<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss
version="2.0"
xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
><channel><title>Nós - Fora dos Eixos &#187; Brasília</title> <atom:link href="http://www.nosrevista.com.br/categoria/brasilia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.nosrevista.com.br</link> <description>Revista Cultural e Literária</description> <lastBuildDate>Thu, 09 Feb 2012 15:07:33 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator> <item><title>Duas figuras, dois personagens de Brasília</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2012/01/24/duas-figuras-dois-personagens-de-brasilia/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2012/01/24/duas-figuras-dois-personagens-de-brasilia/#comments</comments> <pubDate>Tue, 24 Jan 2012 11:27:41 +0000</pubDate> <dc:creator>Victor Tagore</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=18337</guid> <description><![CDATA[Por Marcelo Torres  Brasília tem dois tipos de moradores que são a cara da cidade. Dois retratos, duas“instituições” que marcam o cotidiano da capital do país. O primeiro não é benquisto por essas bandas, um tipo meio maldito e bastante temido. Ele é um jovem brasiliense, ainda vai fazer 17 anos, e pode ser visto [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><span
style="font-size: small;"><span
style="text-decoration: underline;"><strong>Por Marcelo Torres</strong></span><em><span
style="text-decoration: underline;"><br
/> </span></em></span></p><div> <span
style="font-size: small;">Brasília tem dois tipos de moradores que são a cara da cidade. Dois retratos, duas“instituições” que marcam o cotidiano da capital do país. </span></div><p><span
style="font-size: small;">O primeiro não é benquisto por essas bandas, um tipo meio maldito e bastante temido. Ele é um jovem brasiliense, ainda vai fazer 17 anos, e pode ser visto na cidade a cada dois quilômetros. Está sempre firme, ligado. É um tipinho imponente, todo-poderoso, infalível, absoluto. E mais: é um tipinho frio, calculista, impassível, rigoroso. Mas, reconheçamos, ele faz a lei num piscar de olhos &#8211; dura <em>lex, sede lex</em>. </span></p><p><span
style="font-size: small;">Ele é um dos olhos da lei. Seus inimigos e desafetos, que não são poucos, vivem reclamando que ele só age às escondidas, meio disfarçado entre árvores, sempre à espreita para entrar em ação. Escondido ou não, é tido e havido como uma estranha criatura, um ser esquisito, parece até um extra-terrestre. As pessoas, sejam elas do bem ou do mal, tomam todo o cuidado do mundo ao passar pela figura. Pelo que se sabe, ele nunca matou índio nem garçom, e ainda assim é temido, muito temido esse jovem brasiliense.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Já o outro tipo, o seu xará, não tem lá esse poder todo. Nem é maldito ou temido; ao contrário, parece um coligado seu, um amigo que entra na sua casa e come à mesa. Uns o veem como um folgado, um entrão. Mas a maioria o tem em boa conta. Ele nasceu na Europa há um bom tempo, portanto já é um velhinho. Chegou ao Brasil pelo Rio de Janeiro, chamado para combater a febre amarela. Foi um dos pioneiros de Brasília, onde vive de comer migalhas e restos de comida.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Uns místicos e supersticiosos falam que a presença deste segundo tipo atrai insucessos, desgraças, infortúnios. Outros dizem que ele é querido e bem recebido em alguns países europeus; quando ele chega lá e canta, é sinal de boas novas, uma chuva esperada, uma surpresa agradável, um desejo realizado.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Bom, meus caros, antes que vocês morram de curiosidade, eu vou lhes dizer quem são esses tipinhos de Brasília: são os pardais. Sim, os pardais. Dois tipos de pardais que habitam essa cidade (o pardal passarinho, que tem asas, penas e não multa; e o pardal radar, que não tem asas, não tem pena e multa sem pena).</span></p><p><span
style="font-size: small;">Os pardais dos primeiros parágrafos são os radares que fotografam placas de carros que ultrapassam os limites de velocidade. Já os pardais dos outros parágrafos são aquelas aves de nome científico <em>passer domesticus</em>, ou seja, os pardais pardais </span></p><p><span
style="font-size: small;">Os primeiros (os radares) vivem presos nos postes, não têm asa nem pena, portanto não voam &#8211; mas multam sem pena, multam que é uma beleza. Já os outros (passarinhos) vivem soltinhos da silva, folgados que só eles &#8211; têm asa e pena, portanto voam, mas não multam ninguém.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Os de pena e asas foram pioneiros em Brasília, como se Dom Bosco lhes tivesse revelado em primeira mão o suposto sonho que falava de uma terra prometida, que seria aqui nesses paralelos, de onde haveria de jorrar leite e mel &#8211; só que até agora não jorrou foi nada.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Os pardais povoam a cidade, às vezes parecendo os únicos habitantes. Ou os últimos.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Os de pena velam mortos nas cercas do cemitério, disputam milho com pombos na Praça dos Três Poderes e vivem cagando na cabeça da “Ceguinha” &#8211; o apelido da escultura que fica na frente do prédio do Supremo Tribunal Federal.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Eles ficam olhando a tudo e todos do alto dos prédios e fios elétricos. Depois voam para as árvores e para os parques, para cantarem com as gralhas, com as cigarras, com os bem-te-vis. Não raro beliscam migalhas na solidão do asfalto.</span></p><p><span
style="font-size: small;">É cena comum, em Brasília, um pardal entrar na sua casa ou apartamento, no momento em que você senta para tomar café ou almoçar. Ele chega em silêncio, pousa à janela e fica olhando. Se você o espanta, ele voa, vai embora. Se você cala -como a consentir -, ele pula para a mesa ou para o chão, bica uns tiquinhos de alimentos, dá três saltinhos e voa de volta para a rua, feliz da vida.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Mas não pense você que é fácil a vida do <em>passer domesticus</em> em Brasília, essa cidade cheia de prédios espelhados, como se fosse a cidade dos espelhos. Nesses edifícios, eles não entram de jeito nenhum. Ao contrário, muitos deles morrem ao se chocarem com as paredes espelhadas. Um desses prédios é a suntuosa sede da Procuradoria Geral da República (PGR), onde todos os dias um funcionário recolhe, sobre os pés das paredes, dezenas de passarinhos mortos. </span></p><p><span
style="font-size: small;">Por outro lado, os pardais multadores (radares) têm uma história curiosa. Eles nasceram em Brasília, portanto são brasilienses &#8211; ou candangos. Aqui eles surgiram em 1996, no Eixão. Foram dois: um na 111 Norte, outro na 110 Sul. Ou seja, os pardais nasceram nas asas desse avião chamado Brasília.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Quem deu o apelido de pardal foi um tal Moysalvo Albergaria, que era motorista de Luiz Miúra, diretor do Detran à época. A história é narrada pelo jornalista Antonio Vidal, no livro “É possível: as realizações do engenheiro Cristovam Buarque rumo a uma nova esquerda”, publicado pela Geração Editorial em 2006.</span></p><p><span
style="font-size: small;">Li no livro que o então diretor do Detran queria que o nome do aparelhinho fosse pica-pau. Chegou a chamá-lo por esse nome, mas a ideia não vingou. Eu fico cá pensando: esse aparelhozinho deveria ser chamado de corvo, ou águia, ou urubu, ou coruja, corujão, corujinha, falcão. Mas o que “pegou” mesmo foi pardal.</span></p><blockquote><p><span
style="font-size: small;"><em><span>Moysalvo era alvo de gozações e cobranças sempre que levava o chefe para algum evento e ficava aguardando a hora de ir embora no meio de outros motoristas. &#8216;Pô, Moysalvo, seu chefe quer acabar com a gente. Agora é multa toda hora&#8217;, diziam. Em um desses encontros, Moysalvo respondeu que o sistema agora estava mais sofisticado. &#8216;É melhor vocês terem mais cuidado ainda porque, de agora em diante, o diretor está contratando uns <strong><span
style="text-decoration: underline;">pardaizinhos</span></strong> que vão ficar nos postes e vão dedurar quem correr demais&#8217;, disse. O diretor do Detran contou o caso a um jornalista, que publicou a história e o nome pegou. Os radares viraram pardais e são chamados assim em praticamente todo o país. Anos depois, já aposentado, o ex-diretor do Detran não resistiu e fotografou uma placa que viu no interior do Rio Grande do Sul. “Rodovia fiscalizada por pardal”. Mandou a foto para Moysalvo</span></em>.&#8221; [VIDAL, 2006, p.163]</span></p></blockquote><p><span
style="font-size: small;">Eis aí a história desses xarás que são personagens da vida brasiliense. Aqui, não tem jeito, todo dia, de dia ou à noite, você vê os pardais. E não adianta você se esconder, pois eles também estão de olho em você. Sorria, você está sendo filmado. Filmado pelos pardais.</span></p><div> <strong><em><span
style="font-size: small;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</span></em></strong></div><p><em><span
style="font-size: small;"><a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/marcelo-torres/?affid=nosrevista_tag" target="_blank">Marcelo Torres</a>, autor do livro “<a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/2781/o-be-a-ba-de-brasilia-dicionario-de-coisas-e-palavras-da-capital/?affid=nosrevista_TG" target="_blank">O bê-á-bá de Brasília</a>” &#8211; </span><a
href="mailto:marcelocronista@gmail.com"><span
style="color: #0000ff; font-size: small;">marcelocronista@gmail.com</span></a><span
style="font-size: small;"> [se for repassar, não mude o texto nem a autoria]. </span></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2012/01/24/duas-figuras-dois-personagens-de-brasilia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Uma Década De Brincadeiras &#8211; Uma desculpa para falar de Bonecos</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/09/28/uma-decada-de-brincadeiras-uma-desculpa-para-falar-de-bonecos/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/09/28/uma-decada-de-brincadeiras-uma-desculpa-para-falar-de-bonecos/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Sep 2011 18:17:07 +0000</pubDate> <dc:creator>Gregory Cotrim</dc:creator> <category><![CDATA[Brasília]]></category> <category><![CDATA[Cultura]]></category> <category><![CDATA[Eventos]]></category> <category><![CDATA[Lançamentos]]></category> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[Teatro]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=18087</guid> <description><![CDATA[Hoje, quarta-feira (28), a partir das 18h, será lançado o livro UMA DÉCADA DE BRINCADEIRAS - Uma desculpa para falar de Bonecos – Festival Internacional liga quatro continentes a Brasília, de autoria dos jornalistas, Marcos  Linhares e Vitor Ferns, na Vila Cassimiro Coco, no Complexo Cultural da Funarte . Mais do que falar do Festival Internacional de Bonecos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/09/CAPA_uma_decada_de_brincadeiras_WEB-3.jpg"><img
class="alignleft size-thumbnail wp-image-18090" title="CAPA_uma_decada_de_brincadeiras_WEB (3)" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/09/CAPA_uma_decada_de_brincadeiras_WEB-3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Hoje, quarta-feira (28), a partir das 18h, será lançado o livro <strong><em>UMA DÉCADA DE BRINCADEIRAS - Uma desculpa para falar de Bonecos – Festival Internacional liga quatro continentes a Brasília</em></strong><em>, </em>de autoria dos jornalistas, <strong>Marcos  Linhares e Vitor Ferns</strong>, na Vila Cassimiro Coco, no Complexo Cultural da Funarte . Mais do que falar do Festival Internacional de Bonecos de Brasília, a obra foca em quem o faz: os artistas. Fazendo um devido registro de seus sonhos, dores e amores. Teremos a presentação da dupla de Cantadores <strong> Chico de Assis e João Santana.</p><p>Sobre o livro &#8211; </strong>O mamulengo é uma expressão artística milenar do teatro de bonecos e marionetes, uma das mais populares manifestações culturais que ganhou sotaque e jeitinho brasileiros. Mais do que falar de bastidores, dificuldades, personagens e conquistas, os autores em<strong><em> Uma década de Brincadeiras</em></strong>, abordam a maravilhosa dádiva da cultura popular, por meio de seus protagonistas e da paixão pelo teatro internacional de bonecos. Colocando o DF na rota mundial, o Festival Internacional de Bonecos de Brasília, abre espaços, discute o fazer cultural, e constrói um ambiente democrático da arte humanística. O mamulengo já está no imaginário brasileiro, e os bonecos têm galgado importantes espaços no cotidiano nacional, em especial, pelo trabalho desenvolvido pelos mestres mamulengueiros e pela aceitação e incorporação pela mídia. De modo geral, no livro, percebe-se por parte dos artistas, mais do que a preocupação com a técnica, há uma preocupação com o outro, a valorização do individual e do coletivo. E os autores, escolheram esse caminho, para retratar essa caminhada.  Leitura leve, ágil, e que nos enche de esperança.</p><p><strong>Os autores</strong></p><p>Marcos Linhares é escritor, jornalista, radialista, tradutor e professor. É maranhense e radicado em Brasília, adora Bumba-meu-boi, cacuriá e tambor de crioula. Já lançou nove livros, é membro da Asssociação Nacional de Escritores (ANE), da Associação Brasileira de Marketing Político (ABCOP), das Associações Brasiliense e Brasileira de Cronistas Desportivos, assim como da AIPS (International Sports Press Association).</p><p>Vitor Ferns é jornalista, escritor, consultor de marketing e de redes sociais. Brasiliense, apaixonado pela capital, cresceu em meio a manifestações culturais.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Convite-Livro.png"><img
class="aligncenter size-large wp-image-18093" title="Convite Livro" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Convite-Livro-1024x402.png" alt="" width="560" height="220" /></a></p><p><strong>Serviço:</strong> Lançamento do livro <strong><em>UMA DÉCADA DE BRINCADEIRAS - Uma desculpa para falar de Bonecos – Festival Internacional liga quatro continentes a Brasília</em></strong><em> (<a
href="http://www.thesaurus.com.br/?affid=nosrevista_gc" target="_blank">Editora Thesaurus</a>), </em>de autoria de Marcos  Linhares e Vitor Ferns<strong> &#8211; 28 de setembro de 2011, a partir das 18h &#8211; Na Vila Cassimiro Coco, no Complexo Cultural da Funarte .<br
/> </strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/09/28/uma-decada-de-brincadeiras-uma-desculpa-para-falar-de-bonecos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Imperdível: Adriano Jordão faz recital de piano em Brasília</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/09/16/imperdivel-adriano-jordao-faz-recital-de-piano-em-brasilia/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/09/16/imperdivel-adriano-jordao-faz-recital-de-piano-em-brasilia/#comments</comments> <pubDate>Fri, 16 Sep 2011 22:10:22 +0000</pubDate> <dc:creator>Gregory Cotrim</dc:creator> <category><![CDATA[Brasília]]></category> <category><![CDATA[CPLP/Lusofonia e Lusofilia]]></category> <category><![CDATA[Cultura]]></category> <category><![CDATA[Eventos]]></category> <category><![CDATA[Lançamentos]]></category> <category><![CDATA[Música]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=18015</guid> <description><![CDATA[No próximo dia 22, quinta-feira, o pianista Adriano Jordão apresentará a composição “Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro”, de autoria do grande compositor Louis Moreau Gottschalk. O pianista faz apresentação na abertura de lançamento do livro Palavras Suspensas do escritor guineense e também deputado Francisco Conduto de Pina. A ocasião é marcada pelo [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: left;">No próximo dia 22, quinta-feira, o pianista Adriano Jordão apresentará a composição “Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro”, de autoria do grande compositor Louis Moreau Gottschalk. <a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/2843/palavras-suspensas/?affid=nosrevista_gc" target="_blank"><img
class="alignright" src="http://www.thesaurus.com.br/media/capas/2843.jpg" alt="" width="188" height="284" /></a></p><p>O pianista faz apresentação na abertura de lançamento do livro <a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/2843/palavras-suspensas/?affid=nosrevista_gc" target="_blank"><em>Palavras Suspensas</em></a> do escritor guineense e também deputado <a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/francisco-conduto-de-pina/?affid=nosrevista_gc" target="_blank">Francisco Conduto de Pina</a>.</p><p>A ocasião é marcada pelo fato de ser a primeira vez que um escritor guineense lançará livro ern Brasília. O evento dará inicio ao intercâmbio cultural entre o Brasília e a República da Guiné-Bissau, cuja data Nacional é 24 de setembro.</p><p>Para esse encontro Lusófono a rede de super mercados Pão de Açucar patrocinará o coquetel de recepção.</p><p
style="text-align: center;"><strong><em>Dia: 22 de setembro de 2011 (quinta-feira)<br
/> Horário: 18h30 às 22h<br
/> Local: Embaixada de Portugal &#8211; Auditório do Instituto Camões (Setor das  Embaixadas Sul Avenida das Nações, quadra 801, lote 2, Brasília-DF)<br
/> </em></strong></p><p><iframe
src="http://files.bannersnack.com/iframe/embed.html?hash=549b31bf0811e9e027681f1eb3192863&#038;bgcolor=%23CCCCCC&#038;alt=screenshot&#038;t=1316209942" width="550" height="400" frameborder="0"></iframe></p><p><strong>Adriano Jordão</strong> nasceu em 1946, em Angola. Em Portugal, estudou piano com Helena Sá e Costa, entre outros mestres. Em 1967 a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe a oportunidade de um ano de aperfeiçoamento artístico nos Estados Unidos. Tendo concluído em 1969, com elevada classificação, o Curso Superior do Conservatório Nacional de Lisboa, na classe da Professora Helena Matos, prosseguiu os seus estudos em Paris, sob a orientação de Yvonne Lefèbure. Foi laureado em diversos concursos nacionais e internacionais, nomeadamente com o 1º Prémio do Concurso Internacional Debussy, em França.</p><p>A carreira de Adriano Jordão tem-se desenvolvido por toda a Europa, América do Norte e do Sul, África e Ásia, em capitais musicais como Nova Iorque, Washington, Boston, S.Francisco, Paris, Londres, Atenas, Roma, Salzburgo, Bruxelas, Luxemburgo, Frankfurt, Helsínquia, Ankara, Moscovo, São Petersburgo, Kiev, Minsk, Budapeste, Praga, Bucareste, Bratislava, Caracas, Bogotá, Assuncion, Rio de Janeiro, São Paulo, Tóquio, Osaka, Pequim, Xangai, Taipei, Bombaim, Nova Deli, Hong-Kong, Banguecoque, entre outras.</p><p>Colaborou com prestigiados maestros, como Alain Lombard, Sandor Végh, Claudio Scimone, Van Remoortel, Richard Treiber, Cristian Mandeal, Nicholas Kremmer, Horia Andreescu, John Neschling, Iosif Conta, Wolfgang Rennert,Ira levin, Nicholas Braithwake, John Georgiadis, Yuan Fang, Muhai Tang , Chen Zou Wang, e ainda com importantes maestros portugueses, como Silva Pereira, Álvaro Cassuto, José Ferreira Lobo, Manuel Ivo Cruz, Álvaro Salazar ou Fernando Eldoro.</p><p>Fundou, com Theodor Paraskivesco, Ileana Cotrubas, Peter Schreier, Julia Hamari e Ionel Pantea, o grupo de câmara I Vocalisti, que se dedica a obras menos tocadas do repertório vocal de câmara. Com este conjunto realizou recitais do Extremo Oriente ao Brasil, e em Lisboa, no Centro Cultural de Belém. Idealizou, concebeu, criou e dirigiu, durante os primeiros cinco anos, o Festival Internacional de Música de Macau, e é Diretor Artístico do Festival de Música da Casa de Mateus, desde o seu início, há mais de 20 anos. Foi agraciado pelo Governo Francês com o grau de Oficial da Ordem das Artes e das Letras, e com a Medalha de Mérito da Soberana Ordem de Malta, entre outras distinções.</p><p><strong><em>Louis Moreau Gottschalk</em></strong><br
/> Filho de um negociante judeu de Londres e de uma haitiana creole, Gottschalk nasceu e foi criado em Nova Orleans onde foi exposto a uma grande variedade de influências musicais. Aprendeu a tocar piano muito cedo e logo foi reconhecido como um prodígio neste instrumento. Em 1840 deu seu primeiro concerto público no hotel St. Charles.</p><p>Dois anos depois, deixou os Estados Unidos e foi para a Europa a fim de receber treinamento em música erudita, que ele sabia ser importante para as suas ambições artísticas. O Conservatório de Paris rejeitou sua matrícula inicialmente e Gottschalk só conseguiu aos poucos seu reconhecimento no meio musical francês através de amigos.</p><p>Após seu retorno à América em 1853, Gottschalk viajou freqüentemente. Uma longa viagem a Cuba em 1854 marcou o início de uma série de viagens à América Central e América do Sul. Por volta de 1860, Gottschalk havia se estabelecido como o mais importante pianista do Novo Mundo. Apesar de nascido em Nova Orleans, na Louisiana, um estado sulista, ele apoiava a causa da União durante a Guerra Civil Americana. Mesmo retornando à sua cidade com pouca freqüência, ele sempre se apresentava como nativo de Nova Orleans. Em 1865 ele foi forçado a deixar os Estados Unidos como resultado de um caso escandaloso com uma estudante do seminário feminino de Oakland.</p><p>Escolheu viajar novamente para o Brasil, onde continuou a dar muitos concertos. Estava em temporada no Rio de Janeiro, tocando no Teatro Lírico Fluminense, quando sentiu-se mal, vítima de malária, em 24 de novembro de 1869. Um fato muito comentado à época é que ele acabara de tocar sua peça romântica Morte!! logo antes de seu colapso, mas de fato o colapso ocorreu quando ele iniciava a interpretação da peça Tremolo. Não chegou a se recuperar do colapso.</p><p>Seu médico recomendou uma temporada num hotel no alto da Tijuca (atual Alto da Boa Vista). Ali ficou por cerca de três semanas, vindo a morrer logo após, em seu quarto no hotel, provavelmente em decorrência de doses excessivas de quinino. Seus restos foram trasladados para seu país de origem e ele se encontra atualmente enterrado no cemitério Green-Wood no Brooklyn, Nova York.</p><p><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Gottschalk.jpg"><img
class="alignleft size-medium wp-image-18019" title="Gottschalk" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Gottschalk-300x297.jpg" alt="" width="300" height="297" /></a>Recital Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro</strong><br
/> Que tal uma homenagem ao Hino Nacional Brasileiro feita por um compositor norte-americano?</p><p>O compositor, pianista e regente norte-americano Louis Moreau Gottschalk (1829-1869) foi um dos primeiros artistas estrangeiros a empolgar o público brasileiro no tempo de D.Pedro II. Compositor dedicado a diversos gêneros e tendo se apresentado em vários países, inspirou-se notavelmente nos ambientes musicais locais, tendo escrito peças alusivas, entre outras, dedicadas a Cuba e ao Uruguai.</p><p>Sua “Grande Fantasia Triunfal com Variações sobre o Hino Nacional Brasileiro”, é de grande sucesso no repertório não só de nossos pianistas, como nos de outros países. A música, baseada no original de Francisco Manoel da Silva, foi dedicada à Condessa d”Eu , a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II que, como todos sabem, assinou em 1888, a Lei Áurea, acabando com a escravidão no Brasil.</p><p>A estréia da “Grande fantasia Triunfal” ocorreu no Rio de Janeiro em 1869, num “concerto-monstro“, executada por 650 músicos! Segundo carta que escreveu para seus amigos nos Estados Unidos, Gottschalk afirmou :“Os meus concertos no Brasil são um verdadeiro furor… o Imperador, a família Imperial e a Corte não perderam um só dos meus concertos e a minha “Fantasia Triunfal” agradou a D. Pedro II. Cada vez que me apresento, tenho que tocar essa obra… “.</p><p>A “Grande Fantasia Triunfal com Variações sobre o Hino Nacional Brasileiro” é uma das mais empolgantes exaltações musicais de brasilidade e tem sido usada com prefixo de um determinado partido político atual no horário de propaganda política da televisão. Foi através dessa composição que o espírito polêmico de Louis Moreau Gottschalk se prolongou até os dias atuais.</p><p>Entretanto, em 1973, uma consulta de origem desconhecida à Comissão Nacional de Moral e Civismo, ameaçou por algum tempo de proibição a peça de Gottschalk. O processo rolou por alguns anos até que, graças principalmente ao parecer do musicólogo Alfredo Melo, que esclareceu devidamente a diferença entre “arranjo” e “variação”, e condenou “essa interdição como um “crime de lesa-cultura”, a “Grande fantasia Triunfal”, foi liberada. Finalmente, a 7 de setembro de 1981, junto ao Monumento do Ipiranga, ela foi executada em apoteose para 800 mil pessoas, no melhor estilo “gottschalkiano”.</p><p
style="text-align: right;"><strong><em>Texto de Roberto Muggiati.</em></strong></p><p
style="text-align: left;"><em>* A Obra<br
/> Para quem não sabe, a Grande Fantasia Triunfal sobre o  Hino Nacional Brasileiro é aquela música majestosa que inicia as  propagandas eleitorais do PDT e que foi utilizada como fundo musical na  transmissão do funeral de Tancredo Neves.<br
/> </em></p><div
id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden; text-align: left;"><p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--><!--[if !mso]><span
class="mceItemObject"   classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id=ieooui></span> <mce:style><!  st1\:*{behavior:url(#ieooui) } --> <!--[endif] --><!--[if gte mso 10]> <mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --> <!--[endif] --></p><p
class="MsoNormal">No próximo dia 22, quinta-feira, o pianista Adriano Jordão apresentará a composição “Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro”, de autoria do grande compositor Louis Moreau Gottschalk.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">O pianista faz apresentação na abertura de lançamento do livro “Palavras Suspensas” <span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT">do escritor guineense e também deputado Francisco Conduto de Pina. </span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT"> </span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT">A ocasião é marcada pelo fato de ser a primeira vez que um escritor guineense lançará livro ern Brasília. O evento dará inicio ao intercâmbio cultural entre o Brasília e a República da Guiné-Bissau, cuja data Nacional é 24 de setembro.</span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT"> </span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT">Dia: 22 de setembro de 2011 (quinta-feira)</span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT">Horário: 18h30 às 22h</span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT">Local: Embaixada de Portugal &#8211; Auditório do Instituto Camões (Setor das Embaixadas Sul Avenida das Nações, quadra 801, lote 2, Brasília-DF)</span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT">Informações: (61) 3344-3738</span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT"> </span></p><p
class="MsoNormal"><span
style="mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT;" lang="PT"> </span></p><p
class="MsoNormal"><strong>Adriano Jordão</strong></p><p
class="MsoNormal">Adriano Jordão nasceu em 1946, em Angola. Em Portugal, estudou piano com Helena Sá e Costa, entre outros mestres. Em 1967 a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe a oportunidade de um ano de aperfeiçoamento artístico nos Estados Unidos. Tendo concluído em 1969, com elevada classificação, o Curso Superior do Conservatório Nacional de Lisboa, na classe da Professora Helena Matos, prosseguiu os seus estudos em Paris, sob a orientação de Yvonne Lefèbure. Foi laureado em diversos concursos nacionais e internacionais, nomeadamente com o 1º Prémio do Concurso Internacional Debussy, em França.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">A carreira de Adriano Jordão tem-se desenvolvido por toda a Europa, América do Norte e do Sul, África e Ásia, em capitais musicais como Nova Iorque, Washington, Boston, S.Francisco, Paris, Londres, Atenas, Roma, Salzburgo, Bruxelas, Luxemburgo, Frankfurt, Helsínquia, Ankara, Moscovo, São Petersburgo, Kiev, Minsk, Budapeste, Praga, Bucareste, Bratislava, Caracas, Bogotá, Assuncion, Rio de Janeiro, São Paulo, Tóquio, Osaka, Pequim, Xangai, Taipei, Bombaim, Nova Deli, Hong-Kong, Banguecoque, entre outras.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Colaborou com prestigiados maestros, como Alain Lombard, Sandor Végh, Claudio Scimone, Van Remoortel, Richard Treiber, Cristian Mandeal, Nicholas Kremmer, Horia Andreescu, John Neschling, Iosif Conta, Wolfgang Rennert,Ira levin, Nicholas Braithwake, John Georgiadis, Yuan Fang, Muhai Tang , Chen Zou Wang, e ainda com importantes maestros portugueses, como Silva Pereira, Álvaro Cassuto, José Ferreira Lobo, Manuel Ivo Cruz, Álvaro Salazar ou Fernando Eldoro.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Fundou, com Theodor Paraskivesco, Ileana Cotrubas, Peter Schreier, Julia Hamari e Ionel Pantea, o grupo de câmara I Vocalisti, que se dedica a obras menos tocadas do repertório vocal de câmara. Com este conjunto realizou recitais do Extremo Oriente ao Brasil, e em Lisboa, no Centro Cultural de Belém. Idealizou, concebeu, criou e dirigiu, durante os primeiros cinco anos, o Festival Internacional de Música de Macau, e é Diretor Artístico do Festival de Música da Casa de Mateus, desde o seu início, há mais de 20 anos. Foi agraciado pelo Governo Francês com o grau de Oficial da Ordem das Artes e das Letras, e com a Medalha de Mérito da Soberana Ordem de Malta, entre outras distinções.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal"><span><strong><span
style="font-size: 10.0pt; font-family: Arial; color: black; background: white;">Louis Moreau Gottschalk</span></strong></span><span><strong><span
style="font-family: Arial; background: white;"> </span></strong></span></p><p
class="MsoNormal">Filho de um negociante judeu de Londres e de uma haitiana creole, Gottschalk nasceu e foi criado em Nova Orleans onde foi exposto a uma grande variedade de influências musicais. Aprendeu a tocar piano muito cedo e logo foi reconhecido como um prodígio neste instrumento. Em 1840 deu seu primeiro concerto público no hotel St. Charles.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Dois anos depois, deixou os Estados Unidos e foi para a Europa a fim de receber treinamento em música erudita, que ele sabia ser importante para as suas ambições artísticas. O Conservatório de Paris rejeitou sua matrícula inicialmente e Gottschalk só conseguiu aos poucos seu reconhecimento no meio musical francês através de amigos.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Após seu retorno à América em 1853, Gottschalk viajou freqüentemente. Uma longa viagem a Cuba em 1854 marcou o início de uma série de viagens à América Central e América do Sul. Por volta de 1860, Gottschalk havia se estabelecido como o mais importante pianista do Novo Mundo. Apesar de nascido em Nova Orleans, na Louisiana, um estado sulista, ele apoiava a causa da União durante a Guerra Civil Americana. Mesmo retornando à sua cidade com pouca freqüência, ele sempre se apresentava como nativo de Nova Orleans. Em 1865 ele foi forçado a deixar os Estados Unidos como resultado de um caso escandaloso com uma estudante do seminário feminino de Oakland.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Escolheu viajar novamente para o Brasil, onde continuou a dar muitos concertos. Estava em temporada no Rio de Janeiro, tocando no Teatro Lírico Fluminense, quando sentiu-se mal, vítima de malária, em 24 de novembro de 1869. Um fato muito comentado à época é que ele acabara de tocar sua peça romântica Morte!! logo antes de seu colapso, mas de fato o colapso ocorreu quando ele iniciava a interpretação da peça Tremolo. Não chegou a se recuperar do colapso.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Seu médico recomendou uma temporada num hotel no alto da Tijuca (atual Alto da Boa Vista). Ali ficou por cerca de três semanas, vindo a morrer logo após, em seu quarto no hotel, provavelmente em decorrência de doses excessivas de quinino. Seus restos foram trasladados para seu país de origem e ele se encontra atualmente enterrado no cemitério Green-Wood no Brooklyn, Nova York.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal"><span><strong><span
style="font-family: Arial; background: white;">O Recital </span></strong></span></p><p
class="MsoNormal">Que tal uma homenagem ao Hino Nacional Brasileiro feita por um compositor norte-americano?</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">O compositor, pianista e regente norte-americano Louis Moreau Gottschalk (1829-1869) foi um dos primeiros artistas estrangeiros a empolgar o público brasileiro no tempo de D.Pedro II. Compositor dedicado a diversos gêneros e tendo se apresentado em vários países, inspirou-se notavelmente nos ambientes musicais locais, tendo escrito peças alusivas, entre outras, dedicadas a Cuba e ao Uruguai.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Sua “Grande Fantasia Triunfal com Variações sobre o Hino Nacional Brasileiro”, é de grande sucesso no repertório não só de nossos pianistas, como nos de outros países. A música, baseada no original de Francisco Manoel da Silva, foi dedicada à Condessa d”Eu , a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II que, como todos sabem, assinou em 1888, a Lei Áurea, acabando com a escravidão no Brasil.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">A estréia da “Grande fantasia Triunfal” ocorreu no Rio de Janeiro em 1869, num “concerto-monstro“, executada por 650 músicos! Segundo carta que escreveu para seus amigos nos Estados Unidos, Gottschalk afirmou :“Os meus concertos no Brasil são um verdadeiro furor… o Imperador, a família Imperial e a Corte não perderam um só dos meus concertos e a minha “Fantasia Triunfal” agradou a D. Pedro II. Cada vez que me apresento, tenho que tocar essa obra… “.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">A “Grande Fantasia Triunfal com Variações sobre o Hino Nacional Brasileiro” é uma das mais empolgantes exaltações musicais de brasilidade e tem sido usada com prefixo de um determinado partido político atual no horário de propaganda política da televisão. Foi através dessa composição que o espírito polêmico de Louis Moreau Gottschalk se prolongou até os dias atuais.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal">Entretanto, em 1973, uma consulta de origem desconhecida à Comissão Nacional de Moral e Civismo, ameaçou por algum tempo de proibição a peça de Gottschalk. O processo rolou por alguns anos até que, graças principalmente ao parecer do musicólogo Alfredo Melo, que esclareceu devidamente a diferença entre “arranjo” e “variação”, e condenou “essa interdição como um “crime de lesa-cultura”, a “Grande fantasia Triunfal”, foi liberada. Finalmente, a 7 de setembro de 1981, junto ao Monumento do Ipiranga, ela foi executada em apoteose para 800 mil pessoas, no melhor estilo “gottschalkiano”.</p><p
class="MsoNormal"><p
class="MsoNormal" style="text-align: right;">Texto de Roberto Muggiati.</p><p
class="MsoNormal"><em>* A Obra</em></p><p
class="MsoNormal"><em>Para quem não sabe, a Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro é aquela música majestosa que inicia as propagandas eleitorais do PDT e que foi utilizada como fundo musical na transmissão do funeral de Tancredo Neves.</em></p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/09/16/imperdivel-adriano-jordao-faz-recital-de-piano-em-brasilia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Um Quixote Sem Moinhos de Vento</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/23/um-quixote-sem-moinhos-de-vento/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/23/um-quixote-sem-moinhos-de-vento/#comments</comments> <pubDate>Mon, 23 Aug 2010 12:05:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=14135</guid> <description><![CDATA[O editor Victor Alegria leva a Portugal exposição de fotógrafica comemorativa do cinquentenário de Brasília, aberta ao  público até 3 de setembro na Galeria Labirinto,  na cidade do Porto.  Em outubro será a vez da cidade de Guimarães e Brasília, em dia e local a serem definidos. Por Menezes y Morais O editor Victor Alegria [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O editor Victor Alegria leva a Portugal exposição de fotógrafica comemorativa do cinquentenário de Brasília, aberta ao  público até 3 de setembro na Galeria Labirinto,  na cidade do Porto.  Em outubro será a vez da cidade de Guimarães e Brasília, em dia e local a serem definidos.</p><div
id="attachment_14136" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca-portugal.jpg"><img
class="size-full wp-image-14136" title="victor-alegria-arouca-portugal" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca-portugal.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p
class="wp-caption-text">Victor Alegria na Bibliotea Pública de Arouca (Portugal). Divulgação.</p></div><p>Por <strong>Menezes y Morais</strong></p><p>O editor Victor Alegria não é nenhum Dom Quixote de La Mancha, aquele herói literário criado pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes (); nem Pedro Álvares Cabral, que “descobriu” o Brasil em 1500.</p><p>Fugindo da ditadura de Oliveira Salazar (), escolheu o Brasil para viver em dezembro de 1963, instalou-se no Rio de Janeiro, depois se mudou para Brasília (DF).</p><p>Na nova Capital do Brasil, aquele ex-estudante de Direito e livreiro continuou com o trabalho homérico da produção cultural, inaugurando uma das primeiras livrarias da cidade, a lendária Livraria Encontro e posteriormente (1977) a Thesaurus Editora.</p><p><strong>Democrata</strong></p><p>Era o pioneirismo aliado à vocação democrática e cultural. Na Capital de todos os brasileiros, da qual se tornou cidadão honorário – título que lhe foi outorgado pela Câmara Legislativa do DF – Alegria não imaginaria que também teria que enfrentar a ditadura instalada em 31 de março de 1964, que durou até 15 de janeiro de 1985.</p><div
id="attachment_14137" class="wp-caption alignright" style="width: 330px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca..jpg"><img
class="size-full wp-image-14137" title="victor-alegria-arouca." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca..jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p
class="wp-caption-text">Victor Alegria na Biblioteca Pública de Arouca em julho de 2010.</p></div><p>Resultado: da prisão que sofreu em Portugal, como representante da primeira geração que lutou com ideias contra a ditadura salazarista, Alegria conheceu os cárceres da ditadura brasileira.</p><p>Alegria foi preso duas vezes pela ditadura brasileira, na Ilha das Cobras e depois na Ilha das Flores. Na segunda prisão (1975) foi encapuzado (para não ver o rosto dos algozes) e torturado num matagal nas cercanias de Brasília.</p><p><strong>Geração brilhante</strong></p><p>O “crime” de Alegria: lutar com ideias para democracia no Brasil, da mesma forma que fizeram em Portugal, com uma geração brilhante, da qual também fez parte personagens históricos como o poeta e líder revolucionário Agostinho Neto.</p><p>Libertado pelos militares brasileiros, Alegria voltou a dedicar-se ao trabalho da produção do saber e construiu um patrimônio imaterial, tornando-se um dos primeiros livreiros e editores de Brasília.</p><p>Alegria criou a Livraria (cuja agenda cultural levou os donos do poder a considerá-lo inimigo) e posteriormente a Thesaurus Editor, responsável pela edição de cerca de 3 mil (ou mais) títulos publicados.</p><p><strong>Nascentes da língua portuguesa</strong></p><div
id="attachment_14138" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria.aroca_..jpg"><img
class="size-full wp-image-14138" title="victor-alegria.aroca." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria.aroca_..jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p
class="wp-caption-text">Victor Alegria, exposição do cinquentenário também será montada em Brasília.</p></div><p>Hoje, aos 73 anos, consciente de que existem “mares a navegar,” Alegria continua fazendo a viagem inversa: todo o ano, no mês de julho, coordena viagens de escritores brasileiros e familiares à pátria de Camões, para divulgar a cultura brasileira produzida em Brasília.</p><p>Nessa mais recente viagem “às nascentes da língua portuguesa,” como ele gosta de chamar, montou exposição fotográfica comemorativa do primeiro cinquentenário de Brasília, que a comunidade do Porto (Portugal) poderá ver até 3 de setembro próximo na Galeria Labirinto.</p><p>Do Porto, a mostra virá a Brasília e daqui voltara a Portugal, que será aberta em Guimarães com uma sessão solene e lançamentos literários. Em outubro, a exposição será montada em Brasília, em local a ser definido.</p><p><strong>Quixote</strong></p><p>“Estou apenas devolvendo a Brasília um pouco do muito que a cidade me deu. Aqui reconstrui minha vida e constitui família. Sou contra a burocratização do pensamento e divulgo sua cultura por puro idealismo,” assegura Alegria.</p><p>Alegria que sua atitude em defesa e divulgação da cultura não tem nenhum “quixotismo” embutido. “Não luto contra os moinhos de vento. O trabalho que eu faço em Brasília é puro idealismo, uma coisa que me dá prazer, com a qual eu combato a solidão,” concluiu.</p><p>*<strong>Menezes y Morais, </strong>jornalista, escritor, professor, historiador e editor da Nós – Fora dos Eixos.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/">www.thesaurus.com.br</a></p><p>Telefone (61) 3344.3738.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/23/um-quixote-sem-moinhos-de-vento/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Morar Bem</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/14/morar-bem/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/14/morar-bem/#comments</comments> <pubDate>Sat, 14 Aug 2010 18:03:01 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=13989</guid> <description><![CDATA[Por Eustáquio Ferreira * Especial Para Nós – Fora dos Eixos Em conversa, um grupo de amigos (todos com suas necessidades básicas resolvidas), discutia sobre onde morar nos próximos tempos. Um manifestou o propósito de comprar um apartamento no Rio de Janeiro, mais precisamente no Leblon. Ele preferia morar na Av. San Martin (RJ), aquela, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_13991" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/morar-bem2-e1281808543457.jpg"><img
class="size-full wp-image-13991" title="morar-bem2" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/morar-bem2-e1281808543457.jpg" alt="" width="400" height="272" /></a><p
class="wp-caption-text">Foto divulgada pelo A. em seu blog.</p></div><p>Por <strong>Eustáquio Ferreira</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>Em conversa, um grupo de amigos (todos com suas necessidades básicas resolvidas), discutia sobre onde morar nos próximos tempos. Um manifestou o propósito de comprar um apartamento no Rio de Janeiro, mais precisamente no Leblon. Ele preferia morar na Av. San Martin (RJ), aquela, paralela à Delfin Moreira, mas fora da movimentação da praia. Sua escolha se deve à tranqüilidade do local e a proximidade a bons restaurantes.</p><p><strong>O outro argumentou</strong> que se escolhesse o Rio de Janeiro, moraria em Copacabana. “Ali sim, há vida. As pessoas estão sempre dispostas a uma boa conversa”, disse. Entretanto este amigo está construindo uma casa em uma área rural, próxima a um lago e já manifestou o propósito de mudar-se para lá tão logo seja possível.</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_13992" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ninho-de-ave-portalsaofrancisco.com_.br_-e1281808916204.jpg"><img
class="size-full wp-image-13992" title="ninho-de-ave-portalsaofrancisco.com.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ninho-de-ave-portalsaofrancisco.com_.br_-e1281808916204.jpg" alt="" width="400" height="436" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Ninho-de-ave, por portalsaofrancisco.com.br</p></div><p><strong>Todos nós conhecemos</strong> alguém que em determinado momento manifesta o desejo de mudar-se para uma pequena cidade onde tivesse uma boa conexão com internet e um bom acesso a assistência a saúde nas proximidades. Alguns se mudaram para Olhos D’Água (Goiás) e viveram uma experiência de vida bucólica onde tudo passa em um tempo particular, arrastado. Mas voltaram para suas moradias anteriores.</p><p><strong>O escritor português</strong> José Saramago, que poderia morar onde quisesse, preferiu se fixar na Ilha espanhola Lanzarote no Atlântico, em uma casa fora do aglomerado urbano local, afastado do burburinho das gentes. Então, o que é morar bem? Seria sentir-se bem com o abrigo e com o meio?</p><p><strong>Tende-se a avaliar</strong> a moradia, primeiramente pela área que ela dispõe, interna e externa. Quanto maior melhor. Isso vale também para o quintal onde se possa colocar instalações de conforto familiar, o jardim, o pomar. Vale também para a disponibilidade dos serviços públicos na vizinhança, o saneamento, baixo nível de ruído, ausência de poluição do ar e das águas etc.</p><p><strong>A cidade grande</strong> tende a ter o custo dos terrenos aumentados em razão da procura, o que torna proibitivo para a grande maioria, viver em casas grandes com piscinas, churrasqueiras etc.</p><p><strong>As casas e os terrenos</strong> vão diminuindo de tamanho na proporção da distância do centro, especialmente onde residem pessoas de menor renda. Com os apartamentos também ocorre algo similar. Os maiores apartamentos estão nas áreas mais valorizadas. Nas áreas periféricas eles tendem a serem menores, menos sofisticados, e de acabamento menos exigente.</p><p><strong>Nem por isso</strong> as pessoas que residem na periferia das cidades se sentem insatisfeitas com sua moradia. Uma moradora da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, entrevistada para a televisão sobre a sua vida naquele bairro, respondeu que “nem se ganhasse um milhão na loteria se mudaria da Rocinha”.</p><div
id="attachment_13995" class="wp-caption alignright" style="width: 430px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ninho-de-ave.por_.emdiacomacidadania.com_.br_.jpg"><img
class="size-full wp-image-13995" title="ninho-de-ave.por.emdiacomacidadania.com.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ninho-de-ave.por_.emdiacomacidadania.com_.br_.jpg" alt="" width="420" height="315" /></a><p
class="wp-caption-text">Ninho-de-ave, por.emdiacomacidadania.com.br</p></div><p><strong>Parece que satisfação</strong> com a moradia está ligada aos propósitos da pessoa em um momento particular. Os que têm familiares por perto se sentem ligados àqueles laços, os quais lhe dão conforto e os vinculam ao lugar. Outros constroem vínculos de amizade que justificam sua ligação a um bairro ou cidade.</p><p><strong>Dizem que os que chegam</strong> a Brasília a detestam nos primeiros meses, até criarem os círculos de amizade no trabalho, vizinhança, na escola dos filhos, círculos culturais etc. A partir daí já não querem deixar esta cidade, que valoriza ao extremo a privacidade.</p><p><strong>Brasília</strong> (DF), pela diversidade de formas de organização dos espaços de moradia, com maior ou menor densidade, apresenta-se como um bom laboratório na avaliação das formas de organização que levam a um grau de satisfação com a sua moradia.</p><p><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/foto_Eustaquio1.jpg"><img
class="alignleft size-full wp-image-13990" title="foto_Eustaquio" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/foto_Eustaquio1.jpg" alt="" width="183" height="220" /></a>*<strong>Eustáquio Ferreira</strong> é arquiteto pós-graduado em Administração Pública, escritor e blogueiro.</p><p>É coautor de <em>Audácia Perseverança e Fé: A epopéia do</em> <em>Núcleo Bandeirante</em>,</p><p>com Terezinha Pantoja e Menezes y Morais</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/14/morar-bem/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Rodoviária Nova e Rodoferroviária</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/06/rodoviaria-nova-e-rodoferroviaria/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/06/rodoviaria-nova-e-rodoferroviaria/#comments</comments> <pubDate>Fri, 06 Aug 2010 04:51:34 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=13837</guid> <description><![CDATA[Por Eustaquio Ferreira * Especial Para Nós – Fora dos Eixos A nova Rodoviária Interestadual ficou pronta. A velha Rodoferroviária, não tão velha assim, está à busca de um destino. Concebida um prédio refinado, de autoria do renomado arquiteto Oscar Niemeyer com painéis e difusores de iluminação de Athos Bulcão. Aqueles mesmos encontrados no teto [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_13838" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/RodoferroviariaExterna-e1281069916886.jpg"><img
class="size-full wp-image-13838" title="RodoferroviariaExterna" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/RodoferroviariaExterna-e1281069916886.jpg" alt="" width="400" height="265" /></a><p
class="wp-caption-text">Rodoferroviaria de Brasília, divulgação.</p></div><p>Por <strong>Eustaquio Ferreira</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>A nova Rodoviária Interestadual ficou pronta. A velha Rodoferroviária, não tão velha assim, está à busca de um destino. Concebida um prédio refinado, de autoria do renomado arquiteto Oscar Niemeyer com painéis e difusores de iluminação de Athos Bulcão. Aqueles mesmos encontrados no teto do plenário do Senado Federal.</p><p><strong>Pois esta Rodoferroviária</strong> passou por momentos tristes e degradantes. Ferroviária já não era, os trens de passageiros foram embora há muito tempo. Seus painéis nobres foram recobertos por placas metálicas mal pintadas de tons indecifráveis, tela de arame e bugigangas, muitas bugigangas.</p><p><strong>Em cada canto, em</strong> cada passagem havia uma daquelas lojinhas a vender coisas de nenhuma utilidade. Mesmo na circulação, mesmo na plataforma de embarque, na esperança de que no último momento se pudesse tirar algum dinheiro do viajante. A iluminação inadequada, a sujeira dos pisos, os banheiros quebrados e malcheirosos pareciam até mesmo uma reprodução do que ocorre na Rodoviária do Plano Piloto.</p><p><strong>Quando a transferência</strong> se fez ficaram para traz vários daqueles comerciantes ali colocados pela avidez mesquinha e descontrolada dos administradores das estações rodoviárias públicas. Esperavam ser aceitos na nova Rodoviária Interestadual. Os donos do novo prédio entenderam que só poderiam ali estar as lojas que tivessem o padrão almejado pelos administradores da nova rodoviária.</p><p><strong>A justificativa</strong> dada para não admitir alguns comerciantes no novo prédio denota uma preocupação com a qualidade dos serviços e dos bens ofertados aos freqüentadores do local. Só com o tempo poderemos aquilatar essa qualidade prometida. A própria funcionalidade e adequação das instalações dependerão do uso para poderem ser avaliadas.</p><p><strong>Enquanto isso muitas propostas</strong> surgem para a velha Rodoferroviária. Uma delas é que volte a ser Estação Ferroviária. Outra é que abrigue órgãos do Governo local. Há uma reivindicação de que se transforme em um centro de artes e que abrigue ateliês salas de exposição da produção local. Quem sabe centro de artes e Estação Ferroviária. Em todo caso ela terá que passar por séria recuperação.</p><div
id="attachment_13839" class="wp-caption alignright" style="width: 360px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Rodoferroviaria-Teto-e1281070088143.jpg"><img
class="size-full wp-image-13839" title="Rodoferroviaria Teto" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Rodoferroviaria-Teto-e1281070088143.jpg" alt="" width="350" height="232" /></a><p
class="wp-caption-text">Detalhe do teto da Rodoferroviária de Brasília, divulgação.</p></div><p><strong>O episodio nos ensina algo a respeito</strong> da administração de Estações Rodoviárias ao estilo populista e caça-níqueis. Todas as Estações Rodoviárias administradas sem critério tornam-se pardieiros. Parece que os seus administradores entendem que os usuários não merecem conforto, higiene, segurança ou respeito. A Rodoviária se transforma em um feudo onde cada centavo deve ser retirado no mais curto tempo possível. Daí aquele aspecto de mercado de pulgas, mesmo que seja no edifício mais central e importante da cidade.</p><p><strong>Um novo governo</strong> não poderá conviver com tal situação. As estações rodoviárias devem ter a plataforma de embarque livre e conter apenas e somente aquele comercio que atenda as necessidades momentâneas de quem passa por ali. Casas de café, lanchonetes,</p><div
id="attachment_13840" class="wp-caption alignleft" style="width: 193px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/foto_Eustaquio.jpg"><img
class="size-full wp-image-13840" title="foto_Eustaquio" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/foto_Eustaquio.jpg" alt="" width="183" height="220" /></a><p
class="wp-caption-text">Eustaquio Ferreira</p></div><p>restaurantes, o prosaico pastel com caldo de cana, a banca de revistas, livraria. Nunca um verdurão com açougue, sapataria e outros mais adequados ao comercio das ruas e shoppings.</p><p>*<strong>Eustáquio Ferreira </strong>é arquiteto, pós-graduado em Administração , escritor e blogueiro.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/06/rodoviaria-nova-e-rodoferroviaria/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Habitação e Desgoverno</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/28/habitacao-e-desgoverno-2/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/28/habitacao-e-desgoverno-2/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Jul 2010 11:03:50 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=13636</guid> <description><![CDATA[Por Eustáquio Ferreira * Especial Para Nós – Fora dos Eixos Por muitos anos o país deixou de contar com políticas públicas de ordenamento do solo e de oferta de habitação. As disposições constitucionais obrigando os municípios a procederem o ordenamento territorial foram ignoradas e as elites locais inventaram inúmeras formas de burlar as leis [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_13637" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/FOTO_K1-e1280314697305.jpg"><img
class="size-full wp-image-13637" title="Habitação popular, por Kenia Ribeiro, divulgação." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/FOTO_K1-e1280314697305.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Habitação popular, por Kenia Ribeiro. Divulgação.</p></div><p>Por <strong>Eustáquio Ferreira</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>Por muitos anos o país deixou de contar com políticas públicas de ordenamento do solo e de oferta de habitação. As disposições constitucionais obrigando os municípios a procederem o ordenamento territorial foram ignoradas e as elites locais inventaram inúmeras formas de burlar as leis que dispõem sobre o parcelamento urbano. Nem mesmo a Lei 6.766/79, que imputa penas duras àqueles que parcelam sem cumprir os requisitos aplicáveis ao loteamento, foi respeitada.</p><p><strong>Os ”condomínios” apareceram por todos os lados</strong>, e assim o fizeram para, como quem tapa o sol com uma peneira, sugerir um regime comum dos donos. Neste caso, não havendo divisão de propriedade, não haveria necessidade de individualizar as partes. Na verdade, cada um dos “condôminos” recebia seu lote e o murava estabelecendo os limites de sua propriedade.</p><p><strong>A aquisição dessas parcelas</strong>, forma de chegar a moradia almejada, criava, e ainda cria, problemas de ordem jurídica, econômica e social. Tais posses, efetuadas à margem dos registros públicos, não dão o direito aos adquirentes de tornarem-se proprietários. Sempre serão posseiros. A falta de registro público e a insegurança decorrente impedem a utilização do imóvel em qualquer transação financeira, não podendo financiar a construção da habitação ou dá-lo em garantia para qualquer operação.</p><p><strong>A falta de regularização</strong> da área leva seus ocupantes à marginalidade. Em bairros de classe média alta, a conseqüência dessa irregularidade, passa despercebida. Nas áreas de população de baixa renda os moradores são taxados de favelados, posseiros e até de marginais. Isto lhes dá, segundo estudos, sentimento de inferioridade e de exclusão.</p><p><strong>Em 28 de outubro 2004</strong>, sensível a este problema social, o então Corregedor-Geral da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Des. Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, baixou o Provimento nº 28/2004, da CGJ/RS, que instituiu o Projeto “More Legal 3”. Em síntese este provimento disciplinou os procedimentos para a regularização das ocupações com caráter urbano, facilitando aos interessados, à municipalidade e aos tabeliães a regularização das ocupações.</p><p><strong>No Distrito Federal</strong>, o próprio Governo facilitou a ocupação irregular, promovendo a farra dos condomínios, razão pela qual integrantes do Executivo e do Legislativo respondem na justiça por crime de grilagem e contra as normas de parcelamento. Essa pode ser a explicação da demora em regularizar os condomínios onde moram tantas famílias.</p><p><strong>Nos últimos meses deste ano</strong> o processo de regularização dos condomínios foi interrompido e não se tem noticia</p><div
id="attachment_13638" class="wp-caption alignright" style="width: 193px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/foto_Eustaquio2.jpg"><img
class="size-full wp-image-13638" title="foto_Eustaquio" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/foto_Eustaquio2.jpg" alt="" width="183" height="220" /></a><p
class="wp-caption-text">Eustáquio Ferreira, divulgação.</p></div><p>de retomada das ações visando a solução do problema. Isso enfraquece a expectativa de que finalmente viria a tão almejada regularização. O Governo local, por não estar envolvido com eleições, poderia deixar esse legado às famílias que investiram parte significativa de seu patrimônio e de suas esperanças nos condomínios&#8230;</p><p>*<strong>Eustáquio Ferreira</strong> é arquiteto pó-graduado em Administração, escritor e blogueiro.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com</a></p><p><strong> </strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/28/habitacao-e-desgoverno-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Habitação e Desgoverno</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/21/habitacao-e-desgoverno/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/21/habitacao-e-desgoverno/#comments</comments> <pubDate>Wed, 21 Jul 2010 11:27:41 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=13512</guid> <description><![CDATA[Por muitos anos o país deixou de contar com políticas públicas de ordenamento do solo e de oferta de habitação. Por Eustáquio Ferreira * Especial Para Nós – Fora dos Eixos Por muitos anos o país deixou de contar com políticas públicas de ordenamento do solo e de oferta de habitação. As disposições constitucionais obrigando [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Por muitos anos o país deixou de contar com políticas públicas de ordenamento do solo e de oferta de habitação.</p><div
id="attachment_13513" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/habitacao2.www_.blogdacomunicacao.com_.br_.jpg"><img
class="size-full wp-image-13513" title="habitacao2.www.blogdacomunicacao.com.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/habitacao2.www_.blogdacomunicacao.com_.br_.jpg" alt="" width="500" height="514" /></a><p
class="wp-caption-text">Habitação, por www.blogdacomunicacao.com.br</p></div><p>Por <strong>Eustáquio Ferreira *</strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>Por muitos anos o país deixou de contar com políticas públicas de ordenamento do solo e de oferta de habitação. As disposições constitucionais obrigando os municípios a procederem o ordenamento territorial foram ignoradas e as elites locais inventaram inúmeras formas de burlar as leis que dispõem sobre o parcelamento urbano. Nem mesmo a Lei 6.766/79, que imputa penas duras àqueles que parcelam sem cumprir os requisitos aplicáveis ao loteamento, foi respeitada.</p><p><strong>Os ”condomínios</strong>” apareceram por todos os lados, e assim o fizeram para, como quem tapa o sol com uma peneira, sugerir um regime comum dos donos. Neste caso, não havendo divisão de propriedade, não haveria necessidade de individualizar as partes. Na verdade, cada um dos “condôminos” recebia seu lote e o murava estabelecendo os limites de sua propriedade.</p><p><strong>A aquisição dessas parcelas, </strong>forma de chegar a moradia almejada, criava, e ainda cria, problemas de ordem jurídica, econômica e social. Tais posses, efetuadas à margem dos registros públicos, não dão o direito aos adquirentes de tornarem-se proprietários. Sempre serão posseiros. A falta de registro público e a insegurança decorrente impedem a utilização do imóvel em qualquer transação financeira, não podendo financiar a construção da habitação ou dá-lo em garantia para qualquer operação.</p><p><strong>A falta de regularização</strong> da área leva seus ocupantes à marginalidade. Em</p><div
id="attachment_13514" class="wp-caption alignright" style="width: 263px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/habitacao.blogdofavre.ig_.com_.br_.jpg"><img
class="size-medium wp-image-13514" title="habitacao.blogdofavre.ig.com.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/habitacao.blogdofavre.ig_.com_.br_-253x300.jpg" alt="" width="253" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Habitação, por blogdofavre.ig.com.br</p></div><p> bairros de classe média alta, a conseqüência dessa irregularidade, passa despercebida. Nas áreas de população de baixa renda os moradores são taxados de favelados, posseiros e até de marginais. Isto lhes dá, segundo estudos, sentimento de inferioridade e de exclusão.</p><p> <strong>Em 28 de outubro 2004</strong>, sensível a este problema social, o então Corregedor-Geral da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Des. <strong>Aristides Pedroso de Albuquerque Neto</strong>, baixou o Provimento nº 28/2004, da CGJ/RS, que instituiu o Projeto “More Legal 3”. Em síntese este provimento disciplinou os procedimentos para a regularização das ocupações com caráter urbano, facilitando aos interessados, à municipalidade e aos tabeliães a regularização das ocupações.</p><p><strong>No Distrito Federal</strong>, o próprio Governo facilitou a ocupação irregular, promovendo a farra dos condomínios, razão pela qual integrantes do Executivo e do Legislativo respondem na justiça por crime de grilagem e contra as normas de parcelamento. Essa pode ser a explicação da demora em regularizar os condomínios onde moram tantas famílias.</p><p><strong>Nos últimos meses</strong> deste ano o processo de regularização dos condomínios foi interrompido e não se tem noticia de retomada das ações visando a solução do problema. Isso enfraquece a expectativa de que finalmente viria a tão almejada regularização. O Governo local, por não estar <a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/EustaquioFerreira1.jpg"><img
class="alignleft size-full wp-image-13515" title="EustaquioFerreira" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/EustaquioFerreira1.jpg" alt="" width="183" height="220" /></a>envolvido com eleições, poderia deixar esse legado às famílias que investiram parte significativa de seu patrimônio e de suas esperanças nos condomínios&#8230;</p><p> *<strong>Eustáquio Ferreira</strong> é arquiteto pós-graduado em Administração, escritor e blogueiro.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com</a></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p><p><strong> </strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/21/habitacao-e-desgoverno/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Brasília Modelar e o Lixão</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/15/a-brasilia-modelar-e-o-lixao/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/15/a-brasilia-modelar-e-o-lixao/#comments</comments> <pubDate>Thu, 15 Jul 2010 04:11:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=13358</guid> <description><![CDATA[Por Eustáquio Ferreira * Especial Para Nós – Fora dos Eixos  Os pioneiros hão de lembrar-se da usina de tratamento de lixo que havia ali na Avenida das Nações, entre a Estação de tratamento de Esgotos e a Unieuro. Era um brinco. A mais nova tecnologia, importada da França tinha uma esteira lançadora que devia [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="mceTemp"><div
class="mceTemp"><div
id="attachment_13359" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Isabela-Lyrio-UnB-Agência-e1279167644772.jpg"><img
class="size-full wp-image-13359" title="Isabela Lyrio-UnB Agência" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Isabela-Lyrio-UnB-Agência-e1279167644772.jpg" alt="" width="550" height="366" /></a><p
class="wp-caption-text">Isabela Lyrio/UnB Agência. Da Redação: das 180 toneladas de resíduos produzidas por mês em Brasília (DF) apenas 8% são reciclados. Fonte:SLU, primeiro trimestre de 2010.</p></div></div></div><p>Por <strong>Eustáquio Ferreira</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong> </p><p>Os pioneiros hão de lembrar-se da usina de tratamento de lixo que havia ali na Avenida das Nações, entre a Estação de tratamento de Esgotos e a Unieuro. Era um brinco. A mais nova tecnologia, importada da França tinha uma esteira lançadora que devia separar os resíduos sólidos, passiveis de reciclagem, e os orgânicos que, tratados, seriam destinados à agricultura como adubo.</p><p><strong>Depois veio a Usina de Tratamento da Ceilândia</strong>. Já não era uma tecnologia com propósitos tão avançados. Mas tinha esteiras onde as cooperativas retiravam os materiais recicláveis e o resíduo orgânico também era destinado à agricultura.</p><div><strong> </strong></div><div><strong></strong></div><p><strong></p><div
class="mceTemp"><dl
id="attachment_13361" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"><dt
class="wp-caption-dt"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lixo.com_.br-index.php_.jpg"><img
class="size-medium wp-image-13361" title="lixo.com.br-index.php" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lixo.com_.br-index.php_-300x219.jpg" alt="" width="300" height="219" /></a></dt><dd
class="wp-caption-dd">Lixo, por www.com.br/index/php</dd></dl><p>A partir daí, neste período de perda de racionalidade no governo, vivemos a era do “Lixão da Estrutural” com todos os problemas sociais decorrentes da presença de famílias inteiras vivendo da disputa do lixo com os urubus. Foi a cara do governo nos últimos anos, a cara do desprezo pelo saneamento e pela pessoa humana.</p></div><p></strong></p><p><strong>Muito se falou da coleta seletiva dos resíduos domiciliares</strong>. A população se mobilizou e há anos o Plano Piloto faz a coleta seletiva nas residências, mesmo sabendo que em muitos casos o lixo separado é juntado pelos garis na hora da coleta. Este empenho da população é festejado pelas cooperativas de coleta de materiais recicláveis.</p><p><strong>Aquelas que operam nestas áreas</strong> são as mais rentáveis, pois em muitos casos fazem acordos com os síndicos que mantêm caçambas separadas para o lixo seco recolhido diretamente por elas gerando receita para os coletores e redução de impacto no meio ambiente.  </p><p><strong>O governo atual do DF</strong> comemora o fechamento do lixão da Estrutural e a construção de um novo lixão na margem da DF 180. A grande inovação ali será a impermeabilização do piso para evitar a contaminação das águas subterrâneas. O material orgânico deixará de ser tratado para fins agrícolas e será recoberto gerando gás metano que será queimado no local sem aproveitamento. E isto está sendo comemorado e alardeado como inovação.</p><p><strong>Nada tem se falado nos rejeitos de obras</strong> que requerem amplos espaços e que causam impactos ao meio ambiente. Nada se tem dito do aproveitamento dos resíduos orgânicos para a adubação do solo e quanto ao aproveitamento dos recicláveis, que seria multiplicado com a coleta seletiva nada se tem falado.</p><p><strong>A coleta seletiva permite desdobramentos</strong> com indústrias de reciclagem e industrialização dos materiais obtidos, a exemplo do que ocorre com a fábrica de latas para cerveja e refrigerantes existentes no Gama (DF).</p><p><strong>O saneamento é garantia de qualidade de vida</strong> para todos os habitantes. Hoje temos feito isto a custa de famílias que tiram seu sustento no lixo. É tempo de fazermos o saneamento garantindo formas dignas de vida às populações envolvidas no processo.</p><p><strong>Dias atrás em uma discussão</strong> a propósito, uma mãe de família, pertencente a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis se justificava por levar os filhos para a coleta:</p><p>– Nós não temos creches para deixar as crianças. O jeito é levar com a gente.</p><p>*<strong>Eustáquio Ferreira</strong> é arquiteto pós-graduado em Administração,<a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/EustaquioFerreira.jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-13360" title="EustaquioFerreira" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/EustaquioFerreira.jpg" alt="" width="183" height="220" /></a> escritor e blogueiro.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/15/a-brasilia-modelar-e-o-lixao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Operação de Guerra Retira Índios da Esplanada dos Ministérios</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/11/operacao-de-guerra-retira-indios-da-esplanada-dos-ministerios-2/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/11/operacao-de-guerra-retira-indios-da-esplanada-dos-ministerios-2/#comments</comments> <pubDate>Sun, 11 Jul 2010 03:10:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=13237</guid> <description><![CDATA[Cerca de 400 PMS levam quatro horas para retirar 40 índios que ocupavam área pública há 6 meses Por Redação Respeitando as proporções, foi uma operação de guerra do GGDF – Governo do Distrito Federal contra um grupo de 40 índios, neste sábado, 10 de julho. A ação das forças policiais foi autorizada pela Justiça. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 400 PMS levam quatro horas para retirar 40 índios que ocupavam área pública há 6 meses</p><div
id="attachment_13235" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/policia-retira-indio-da-esplanada-rptvglobo1-e1278817480588.jpg"><img
class="size-full wp-image-13235" title="policia retira indio da esplanada rptvglobo" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/policia-retira-indio-da-esplanada-rptvglobo1-e1278817480588.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a><p
class="wp-caption-text">Policia retira indio da Esplanada. Imagem: reprodução, TV Globo.</p></div><p>Por <strong>Redação</strong></p><p>Respeitando as proporções, foi uma operação de guerra do GGDF – Governo do Distrito Federal contra um grupo de 40 índios, neste sábado, 10 de julho.</p><p>A ação das forças policiais foi autorizada pela Justiça. Há seis meses os índios ocupavam uma área da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).</p><p><strong>Cerco</strong></p><p>O cerco de retirada durou quatro horas envolvendo as polícias Federal, Militar e Civil, na retirada de um grupo de índios de várias etnias, que ocupava a Esplanada dos Ministérios há seis meses</p><p>Cerca de 400 policiais participaram da operação, que incluiu o fechamento do Eixo Monumental, a via que dá acesso à Praça dos Três Poderes. A Desocupação da área foi determinada pela Justiça Federal, em Brasília.</p><p><strong>Protesto</strong></p><p>Protesto era contra redução da estrutura da Funai e de presidente do órgão. A operação começou às seis da manhã. A Esplanada dos Ministérios foi fechada nos dois sentidos.</p><p>O trânsito só foi liberado depois das 10h. As barracas e objetos pessoais dos índios foram colocados em caminhões e levados para depósitos. A retirada foi pedida pelo governo do Distrito Federal.</p><p><strong>Truculência</strong></p><p>Os indígenas reclamaram de truculência. Eles faziam parte de um grupo maior que havia ocupado a Esplanada em janeiro, em protesto contra a redução da estrutura da Funai &#8211; Fundação Nacional do Índio.</p><p>Eles também pediam a demissão do presidente do órgão, Marcio Meira. Depois de um acordo com o governo federal, no dia 14 de junho, 186 índios deixaram o local.</p><p><strong>Desobediência.</strong></p><p>De acordo com a polícia, dois índios, um civil e um estrangeiro foram detidos por desobediência. O delegado Laércio Rosso declarou:</p><p>&#8220;Eles usaram de violência contra os policiais e os agentes do Estado. Nessa condição, chegando à delegacia, nós vamos qualificá-los, eles vão assinar um termo de compromisso de comparecer perante o Judiciário e serão postos em liberdade imediatamente. Teve um francês que foi encaminhado à Polícia Federal”.</p><p><strong>Funai</strong></p><p>Em nota, a Funai diz que a 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal decidiu pela retirada dos indígenas depois de esgotadas as negociações para a saída voluntária do grupo.</p><p>Segundo a Funai, os índios que estavam na Esplanada não representavam qualquer etnia.</p><p>“Tal qual oferecido e cumprido para a retirada dos primeiros 186 indígenas, a Funai disponibilizou transporte, alimentação e vagas em hotéis para aqueles que não residem em Brasília, até o retorno a suas aldeias”, diz a nota.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/11/operacao-de-guerra-retira-indios-da-esplanada-dos-ministerios-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
<!-- Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: http://www.w3-edge.com/wordpress-plugins/

Minified using disk: basic
Page Caching using disk: enhanced (User agent is rejected)

Served from: www.nosrevista.com.br @ 2012-02-10 08:00:52 -->
