distinguir graficamente o nome do petisco da soma dos vocábulos que o compõem. Hoje só cabe distinguir com a hifenização, dentre as palavras compostas “ligadas por preposição ou qualquer outro elemento”, as que designam espécies da fauna ou da flora. Assim, <em>melão-de-são-caetano</em>, <em>andorinha-do-mar </em>e <em>bem-te-vi </em>têm hífen; <em>rabo de arraia </em>(golpe de capoeira), <em>ouro de gato</em> (mica amarela), <em>ouro de tolo</em> (pirita) não. Mas não é o mesmo tipo de composição?  Mais uma vez a lógica foi ferida. Se se trata de compostos por justaposição, sem nenhum elemento de ligação, mantém-se a norma velha: <em>boa-noite</em> é com hífen, seja cumprimento ou planta, e isso é correto, pois em ambos os casos há “unidade sintagmática”. E o inferno do hífen fica mais quente com a mistura de critérios.</p><div
class="mceTemp"><dl
id="attachment_8784" class="wp-caption alignright" style="width: 210px;"><dt
class="wp-caption-dt"><img
class="size-full wp-image-8784" title="anderson_braga_horta_ capa_ sob  o signo_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/anderson_braga_horta_-capa_-sob-o-signo_jpg.jpg" alt="Capa do livro de ABH" width="200" height="296" /><p
class="wp-caption-text">Capa do livro de ABH</p></div><p>Paro por aqui. Não tinha nem tenho a pretensão de esgotar o assunto, apenas quis pinçar alguns dos itens mais importantes, para dizer da conveniência e oportunidade da revisão do Acordo. Nem se veja nisto menoscabo algum ao imenso trabalho dos ilustres estudiosos que o prepararam; apenas insisto em que o resultado desse trabalho não foi suficientemente discutido antes de nos ser imposto.</p><p>(*) No extinto jornal brasiliense <em>BsB</em>, em 13 e 20.10.1991, no também extinto <em>D.O. Leitura</em>, de São Paulo, em janeiro de 1993, no livro de Alan Viggiano <em>Dossiê Grupo dos Sete: Os Povos e Países de Língua Portuguesa </em>(André Quicé, Brasília, 1994) e no <em>Jornal da ANE </em>n.º  5, de nov.-2007.</p><p><strong><img
class="alignleft size-full wp-image-8790" title="anderson_braga_horta_capa_capa_5_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/anderson_braga_horta_capa_capa_5_jpg.jpg" alt="anderson_braga_horta_capa_capa_5_jpg" width="200" height="295" />Anderson Braga Horta,</strong> nasceu em Carangola (MG), cursou a Faculdade Nacional de Direito, Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, 1959. Em Brasília desde 1960, fez o primeiro vestibular da UnB – Universidade de Brasília, onde iniciou o Curso de Letras Brasileiras. Poeta, contista, tradutor, professor e servidor público aposentado. Entre outros, ganhou os prêmios: Jean Cocteau (tradução de poesia; A Época, Rio, 1957) — Antonio Botto (Ipase, Rio, 1959) — Alberto Rangel (O Cruzeiro, Rio, 1960) – Jabuti (Câmara Brasileira do Livro, S. Paulo, 2001) – Joaquim Norberto (tradução de poesia, partilhado; U.B.E., Rio, 2001) – Hors concours no Prêmio Centenário de Carminha Gouthier, das Academias Feminina Mineira de Letras e Municipalista de Letras de Minas Gerais (2003). – Prêmio Internacional de Literatura Brasil-América Hispânica, da Academia Feminina Mineira de Letras, por Fragmentos da Paixão, em 2007. Publicou pela Thesaurus: Antologia Pessoal, Cadernos de Literatura &#8211; Erotismo e Poesia, A Aventura espiritual de Álvares de Azevedo, Sob o Signo da Poesia, Traduzir Poesia. Confira: <a
href="http://www.thesaurus.com.br/">www.thesaurus.com.br</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/05/a-questao-ortografica/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Feliz Ano Novo, Brasil!</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/04/feliz-ano-novo-brasil/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/04/feliz-ano-novo-brasil/#comments</comments> <pubDate>Mon, 04 Jan 2010 18:13:58 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Olhares diferentes]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8752</guid> <description><![CDATA[Por: Menezes y Morais *
Com desenhos e mensagem de Fábio Yabu *
Pela tradição Cristã do Mundo Ocidental, até dia 6, quarta-feira, Dia de Reis, se deseja Feliz Ano Novo. Então, Feliz Ano Novo para todos! 2009 foi um ano triste e difícil, a quadrilha do panetone e os resultados pífios da Conferência de Copenhague ilustram [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong><img
class="alignleft size-full wp-image-8754" title="mude o mundo_1" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mude-o-mundo_11.JPG" alt="mude o mundo_1" width="550" height="663" />Por: Menezes y Morais *</strong></p><p>Com desenhos e mensagem de <strong>Fábio Yabu *</strong></p><p>Pela tradição Cristã do Mundo Ocidental, até dia 6, quarta-feira, Dia de Reis, se deseja Feliz Ano Novo. Então, Feliz Ano Novo para todos! 2009 foi um ano triste e difícil, a quadrilha do panetone e os resultados pífios da Conferência de Copenhague ilustram bem o que afirmamos.</p><p><strong>Nós – Fora dos Eixos, </strong>uma revista que não tem o rabo preso, cuja filosofia editorial é cultura para todos, deseja (e trabalha) para que 2010 seja realmente um Ano Novo. Em todos os sentidos.</p><p>Isso apesar dos pesares: o velho Planeta Terra continua cansado de guerra, como diria o escritor Jorge Amado, referindo-se à sua Tereza Batista. O que assistimos em vários países do Oriente Médio – e guerra civil escancarada no Rio de Janeiro, por exemplo, que o digam.</p><p><img
class="alignleft size-full wp-image-8759" title="mude o mundo_5_JPG" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mude-o-mundo_5_JPG.JPG" alt="mude o mundo_5_JPG" width="550" height="663" />Os recursos naturais do Brasil e do Planeta Terra como um todo estão sucateados pelas queimadas, pelas derrubadas de florestas, pelo avanço cego do agrocapitalismo, pela  ganância desmesurada daqueles que buscam o lucro fácil a qualquer custo, mesmo em prejuízo do ecossistema, com a destruição da biodiversidade. <img
class="alignright size-full wp-image-8755" title="mude o mundo_2" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mude-o-mundo_2.JPG" alt="mude o mundo_2" width="550" height="663" /></p><p><strong>Tragédias paulista e carioca</strong></p><p>Enquanto isso, o povo pobre que constrói suas casas em zonas de risco pagam com a própria o descaso do Estado brasileiro. Vide as tragédias das enchentes em estados como São Paulo e o Rio de Janeiro.</p><p>Que 2010 seja o marco da retomada do respeito à humanidade do Homem e à saúde da Natureza. Que seja um ano limpo, em todos os sentidos, da preservação dos recursos renováveis à ética na política.</p><p>Que a paz seja uma referência concreta e não apenas uma palavra morta no dicionário dos inimigos da Vida. E o Amor, a Poesia e a Liberdade, o fermento do pão da Vida.</p><p><img
class="alignleft size-full wp-image-8756" title="mude o mundo_3_JPG" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mude-o-mundo_3_JPG.JPG" alt="mude o mundo_3_JPG" width="550" height="663" />* <strong>Menezes y Morais</strong> é jornalista, professor, escritor, historiador e editor da Nós – Fora dos Eixos.</p><p>* <strong>Fábio Yabu</strong> disponibilizou seus desenhos com suas mensagens humanistas na rede mundial de computadores (internet). <strong>Rita Venturini</strong> os enviou gentilmente à redação da <strong><img
class="alignleft size-full wp-image-8758" title="mude o mundo_6_JPG" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mude-o-mundo_6_JPG.JPG" alt="mude o mundo_6_JPG" width="550" height="663" />Nós – Fora dos Eixos</strong>.<img
class="alignright size-full wp-image-8757" title="mude o mundo_4_JPG" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mude-o-mundo_4_JPG.JPG" alt="mude o mundo_4_JPG" width="550" height="663" /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/04/feliz-ano-novo-brasil/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Anand Rao Promete Agitar Brasília Com o Projeto MúsicaPoética</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/04/anand-rao-promete-agitar-brasilia-com-o-projeto-musicapoetica/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/04/anand-rao-promete-agitar-brasilia-com-o-projeto-musicapoetica/#comments</comments> <pubDate>Mon, 04 Jan 2010 12:32:39 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Sarau]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=8731</guid> <description><![CDATA[
Por: Anand Rao*
Especial Para Nós – Fora dos Eixos
O Café com Letras larga na frente e fechou uma parceria com a Anand Rao Multiempreendimentos onde, toda sexta-feira, de janeiro e fevereiro, das 21h às 23h, apresentará o músico Anand Rao e um poeta convidado por ele e os dois vão realizar um show, uma [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong></p><div
id="attachment_8732" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><strong><img
class="size-full wp-image-8732" title="Anand Rao e Carla Andrade" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Anand-Rao-e-Carla-Andrade.JPG" alt="Carla Andrade e Anand Rao, poesia e música no Café com Letras" width="400" height="300" /></strong><p
class="wp-caption-text">Carla Andrade e Anand Rao, poesia e música no Café com Letras</p></div><p>Por: Anand Rao* </strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>O Café com Letras larga na frente e fechou uma parceria com a Anand Rao Multiempreendimentos onde, toda sexta-feira, de janeiro e fevereiro, das 21h às 23h, apresentará o músico Anand Rao e um poeta convidado por ele e os dois vão realizar um show, uma farra poético-musical, como costuma definir Anand Rao, e o projeto é intitulado MúsicaPoética.</p><p>A concepção do projeto é intercalar poesia e música, onde o músico conhecido por compor no palco, musicará os poemas lidos pelos poetas sem nunca tê-los lido antes, bem como, interpretará MPB &amp; Standards de Jazz. Anand, inclusive, aí começa a farra, promete inovar e musicar textos feitos em guardanapos de papel, na hora, pelos frequentadores, como também, falas, frases soltas daqueles que disserem que não são poetas. Ou seja, um show absolutamente singular e alternativo, experimental e inovador, único.</p><p><strong>Jorge Amâncio</strong></p><p>Foram convidados e estão confirmados os poetas Carla Andrade (08 de janeiro), Jorge Amâncio (15 de Janeiro) e Lilia Diniz (22 de janeiro) e para as outras datas a Anand Rao Multiempreendimentos já fez contatos, mas nada foi confirmado ainda. Carla Andrade é mineira de BH e está a nove anos em Brasília. Produz uma poesia imagética, desconcertando os olhares e sentidos dos leitores tendo o seguinte livro publicado “Conjugação de Pingos de Chuva” (2007).</p><p>Jorge Amâncio é carioca, pós-graduado em matemática e seus poemas pulsam contra o racismo, exaltam a raça negra, a paixão, a vida, o amor. Publicou o livro “NegroJorgen”pela Ed. Thesaurus.</p><p><strong> </strong></p><p><strong>Lilia Diniz</strong></p><p>E Lilia Diniz é uma poeta que se utiliza da linguagem do caboclo, do homem do interior, para compor seus poemas, maranhense, publicou o livro “Miolo de Pote da Cacimba de Beber” e recitará versos deste trabalho. Recentemente a revista TRIP considerou-a “a voz do trovão da poesia maranhense”.</p><div
id="attachment_8735" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img
class="size-full wp-image-8735" title="anand rao" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/anand-rao.jpg" alt="Anand Rao, o sarau também será feito com Jorge Amâncio e Lilia Diniz." width="200" height="150" /><p
class="wp-caption-text">Anand Rao, o sarau também será feito com Jorge Amâncio e Lilia Diniz.</p></div><p><strong>Anand Rao</strong></p><p>Anand Rao tem 20 livros de poesia publicados, 4 CDs lançados, mas, acha que esta história de CD e Livro já era. Tudo agora é virtual, as músicas que faz no show são gravadas em MP 3 e enviadas no outro dia via e-mail para o poeta parceiro ou o cliente, o garçom, enfim, todos que tiverem se tornado parceiros dele naquele show, a cada show faz novas parcerias. Os poemas que escreve, publica na hora no Portal Cultural Anand Rao (www.anandraobr.com) na parte literatura, tudo para download. E no seu portal faz questão de divulgar outros artistas que enviam material publicando-os na parte Notícias Sobre Cultura.</p><p>Além de músico e poeta é jornalista e fez inúmeros shows no Brasil e mundo. É considerado irreverente, é muito criticado, é muito elogiado, nunca passa impune, todos têm uma opinião sobre ele. Faz do show uma farra que envolve sua vida e promete arrebentar no Café com Letras, espaço que ele considera especial. Em todos os shows leva uma aparelhagem importada mackie bem como, guitarra gretsch, microfone newmann, mesa e gravador digital edirol, enfim, tudo da mais alta qualidade, se preocupa muito com a qualidade da amplificação sonora.</p><p>* <strong>Anand Rao</strong> é músico, compositor, poeta e jornalista.</p><p>Leia a seguir<strong> entrevista com a poeta Carla Andrade.</strong></p><p><strong> </strong></p><p><strong>Serviço:</strong></p><p><strong>Local</strong> – Café com Letras, 203 Sul, Brasília-DF</p><p><strong>Data</strong> – Toda sexta-feira (08, 15 e 22 de janeiro de 2010).</p><p><strong>Hora:</strong> 21h.</p><p><strong>Couvert</strong> – R$ 10,00 (dez reais) todo revertido para os artistas.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/01/04/anand-rao-promete-agitar-brasilia-com-o-projeto-musicapoetica/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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