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><channel><title>Nós - Fora dos Eixos &#187; Crônica</title> <atom:link href="http://www.nosrevista.com.br/categoria/cronica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.nosrevista.com.br</link> <description>Revista Cultural e Literária</description> <lastBuildDate>Thu, 09 Feb 2012 15:07:33 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator> <item><title>O Bloco</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/08/02/o-bloco/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/08/02/o-bloco/#comments</comments> <pubDate>Tue, 02 Aug 2011 13:52:07 +0000</pubDate> <dc:creator>Gregory Cotrim</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=17347</guid> <description><![CDATA[Por Marcelo Torres* “Papai, papai, olha ali, Bloco L, é a minha letra!” A alegre exclamação, como uma descoberta, foi do Lucas, Luquinha, meu filho, seis aninhos de idade. Eu o levava de carro para a escola, quando, ao passar pela Esplanada dos Ministérios, e ao ver o Bloco L, ele quase saltou de seu [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por</strong> </em><strong><em><a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/marcelo-torres/?affid=nosrevista_gc" target="_blank">Marcelo Torres</a>*</em></strong></p><p>“Papai, papai, olha ali, Bloco L, é a minha letra!”</p><p>A alegre exclamação, como uma descoberta, foi do Lucas, Luquinha, meu filho, seis aninhos de idade. Eu o levava de carro para a escola, quando, ao passar pela Esplanada dos Ministérios, e ao ver o Bloco L, ele quase saltou de seu banquinho lá atrás. “Papai, olha ali, Bloco L, minha letra!”</p><p>E eu, que passo por ali todos os dias, pensando em ofícios e memorandos, jamais percebera o que estava escrito naquela parede branca e morta, com a visão quase toda encoberta pelas árvores. Agora, o Bloco L passa a existir para mim, entrou no meu caminho, todos os dias vou olhar para ele.</p><p>Todos os dias, como que do nada, o Lucas solta umas coisinhas bonitinhas assim, apontando vida onde eu só via vazio. “Olha ali, papai, aquela árvore, não lembra um dino?”; e não é que passei a ver na árvore um sósia perfeito de um dinossauro? O que a gente não vê por um filho?</p><p>Outro dia, nós dois andando pela quadra, ele contou um, dois, três cocôs de cachorro pelo caminho e logo vaticinou: “Papai, os cachorros estão destruindo o planeta”. Ele falava dos cães. Quer dizer, eu acho que ele falava dos cães. E eu pensei nos homens.</p><p>Pois é, ainda em processo de alfabetização (1ª série escolar), e olhando de dentro de um veículo em movimento, hoje Luquinha leu uma expressão inscrita no concreto de uma simples parede, atraído que foi pela letrinha mágica, uma letrinha que ele chama de “minha letra”.</p><p>Desde pequenas, as crianças em Brasília identificam edifícios e prédios públicos como “blocos”. Bloco A, Bloco B, Bloco C&#8230; Detalhe: os blocos J e K ficam juntinhos, como homenagem da cidade ao fundador, Juscelino Kubitschek de Oliveira, o JK.</p><p>- Papai, porque a sigla não era JKO? &#8211; talvez um dia Lucas haverá de me perguntar.</p><p>Em Brasília, as crianças não brincam no térreo, nem no playground, nem no rés-do-chão. Brincam “debaixo do bloco” ou “embaixo do bloco”. Elas nascem, crescem e aparecem em blocos. Até mesmo na Esplanada, onde ficam as sedes dos ministérios, os edifícios são apenas blocos.</p><p>Essa coisa típica de Brasília aparece até no dicionário Aurélio. No verbete “bloco”, está lá no terceiro item: “Bloco [edifício]: alguns edifícios de Brasília são chamados blocos e identificados por letras, dentro de cada superquadra” [Dicionário Aurélio].</p><p>O Bloco L, que atraiu o Lucas, vem a ser o edifício-sede do Ministério da Educação, que é o último para quem está dirigindo (esse “quem está dirigindo”, que fique bem claro, é para quem está ao volante, não é para os dirigentes do país, que certamente colocam a educação no primeiro bloco das prioridades nacionais).</p><p>No Relatório do Plano Piloto, que é uma espécie de certidão de nascimento de Brasília, ou seja, é a nossa Carta de Pero Vaz de Caminha, o doutor Lucio Costa escreveu o seguinte: “Ao longo dessa esplanada [...] foram dispostos os ministérios [...], ordenados em seqüência, sendo o último o da Educação, a fim de ficar vizinho do setor cultural&#8230;”</p><p>E assim o Ministério da Educação ficou no último bloco. Depois dele, agora começo a olhar, há uma pista com duas faixas, e logo em seguida vê-se um descampado quilométrico até o Teatro Nacional, à direita, e a Rodoviária, à esquerda &#8211; onde os eixos da cidade se tocam como quem faz o sinal da cruz.</p><p>Passo por tudo isso agora, e agora mais atento. Deixo o Lucas na escola e volto pensando na próxima descoberta. Depois da árvore que parece um dino, do Bloco L e dos cocôs de cachorro, o que será que vem por aí? Esse Luquinha a cada dia é uma descoberta. E assim vou enxergando o mundo por outros olhos meus.</p><p><strong><a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/marcelo-torres/?affid=nosrevista_gc" target="_blank">Marcelo Torres</a>* </strong><strong><span
style="font-weight: normal;"><strong>Contato com o autor: (61) 9962 6035</strong></span><br
/> <a
href="mailto:marcelocronista@gmail.com" target="_blank">marcelocronista@gmail.com</a><br
/> <strong>Site: <a
href="http://www.thesaurus.com.br/" target="_blank">www.thesaurus.com.br</a></strong> </strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/08/02/o-bloco/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Uma flor, quem quer?</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/20/uma-flor-quem-quer/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/20/uma-flor-quem-quer/#comments</comments> <pubDate>Wed, 20 Apr 2011 19:00:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category> <category><![CDATA[Livros recomendados]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=16340</guid> <description><![CDATA[Quem mora em Brasília, desde a década de 1960, talvez se lembre de uma garota loura, que tocava a campainha das casas e apartamentos, nada aceitando senão em troca de uma das rosas que trazia consigo. Tinha de nove para dez anos, creio, e seu nome era Maria de Fátima. Andava sempre acompanhada de uma [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_16341" class="wp-caption alignright" style="width: 212px"><a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/2759/entre-cronicas-e-contos/?affid=nosrevista" target="_blank"><img
class="size-medium wp-image-16341" title="capa_romeu_jobim" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/capa_romeu_jobim-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Livro reúne contos e crônicas de Romeu Jobim</p></div><p>Quem mora em Brasília, desde a década de 1960, talvez se lembre de uma garota loura, que tocava a campainha das casas e apartamentos, nada aceitando senão em troca de uma das rosas que trazia consigo. Tinha de nove para dez anos, creio, e seu nome era Maria de Fátima. Andava sempre acompanhada de uma irmã um pouco mais nova: a Maria do Socorro.</p><p>De tal maneira me tocou, na época, o inusitado casa das duas crianças que, a partir dele, escrevi um conto, intitulado Antópolis. Esta é uma cidade imaginária cujos habitantes compram, ao saírem de casa, bem cedo, das meninas pobres que encontram, uma flor das muitas que desabrocham à noite pelos caminhos e por aquelas são colhidas, ao amanhecer.</p><p>Narro nele que, em minhas andanças, passei por essa cidade. Cheguei à tarde e pernotei. Nada me surpreendeu, a não ser que as pessoas, não expressão fisionômica, exibiam um ar de felicidade que não parecia terrena. Pela manhã, quando vi a população disputando a insólita mercadoria, é que me apercebi de que chegara a um lugar realmente incomun.</p><p>Obtive, depois, a explicação. Ali vivera, fazia muitos e muitos anos, uma garota &#8211; Maria de Fátima &#8211; que, com a venda de flores, sustentava a irmã e os pais enfermos. Um dia morreu de repente, mas as flores que vendera na véspera se conservaram frescas e imutáveis, sendo para sempre abençoadas e felizes quantos as tinham adquirido.</p><p>A partir daí, os caminhos que conduzem a Antópolis passaram a florir de madrugada, enquanto as meninas menos dotadas pela fortuna ganhavam uma atividade, de que vivem. E ninguém, em Antópolis, deixa de lhes comprar pelo menos uma flor, cada manhã, pois entre elas se encontra, por vezes, a própria Maria de Fátima, tornando-se bem-aventurado quem a adquire de seuas mãos.</p><p>O que ora pretendo registrar, contudo, é que, noutro dia, minha mulher e eu reencontramos maria de Fátima, não a de Antópolis, mas a que nos oferecia rosas, nos primórdios de Brasília. Casou, é mãe de quatro filhos e, além de flores, como à época, vende plantas. Em sua companhia, também como ao tempo, estava Socorro, ainda solteira.</p><p>Com suas rosas, na década de sessenta, de Fátima sustentava a irmã e os pais doentes. Hoje, ainda com elas, complementa o ganho do marido, na mantença da família pobre e honrada. Sem dúvida que, na luta pela sobrevivência, e ao longo desses anos, as duas Marias poderiam ter mercadejado com outras coisas, acaso mais lucrativas. Oportunidade não lhes terá faltado, por certo.</p><p>Ocorre que nada as tentou e, adultas, prosseguem no mesmo tocante, modesto e virtuoso comércio. Ainda há pouco voltamos a surpreendê-las, em plena atividade. Era noite e, no Centro Gilberto Salomão, de mesa em mesa, à porta das boates, tímidas, humildes, felizes, ofereciam o que sempre tiveram e ofereceram: flores. Em troca, como na infância, o que lhes quisessem dar.</p><p>Aos brasilienses que ainda não conhecem as irmãs de quem falo, se me permitem, aqui vai um apelo. Se lhes baterem à porta, ou as encontrarem, dia ou noite, adquiram delas a ingênua mercadoria que, a medo, lhes vão oferecer. Não as ajudarão, apenas. Concorrerão para que a pureza e a poesia continuem a morar nos corações, pureza e poesia de que são ambas a imagem viva, despretensiosa e simples.</p><p>Demais disso, quem nos garante que uma de suas flores não restará imarcessível, à semelhança do que aconteceu e acontece em Antópolis?</p><p><em>Crônica do livro &#8220;<a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/2759/entre-cronicas-e-contos/?affid=nosrevista" target="_blank">Entre crônicas e contos</a>&#8220;, de Romeu Jobim, publicado pela <a
href="http://www.thesaurus.com.br/?affid=nosrevista">Thesaurus Editora de Brasília</a>.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/20/uma-flor-quem-quer/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>ANE: Alvíssaras para o novo presidente!</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/15/ane-alvissaras-para-o-novo-presidente/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/15/ane-alvissaras-para-o-novo-presidente/#comments</comments> <pubDate>Fri, 15 Apr 2011 20:22:15 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=16322</guid> <description><![CDATA[João Carlos Taveira Quando se tem um nome como o de José Peixoto Júnior para dirigir os destinos da Associação Nacional de Escritores pelos próximos dois anos, pensa-se imediatamente em duas ou três coisas&#8230; Mas isso não vem ao caso. Aliás, neste momento, algumas perguntas se fazem necessárias: Será que ele irá mudar as características [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em>João Carlos Taveira </em></p><p>Quando se tem um nome como o de José Peixoto Júnior para dirigir os destinos da Associação Nacional de Escritores pelos próximos dois anos, pensa-se imediatamente em duas ou três coisas&#8230; Mas isso não vem ao caso. Aliás, neste momento, algumas perguntas se fazem necessárias: Será que ele irá mudar as características básicas de uma entidade de quase 50 anos de existência e que ainda não mostrou a sua verdadeira face? Será que vai conseguir tirar a entidade do ostracismo e fazê-la interagir com a comunidade brasiliense, principalmente a escolar e a acadêmica? Será que algum mistério ronda aqueles estatutos, que impedem avanços em quaisquer direções? Ou será que a ANE sofre de maldição congênita?</p><p>Espera-se que a nova Diretoria (que não é tão nova assim), de posse de uma sede novinha em folha recebida com as reformas estruturais realizadas pelo presidente Fontes de Alencar no biênio que passou, tenha como objetivo alcançar maior espaço na cidade-síntese, influindo diretamente na publicação, divulgação e comercialização de livros de seus associados. O que não pode acontecer — e isso preocupa — é a gente continuar assistindo a manutenção de políticas internas que não deixam espaço para o diálogo com as novas gerações, em nome de uma preservação que não tem mais sentido no mundo contemporâneo. Afinal, ninguém é eterno. Nem as pedras. As lagoas e os lagos de águas paradas que o digam&#8230;</p><p>Mas voltemos ao presidente José Peixoto Júnior, um poeta de estirpe rara, que pouco fala, mas realiza muito. Sua biografia informa ser ele um grande empreendedor no campo das ideias e, principalmente, na seara profissional. Dono de uma obra muito significativa do ponto de vista estético, tem tudo para tornar-se um grande presidente da ANE, realizando coisas simples e muito esperadas pela comunidade literária. Desde a infância, Peixoto tem sido um vencedor em tudo que faz. Além de criador de versos de rimas e ritmos incomparáveis, este cearense radicado em Brasília se aposentou com méritos em pleno exercício da saúde física e mental. Portanto, tem muito ainda para emprestar de seu talento à atividade literária e, como no caso em pauta, à atividade burocrática. Tem tudo para fazer uma gestão racional e moderna.</p><p>Agora, é pôr as mãos na massa, criar um plano diretor e, se preciso for, atualizar os Estatutos da entidade, simplificando inclusive a composição de chapa. Dezoito pessoas no quadro é muito (a ABL que o diga). A ANE há anos anseia por esse momento, pois não pode ficar com os pés, o tronco e a cabeça enfiados no chão do passado. O mundo em que vivemos, em termos científicos e tecnológicos, avançou dois mil anos em duas ou três décadas. E não há nada que impeça a renovação, seja ela estrutural ou ideológica, seja ela pessoal ou setorizada, para que o destino da Associação Nacional de Escritores se cumpra efetivamente. O bonde da história prossegue sua marcha inexorável, e um dia vai cobrar. E o preço não deve ser barato. Não basta vestir um terno Armani, usar pulseiras de ouro e diamante e calçar sandálias havaianas.</p><p>Assim, damos as boas-vindas ao novo presidente José Peixoto Júnior e sua diretoria recém empossada! Estamos todos torcendo por uma administração forte e renovadora, que possa nos próximos dois anos realizar-se com clareza e objetividade, em busca da modernização de velhos e ultrapassados conceitos. Se não, vejamos:</p><p>1) A nova diretoria precisa urgentemente trazer os associados para um convívio realmente literário, sem perder o foco na ampliação de seus quadros;</p><p>2) na reforma dos Estatutos, propor uma chapa simples: presidente e vice; secretário e vice; tesoureiro e vice. Seis pessoas. Como em outras instituições, o Conselho Fiscal seria nomeado pela assembleia dos associados. Os demais cargos seriam de confiança da diretoria. As reuniões da diretoria deveriam ser abertas a todos os associados, sendo comunicada a sua pauta, data e local a todos os associados. As atas e decisões da diretoria deveriam ser disponibilizadas eletronicamente a todos os associados;</p><p>3) oferecer cursos e seminários, criar concursos literários de âmbito nacional e prêmios de literatura, com infraestrutura de divulgação que dê visibilidade e prestígio;</p><p>4) buscar o diálogo com os meios de comunicação, sobretudo com a imprensa local, e uma parceria com universidades, secretarias de educação e cultura, representações diplomáticas e associações comunitárias com interesses artísticos e literários, através de convênios e acordos firmados;</p><p>5) trazer profissionais ou mesmo estagiários na área de biblioteconomia para cuidar da Biblioteca Luiz Beltrão e ampliá-la, para que a comunidade possa usufruir de seu acervo;</p><p>6) criar um espaço atrativo para os associados, estimulando-os à frequência e ao pagamento das mensalidades. E, se possível, buscar a isenção de anuidades, permanente ou temporária, para associados desempregados ou com pequenas aposentadorias;</p><p>7) publicar os balancetes semestrais da entidade no <em>Jornal da ANE</em>; e,</p><p> <img
src='http://www.nosrevista.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> por último, criar uma revista semestral ou anual de boa tiragem, com circulação nacional, que registre e preserve o trabalho da ANE e seus associados.</p><p>Brasília, 13 de abril de 2011.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/15/ane-alvissaras-para-o-novo-presidente/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Há trinta anos</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/01/ha-trinta-anos/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/01/ha-trinta-anos/#comments</comments> <pubDate>Fri, 01 Apr 2011 18:38:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=16194</guid> <description><![CDATA[Por Eugênio Giovenardi Há trinta, há vinte, há quinze anos, da rodoviária do Plano Piloto de Brasília ao Setor de Indústria e Abastecimento, onde estão as oficinas de automóveis, lojas de material de construção, madeireiras e armazéns, ia-se em dez minutos. Marcava-se o horário de atendimento para revisão do carro para as 8h e a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por <strong><em><a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/eugenio-giovenardi/?affid=nosrevista_gc" target="_blank">Eugênio Giovenardi</a></em></strong></strong></em></p><p>Há trinta, há vinte, há quinze anos, da rodoviária do Plano Piloto de Brasília ao Setor de Indústria e Abastecimento, onde estão as oficinas de automóveis, lojas de material de construção, madeireiras e armazéns, ia-se em dez minutos. Marcava-se o horário de atendimento para revisão do carro para as 8h e a desculpa do engarrafamento não existia.</p><p>Ontem fui convocado para uma reunião, no SIA, às 8h. Parti da 406 Sul às 7h25. Desviei o primeiro entupimento na Comercial 205 Sul e caí no engarrafamento da 907 Sul. Tentei descer pela W-3, sem sucesso. Na altura da 913 Sul, o congestionamento paralisava o metabolismo viário. Às 7h45, passei pelo contorno do cemitério e, lentamente, alcancei a pista do Setor Policial. Finalmente, depois de suportar condutores que se infiltravam pela direita e pela esquerda, bêbados de adrenalina, cheguei ao destino às 8h10.</p><p>Parece que não compreendemos ainda o tamanho do mal que nos estamos causando. Os horários de começo e fim do trabalho continuam, cabeçudamente, centralizados em Brasília, como padrão de ineficiência e ineficácia. Reuniões e eventos são convocados para as 8h ou 19h, ignorando que sejam momentos de maior congestionamento. E o que é mais ridiculamente irracional, todos os carros, todos os dias, enfrentam as mesmas torturas.</p><p>O poder da organização social ainda não foi usado. Nós, a maioria, somos o segundo poder sem uso. E nos deixamos dominar pelo poder menor de quinta classe. Só este dado deveria provocar uma comoção social, um arrastão de bom senso. Um carro, em qualquer  lugar que esteja, na garagem, em frente a casa, na rua, no estacionamento, ocupa 6m2. Trafegam, no DF, 1,200 milhão de automóveis, comprometendo 7,2 milhões de m2, igual à área de 100.000 apartamentos de 72m2, que abrigariam, no mesmo espaço, 500 mil pessoas.</p><p>Se contarmos o volume de água necessário para fabricar um automóvel (15.000 litros), o rio que corre pelas vias de Brasília sobre rodas, diariamente, é de 18 bilhões de litros. Água suficiente para abastecer 90 milhões de pessoas, metade da população brasileira num dia.</p><p>Não há de se estranhar que a água esteja em perigo, que milhares de nascentes, no DF, desapareceram sob vias, viadutos e estacionamentos e que o clima está mudando. Só não mudamos nós que temos a força do segundo poder.</p><p><strong><em><a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/eugenio-giovenardi/?affid=nosrevista_gc" target="_blank">Eugênio Giovenardi</a></em></strong><br
/> Sociólogo e escritor</p><p>Autor dos livros abaixo:<br
/> 1.    OS FILHOS DO CARDEAL – 1997 -  2a. Edição O homem proibido -  2009<br
/> 2.    POEMAS IRREGULARES, 1998<br
/> 3.    EM NOME DO SANGUE, 2002 &#8212; Prêmio Açorianos de Literatura, 2003<br
/> 4.    VENTOS DA ALMA, 2003<br
/> 5.    OS POBRES DO CAMPO, 2003<br
/> 6.    SOLITÁRIOS NO PARAÍSO, 2004<br
/> 7.    O RETORNO DAS ÁGUAS, 2005<br
/> 8.    A SAGA DE UM SÍTIO, 2007<br
/> 9.    AS PEDRAS DE ROMA, 2009<br
/> 10.  HELIODORA, 2010</p><p>VISITE  MEU iBLOG</p><p>http://www.eugeobservador.blogspot.com</p><p>(61) 9981-2807</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/01/ha-trinta-anos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Conheça 11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/01/conheca-11-maneiras-de-ajudar-na-alfabetizacao-do-seu-filho/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/01/conheca-11-maneiras-de-ajudar-na-alfabetizacao-do-seu-filho/#comments</comments> <pubDate>Fri, 01 Apr 2011 18:30:09 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=16191</guid> <description><![CDATA[Juliana Bernardino &#8211; Revista Educar para Crescer &#8211; 29/03/2011 Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Juliana Bernardino &#8211; Revista Educar para Crescer &#8211; 29/03/2011</p><p>Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. “Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos”, exemplifica a educadora Cida Sarraf, que leciona no curso de pedagogia do Centro Universitário Salesiano e da Faculdade Mozarteum, ambos em São Paulo.</p><p>Maria Claudia Sondahl Rebellato, assessora pedagógica na produção de material didático em Curitiba-PR, acredita que, quando a criança é inserida nessas atividades rotineiras, ela acaba percebendo a função real da escrita e da leitura, e como elas são importantes para a nossa vida. E, dada sua curiosidade nata, ela vai querer participar cada vez mais e buscar o conhecimento dos pais.</p><p>A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. “Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral, porque viveram experiências muito discrepantes em casa”, argumenta Cida Sarraf.</p><p>Clique para saber as <a
href="http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/ajudar-alfabetizacao-seu-filho-470463.shtml" target="_blank">11 dicas</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/04/01/conheca-11-maneiras-de-ajudar-na-alfabetizacao-do-seu-filho/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Planeta Terra HÁ SALVAÇÃO?</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/28/planeta-terra-ha-salvacao/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/28/planeta-terra-ha-salvacao/#comments</comments> <pubDate>Mon, 28 Mar 2011 18:19:14 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=16142</guid> <description><![CDATA[(Meditações sobre o Planeta, o Programa Nuclear brasileiro e a Campanha da Fraternidade) EMANUEL MEDEIROS VIEIRA* “Pense na Terra, como um organismo vivo que está sendo atacado por milhões de bactérias cujo número dobra a cada 40 anos. Ou morre o hospedeiro, ou morre o invasor, ou morrem os dois.” (Gore Vidal) A batalha não [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>(Meditações sobre o Planeta, o Programa Nuclear brasileiro e a Campanha da Fraternidade)</p><p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/emanuel-medeiros-vieira/?affid=nosrevista">EMANUEL MEDEIROS VIEIRA</a>*</p><p
style="text-align: left;"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/hiroshima2.jpg"><img
class="alignright size-medium wp-image-16143" title="hiroshima2" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/hiroshima2-300x229.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a>“Pense na Terra, como um organismo vivo que está sendo atacado por milhões de bactérias cujo número dobra a cada 40 anos. Ou morre o hospedeiro, ou morre o invasor, ou morrem os dois.”<br
/> (Gore Vidal)</p><p>A batalha não é fácil.<br
/> Os que lutam pela vida e pelo planeta estão acostumado às ironias, aos achincalhes, muitos deles veiculados em grandes jornais e revistas nacionais.<br
/> Não importa. Não nascemos para passear.<br
/> “No mundo, tereis aflições”: é bíblico.<br
/> Mosaccio  já dizia que “a Natureza é o guia supremo de todos os mestres.  Quem não se guia por ela labuta em vão.”<br
/> O que fazer?<br
/> O que aconteceu no Japão não pode nos deixar indiferentes.<br
/> “O acidente de Fukushima deixa claro: quando se trata de energia nuclear, não há segurança nem transparência suficiente”, argumenta Rebeca Lere.<br
/> “É preciso pressionar o governo brasileiro a seguir o exemplo da Alemanha e da China, que estabeleceram moratória aos projetos nucleares em seus países por conta do desastre no Japão “, insiste a ativista, fazendo coro às nossas vozes.<br
/> É preciso lembrar que o Programa Nuclear Brasileiro, criado durante a ditadura militar, é caro, inseguro e protegido por leis de sigilo.<br
/> Como observa André Amaral, a forma como o programa é gerenciado demonstra extrema falta de respeito e de responsabilidade com a população. Quanto mais dinheiro público for investido nessa tecnologia, maiores serão os riscos para todos os brasileiros.<br
/> As lembranças da catástrofe de Tchernobil (outras pessoas grafam a palavra de outra forma; está é a adotada por José Goldemberg, físico da USP), na Ucrânia, em 1986, haviam sido esquecidas, e a indústria nuclear passou a imagem de que reatores eram imunes a acidentes.<br
/> Como esclareceu José Goldemberb, o desastre de Fukushima sepultou estas ilusões: “reatores são perigosos, e os riscos decorrentes são imediatos.” (&#8230;)<br
/> O Brasil, como lembrou o professor, tem várias opções melhores que energia nuclear, como a eólica.<br
/> “Expandir a construção de reatores nucleares não é solução, mas fonte de problema”, arrematou  Goldemberg.</p><p><strong>CAMPANHADA FRATERNIDADE</strong><br
/> <a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/campanha-fraternidade-2011.jpg"><img
class="alignright size-medium wp-image-16144" title="campanha-fraternidade-2011" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/campanha-fraternidade-2011-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a>Desde 1964, os cristãos brasileiros celebram a Campanha da Fraternidade no período da Quaresma. É tempo de oração, de olhar e agir para o próximo.<br
/> Este ano, a campanha tem por tema a “fraternidade e a vida no planeta” (tema muito adequado às nossas preocupações e à essência deste texto).<br
/> Como ressalta Dom Orani, Arcebispo do Rio de Janeiro, a campanha “questiona a nossa vida e nossas opções”.<br
/> “A criação geme em dores de parto” (Romanos, 8,22).<br
/> A primeira vez que a Campanha da Fraternidade se dedicou ao tema da ecologia foi em 1979,  com o lema “Preserve o que é de todos”.<br
/> Em 2002, a ela  alertou sobre a Amazônia; dois anos depois, tratou da questão da água; e a campanha de 2007 discutiu o tema “Fraternidade e os povos Indígenas”<br
/> É a primeira vez na história que enfrentamos o risco do mundo inteiro entrar em colapso.<br
/> “O argumento de que as mudanças climáticas que estamos presenciando hoje sejam apenas naturais é simplesmente ridículo.<br
/> As evidências de que tais mudanças se devem a causas humanas são irrefutáveis. Os anos mais quentes registrados em centenas de anos se concentram nos últimos cinco que passaram<br
/> Continuaremos travando o bom combate.<br
/> Difícil? Sim. Ele é, pecuniariamente, desproporcional aos poderosíssimos  interesses econômicos e aos podres poderes. Mas dificuldades nunca foram motivo de desistência para os homens de bem e de boa vontade, e que saem dos seus casulos em prol da humanidade.<br
/> Como diz o poeta, “só o sonho é inteiro;/indivisível e único/nos tornando vários.”</p><p>EMANUEL MEDEIROS VIEIRA, é autor dos livros &#8220;<a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/emanuel-medeiros-vieira/?affid=nosrevista">Cerrado Desterro</a>&#8221; e &#8220;<a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/emanuel-medeiros-vieira/?affid=nosrevista">Olhos Azuis</a>&#8220;, publicados pela <a
href="http://www.thesaurus.com.br/?affid=nosrevista">Thesaurus Editora</a>.<br
/> (SALVADOR, MARÇO DE 2001)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/28/planeta-terra-ha-salvacao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Um negro no Brasil</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/23/um-negro-no-brasil/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/23/um-negro-no-brasil/#comments</comments> <pubDate>Wed, 23 Mar 2011 17:42:16 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=16081</guid> <description><![CDATA[O Brasil é um país com quase dois terços de população negra ou afrodescendente. Recebe um negro, presidente de país influente e poderoso no âmbito mundial. O aparato de proteção a este negro singular, num país de negros, não tem similar na história de visitantes ilustres. Escravizamos negros durante um longo período de nossa história [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/obama10.jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-16084" title="obama10" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/obama10.jpg" alt="" width="224" height="225" /></a>O Brasil é um país com quase dois terços de população negra ou afrodescendente. Recebe um negro, presidente de país influente e poderoso no âmbito mundial. O aparato de proteção a este negro singular, num país de negros, não tem similar na história de visitantes ilustres.<br
/> Escravizamos negros durante um longo período de nossa história pátria. Nossa polícia tem sido truculenta com seus consanguíneos. Depois da Lei-Áurea, que deu fim à escravidão, acantonamos os negros em favelas sub-humanas. Praticamos o racismo no trabalho, na escola, mas aplaudimos o negro nos campos de futebol, no gingado do carnaval ou na música que desce dos morros.<br
/> Sabemos proteger e admirar autoridades. Seja ela um presidente negro de um império em decadência, seja um presidente operário semianalfabeto, seja um presidente ou governador corrupto antes de ser deposto.<br
/> Temos alma infantil e generosa. Fazemos manha, jogamo-nos no chão, choramos amuados, mas logo voltamos aos braços do pai e ao seio da mãe.<br
/> Não tenha medo, Obama. Este é um país de negros. Enquanto você estiver por aqui, nós o defendemos e respeitamos. Respeito é bom e caro a todos nós.</p><p>&#8211;<br
/> Humanamente<br
/> Eugênio</p><p>VISITE  MEU iBLOG</p><p>http://www.eugeobservador.blogspot.com</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/23/um-negro-no-brasil/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Réquiem para um anjo</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/22/requiem-para-um-anjo/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/22/requiem-para-um-anjo/#comments</comments> <pubDate>Tue, 22 Mar 2011 19:11:33 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category> <category><![CDATA[Livros recomendados]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=16072</guid> <description><![CDATA[João Carlos Taveira Clovis Sena não está morto. Depois de uma vida inteira dedicada à família, ao trabalho e aos amigos, foi convocado para seguir rumo à outra dimensão. Insisto. Clovis Sena não está morto. Depois de uma vida inteira dedicada ao jornalismo, ao cinema, à literatura, à música, às artes plásticas, partiu em 15 [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/autor/joao-carlos-taveira/?affid=nosrevista"><em>João Carlos Taveira</em></a></p><div
id="attachment_16149" class="wp-caption alignright" style="width: 253px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/clovissena.jpg"><img
class="size-full wp-image-16149" title="clovissena" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/clovissena.jpg" alt="" width="243" height="287" /></a><p
class="wp-caption-text">O escritor Clovis Sena</p></div><p>Clovis Sena não está morto. Depois de uma vida inteira dedicada à família, ao trabalho e aos amigos, foi convocado para seguir rumo à outra dimensão. Insisto. Clovis Sena não está morto. Depois de uma vida inteira dedicada ao jornalismo, ao cinema, à literatura, à música, às artes plásticas, partiu em 15 de fevereiro de 2011, conduzido pela “indesejada das gentes”. Mas sua missão estava cumprida. Não deixou nada por fazer entre os homens nem débito entre os anjos. Seu crédito agora transcende céus e estrelas.</p><p>Nascido na cidade de Carutapera, Maranhão, em 4 de março de 1930, esse menino travesso cedo se transferiu para São Luís, onde deu prosseguimento aos estudos e começou a trabalhar como jornalista. Alguns anos mais tarde, por força da profissão, Sena foi para o Rio de Janeiro, onde viveu intensamente, com participação ativa, o processo cultural e político da antiga capital. Ali conviveu com a nata da intelectualidade brasileira, fazendo amigos (como Oswaldo Costa e Pascoal Carlos Magno) e admiradores, tanto numa área quanto na outra. E, não esqueçamos, a Cidade Maravilhosa naqueles fins da década de 1950 vivia um dos seus períodos mais efervescentes. Grandes artistas, como Portinari, expunham suas obras, que eram recebidas com entusiasmo por escritores e jornalistas renomados. Na literatura surgiam livros e autores de grande importância no cenário brasileiro. O Teatro Municipal recebia e montava grandes espetáculos operísticos e populares, com Nelson Rodrigues revolucionando tudo, sob os aplausos calorosos ou as vaias estridentes de uma sociedade inquieta e participativa.</p><p>Por outro lado, fervilhava pelas ruas uma grande euforia coletiva: uns, contrários à mudança da capital, incendiados e capitaneados pelas raposas da velha UDN, ficavam de um lado, mastigando seu ódio; outros, seduzidos pelo sonho de JK, não viam a hora da inauguração da Nova Capital, pois sabiam que aqui se estava construindo uma nova identidade para o Brasil, mesmo com o sacrifício de certas mordomias. A verdade é que o processo mudancista trazia no seu âmago dois aspectos terríveis: a certeza dos contrários e a incerteza dos favoráveis. Mas Clovis Sena não teve dúvida: essa história tinha de acabar bem. Afinal, vinha de uma modernização iniciada por Getúlio Vargas e levada a cabo pelo destemido presidente Juscelino Kubitschek.</p><p>Assim, em abril de 1960, Clovis Sena veio cobrir a inauguração de Brasília, movido pela firmeza de seus propósitos e pela força de seus ideais. E nunca mais voltou. (Ainda bem que Gladys aceitou deixar o Maranhão, casar com ele e vir para cá.) Era, em essência, um idealista. E sabia que aqui se construía mais que uma nova capital para o País — que precisava urgentemente sair do litoral e adentrar pelas veredas de seus descampados. Sim, o Brasil precisava conhecer sua gente simples e tomar posse de suas riquezas. Precisava construir uma capital que pudesse divisar o horizonte, sem perder de vista as estratégias de sua nacionalidade e assegurar a ocupação do Centro-Oeste e da Amazônia. E Brasília, além do arrojado de seu urbanismo, da beleza de sua arquitetura, da profundidade de seu céu, acabava de nascer sob a égide de uma espiritualidade nunca vista. Nem Palmares, nem Canudos, nem a Coluna Prestes! Brasília conseguiu unir o sonho e o possível sob o traço da esperança, não de um homem, mas de toda uma nação. Este é o seu legado!</p><p>Nos mais de cinquenta anos que viveu em Brasília, Clovis Sena conquistou uma legião de amigos em todos os setores culturais da cidade. Construiu uma sólida reputação entre professores, jornalistas, políticos, artistas e intelectuais, que poucos, como Cassiano Nunes, puderam e souberam desfrutar, com trânsito livre entre as pessoas. Foi um profissional carismático e contundente, embora manso no gesto e nas palavras.</p><p>Trabalhou no <em>Jornal do Povo</em>, como repórter, redator, cronista e crítico de assuntos culturais; no <em>Jornal de Brasília</em>, no <em>Diário de Brasília</em>, no <em>Correio Braziliense</em> e no semanário <em>José</em>. Durante vinte e cinco anos, foi correspondente político-parlamentar do <em>Correio do Povo</em>, de Porto Alegre. Nessa mesma época, serviu como redator nos <em>Cadernos do Terceiro Mundo</em>, do Rio de Janeiro. Também atuou como redator da Câmara dos Deputados, de onde estava aposentado. Clovis Sena foi tesoureiro da UNE, presidente do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados, no período da reabertura política (1985-86), presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal (1987-88), vice-presidente da Fundação Claudio Santoro, fundador do Clube de Imprensa e do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, membro do Conselho de Cultura do Distrito Federal, do Júri Nacional de Cinema e de diversos júris do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e do Festival de Gramado. Foi crítico de cinema, de teatro e de música erudita. Pertenceu à Academia Maranhense de Letras, à Associação Nacional de Escritores, ao Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e à Academia Brasiliense de Letras.</p><p>Clovis Sena insistia sempre numa coisa: o Brasil moderno e consciente de seu papel como nação que Getúlio tornou realidade, alguns anos antes, e que Juscelino, corajosamente, estava entregando ao povo brasileiro nunca mais seria o mesmo depois da construção de Brasília. (Pena que as forças negativas da nossa nacionalidade ainda continuam a combater os nossos heróis!) E Clovis Sena sabia exatamente onde estava e está o problema, de difícil solução, mas não impossível de ser resolvido. E ele deu sua prestimosa contribuição, tanto como cidadão e pensador quanto como jornalista e escritor. Deixou uma obra que fala por si mesma.</p><div
id="attachment_16104" class="wp-caption alignright" style="width: 167px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/capa_flauta_rustica1.jpg"><img
class="size-full wp-image-16104" title="capa_flauta_rustica" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2011/03/capa_flauta_rustica1.jpg" alt="" width="157" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Livro publicado pela Thesaurus Editora de Brasília</p></div><p>Livros como <em>Neiva Moreira:</em> <em>Testemunha de Libertação</em> (Movimento Brasileiro pela Anistia, 1979), <a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/375/flauta-rustica/?affid=nosrevista" target="_blank"><em>Flauta Rústica</em></a> (Thesaurus Editora, 1984) e <em>Fronteira Centro-Oeste</em> (Editora Kelps, 1999) hão de ficar como vigorosos testemunhos de um homem sábio, que nos deixou uma cristalina percepção de Virgílio e, ao mesmo tempo, traçou, palmo a palmo, o mapa de alguns recantos na imensidão do Planalto Central, viajando por terra e em contato direto com o homem autóctone, antevisto por Paulo Bertran em livro também admirável. E a busca dessa compreensão de seu país, de sua gente, em  Clovis Sena, não era exatamente compulsiva, ou obsessiva, mas transcendia sua visão pessoal, ideológica. Em síntese, este homem que amava a música de Beethoven, de Brahms e do amigo Claudio Santoro, tanto no gesto quanto na palavra, há de permanecer vivo e atuante em nossas mentes, em nossos corações.</p><p>Fará muita falta. Mais pela mansidão de sua presença física que pela impetuosidade de suas exposições. Tudo o que pensava, graças aos anjos, arcanjos e querubins, ficou bem registrado nos seus livros, nas páginas dos jornais em que trabalhou. E, sobretudo, nos artigos críticos de teatro, música e cinema — que ele tanto amava! Ficou armazenado em nossas lembranças, como marca indelével de seu talento e de sua extremada visão pública. E principalmente, repito, em nossos corações, que ele sabia compreender muito bem. Clovis Sena, embora pequeno na estatura, era um gigante na generosidade. Foi um marido exemplar, um pai e um avô amoroso. E um amigo fiel até as últimas consequências.</p><p>Brasília, 15 de março de 2011.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2011/03/22/requiem-para-um-anjo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>A Thesaurus Editora de Brasília deseja a todos um Feliz Natal</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/12/23/a-thesaurus-editora-de-brasilia-deseja-a-todos-um-feliz-natal/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/12/23/a-thesaurus-editora-de-brasilia-deseja-a-todos-um-feliz-natal/#comments</comments> <pubDate>Thu, 23 Dec 2010 17:47:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Eventos]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=15522</guid> <description><![CDATA[&#8220;Natal é tempo&#8230; de dar um toque na vida com as cores da esperança, da fé, da paz e do amor. Também é tempo de preparar, em nosso coração e em nosso lar, um espaço para acolher as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré e aceitar as inevitáveis surpresas da vida. Natal é tempo&#8230; [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/12/papeinoel.jpg"><img
class="alignright size-medium wp-image-15523" title="papeinoel" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/12/papeinoel-249x300.jpg" alt="" width="249" height="300" /></a>&#8220;Natal é tempo&#8230;<br
/> de dar um toque na vida com as cores da esperança,<br
/> da fé, da paz e do amor.<br
/> Também é tempo de preparar,<br
/> em nosso coração e em nosso lar,<br
/> um espaço para acolher<br
/> as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré<br
/> e aceitar as inevitáveis surpresas da vida.</p><p>Natal é tempo&#8230;<br
/> de olhar para o céu,<br
/> encantarmo-nos com a luz das estrelas<br
/> e seguir a estrela-guia.<br
/> É tempo abençoado de dar mais atenção<br
/> à criança que mora em cada um de nós<br
/> e às que encontramos em nosso peregrinar,<br
/> à procura do caminho que nos leva ao Deus-Menino.</p><p>Natal é tempo&#8230;<br
/> de mais uma vez ouvir, acolher<br
/> e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus.<br
/> É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz e,<br
/> olhando para os “anjos aqui na Terra”,<br
/> dar a nossa contribuição,<br
/> para tornar este nosso espaço<br
/> um pouco mais parecido com o Céu.</p><p>Natal é tempo&#8230;<br
/> de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe<br
/> e envolvermo-nos em silêncio orante.<br
/> É tempo de agradecer as manifestações de Deus<br
/> e deixarmo-nos extasiar por esse Divino Amor que,<br
/> na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria,<br
/> veio iluminar nossa fé.</p><p>Natal é tempo&#8230;<br
/> de olhar para o mundo, alimentar a chama do amor<br
/> e apreciar o milagre da vida.<br
/> É tempo de seguir com atenção<br
/> e humildade os passos dos pastores<br
/> e os daqueles que têm coração simples e,<br
/> em gestos de ternura,<br
/> sintonizar mentes e aconchegar corações.</p><p>Natal é tempo&#8230;<br
/> de pensar no irmão próximo e distante<br
/> e de colaborar para o renascer do amor.<br
/> É tempo de, amorosamente, recompor a vida,<br
/> perdoar e abraçar, com a ternura<br
/> e a misericórdia do Coração de Deus,<br
/> os registros de nossa infância e dos anos que já vivemos.</p><p>Na jubilosa esperança do Natal de Jesus Cristo,<br
/> estejamos atentos para perceber<br
/> e realizar o bem que estiver ao nosso alcance<br
/> e sermos um compreensível eco da mensagem de paz<br
/> daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo,<br
/> de Maria nasceu o Salvador.&#8221;</p><p>Um Feliz Natal a todos os nossos parceiros, clientes, fornecedores, amigos, escritores que ajudam a fazer a Cultura na Capital da República Brasileira. Que o Ano de 2011 seja repleto de realizações para todos e todas!</p><p>Boas Festas</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/12/23/a-thesaurus-editora-de-brasilia-deseja-a-todos-um-feliz-natal/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Ele é o nosso ídolo para sempre</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/12/09/ele-e-o-nosso-idolo-para-sempre/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/12/09/ele-e-o-nosso-idolo-para-sempre/#comments</comments> <pubDate>Thu, 09 Dec 2010 12:10:16 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Crônica]]></category> <category><![CDATA[Geral]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=15393</guid> <description><![CDATA[Luís A. W. Salvi- LAWS A expressão não é minha, foi Beto Guedes quem o chamou de “rei” numa música em que expressa toda a sua indignação. Mas no fundo, esta foi realmente a impressão de muita gente, há 30 anos atrás (8/12/1980), e talvez ainda hoje. Quando John Lennon foi assassinado, aos 40 anos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Luís A. W. Salvi- LAWS</p><p>A expressão não é minha, foi Beto Guedes quem o chamou de “rei” numa música em que expressa toda a sua indignação. Mas no fundo, esta foi realmente a impressão de muita gente, há 30 anos atrás (8/12/1980), e talvez ainda hoje.</p><p>Quando John Lennon foi assassinado, aos 40 anos de idade, creio que toda uma geração sentiu-se órfã. Certamente uma geração tinha neste ex-Beatle a sua referência maior, mesmo nós, os filhos da noite, com 20 anos na época e assistindo o silêncio de John, sabíamos por intuição (que era uma das poucas coisas que nos restava) da importância daquela figura.</p><p>Ele norteou as nossas buscas e as nossas experiências, mesmo sem ser exatamente tão melhor do que nós mesmos. Sua coragem de dissolver os Beatles, mostra toda a força da sua personalidade. De alguma forma, ele falava a nossa linguagem e sentia os nossos sentimentos. Por isto, “o sonho acabou”, de fato ali, para muita gente.</p><p>Porém, é muito difícil o sonho acabar de todo, a esperança às vezes é uma droga tão poderosa que supera a morte. Os tenebrosos anos 80, abertos com a morte do nosso ídolo, seria também uma década de luz oculta, quando o Movimento Alternativo se organizou de forma inusitado, a busca por comunidades e auto-conhecimento se acirrou, havia até catálogos para orientar os buscadores. Rei morto, rei posto. Não exageramos ao dizer que a morte semiótica do autor de “Imagine”, foi sentida por muitos como um chamamento interior, profundo e doloroso; de fato, ela foi como uma demanda pelo Santo Graal.</p><p>No ano da sua morte, JWOL (com o O de “Ono” que trouxe de sua esposa) se preparava para voltar à ativa -era a sensação que passava para muita gente. Mesmo sem ter ainda muitas certezas, tanto que proferiu esta frase: “Uma parte de mim pensa que sou um completo fracassado, e outra parte de mim me considera um deus.” Talvez com o tempo ele alcançasse uma síntese, talvez nós que o amávamos tenhamos assumido esta tarefa, tomando o seu bastão.</p><p>Trinta anos é um ciclo importante, a revolução de Saturno, marcando a cruz e a iluminação dos grandes seres. Daí a nossa homenagem, evocativa de tudo o que pode comportar de simbólica esta morte aos 40 (um ciclo bíblico famoso), de quem faria 72 anos em 2012 (72 é uma cifra astronômica). Para os mais jovens, os 30 vieram ao fim da década negra, trazendo as suas próprias colheitas, como foi o fim da Guerra Fria, a nossa própria guerra mundial interna, o nosso Armagedon.</p><p>Repito aqui, como conclusão, a minha homenagem máxima, que já fiz em algum momento de forma desajeitada: John Lennon, o pacifista, não conseguiu fugir à morte dos heróis. Ele é o nosso ídolo para sempre.</p><p>http://agartha-edicoes.blogspot.com</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/12/09/ele-e-o-nosso-idolo-para-sempre/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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