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><channel><title>Nós - Fora dos Eixos &#187; Cinquentenário de Brasília</title> <atom:link href="http://www.nosrevista.com.br/categoria/cinquentenario-de-brasilia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.nosrevista.com.br</link> <description>Revista Cultural e Literária</description> <lastBuildDate>Thu, 09 Feb 2012 15:07:33 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator> <item><title>Um Quixote Sem Moinhos de Vento</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/23/um-quixote-sem-moinhos-de-vento/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/23/um-quixote-sem-moinhos-de-vento/#comments</comments> <pubDate>Mon, 23 Aug 2010 12:05:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=14135</guid> <description><![CDATA[O editor Victor Alegria leva a Portugal exposição de fotógrafica comemorativa do cinquentenário de Brasília, aberta ao  público até 3 de setembro na Galeria Labirinto,  na cidade do Porto.  Em outubro será a vez da cidade de Guimarães e Brasília, em dia e local a serem definidos. Por Menezes y Morais O editor Victor Alegria [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O editor Victor Alegria leva a Portugal exposição de fotógrafica comemorativa do cinquentenário de Brasília, aberta ao  público até 3 de setembro na Galeria Labirinto,  na cidade do Porto.  Em outubro será a vez da cidade de Guimarães e Brasília, em dia e local a serem definidos.</p><div
id="attachment_14136" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca-portugal.jpg"><img
class="size-full wp-image-14136" title="victor-alegria-arouca-portugal" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca-portugal.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p
class="wp-caption-text">Victor Alegria na Bibliotea Pública de Arouca (Portugal). Divulgação.</p></div><p>Por <strong>Menezes y Morais</strong></p><p>O editor Victor Alegria não é nenhum Dom Quixote de La Mancha, aquele herói literário criado pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes (); nem Pedro Álvares Cabral, que “descobriu” o Brasil em 1500.</p><p>Fugindo da ditadura de Oliveira Salazar (), escolheu o Brasil para viver em dezembro de 1963, instalou-se no Rio de Janeiro, depois se mudou para Brasília (DF).</p><p>Na nova Capital do Brasil, aquele ex-estudante de Direito e livreiro continuou com o trabalho homérico da produção cultural, inaugurando uma das primeiras livrarias da cidade, a lendária Livraria Encontro e posteriormente (1977) a Thesaurus Editora.</p><p><strong>Democrata</strong></p><p>Era o pioneirismo aliado à vocação democrática e cultural. Na Capital de todos os brasileiros, da qual se tornou cidadão honorário – título que lhe foi outorgado pela Câmara Legislativa do DF – Alegria não imaginaria que também teria que enfrentar a ditadura instalada em 31 de março de 1964, que durou até 15 de janeiro de 1985.</p><div
id="attachment_14137" class="wp-caption alignright" style="width: 330px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca..jpg"><img
class="size-full wp-image-14137" title="victor-alegria-arouca." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria-arouca..jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p
class="wp-caption-text">Victor Alegria na Biblioteca Pública de Arouca em julho de 2010.</p></div><p>Resultado: da prisão que sofreu em Portugal, como representante da primeira geração que lutou com ideias contra a ditadura salazarista, Alegria conheceu os cárceres da ditadura brasileira.</p><p>Alegria foi preso duas vezes pela ditadura brasileira, na Ilha das Cobras e depois na Ilha das Flores. Na segunda prisão (1975) foi encapuzado (para não ver o rosto dos algozes) e torturado num matagal nas cercanias de Brasília.</p><p><strong>Geração brilhante</strong></p><p>O “crime” de Alegria: lutar com ideias para democracia no Brasil, da mesma forma que fizeram em Portugal, com uma geração brilhante, da qual também fez parte personagens históricos como o poeta e líder revolucionário Agostinho Neto.</p><p>Libertado pelos militares brasileiros, Alegria voltou a dedicar-se ao trabalho da produção do saber e construiu um patrimônio imaterial, tornando-se um dos primeiros livreiros e editores de Brasília.</p><p>Alegria criou a Livraria (cuja agenda cultural levou os donos do poder a considerá-lo inimigo) e posteriormente a Thesaurus Editor, responsável pela edição de cerca de 3 mil (ou mais) títulos publicados.</p><p><strong>Nascentes da língua portuguesa</strong></p><div
id="attachment_14138" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria.aroca_..jpg"><img
class="size-full wp-image-14138" title="victor-alegria.aroca." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/victor-alegria.aroca_..jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p
class="wp-caption-text">Victor Alegria, exposição do cinquentenário também será montada em Brasília.</p></div><p>Hoje, aos 73 anos, consciente de que existem “mares a navegar,” Alegria continua fazendo a viagem inversa: todo o ano, no mês de julho, coordena viagens de escritores brasileiros e familiares à pátria de Camões, para divulgar a cultura brasileira produzida em Brasília.</p><p>Nessa mais recente viagem “às nascentes da língua portuguesa,” como ele gosta de chamar, montou exposição fotográfica comemorativa do primeiro cinquentenário de Brasília, que a comunidade do Porto (Portugal) poderá ver até 3 de setembro próximo na Galeria Labirinto.</p><p>Do Porto, a mostra virá a Brasília e daqui voltara a Portugal, que será aberta em Guimarães com uma sessão solene e lançamentos literários. Em outubro, a exposição será montada em Brasília, em local a ser definido.</p><p><strong>Quixote</strong></p><p>“Estou apenas devolvendo a Brasília um pouco do muito que a cidade me deu. Aqui reconstrui minha vida e constitui família. Sou contra a burocratização do pensamento e divulgo sua cultura por puro idealismo,” assegura Alegria.</p><p>Alegria que sua atitude em defesa e divulgação da cultura não tem nenhum “quixotismo” embutido. “Não luto contra os moinhos de vento. O trabalho que eu faço em Brasília é puro idealismo, uma coisa que me dá prazer, com a qual eu combato a solidão,” concluiu.</p><p>*<strong>Menezes y Morais, </strong>jornalista, escritor, professor, historiador e editor da Nós – Fora dos Eixos.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/">www.thesaurus.com.br</a></p><p>Telefone (61) 3344.3738.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/23/um-quixote-sem-moinhos-de-vento/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Poetas do Cerrado</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/24/poetas-do-cerrado/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/24/poetas-do-cerrado/#comments</comments> <pubDate>Mon, 24 May 2010 18:52:07 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category> <category><![CDATA[Poesia]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=12049</guid> <description><![CDATA[Por Marina Mara * Especial Para Nós – Fora dos Eixos No Cerrado há poeta de toda maneira Poetas de Tribo, poetas Radicais, Poetas sem eira e poetas do Beira Esse Grande Barco fez daqui um cais Era um tal de Oipoema e tchau poema Que a rima não sabia se ficava ou se ia [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Marina Mara * <a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/poetas-do-cerrado.jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-12050" title="poetas-do-cerrado" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/poetas-do-cerrado.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a><br
/> </strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>No Cerrado há poeta de toda maneira</p><p>Poetas de Tribo, poetas Radicais,</p><p>Poetas sem eira e poetas do Beira</p><p>Esse Grande Barco fez daqui um cais</p><p>Era um tal de Oipoema e tchau poema</p><p>Que a rima não sabia se ficava ou se ia</p><p>E os poetas logo resolveram o problema</p><p>Não importa a forma. Fez sentir? É poesia</p><p>A poesia não morreu, está muito Vivoverso</p><p>Pois nosso Coletivo de Poetas nunca erra o tom</p><p>Seja na Barca ou no Lago Paranoá submerso</p><p>Ou até mesmo no projeto Sarau Sanitário.com</p><div
id="attachment_12051" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/marina-mara_-poeta_por-Rafael-Ohana_jpg1.jpg"><img
class="size-full wp-image-12051" title="marina mara_ poeta_por Rafael-Ohana_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/marina-mara_-poeta_por-Rafael-Ohana_jpg1.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a><p
class="wp-caption-text">Marina Mara, poeta, por Rafael Ohana. Divulgação.</p></div><p>Apesar de ter somente cinquenta anos, Brasília tem estrada poética. Muitos poetas “brasilienses” nasceram em outros estados do Brasil, porém, escolheram a Capital Federal como sua morada e musa inspiradora de sua poesia. Isso não faz deles somente filhos da cidade, mas frutos dessa terra que às vezes fica fora dos Eixos, mas que, porém, sempre será plena de Asas.</p><p>E já que o intuito do projeto Sarau Sanitário.com é a popularização da Poesia, que tal conhecer alguns de nossos poetas?</p><p>Beijos poéticos,</p><p>*<strong>Marina Mara</strong> é poeta e blogueira.</p><p>Veja a lista com os nomes, poemas e biografias de nossos poetas no link <a
href="http://sarausanitario.com/site/poetas-do-cerrado">http://sarausanitario.com/site/poetas-do-cerrado</a></p><p><a
href="http://www.marinamara.com/">www.marinamara.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/24/poetas-do-cerrado/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Em Jataí, JK Assume o Compromisso de Brasília, Patrimônio da Humanidade</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/17/em-jatai-jk-assume-o-compromisso-de-brasilia-patrimonio-da-humanidade/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/17/em-jatai-jk-assume-o-compromisso-de-brasilia-patrimonio-da-humanidade/#comments</comments> <pubDate>Mon, 17 May 2010 19:05:55 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category> <category><![CDATA[Crônica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11903</guid> <description><![CDATA[Por Jacinto Guerra * Especial Para Nós – Fora dos Eixos &#8220;Em Portugal, o presidente Juscelino Kubitschek encantou-se com a figura histórica do Infante D. Henrique, o cérebro das grandes navegações que, em Sagres, abriram as portas do mundo moderno. Num ambiente do século XV, alguém pergunta a Juscelino sobre Brasília. A resposta veio com [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_11904" class="wp-caption alignleft" style="width: 439px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/juscelino-kubitschek-por-Gervasio-Batista.jpg"><img
class="size-full wp-image-11904" title="JS" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/juscelino-kubitschek-por-Gervasio-Batista.jpg" alt="" width="429" height="646" /></a><p
class="wp-caption-text">Juscelino Kubitschek, por Gervasio Batista.</p></div><p>Por <strong>Jacinto Guerra</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p><strong> </strong></p><p>&#8220;Em Portugal, o presidente Juscelino Kubitschek encantou-se com a figura histórica do Infante D. Henrique, o cérebro das grandes navegações que, em Sagres, abriram as portas do mundo moderno. Num ambiente do século XV, alguém pergunta a Juscelino sobre Brasília. A resposta veio com rapidez e entusiasmo: Brasília é a continuação da obra do Infante de Sagres!&#8221;</p><p><strong>Estamos, em 2010</strong>, comemorando o cinquentenário de Brasília, a maior e a mais criativa realização do povo brasileiro. No dia 11 de abril de 1992, o Governo do Estado de Goiás, praticamente transferiu-se para a cidade de Jataí. Foi uma homenagem especial à memória do presidente Juscelino Kubitschek, com a inauguração de uma obra do arquiteto Oscar Niemeyer, que lembra o compromisso histórico da construção, no Planalto Central, da nova capital do Brasil.</p><p><strong>A ideia de realizar em Jataí</strong> um projeto de Niemeyer começou em Brasília com uma visita ao Memorial JK da professora Laise de Campos Moreira, natural de Jataí, pequena cidade do interior de Goiás. O chamado Projeto Jataí recebeu imediato apoio do secretário-geral daquela instituição, coronel Afonso Heliodoro dos Santos, com quem tive a oportunidade de trabalhar e muito aprender durante vários anos.</p><p><strong>Numa de nossas reuniões</strong> e entrevistas sobre a memória de Juscelino, decidiu-se pela construção, em Jataí, de uma placa-monumento, com projeto de Niemeyer, que prontamente atendeu esse pedido de Afonso Heliodoro e desenhou o novo monumento. Com isto, aquela cidade do sudoeste de Goiás recebeu, de presente, uma obra de um dos mais famosos arquitetos do mundo.</p><div
id="attachment_11905" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/oscar_niemeyer_2_por_fabio-motta_tl.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11905" title="oscar_niemeyer_2_por_fabio-motta_tl" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/oscar_niemeyer_2_por_fabio-motta_tl-300x175.jpg" alt="" width="300" height="175" /></a><p
class="wp-caption-text">Oscar Niemeyer, por Fábio Motta.</p></div><p><strong>Minas Gerais. 1955</strong>. Depois de deixar o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o ex-governador Juscelino Kubitschek inicia sua caminhada rumo à Presidência da República. As cidades escolhidas para o início da campanha foram Rio Verde, Jataí e Anápolis, no Estado de Goiás.</p><p><strong>No dia 4 de abril</strong>, às 10 e 30 da manhã, chegando do Rio de Janeiro, debaixo de uma chuva torrencial, o avião de Juscelino sobrevoou Jataí. Minutos depois, sob forte aguaceiro, aterrissava no aeroporto da cidade, sob os aplausos da multidão – gente de Rio Verde, Goiânia, Nerópolis, Corumbá de Goiás e, principalmente, o povo de Jataí, tendo à frente o prefeito Luziano de Carvalho, o secretário de Educação de Goiás, José Feliciano, o líder político Serafim de Carvalho e lideranças do sudoeste de Goiás.</p><p><strong></p><div
id="attachment_11906" class="wp-caption alignleft" style="width: 380px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/infante-dom-henrique-por-www.cm-lagos.jpg"><img
class="size-full wp-image-11906" title="infante-dom-henrique-por-www.cm-lagos" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/infante-dom-henrique-por-www.cm-lagos.jpg" alt="" width="370" height="477" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Pintura de Infante dom Henrique. Imagem por www.cm-lagos</p></div><p>Forma-se um grande cortejo</strong> que percorre as ruas da cidade, sob grande vibração popular. Das janelas, as pessoas aclamam o ex-governador de Minas Gerais. A chuva continua a cair. O comício estava marcado para uma praça publica, mas o tempo não permitiu e era preciso arranjar um lugar coberto. Rapidamente o Dr. Serafim de Carvalho e seus companheiros encontram a solução. O povo é convidado pelos cabos eleitorais para um barracão no centro da cidade, onde o candidato e seus eleitores ficariam protegidos da chuva.</p><p><strong>Juscelino fala da carroceria</strong> de um caminhão que, para esta finalidade, estacionara no interior daquele espaço democrático. Vinte anos depois, JK volta do exílio na Europa e nos Estados Unidos. Como fazendeiro em Luziânia, declara que em Jataí ocorreu um fato que tornou histórico o seu primeiro comício como candidato à Presidência da República. Afirma o estadista que, ao terminar seu discurso, indagou se alguém desejava fazer alguma pergunta. Um cidadão jovem – Antônio Soares Neto, o Toniquinho – interpelou Juscelino:</p><p><strong>&#8220;Já que o senhor se declara </strong>disposto a cumprir integralmente a Constituição, desejava saber se irá por em prática aquele dispositivo da Carta Magna que determina a transferência da capital para o planalto goiano.&#8221;</p><p><strong>O candidato afirma</strong>, em suas memórias, que já havia organizado, com uma equipe de técnicos, um programa de governo. Tratava-se do Plano de Metas. Mas nenhuma das trinta metas planejadas fazia qualquer referência à mudança da capital. Juscelino, que depois de exercer a Presidência da República foi senador pelo Estado de Goiás, disse que &#8220;habituara a ver, no mapa do Brasil, aquele retângulo colorido, assinalando o local do futuro Distrito Federal.&#8221;</p><div
id="attachment_11907" class="wp-caption alignright" style="width: 202px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/jacinto-guerra_capa_jk...jpg"><img
class="size-full wp-image-11907" title="jacinto guerra_capa_jk.." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/jacinto-guerra_capa_jk...jpg" alt="" width="192" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Um dos livros do escritor Jacinto Guerra, com o selo da Thesaurus.</p></div><p><strong>Novamente a palavra de JK</strong>: &#8220;A ideia sempre me pareceu utópica e irrealista. Entretanto, naquele comício de Jataí, vi-me, de súbito, frente a frente com o desafio&#8221;. A mudança da capital estava na Constituição e era um sonho secular dos brasileiros, que vinha dos tempos coloniais. Então, Juscelino responde com firmeza:</p><p>&#8220;<strong>Acabo de prometer</strong> que cumprirei, na íntegra, a Constituição, e não vejo razão para ignorar esse dispositivo. Durante o meu quinquênio farei a mudança da capital&#8221;.</p><p><strong>Foi um delírio de aplausos</strong>. Há muito os goianos acalentavam esse sonho e lutavam para que ele se tornasse realidade. Pela primeira vez, ouviam um candidato à Presidência da República assumir, em público, tão solene compromisso. Ainda em Jataí, o candidato altera o seu Plano de Metas, determinando aos técnicos que iniciassem, imediatamente, os estudos para a transferência da capital.</p><p><strong></p><div
id="attachment_11908" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/jacinto-guerra_capa_uma-casa_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11908" title="jacinto guerra_capa_uma casa_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/jacinto-guerra_capa_uma-casa_.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Livro de Jacinto Guerra.</p></div><p>Surge, então, a possibilidade</strong> da construção de Brasília, hoje Patrimônio Cultural da Humanidade, ao lado de cidades como Évora, Veneza, Jerusalém e de monumentos notáveis como as Pirâmides do Egito e a Grande Muralha da China. Depois dos abraços, aplausos e despedidas, o avião de Juscelino voa para Anápolis, onde se realiza grande comício na Praça Bom Jesus. Em seguida, Manaus e outras cidades da Amazônia.</p><p>Fui a Jataí, em 1992, a serviço do Memorial JK, para apresentar às autoridades municipais a proposta de Afonso Heliodoro e Sara Kubitschek, no sentido de construir, na cidade, uma obra de Niemeyer em homenagem a Juscelino. Depois de várias reuniões e entendimentos coroados de êxito, regressei a Brasília com a alegria de haver cumprido uma importante missão.</p><p><strong>Como se Juscelino Kubitschek</strong> ainda estivesse entre nós, uma jovem professora manifesta seu entusiasmo com o projeto de um monumento a JK em sua cidade e manda dizer, principalmente aos mineiros e aos brasilienses:</p><p>&#8220;O povo de Jataí gosta muito de Juscelino!&#8221;</p><div
id="attachment_11909" class="wp-caption alignright" style="width: 288px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/jacinto-guerra_escritor_12.jpg"><img
class="size-full wp-image-11909" title="jacinto guerra_escritor_12" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/jacinto-guerra_escritor_12.jpg" alt="" width="278" height="354" /></a><p
class="wp-caption-text">Jacinto Guerra, escritor.</p></div><p>*<strong>Jacinto Guerra</strong>, mineiro de Bom Despacho e morador de Brasília, foi assessor do Memorial JK. É autor de vários livros, de gêneros diversos, entre os quais <em>JK – Um comício em Goiás</em> e <em>JK – Triunfo e Exílio: um estadista brasileiro em Portugal.</em></p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="http://www.thesaurus.coim.br/">www.thesaurus.coim.br</a></p><p><a
href="mailto:jacinto.guerra5@gmail.com">jacinto.guerra5@gmail.com</a></p><p>﻿</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/17/em-jatai-jk-assume-o-compromisso-de-brasilia-patrimonio-da-humanidade/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Envolvidos em “Esquema Criminoso” Têm Legitimidade Para Eleger Governador?</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/10/envolvidos-em-esquema-criminoso-tem-legitimidade-para-eleger-governador/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/10/envolvidos-em-esquema-criminoso-tem-legitimidade-para-eleger-governador/#comments</comments> <pubDate>Mon, 10 May 2010 19:14:17 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11605</guid> <description><![CDATA[Intervenção Federal seria o melhor presente para Brasília no seu primeiro cinquentário. Maioria da Câmara Distrital não tem moral para eleger governador e vice-governador para mandato tampão. Procurador federal espera que o Supremo Tribunal Federal julgue pedido até o final do mês. Por Menezes y Morais * Pensei, pensei e decidi: a saída política e [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><p>Intervenção Federal seria o melhor presente para Brasília no seu primeiro cinquentário. Maioria da Câmara Distrital não tem moral para eleger governador e vice-governador para mandato tampão. Procurador federal espera que o Supremo Tribunal Federal julgue pedido até o final do mês.</p><div
id="attachment_11606" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/rogério-rosso-e-ivelise-longhi.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11606" title="ELEIÇAO PARA GOVERNADOR" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/rogério-rosso-e-ivelise-longhi-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a><p
class="wp-caption-text">O governador Rogério Rosso e a vice-governadora Ivelise Longhi.</p></div><p>Por <strong>Menezes y Morais</strong> *</p><p>Pensei, pensei e decidi: a saída política e institucional mais honrosa para Brasília (DF), com o verdadeiro presente de aniversário pelo seu primeiro centenário, é mesmo a intervenção federal. Quer dizer: a escolha de um interventor para governador o DF até 31 de dezembro próximo.</p><p>Intervenção federal por quê? Pelas razões políticas que se seguem: 1) sábado, 17 abril de 2010: o clima político na Câmara Legislativa do Distrito Federal estava aparentemente tranquilo. E os 24 parlamentares já tinham decidido em que votar, para a escolha indireta do Governador e do Vice-governador, que vão ocupar o mandato-tampão até 31 de dezembro.</p><p><strong>Poder Acéfalo</strong></p><p>Tratava-se da primeira eleição indireta que uma Capital da República realizaria objetivando solucionar uma crise política e institucional sem precedentes: o comando do Governo só não estava acéfalo porque o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), ocupava o governo interinamente.</p><div
id="attachment_11607" class="wp-caption alignnone" style="width: 633px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasilia.distrito-federal.29.jpg"><img
class="size-full wp-image-11607" title="brasilia.distrito federal.29" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasilia.distrito-federal.29.jpg" alt="" width="623" height="318" /></a><p
class="wp-caption-text">Brasília, cidade planejada por José Bonifácio, que inventou o nome &quot;Brasília&quot;, sonhada por Dom Bosco, como a a civilização em cuja terra jorraria leite e mel. E construída por Juscelino Kubitschek.</p></div><p>O governador José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido) havia sido cassado por infidelidade partidária, como consequência do afastamento e prisão devido ao esquema de corrupção instalado no Palácio do Buriti e que fora detonado pelo Ministério Público e a Polícia Federal, com a Operação Caixa de Pandora, em 27 de novembro de 2009.</p><p>2) O MP denunciou a existência de uma suposta quadrilha partidária agindo no coração do poder local, com a compra de votos de deputados para aprovação de propostas do GDF – Governo do Distrito Federal, no que ficou conhecido como “Mensalão” do DEM – Partido Democrata no DF.</p><div
id="attachment_11608" class="wp-caption alignleft" style="width: 458px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Joaquim-Roriz_-com-deputados-Jaqueline-Roriz-e-Roney-Nemer.jpg"><img
class="size-full wp-image-11608" title="Joaquim Roriz_ com deputados Jaqueline Roriz e Roney Nemer" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Joaquim-Roriz_-com-deputados-Jaqueline-Roriz-e-Roney-Nemer.jpg" alt="" width="448" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Deputados Jaqueline Roriz, Roney Nemer e o ex-governador Joaquim Roriz.</p></div><p>Arruda, governador apontado pelas investigações como o chefe da quadrilha, depois de preso, fora cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral. E o vice-governador, Paulo Octávio, considerado o empresário mais importante do DF do setor da construção civil, renunciara alegando falta de apoio político.</p><p><strong> </strong></p><p><strong>Lei Orgânica</strong></p><p>Com a vacância no poder, Wilson Lima assumiu o GDF. O que fazer? A Lei Orgânica do DF, cujo capítulo fora considerado inconstitucional pelo ministro Joaquim Barbosa, do STM, no que diz respeito à substituição do governador pelo vice-governador, apontava o caminho: a Câmara Legislativa pode eleger indiretamente os novos governantes, para um mandato-tampão.</p><div
id="attachment_11609" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/reguffe-deputado-distrital-do-pdt.jpg"><img
class="size-full wp-image-11609" title="reguffe, deputado distrital do pdt" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/reguffe-deputado-distrital-do-pdt.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p
class="wp-caption-text">Reguffe, deputado distrital, chegou a falar no &quot;fechamento&quot; temporário da Câmara Legislativa, em nome da ética na política.</p></div><p>3) Assim foi feito, mas com uma diferença: a esmagadora maioria dos parlamentares ungidos para a escolha indireta dos novos governantes era a mesma envolvida com o esquema do mar de lama, que ficou popularmente conhecido como “quadrilha do panetone”.</p><p>Com essa maioria sob suspeição, através de eleição indireta, a Câmara Legislativa do DF elegeu Rogério Rosso e Ivelise Longhi governador e vice-governadora do DF, ambos do PMDB, para mandato-tampão até 31 de dezembro. No dia 1º de janeiro de 2011 assumirão os eleitos em 3 de outubro (primeiro turno).</p><p><strong>“Mais do Mesmo”?</strong></p><p>4) Até aqui tudo maravilha, não existissem alguns poréns: com exceção da chapa do Partido dos Trabalhadores, os candidatos que disputaram o pleito tinham o apoio ou pelo menos a simpatia de Arruda e Paulo Octávio: Wilson Lima (PR), governador em exercício, tinha o apoio do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e do ex-vice-governador, Paulo Octávio.</p><div
id="attachment_11610" class="wp-caption alignright" style="width: 259px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/benedito-domingos_deputado-distrital.jpg"><img
class="size-full wp-image-11610" title="benedito domingos_deputado distrital" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/benedito-domingos_deputado-distrital.jpg" alt="" width="249" height="375" /></a><p
class="wp-caption-text">Benedito Domingos, deputado distrital.</p></div><p>Rosso, por sua vez, era o candidato do deputado Tadeu Filpelli, presidente regional do PMDB, que rompeu com Roriz, fazendo com este mudasse de legenda. Rosso teve o apoio de grande parte dos chamados arrudistas.</p><p>A eleição de Rosso e Ivelise agradou a Arruda. Este tem como sucessores um ex-secretário e uma ex-administradora regional.  Rosso era presidente da Codeplan – Companhia de Planejamento do DF, cargo para o qual fora nomeado por Arruda.</p><p><strong>Origem da Corrupção</strong></p><p>5) Foi na Codeplan que o esquema de corrupção começou, denunciado pelo ex-secretário Durval Barbosa. Anteriormente, Ivelise fora administradora de Ceilândia e secretário de Desenvolvimento do governo Roriz.</p><p>5) Os números não mentem: 24 deputados, 24 votos.  Rosso teve 13 votos. O mínimo necessário para ser eleito pelos parlamentares no primeiro turno.  O PT teve seis votos depositados no professor Antônio Ibnãez e no sindicalista Cícero Rollo. Os deputados Eliana Pedrosa (DEM) e Reguffe (PDT) votaram na chapa do PT,</p><div
id="attachment_11611" class="wp-caption alignleft" style="width: 552px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/teresina-pi.jpg"><img
class="size-full wp-image-11611" title="teresina-pi" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/teresina-pi.jpg" alt="" width="542" height="387" /></a><p
class="wp-caption-text">Teresina (PÍ), capital planejada.</p></div><p>6) Seis dos oito parlamentares arrolados no esquema de corrupção do DEM – DF votaram em Roso e Ivelise. Deputados que ainda respondem a denúncias de corrupção: entre eles, Geraldo Naves (ex-DEM, sem partido), que estava detido na Papuda, saiu da cadeia direto para votar.</p><p><strong>Eleição Ilegítima</strong></p><p>7) O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra a eleição indireta, interpôs pedido de intervenção federal no Supremo Tribunal Federal.</p><p>“É uma eleição sem nenhuma legitimidade. Nós temos uma eleição indireta em que o colégio eleitoral é formado em grande parte por parlamentares notoriamente envolvidos com o esquema criminoso que levou ao afastamento do governador Arruda”.</p><div
id="attachment_11612" class="wp-caption alignnone" style="width: 602px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Goiânia-GO.jpg"><img
class="size-full wp-image-11612" title="Goiânia (GO)" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Goiânia-GO.jpg" alt="" width="592" height="400" /></a><p
class="wp-caption-text">Goiânia (GO), outro exemplo da capital planejada.</p></div><p> <img
src='http://www.nosrevista.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> O colégio eleitoral indireto contou com os votos dos deputados alírio Neto (PPS), Ayton Gomes (PR), Batista das Cooperativas (PRP), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Aguinaldo de Jesus (PRB), Rogério Ulysses (ex-PSB, sem partido), Roney Nemer (PMDB) e Pedro do Ovo (PRP).</p><div
id="attachment_11613" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/pedro_do_ovo_deputado-distrital.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11613" title="pedro_do_ovo_deputado distrital" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/pedro_do_ovo_deputado-distrital-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p
class="wp-caption-text">Pedro do Ovo, deputado distrital.</p></div><p>Votaram em Wilson Lima: Jaqueline Roriz (PMN, filha de Roriz), Milton Barbosa (PSDB), Paulo Roriz (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB). O candidato Luiz Felipe Coelho (PTB) não recebeu nenhum voto. E o deputado Raad Massouh (DEM) se absteve.</p><p>Francamente: com esse colégio eleitoral, dá para aceitar os governadores tampão? Por que o PT e o PDT – Partido Democrático Trabalhista não fecharam posição pela intervenção federal?</p><p><strong>Sonho e Realidade</strong></p><p>O patriarca José Bonifácio de Andrada, em 1823, propôs a transferência da Capital para Goiás e sugeriu o nome Brasília. O Brasil tem quatro capitais que foram planejadas: Teresina (PÍ, 1852), Palmas (TO), Goiânia (GO) e Brasília (DF).</p><div
id="attachment_11615" class="wp-caption alignleft" style="width: 322px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/geraldo-naves_deputado-distrital.jpg"><img
class="size-full wp-image-11615" title="geraldo naves_deputado distrital" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/geraldo-naves_deputado-distrital.jpg" alt="" width="312" height="431" /></a><p
class="wp-caption-text">Geraldo Naves, deputado distrital: assumiu com a renúncia de Júnior Brunelli, o parlamentar da &quot;oração da propina&quot;.</p></div><p>Brasília foi planejada por José Bonifácio Andrada (1827), conselheiro de D. Pedro I. Andrada inclusive inventou o neologismo Brasília, feminino de Brasil.</p><p>Situada entre os paralelos 15º 20º, Brasília foi sonhada por Dom Bosco (1883). Goiânia foi inaugurada em 1942. Teresina (PÍ), foi criada pelo Conselheiro José Antônio Saraiva, entre os rios Poti e Parnaíba.</p><p>Saraiva também criou um neologismo “Teresina”, em homenagem a sua mulher, Teresina Cristina, mulher. Palmas (TO) é a Capital criada pela Constituição de 1988.</p><p>Andrada tinha razões de Estado para propor a mudança da Capital do Brasil do Rio de Janeiro para o Centro-Oeste. O Rio tem hoje 6 milhões de habitantes. E Brasília, conforme o censo do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2009, tem mais de dois milhões de habitantes, 2,3 milhões.</p><p><strong>Decisões do Poder da União</strong></p><p>Brasília é a soma do Plano Piloto, mais os lagos Norte e Sul, Juntos, têm uma população estimada em 385 milhões de habitantes no primeiro centenário. A previsão era de que teria 500 mil habitantes no ano 2000.</p><p>É o Distrito Federal como um todo tem cerca de 2,3 milhões de habitantes. Já foi dito: seguindo ideias da movimento moderno, Lúcio Costa colocou no Plano Piloto ideias representativas do urbanismo da época.</p><p>A estrutura linear, por exemplo: o desenho de Brasília “nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar e dele toma posse: dos eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz,” chamado pelos operários de avião.</p><div
id="attachment_11616" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Palmas-TO-Praia-Graciosa.jpg"><img
class="size-full wp-image-11616" title="Palmas (TO), Praia Graciosa" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Palmas-TO-Praia-Graciosa.jpg" alt="" width="300" height="311" /></a><p
class="wp-caption-text">Palmas, capital de Tocantins: Praia Graciosa.</p></div><p>O esquema linear fora proposto por Arturo Soria y Mata para Madri, capital da Espanha, em 1882.</p><p><strong>Carta de Antenas</strong></p><p>Funcionalidade: a Carta de Atenas (capital da Grécia), escrita pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier em 1933, dava à cidade as funções de habitar, trabalhar, circular, cultivar o corpo e o espírito.</p><p>O eixo rodoviário circular do PP ficou atrelado ao habitar, e o eixo monumental, ao trabalho e lazer, cf. Memórias Descritivas do Plano Piloto, de Lúcio Costa, 1957.</p><p>Lúcio Costa e Corbusier trabalharam juntos no Rio de Janeiro em 1936, no projeto de construção da sede do MEC.</p><p>Cidade-jardim: quadras e parques arborizados e a esplanada com gramado remetem à proposta de  Garden Cities of Tomorrow, do inglês Ebenezer Howard, de 1898.</p><div
id="attachment_11617" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/batista-das-cooperativas-e-raimundo-ribeiro-deputados-distritais.jpg"><img
class="size-full wp-image-11617" title="batista das cooperativas e raimundo ribeiro, deputados distritais" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/batista-das-cooperativas-e-raimundo-ribeiro-deputados-distritais.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a><p
class="wp-caption-text">Deputados distritais Batista das Cooperativas e Raimundo Ribeiro.</p></div><p>Lúcio Costa dizia que o verde de Brasília nasceu da lembrança que trouxe para o Brasil dos gramados de sua meninice na Inglaterra.</p><p><strong>Memórias</strong></p><p>Superquadras: unidade habitacional típica de Brasília, com prédio de seis pavimentos sobre pilotis.  Nas quadras de 280 x 280 m, há conjuntos servidos por escola, igreja, clube de vizinhança, cinema e comércio. O americano Clarence Stein usara a idéia de unidade de vizinhança no projeto da cidade de  Radburn, em 1928.</p><p>Disse Lúcio Costa no livro Memórias Descritivas do Plano Piloto:</p><p>“Cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade viva e aprazível, própria ao devaneio e à especulação intelectual, capaz de tornar-se , com o tempo, além de centro de governo e administração, num foco de cultura dos mais lúcidos e sensíveis do país.”</p><p><strong>Terceiro PIB</strong></p><div
id="attachment_11618" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/RobertoGurgel.jpg"><img
class="size-full wp-image-11618" title="RobertoGurgel" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/RobertoGurgel.jpg" alt="" width="400" height="240" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Roberto Gurgel, procurador da República: pela intervenção federal.</p></div><p><strong> </strong></p><p>Brasília tem o terceiro PIB – Produto Interno Bruto das capitais: atrás do Rio de Janeiro e São Paulo. A inflação aqui chegou chegou a 20% em 1960,</p><p>Nova Délhi, Caracas, Buenos Aires: megametrópolis e capitais ao mesmo tempo.</p><p>O sistema de transporte coletivo à beira do colapso. Engarrafamentos. Poluição. Estresse coletivo. Roubo de veículos.</p><p>Reestruturações urbanas para melhorar o sistema de transporte público, veículos alternativos e sustentáveis. Transporte Leve sobre Trilhos. Ciclovias, não ciclofaixas.</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11619" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/wilson-lima-direita-e-arruda.jpg"><img
class="size-full wp-image-11619" title="wilson lima (direita) e arruda" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/wilson-lima-direita-e-arruda.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">O ex-governador Arruda e o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima.</p></div><p><strong>Capital do Terceiro Milênio</strong></p><p>Brasília também é chamada de “Metrópole do futuro” e de “Capital do Terceiro Milênio.” Por quê? O misticismo aqui é grande.</p><p>Eu morava no Rio de Janeiro na década de 1970 e lá ouvia falar que o Mundo acabaria no ano 2000 submerso, mas, no Brasil, a região do Planalto Central escaparia, por situar-se mais de mil metros acima do nível do mar.</p><p>Não foi por isto que eu me decidi por Brasília. Foi o mercado de trabalho quem me trouxe para o Planalto Central. Aqui, pude constatar: Brasília é mística, tem cerca de 700 organizações espiritualistas, que fazem a vocação ecumênica de Brasília.</p><div
id="attachment_11620" class="wp-caption alignleft" style="width: 356px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/joaquim_cardozo_1_pg.jpg"><img
class="size-full wp-image-11620" title="joaquim_cardozo_1_pg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/joaquim_cardozo_1_pg.jpg" alt="" width="346" height="277" /></a><p
class="wp-caption-text">O poeta e engenheiro calculista Joaquim Cardozo.</p></div><p>Um templo budista no final da Asa Sul e um templo messiânico no final da Asa Norte. Inúmeras igrejas evangélicas e católicas nas entrequadras, que formam uma espécie de área de prestação de serviços religiosos das superquadras residenciais.</p><p>Brasília tem o maior número de pessoas que se declaram sem religião, conforme pesquisa da FGV – Fundação Getúlio Vargas. Prédio em forma de pirâmide: sede da LB Legião da Boa Vontade, no final da Asa Sul.</p><p><strong>Leite e Mel</strong></p><p>O sonho profético de Dom Bosco em 1883: numa terra compreendida pelos paralelos  15º a 20º, entre a cordilheira dos Andes e o Oceano Atlântico, “jorrará leite e mel.” O local é exato: aqui foi construída Brasília. Falta jorrar o leite e o mel.</p><p>Conforme o IBG Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 70% da população brasileira se diz católica. As religiões afrobrasileiras, as religiões orientais – Budismo, Xintoísmo, Judaísmo – coabitam em paz em Brasília. Representam menos de 5%. É a democracia religiosa.</p><div
id="attachment_11621" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Jose_Bonifacio_de_Andrada_e_Silva.jpg"><img
class="size-full wp-image-11621" title="Jose_Bonifacio_de_Andrada_e_Silva" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Jose_Bonifacio_de_Andrada_e_Silva.jpg" alt="" width="400" height="505" /></a><p
class="wp-caption-text">José Bonifácio de Andrada e Silva: inventou o neologismo &quot;Brasília&quot;, feminino de Brasil.</p></div><p>A média no Brasil de pessoas que se declaram sem religião é de 7,4%m cf.. o IBGE. Em Brasília, esse percentual é 18%. Ao redor de Brasília coabitam vários grupos místicos: na Cidade Eclética, em  santo Antônio do Descoberto,  no Vale do Amanhecer, em AltoParaíso (GO), a 248 km de Brasília.</p><p>Na Chapada do Veadeiro (GO) foram contabilizadas 40 religiões e seitas. Há 40 templos budistas no Brasil.  Mas o de Brasília é o único aberto à comunidade.</p><p><strong>Segurança Nacional</strong></p><p>Transferir a Capital do litoral por uma questão de segurança de Estado. No Rio de Janeiro, os prováveis inimigos do Brasil poderiam entrar via área, terrestre ou marítima. No Planalto Central, apenas por terra e ar. Ideia que nascera no século XIX.</p><p>Em 1893 é definido o espaço de construção de Brasília, assim chamada por José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Em 1922 este espaço aparece no Pequeno Atlas do Brasil.  JK veio ao Cerrado pela primeira vez em outubro de 1956.</p><p>Juscelino queria sair do Rio de Janeiro por que temia um golpe de Estado. Brasília custou US$</p><div
id="attachment_11622" class="wp-caption alignleft" style="width: 439px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/juscelino_kubitschek_por_-gervasio_batista.jpg"><img
class="size-full wp-image-11622" title="JS" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/juscelino_kubitschek_por_-gervasio_batista.jpg" alt="" width="429" height="646" /></a><p
class="wp-caption-text">Juscelino Kubitschek, por Gervasio Batista.</p></div><p>83 bilhões. A construção de Brasília inflacionou a economia brasileira.</p><p>A inflação brasileira em 1956 era de 24,5% ao ano. Em 1960, chegou a 30,5%. A dívida externa saltou de US$ 2.7 milhões para 3.7 milhões.  JK rompeu com o FMI – Fundo Monetário Internacional em 1959.</p><p><strong>Tombamento</strong></p><p>O engenheiro calculista Joaquim Cardozo, que viabilizou, com seus cálculos precisos, a obra-prima arquitetônica de Oscar Niemeyer, morreu triste e só. E quase não se fala dele hoje. Morreu em 1978, solteiro, aos 81 anos.</p><p>Já havia trabalhado com Niemeyer em Belo  Horizonte (MG), quando se torna personagem central de uma tragédia: o Pavilhão da Gameleira desabou, provocando a morte de 68 operários.</p><p>Cardozo foi condenado (1974) a dois anos e dez meses de prisão. Um recurso de apelação do jurista Evandro Lins e Silva o absolveu, mas a alma do poeta estava enferma: chorava muito, diariamente.</p><p>Em 15 de janeiro de 1960 JK pediu o tombamento de Brasília. Em 1987 o governo do DF se mobiliza pelo tombamento. E a Unesco inscreveu Brasília na sua Lista do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural.</p><p>É a maior área urbana do mundo e a única cidade viva moderna tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade. Brasília, patrimônio cultural da humanidade, orgulha todos os habitantes do DF.</p><p><strong>Estratificação Social</strong></p><div
id="attachment_11623" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/LucioCosta.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11623" title="LucioCosta" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/LucioCosta-300x194.jpg" alt="" width="300" height="194" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Lúcio Costa, o que não tinha sequer um escritório, vence o concurso.</p></div><p><strong> </strong></p><p>André Malraux, ministro francês da Cultura, chamou Brasília de “Capital da Esperança.” O apelido pegou, da mesma forma, respeitando as proporções – apesar de ser também uma cidade planejada – o escritor Coelho Neto chamou Teresina (PÍ) de “Cidade Verde.”</p><p>Brasília tornou-se referência do urbanismo moderno. Isto fez de Lúcio Costa um dos urbanistas mais brilhantes do século XX.</p><p><strong>Lúcio Costa, Sobre Brasília</strong></p><p>“Eu cai na realidade&#8230; Essa plataforma rodoviária era o traço de união entre a metrópole , da capital , com as cidades-satélites improvisadas da periferia”.</p><div
id="attachment_11624" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/oscar-niemeyer_isarel-pinheiro_lúcio-costa_juscelino_por-mário-fontenelle_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-11624" title="oscar niemeyer_isarel pinheiro_lúcio costa_juscelino_por mário fontenelle_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/oscar-niemeyer_isarel-pinheiro_lúcio-costa_juscelino_por-mário-fontenelle_jpg.jpg" alt="" width="450" height="302" /></a><p
class="wp-caption-text">Oscar Niemeyer, Isarel Pinheiro, Lúcio Costa e presidente Juscelino, por Mário Fontenelle.</p></div><p>“&#8230; Essa massa que vive fora converge para a rodoviária.  Ali é a casa deles. É o lugar onde eles se sentem à vontade .(&#8230;) Eles tomaram conta daquilo que não foi concebido para eles. Foi uma Bastilha. (&#8230;) Eu fiquei satisfeito, me senti orgulhoso de ter contribuído”.</p><p>Comissão julgadora que analisou a proposta de Lúcio Costa era composta por arquitetos e urbanistas ingleses, franceses e americanos, administradores “e outras personalidades da vida brasileira, sob a presidência de Israel Pinheiro.</p><p>Lúcio Costa: “Não pretendia competir e, na verdade, não concorro. (&#8230;) Compareço, não como técnico devidamente aparelhado, pois nem sequer disponho de escritório, mas como simples maquis do urbanismo”</p><p>“Brasília, cidade aérea e rodoviária, cidade-parque. Sonho arqui-secular do Patriarca.”</p><p><strong>Apreciação do Júri</strong></p><div
id="attachment_11625" class="wp-caption alignright" style="width: 283px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Brasilia-outros-cinquenta.2.jpg"><img
class="size-full wp-image-11625" title="Brasilia outros cinquenta.2" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Brasilia-outros-cinquenta.2.jpg" alt="" width="273" height="400" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Cartaz de comemorações culturais paralelas pedindo &quot;outros 50&quot; com ética na política.</p></div><p><strong> </strong></p><p>Apreciação do júri que escolheu o projeto vencedor para a construção de Brasília, sobre a proposta de Lúcio Costa: Suposição: “Uma civitas, não uma urbis”. O plano é claro, direto e fundamentalmente simples – como, por exemplo, o de Pompéia, o de Nancy, o de Londres feito por Wren e o de Paris de Louis XV.</p><p>O plano estará concluído em 10 anos, embora a cidade continue a crescer. O tamanho da cidade é limitado, seu crescimento após 20 anos se fará pelas penínsulas e por cidades satélites. Tem o espírito do século XX: é novo, é livre, é aberto, é disciplinado sem ser rígido.”</p><p>As observações citadas constam do <em>Relatório do Plano Piloto de Brasília</em> (1991) Arquivo Público do DF.</p><p><strong>Candangos e Neocandagos</strong></p><p>O que dizer da violência em Brasília e no DF como um todo? O capitalismo é violento em toda parte. E dos trabalhadores (candangos) que construíram a cidade?</p><p>A primeira homenagem aos 60 mil operários (candangos) que construíram Brasília foi prestada por Bruno Giorgi, com o monumento “2 Candangos”, na Praça dos Três Poderes.</p><p>1957-60: construção de Brasília. Quem nasce aqui é brasiliense. Quem veio construir é <strong>candango</strong>. Quem chegou depois de pronta: chamo de neocandango.</p><div
id="attachment_11626" class="wp-caption alignleft" style="width: 390px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasília-cinquentona-ocupação-da-câmara-legislativa.jpg"><img
class="size-full wp-image-11626" title="brasília cinquentona - ocupação da câmara legislativa" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasília-cinquentona-ocupação-da-câmara-legislativa.jpg" alt="" width="380" height="220" /></a><p
class="wp-caption-text">Representantes do Movimento Estudantil ocupam a nova sede da Câmara Legislativa. Pelo fim da corrupção.</p></div><p>O termo candango aparece pela primeira vez no dicionário compilado por Cândido de Figueiredo em 1889, de origem africano, o nome que os africanos davam aos portugueses: gente de mau gosto, desprezível e abjeta.</p><p>O significado de muitas palavras pode mudar com o tempo: passou a designar o mestiço do índio e do negro, sinônimo de cafuzo. “Ao companheiro candango, devemos essa cidade”, dizia Juscelino Kubitschek.</p><p><strong>Era JK</strong></p><p>Juscelino Kubitschek governou o Brasil num período cultural de grande efervescência: durante os movimentos da Bossa Nova (revolução na música popular brasileira) e do Cinema Novo (revolução liderada por Glauber Rocha).</p><p>JK escapou de um golpe de Estado: o presidente da Câmara, deputado Carlos Luz, presidente interino, com o afastamento de Café Filho, o vice de Getúlio, conspirava em nome da UDN – União Democrática Nacional, graças à reação enérgica do ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott, a democracia foi assegurada.</p><p>JK, do PDS – Partido Democrático Social, em aliança com o PTB – Partido Trabalhistas Brasileiro, de João Goulart, teve apenas 33,8% dos votos (1955), o percentual mais baixo para eleger um presidente até então. Hoje são necessários 51%, metade mais um.</p><p>“O senhor mudaria a capital conforme determinado nas Disposições Transitórias da Constituição?” Perguntou Antonio Soares Neto, corretor de seguros, num comício realizado no interior de Minas Gerais.</p><p>JK respondeu: “Cumprirei na integra a Constituição. Durante o meu qüinqüênio, farei a mudança da sede do governo e construirei a nova capital”, respondeu o candidato JK.</p><p>Estava ali a sua 31º meta de governo. A mais importante. A que entrou para a História.</p><p>Isso foi em 4 de abril de 1955. A construção das cidades satélites não estavam nos planos do governo. Por isso não as cidades satélites não têm monumentos de Oscar Niemayer, nem o traçado urbano de Lúcio Costa.</p><div
id="attachment_11627" class="wp-caption alignright" style="width: 232px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/menezes-y-morais_por_ivaldo-cavalcante_1.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11627" title="menezes-y-morais_por_ivaldo-cavalcante_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/menezes-y-morais_por_ivaldo-cavalcante_1-222x300.jpg" alt="" width="222" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Menezes y Morais, por Ivaldo Cavalcante.</p></div><p>Leia também as matérias a seguir: <strong>Ministério Público do DF e Territórios&#8230; e Movimento da Sociedade Civil Pede Intervenção no Distrito Federal&#8230;</strong></p><p><strong> </strong></p><p>* <strong>Menezes y Morais</strong>, jornalista, professor, escritor, historiador, editor da Nós – Fora dos Eixos, é autor, entre outros, de</p><p><em>Diário da Terra &amp; Cenas da Cidade Sitiada</em> (poesia) e</p><p><em>Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê</em> (teatro).</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/">www.thesaurus.com.br</a></p><p><a
href="mailto:menezesymorais@gmail.com">menezesymorais@gmail.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/10/envolvidos-em-esquema-criminoso-tem-legitimidade-para-eleger-governador/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>MPDFT Pede Afastamento de Deputados e Suplentes Suspeitos de Corrupção</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/10/mpdft-pede-afastamento-de-deputados-e-suplentes-suspeitos-de-corrupcao/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/10/mpdft-pede-afastamento-de-deputados-e-suplentes-suspeitos-de-corrupcao/#comments</comments> <pubDate>Mon, 10 May 2010 18:18:13 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11598</guid> <description><![CDATA[No total, são 26 políticos que o Ministério Público do Distrito Federal solicitou afastamento do processo de votação na Câmara Legislativa dos envolvidos no esquema de corrupção da Caixa de Pandora. Por Redação O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), depois que estourou na mídia o escândalo de corrupção chamado Operação Caixa de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><p>No total, são 26 políticos que o Ministério Público do Distrito Federal solicitou afastamento do processo de votação na Câmara Legislativa dos envolvidos no esquema de corrupção da Caixa de Pandora.</p><p><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/deputados-distritais_caixa-de-pandora_.jpg"><img
class="alignnone size-full wp-image-11599" title="deputados distritais_caixa de pandora_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/deputados-distritais_caixa-de-pandora_.jpg" alt="" width="1300" height="652" /></a></p><p>Por <strong>Redação</strong></p><p>O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), depois que estourou na mídia o escândalo de corrupção chamado Operação Caixa de Pandora, ampliou a lista de políticos que deverão ser considerados suspeitos para tratar da autorização para abertura de processos contra o governador afastado, preso e, agora, cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) José Roberto Arruda (sem partido).</p><p>Em ação civil pública protocolada na 7ª Vara de Fazenda Pública do DF, cinco promotores de Justiça pedem que 10 deputados distritais e 16 suplentes sejam impedidos de participar da sessão em que será tratada a licença para instauração de ação penal contra Arruda no Superior Tribunal de Justiça (STJ).</p><p><strong>Nomes Novos</strong></p><p>Além dos deputados Aylton Gomes (PRP), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulysses (sem partido) e Rôney Nemer (PMDB), que estavam impedidos de participar da votação dos pedidos de impeachment, o Ministério Público pede a exclusão de outros distritais.</p><p>São eles: distritais Raimundo Ribeiro (PSDB), Batista das Cooperativas (PRP), Milton Barbosa (PSDB) e Jaqueline Roriz (PSDB) das sessões relacionadas à licença prévia para processar Arruda.</p><p>Suplentes deverão ocupar o lugar, mas o MP listou substitutos que também considera suspeitos. São 16 políticos, entre os quais Pedro do Ovo (PRP), que deverá assumir no lugar de Wilson Lima (PR), governador em exercício, e Geraldo Naves (sem partido), preso na Papuda, que ganhou o direito de assumir o mandato com a renúncia de Júnior Brunelli (PSC).</p><div
id="attachment_11603" class="wp-caption alignnone" style="width: 580px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/caixa-de-pandora1.jpg"><img
class="size-full wp-image-11603" title="caixa de pandora" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/caixa-de-pandora1.jpg" alt="" width="570" height="222" /></a><p
class="wp-caption-text">Arruda e deputados distritais flagrados no vídeo da corrupção.</p></div><p>Os novos nomes constam de listas de documentos apreendidos na casa do conselheiro Domingos Lamoglia, do Tribunal de Contas do DF, e na do ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido).</p><p>Vários aparecem com iniciais e foram identificados em novo depoimento prestado por Durval Barbosa, colaborador da Operação Caixa de Pandora, ao MPDFT na última quinta-feira.</p><p><strong>Suplentes Suspeitos</strong></p><p>Entre os suplentes considerados suspeitos estão: Mônica Nóbrega (DEM), Ricardo Noronha (DEM), Roberto Lucena (PMDB), Odilon Aires (PMDB), Aires Costa (PSC).</p><p>Também constam da lista os nomes de Lunardi (DEM), Valter do P Sul (DEM), Antonio Alves (DEM), Marcelo Toledo (PSL), Adélia Frejat (DEM), Pastora Keila (DEM), Francisco Crizanto (DEM) e Eliovaldo José Ferreira (DEM).</p><p>O STJ pediu autorização da Câmara para instaurar duas ações contra Arruda. Em uma, o governador é acusado de falsificar recibos para justificar o recebimento de dinheiro das mãos de Durval.</p><p>Na outra, a Procuradoria-Geral da República acusa Arruda de tentar subornar o jornalista Edson Sombra, considerado testemunha-chave nas investigações da Caixa de Pandora.</p><p>De acordo com a Lei Orgânica do DF, o STJ depende da aprovação de dois terços dos distritais para iniciar processo penal contra o governador.</p><p>Jaqueline Roriz (PMN) e Milton Barbosa (PSDB) sustentam que seus nomes aparecem numa lista na qual são discutidos cargos para indicações na estrutura da Câmara Legislativa.</p><p><strong>Apreensão</strong></p><p>O documento foi apreendido na casa de Prudente e teria sido elaborado, segundo Barbosa, pelo ex-secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara Gustavo Marques.</p><p>A jornalista Mônica Nóbrega afirma que nunca recebeu nenhuma benesse ou dinheiro do governo Arruda. Batista das Cooperativas (PRP) disse que faria um pronunciamento sobre o caso apenas hoje.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/10/mpdft-pede-afastamento-de-deputados-e-suplentes-suspeitos-de-corrupcao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Olhos Opacos</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/olhos-opacos-2/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/olhos-opacos-2/#comments</comments> <pubDate>Mon, 03 May 2010 20:37:04 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category> <category><![CDATA[Crônica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11390</guid> <description><![CDATA[Por Orlando Muniz * Especial Para Nós – Fora dos Eixos. Passear anônimo pela Cidade filtrando com calma as sutilezas dos contornos da arquitetura, o vai e vem natural das pessoas, ou mesmo só para arejar as idéias, já não é mais possível sem a desagradável companhia de um sentimento de culpa pela incapacidade de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11392" class="wp-caption alignnone" style="width: 626px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasília-df_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-11392" title="brasília (df)_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasília-df_jpg.jpg" alt="" width="616" height="800" /></a><p
class="wp-caption-text">NOTA DA REDAÇÃO: Aos 50 anos, Brasília apresenta os problemas das grandes metrópoles.</p></div><p>Por<strong> Orlando Muniz *</strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos.</strong></p><p>Passear anônimo pela Cidade filtrando com calma as sutilezas dos contornos da arquitetura, o vai e vem natural das pessoas, ou mesmo só para arejar as idéias, já não é mais possível sem a desagradável companhia de um sentimento de culpa pela incapacidade de flagelar-me ante a tantos exemplos de degradação.</p><p><strong>Não sei se a motivação</strong> é decorrente da idade, que nos aproxima mais das fragilidades emocionais, ou se realmente as janelas do carro insistem em mostrar a cada instante as mazelas desmedidas da miséria e da desumanidade que habitam as ruas, praças, praias&#8230;  <a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/exclusão_social_gente_.2_jpg.jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-11393" title="exclusão_social_gente_.2_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/exclusão_social_gente_.2_jpg.jpg" alt="" width="500" height="750" /></a></p><p><strong>Meus olhos se perdem</strong> por entre vidros fechados, e buscam uma visão menos radical para os efeitos da desconstrução urbana; um canteiro de flores, crianças jogando bola&#8230; Isso, infelizmente, não é possível, e a cada busca de um olhar menos caricato, logo percebo que aquele sentimento triste é reflexo de uma profunda vergonha por não poder fazer algo mais concreto que amenize o drama de tantas pessoas em estado de indigência nas calçadas, canteiros, jardins, viadutos&#8230; e tantas outras que se esvaem por entre apelos nunca ouvidos e tantas portas fechadas.</p><p><strong>Esse sentimento de impotência</strong> se alastra pela sociedade como frustração coletiva como se a indigência urbana tivesse como culpados as próprias vítimas. Não há resultados práticos para conter essa diáspora urbana.</p><p><strong>Como parte desse enredo</strong> de má formação, é só observar quantos carros já possuem vidros com películas fumê (apesar das proibições) e blindagem de alto calibre.</p><p><strong>Só nesses dois exemplos</strong>, chegaremos à conclusão, que no fundo as pessoas se pudessem talvez não olhariam a miséria que lhes ronda. Mas não tem jeito, gostemos ou não a degradação urbana avança a passos largos em nossa direção, vazando pelo vidro enegrecido e por nossas janelas cada vez mais cercadas por grades, confinando-nos cada vez mais aos espaços individuais e aos divãs dos analistas.</p><p><strong>Nessa babel de vandalismo de alma</strong>,  vê-se de tudo: crianças semi-nuas pedindo esmolas; outros também quase nus fazendo malabarismos na frente dos carros; velhos se comprimindo entre os espaços pela busca de uma moeda; homens sujos e rasgados com cartazes mal escritos para expor &#8211; já sem forças para falar- suas mazelas&#8230;é um drama!</p><p><strong></p><div
id="attachment_11394" class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/orlando_muniz_4_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11394" title="orlando_muniz_4_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/orlando_muniz_4_.jpg" alt="" width="218" height="320" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Orlando Muniz, escritor.</p></div><p>Nas noites os espetáculos pirotécnicos</strong> se repetem nos sinais com gente nova e gente velha engolindo fogo e fazendo malabarismo com tochas incandescentes tentando aquecer os corações dos motoristas na concessão de um agrado.</p><p><strong>É o circo de horrores</strong>, mas quem está dentro dos automóveis não sabe se deve se comover, se deve temer, ou se faz de contas que realmente tudo é assim mesmo, fazer de contas que a foto é antiga, abanar a cabeça e esperar o sinal ficar verde para ir embora.</p><p>A<strong> volta para casa é sempre o momento mais dramático</strong> dessa odisséia, pois é quando se pode pensar um pouco sobre a ilha particular que a cada dia vai perdendo território para as coisas materiais.</p><p><strong>As tragédias acontecem ali do lado</strong>, tudo muito normal tamanha a repetição dos fatos divulgados também rotineiramente pela mídia. Essa banalização dos infortúnios, deixa transparecer que os roubos, assaltos, seqüestros, assassinatos, meninos de rua, velhos e jovens ao relento, mendicância acelerada, crimes brutais etc. são coisas naturais em uma sociedade complexa e em processo de degradação.</p><p><strong>Não, isso não é nada normal</strong>! A sociedade está doente e nós estamos adoecendo com ela, nossos olhos estão cada vez mais necessitados de cirurgias para remoção das cataratas congênitas causadas pela opacidade dos enredos mal contados da Cidade.</p><p><strong>Não dá mais para conviver</strong> com essa insanidade de misérias ao nosso redor e simplesmente resolvermos isso com vidros fume, ar-condicionado geladinho e rádio ligado em volume mais alto! Chega de tanta promiscuidade nos tratos humanos.</p><div
id="attachment_11395" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/orlando_muniz_-capa_armazém-brasil_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11395" title="orlando_muniz_ capa_armazém brasil_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/orlando_muniz_-capa_armazém-brasil_.jpg" alt="" width="200" height="297" /></a><p
class="wp-caption-text">Livro de Orlando Muniz</p></div><p><strong>Não dá mais para passar</strong> por alguém imóvel em uma calçada de nossas praias e fazermos de conta que ali não está um ser humano. Chega de hipocrisia! Ou nos convencemos de que já chegamos ao limite ou estamos condenando a sociedade a décadas de atraso e de perdas na formação de novas gerações.</p><p><strong>Começar de novo é a necessidade</strong>. Rever valores, sem moralização fantasiosa, mas com serenidade para revisitar conceitos e novas posturas de relacionamento humano. Para essa doença, com certeza, uma boa dose de educação fará muito bem para todos nós, principalmente para as crianças que lamentavelmente sabem muito de <em>shopping center</em> e muito pouco da realidade que gira por fora dos belos corredores iluminados!</p><p>O recado também é para você, <em>cara pálida,</em> que pensa que tudo vai muito bem aí do seu lado e não percebe que o fogo queima por debaixo dessa fina camada de tecido social já carcomido e que mais cedo do que você imagina pode&#8230; -  toc, toc, toc - bater na sua janelinha!!!</p><p>* <strong>Orlando Muniz</strong> nasceu em 1959, em Eirunepé, na foz do Rio Juruá, no</p><div
id="attachment_11396" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/orlando_muniz_capa_máscara_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11396" title="orlando_muniz_capa_máscara_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/orlando_muniz_capa_máscara_.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Capa do livro de Orlando Muniz</p></div><p>Amazonas. Filho de Benedito e Maria.</p><p>Formou-se em Direito na Universidade Federal do Maranhão.</p><p>É advogado, procurador federal e autor dos livros</p><p><em>Armazém Brasil</em> (crônicas urbanas),</p><p>publicado em 2006, e de</p><p><em>Máscara das Palavras</em> (contos),</p><p>lançado em 2009, ambos pela Thesaurus.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:orlandomuniz@uol.com.br">orlandomuniz@uol.com.br</a></p><p><a
href="http://orlandomuniz.blogspot.com/">http://orlandomuniz.blogspot.com</a></p><p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/">www.thesaurus.com.br</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/olhos-opacos-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Brasília Aos Meus Olhos</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/brasilia-aos-meus-olhos/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/brasilia-aos-meus-olhos/#comments</comments> <pubDate>Mon, 03 May 2010 20:07:08 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category> <category><![CDATA[Crônica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11379</guid> <description><![CDATA[Por: Sarandy Sydney * Especial Para Nós – Fora dos Eixos Eu não nasci aqui. Nasci no Rio de Janeiro e assim como tantos, vim com meu pai e mãe trazidos pela transferência da Capital do Rio para Brasília. Tinha aproximadamente doze anos. Aprendi a amar essa cidade como se fosse minha terra natal. Agora [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_11386" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasília_montagem-sobre-foto-por-Thiago-Sarandy.jpg"><img
class="size-full wp-image-11386" title="brasília_montagem sobre foto por Thiago Sarandy" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasília_montagem-sobre-foto-por-Thiago-Sarandy.jpg" alt="" width="500" height="400" /></a><p
class="wp-caption-text">Brasília, montagem sobre foto por Thiago-Sarandy.</p></div><p>Por: <strong>Sarandy Sydney</strong> *</p><p><strong> </strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>Eu não nasci aqui. Nasci no Rio de Janeiro e assim como tantos, vim com meu pai e mãe trazidos pela transferência da Capital do Rio para Brasília. Tinha aproximadamente doze anos.</p><p><strong>Aprendi a amar essa cidade</strong> como se fosse minha terra natal. Agora esse amor é tanto que fico chocado com notícias do tal de Arruda, ex-governador, no qual votei, achando que aquela mancada no Senado era só falha de principiante e que ele tinha jeito, que decepção o Arruda não espantou os maus olhados, trouxe mais.</p><p><strong>Mas, Brasília, com seus encantos</strong> em cada canto das suas belas obras de arte, em forma de construções, sobreviveu. E apesar dos péssimos homens que se dizem políticos e conseguiram alçar cargo eletivo em Brasília, a gente permanece de pé.</p><p><strong>Mesmo alguns levando pontapés de policiais</strong>, que ou são bem mandados, ou não enxergam muito bem, não lêem jornais e se fazem de rogados pelos poucos trocados que ganham e mandam a bota no povo legítimos brasilienses, nascidos ou adotados por ela. <a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/arruda_violência_2_.jpg"><img
class="alignright size-medium wp-image-11381" title="arruda_violência_2_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/arruda_violência_2_-300x107.jpg" alt="" width="300" height="107" /></a></p><p><strong>Quando eu era criança</strong>, a gente brincava mais solto pela cidade, sem se importar com trânsito de veículos, que agora tá demais, demais mesmo.</p><p><strong>Lembro, eu e meus irmãos</strong>, íamos até o Clube dos Funcionários, que era próximo a Universidade de Brasília, e passávamos o dia lá, pelo caminho um monte de mata virgem (cerrado) e nada de ver bandidos, que agora tem demais, demais mesmo.</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11382" class="wp-caption alignleft" style="width: 226px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Sarandy-sidney-jpg.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11382" title="Sarandy-sidney-jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Sarandy-sidney-jpg-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Sarandy Sidney</p></div><p><strong>Um pouco mais crescido</strong>, lembro-me das festinhas de fins de semana. Todos que iam, era só para curtir uma musica romântica e dançar com aquela gata, a qual se queria namorar, tinha pouca bebida, nem em drogas se falava, agora tá demais, demais mesmo.</p><p><strong>Mas, devido a tristeza</strong> que está me dando nesse momento, volto a falar da linda Brasília. Essa cidade encantadora com prédios esculpidos quase a mão, vegetação que dá alegria ao coração.</p><p><strong>O céu indiscutivelmente lindo</strong>, até o calor continua o mesmo, de dia incomoda, a noite dá aquela esfriada, isso no meu entender só tem em Brasília, a capital de todos os brasileiros.</p><p><strong>Brasília, te conheci</strong> quando ainda era menino, li sobre você ainda bebê no colo de Juscelino e desde então me comovi, nascido fui ao Rio de Janeiro e vim menino ver você crescer, toda bela e esplendorosa, planejada e amada, mesmo suas obras em concreto não te deixaram fria, pelo contrário, e, mesmo sem esquina, aqui você abriga a todos que aparecem e querem ficar.</p><p><strong>Sonhada por Juscelino</strong>, foi poesia na cabeça de Oscar e belamente interpretada por Lúcio Costa, Israel Pinheiro e tantos outros que se fizeram candangos te erguendo no meio do cerrado desse amado Brasil.</p><p><strong>Brasília, te amo</strong> e te desejo muita paz, e que sejas sempre um belo porvir o seu dia a dia.</p><p><strong>A todos nós que adotamos</strong> e a vocês que nasceram aqui. Não tenham medo de bradar o amor por Brasília e sinceramente defender a soberania da Capital de todos os honrados Brasileiros.</p><p>Vivas a Brasília que queremos ver além, muito além dos seus cinquenta anos.</p><p><strong>* </strong><strong>Sarandy Sydney</strong> é poeta e compositor.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:sideys@tcu.gov.br">sidneys@tcu.gov.br</a></p><p><strong> </strong></p><p><strong> </strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/brasilia-aos-meus-olhos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Os Outros e o Cinquentenário</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/30/os-outros-e-o-cinquentenario/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/30/os-outros-e-o-cinquentenario/#comments</comments> <pubDate>Fri, 30 Apr 2010 21:36:42 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11313</guid> <description><![CDATA[Por Eustáquio Ferreira * Especial Para Nós &#8211; Fora dos Eixos Artistas de Brasília, que aqui produzem e aqui apresentam sua arte, comemoraram o Cinqüentenário de Brasília à parte. A esta comemoração deram o nome de “Brasília Outros 50 anos &#8211; Eu Acredito Uma Festa do Povo de Brasília”. A Mostra ocorreu no Setor de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_11314" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/brasilia06-4601.jpg"><img
class="size-full wp-image-11314" title="brasilia06-460" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/brasilia06-4601.jpg" alt="" width="400" height="268" /></a><p
class="wp-caption-text">Brasília, a cidade moderna e planejada mais jovem do mundo: 50 anos. Arquivo.</p></div><p>Por <strong>Eustáquio Ferreira</strong> *</p><p>Especial Para Nós &#8211; Fora dos Eixos</p><p>Artistas de Brasília, que aqui produzem e aqui apresentam sua arte, comemoraram o Cinqüentenário de Brasília à parte. A esta comemoração deram o nome de “Brasília Outros 50 anos &#8211; Eu Acredito Uma Festa do Povo de Brasília”.</p><p><strong>A Mostra </strong>ocorreu no Setor de Divulgação Cultural &#8211; Espaço Funarte e contemplou atividades tais como música, cultura popular, circo, cinema, dança, teatro, fotografia, artes visuais e artesanato.</p><p><strong>Tudo aconteceu</strong> no período entre o dia 20 a zero hora e 23 de Abril de 2010. Foram realizados debates no encerramento, sexta-feira, reflexão e oficinas de cultura digital. Para maiores informações ver o site:<a
href="http://brasiliaoutros50.blogspot.com/2010/04/programacao-completa-no-site.html"> http://brasiliaoutros50.blogspot.com/2010/04/programacao-completa-no-site.html</a></p><p><strong>Trata-se de uma reação</strong> à programação oficial. Entendem os organizadores que a produção dos artistas de Brasília deveria ter destaque na programação oficial do Cinqüentenário. <a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Brasilia-outros-cinquenta.2.jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-11315" title="Brasilia outros cinquenta.2" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Brasilia-outros-cinquenta.2.jpg" alt="" width="273" height="400" /></a></p><p><strong>O Governo local preferiu</strong> contratar nomes nacionais com o intuito de promover um mega show para a população, um grande comício, e fazer um programa oficial pífio, de distribuição de medalhas e de lançamento de moedas comemorativas.</p><p><strong>As comemorações</strong> programadas pelo governo não valorizam o povo de Brasília e não permitem reconhecer a grandeza do que aqui se fez nestes cinqüenta anos.</p><p><strong>Era de se avaliar</strong> o que Brasília patrimônio da humanidade oferece ao Brasil e ao mundo com sua experiência como cidade exemplo de uma nova forma de organizar e distribuir as atividades no meio urbano. Avaliar também como isto se refletiu nas novas ocupações no DF, fora do Plano Piloto de Lucio Costa, e em outras cidades mundo afora. Caberia discutir o que representa evolução na organização do espaço e o que nos reservam os próximos cinqüenta anos desta cidade ímpar.</p><p><strong>A celebração paralela</strong> de nossos artistas é um ato justo de tomar para si a responsabilidade de mostrar o que temos de melhor. È uma reação a um governo considerado comprometido com propósitos dissociados dos interesses da cidade. É tempo de resgatar a cidadania e resistir</p><div
id="attachment_11316" class="wp-caption alignleft" style="width: 193px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/foto_Eustaquio3.jpg"><img
class="size-full wp-image-11316" title="foto_Eustaquio" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/foto_Eustaquio3.jpg" alt="" width="183" height="220" /></a><p
class="wp-caption-text">O escritor Eustáquio Ferreira.</p></div><p>bravamente a quaisquer tentativas de grupos ou pessoas como aqueles que tomaram de assalto a cidade nos últimos tempos.</p><p>* <strong>Eustáquio Ferreira</strong> é arquiteto, com pós-graduação em Administração, escritor e blogueiro.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/30/os-outros-e-o-cinquentenario/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Mário Fontenelle e o Marco Zero</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/28/mario-fontenelle-e-o-marco-zero/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/28/mario-fontenelle-e-o-marco-zero/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Apr 2010 13:11:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category> <category><![CDATA[Crônica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11186</guid> <description><![CDATA[Por Eustáquio Ferreira * Especial Para Nós – Fora dos Eixos. O piauiense Mário Fontenelle foi, com justiça, lembrado no cinqüentenário de Brasília. A Caixa Econômica Federal fez uma mostra e inúmeros cronistas locais registraram a importância de seu trabalho. Alguns deram destaque à pessoa de Fontenelle, além de sua obra. Era um homem de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_11187" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/juscelino-e-lúcio-costa_por_mário-fontenelle_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-11187" title="juscelino e lúcio costa_por_mário fontenelle_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/juscelino-e-lúcio-costa_por_mário-fontenelle_jpg.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a><p
class="wp-caption-text">Juscelino Kubitschek, presidente da República, e o urbanista Lúcio Costa, no marco zero do Eixo Monumental. Por Mário Fontenelli.</p></div><p>Por <strong>Eustáquio Ferreira</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong>.</p><p>O piauiense Mário Fontenelle foi, com justiça, lembrado no cinqüentenário de Brasília. A Caixa Econômica Federal fez uma mostra e inúmeros cronistas locais registraram a importância de seu trabalho.</p><p><strong>Alguns deram destaque</strong> à pessoa de Fontenelle, além de sua obra. Era um homem de poucas palavras, desconfiado, cioso de seu trabalho. Mecânico de avião que tomou gosto pela fotografia, fez algumas das principais fotos da Nova Capital.</p><p><strong>A foto dos eixos</strong> que se cruzam no cerrado ainda coberto de vegetação tornou-se um ícone do inicio da construção de Brasília. Essa foto tem sido identificada como o “Marco Zero” e esta denominação associou-se àquela imagem como se verdade fosse.</p><p><strong>Quem for ao Arquivo Público</strong> há de encontrar uma foto dos trabalhos iniciais de terraplanagem na Esplanada dos Ministérios. Nesta foto há alguns profissionais em primeiro plano e ao fundo há uma porção de terra deixada propositalmente, contendo vegetação no topo, de modo a identificar o nível do terreno natural naquele local.</p><div
id="attachment_11188" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/mário-fontenelle-1919-1988.jpg"><img
class="size-full wp-image-11188" title="mário fontenelle (1919-1988)" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/mário-fontenelle-1919-1988.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a><p
class="wp-caption-text">Mário Fontenelle (1919-1988): do Piauí para registrar as primeiras imagens da construção de Brasília (DF).</p></div><p><strong>Esse testemunho topográfico</strong> servia de referência para todos os trabalhos de nivelamento empreendidos naquela área. Era o “Marco Zero”. Havia uma placa no seu topo com estes dizeres: Marco Zero. Por esta razão Mário Fontenelle o fotografou.</p><p><strong>Lá pelos idos de 1978</strong>, eu e alguns amigos: Paulo Brasil, Marco Galvão, Tancredo Maia e outros atuávamos no Instituto de Arquitetos do Brasil &#8211; IAB DF, quando na oportunidade, Tancredo e eu, realizarmos uma mostra com fotos de Fontenelle.</p><p><strong>Talvez a primeira mostra</strong> do seu trabalho fotográfico. Demos o nome de “Marco Zero” à mostra em razão daquela foto. Parece que o nome fixou-se à obra de Fontenelle e derivou para aquela foto dos eixos que se cruzam.</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11189" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/mário-fontenelle_aeroviárias-no-Aeroporto-de-Brasília.jpg"><img
class="size-full wp-image-11189" title="mário fontenelle_aeroviárias no Aeroporto de Brasília" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/mário-fontenelle_aeroviárias-no-Aeroporto-de-Brasília.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Aeroviárias no aeroporto de Brasilia, por Mário Fontenelle.</p></div><p><strong>Eu e Tancredo Maia</strong> visitamos Fontenelle no Lar dos Velhinhos nos seus últimos dias.</p><p>Ele estava lúcido, mas cansado da luta contra os males da saúde.</p><p>Ao lado da cama estavam caixas com as suas câmeras e petrechos de fotografia.</p><p>O seu trabalho se confunde com a construção de Brasília.</p><p>A ele, sim, todas as homenagens são devidas.</p><p>*<strong>Eustáquio Ferreira</strong> é arquiteto, pós-graduado em Administração Pública, escritor e blogueiro. Foi administrador do Núcleo Bandeirante no Governo Aparecido. Em coautoria com Terezinha Pantoja e Menezes y Morais, escreveu <em>Audácia, Perseverança e Fé: A epopéia do Núcleo Bandeirantes.</em></p><p><strong>Serviço <a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/foto_Eustaquio2.jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-11190" title="foto_Eustaquio" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/foto_Eustaquio2.jpg" alt="" width="183" height="220" /></a> </strong></p><p><a
href="http://ambienciabrasilia.blogspot.com/">http://ambienciabrasilia.blogspot.com</a></p><p><a
href="mailto:eustaquioferreirasantos@gmail.com">eustaquioferreirasantos@gmail.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/28/mario-fontenelle-e-o-marco-zero/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Insatisfação Geral na Torre de TV de Brasília</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/27/insatisfacao-geral-na-torre-de-tv-de-brasilia/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/27/insatisfacao-geral-na-torre-de-tv-de-brasilia/#comments</comments> <pubDate>Tue, 27 Apr 2010 17:17:45 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Cinquentenário de Brasília]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11163</guid> <description><![CDATA[Associação dos Artesões, Manipuladores de Alimentos e Artistas Plásticos que trabalham na Torre de TV divulga documento criticando o GDF pela não inauguração do novo espaço para a categoria trabalhar. Artesões denunciam ainda redução de 30% do projeto original para abrigar trabalhadores. Por Redação O 21 de abril de 2010, dia em que Brasília (DF) [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Associação dos Artesões, Manipuladores de Alimentos e Artistas Plásticos que trabalham na Torre de TV divulga documento criticando o GDF pela não inauguração do novo espaço para a categoria trabalhar. Artesões denunciam ainda redução de 30% do projeto original para abrigar trabalhadores.</p><div
id="attachment_11164" class="wp-caption alignnone" style="width: 805px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/torre_de_tv_2_por-augusto-areal_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11164" title="torre_de_tv_2_por augusto areal_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/torre_de_tv_2_por-augusto-areal_.jpg" alt="" width="795" height="548" /></a><p
class="wp-caption-text">Torre de TV, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Por Augusto Areal.</p></div><p>Por R<strong>edação</strong></p><p>O 21 de abril de 2010, dia em que Brasília (DF) completou 50 anos de existência, foi marcado pela insatisfação geral junto aos membros da Associação dos Artesões, Manipuladores de Alimentos e Artistas Plásticos que trabalham na Torre de TV.</p><p>Neste dia, marcado pelo GDF – Governo do Distrito Federal para inaugurar o novo espaço onde esse pessoal vai trabalhar, atrás da Torre de TV, não houve festa. O projeto de construção das novas barracas estilizadas não ficou pronto. E não houve inauguração do novo espaço.</p><div
id="attachment_11165" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/torre_de_tv_.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11165" title="torre_de_tv_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/torre_de_tv_-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a><p
class="wp-caption-text">Associação dos Artesões denuncia: GDF quer descaracterizar a Feira, permitindo a venda de produtos industrializados.</p></div><p>E mais: a Associação denuncia que houve modificações no projeto original, com redução de aproximadamente  310 metros, ou mais ou menos 30 por cento. E que a intenção do Governo é descaracterizar a Feira, com a venda de produtos industrializados.</p><p><strong>Não Saiu do Papel</strong></p><p>Isso sem falar que ainda falta ser construído os “prédios” das três oficinas, auditório, vestiário, Centro de Atendimento ao Turista e o Centro Administrativo. Tudo isso ficou apenas no projeto, não saiu do papel.</p><p>São as chamadas “edificações não contempladas,” diz a Direção da Associação dos Artesões, Manipuladores de Alimentos e Artistas Plásticos. Esses trabalhadores agora não têm a menor ideia de quando tudo ficará pronto.</p><p><strong>Repúdio</strong></p><p>A Associação divulgou nota de repúdio ao que chama de “descaso do GDF” para com essas categorias de</p><div
id="attachment_11166" class="wp-caption alignright" style="width: 339px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/torre_de_tv_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-11166" title="torre_de_tv_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/torre_de_tv_jpg.jpg" alt="" width="329" height="495" /></a><p
class="wp-caption-text">Os trabalhadores que vendem produtos artesanais e alimentos na Torre afirmam que os turistas também serão prejudicados. Falta estacionamento.</p></div><p>trabalhadores. “Não será construídos os prédios das oficinas, o Centro Administrativo, o vestuário, o auditório, o Centro de Atendimento ao Turista e Policiamento.”</p><p>Além do mais, diz o documento divulgado pelo senhor Nicanor Farias de Asenjo, o projeto de paisagismo “não será de acordo com o original, não teremos estacionamento suficientes e não temos prazos previstos para a conclusão total do projeto”.</p><p>O documento divulgado pela Associação enumera ainda outras “falhas” do projeto do GDF.</p><p>“Querem licitar os espaços (teremos que pagar pelas barracas). Querem licitar os espaços restantes para quem não é artesão e, caso isto aconteça, a Feira perderá a característica de artesanato”.</p><p><strong>Falta de Respeito</strong></p><p>Por quê?</p><p>“Camelôs, invasores, ilegais e artesãos terão direitos iguais na Nova Feira”. O GDF, acrescenta o documento, não quer “respeitar a quantidade de espaços de cada artesão”.</p><p>O que fazer? “A Federação (dos artesões) está lutando apenas para as associações, esquecendo da Feira como um todo.  Vamos grupos pediram espaços na Nova Feira e não irão sequer passar por seleção ou provar que são artesões. Vamos continuar na luta por uma Feira melhor para todos”, conclui o documento.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/27/insatisfacao-geral-na-torre-de-tv-de-brasilia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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