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><channel><title>Nós - Fora dos Eixos &#187; História</title> <atom:link href="http://www.nosrevista.com.br/categoria/historia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.nosrevista.com.br</link> <description>Revista Cultural e Literária</description> <lastBuildDate>Thu, 09 Feb 2012 15:07:33 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator> <item><title>Invasões Americanas no Mundo</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/24/invasoes-americanas-no-mundo-2/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/24/invasoes-americanas-no-mundo-2/#comments</comments> <pubDate>Tue, 24 Aug 2010 05:08:23 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=14160</guid> <description><![CDATA[Publicamos hoje a última parte da pesquisa do professor ASJ, abrangendo o período cronológico de 1948 a 1975. Os EUA ocupam outros países em nome do capital norte-americano Por Alberto da Silva Jones * 1948 &#8211; 1949 &#8211; China &#8211; Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Publicamos hoje a última parte da pesquisa do professor ASJ, abrangendo o período cronológico de 1948 a 1975. Os EUA ocupam outros países em nome do capital norte-americano</p><div
id="attachment_14155" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/guerr1-e1282625760964.jpg"><img
class="size-full wp-image-14155" title="guerr" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/guerr1-e1282625760964.jpg" alt="" width="350" height="208" /></a><p
class="wp-caption-text">Guerra no Golfo, por arquivo Google.</p></div><p>Por <strong>Alberto da Silva Jones</strong> *</p><p>1948 &#8211; 1949 &#8211; China &#8211; Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.</p><p>1950 &#8211; Porto Rico &#8211; Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.</p><p><strong>1951 &#8211; 1953</strong> &#8211; Coreia &#8211; Início do conflito entre a República Democrática da Coreia (Norte) e República da Coreia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aeronaval na Coreia do Sul.</p><p>1954 &#8211; Guatemala &#8211; Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.</p><div
id="attachment_14154" class="wp-caption alignright" style="width: 460px"><a
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class="size-full wp-image-14154" title="invasao.blog.zequinhabarreto.org.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/invasao.blog_.zequinhabarreto.org_.br_1-e1282625520131.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a><p
class="wp-caption-text">Invasão, imagem por blog.zequinhabarreto.org.br</p></div><p><strong>1956 </strong>- Egito &#8211; O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense- britânica, a retirar-se do canal.</p><p>1958 &#8211; Líbano &#8211; Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.</p><p><strong>1958 </strong>- Panamá &#8211; Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.</p><p>1961 &#8211; 1975 – Vietnã. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.</p><div
id="attachment_14154" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/invasao.blog_.zequinhabarreto.org_.br_1-e1282625520131.jpg"><img
class="size-full wp-image-14154" title="invasao.blog.zequinhabarreto.org.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/invasao.blog_.zequinhabarreto.org_.br_1-e1282625520131.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a><p
class="wp-caption-text">Invasão, imagem por blog.zequinhabarreto.org.br</p></div><p><strong>1962</strong> &#8211; Laos &#8211; Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.</p><p>1964 &#8211; Panamá &#8211; Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.</p><p><strong>1965 &#8211; 1966</strong> &#8211; República Dominicana &#8211; Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.</p><p><strong>1966 &#8211; 1967</strong> &#8211; Guatemala &#8211; Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.</p><div
id="attachment_14156" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eua-no-iraque.sntct_.pt_1.jpg"><img
class="size-medium wp-image-14156" title="eua-no-iraque.sntct.pt" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eua-no-iraque.sntct_.pt_1-300x218.jpg" alt="" width="300" height="218" /></a><p
class="wp-caption-text">EUA no Iraque, por sntct.pt</p></div><p>1969 &#8211; 1975 &#8211; Camboja &#8211; Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.</p><p><strong>1971 &#8211; 1975</strong> &#8211; Laos &#8211; EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.</p><p>1975 &#8211; Camboja &#8211; 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.</p><p><strong>1980</strong> &#8211; Irã &#8211; Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do sequestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*</p><p>1982 &#8211; 1984 &#8211; Líbano &#8211; Os Estados Unidos invadiram o Líbano.</p><p><strong>*Alberto da Silva Jones</strong> é professor universitário.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/24/invasoes-americanas-no-mundo-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Invasões Americanas no Mundo (II)</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/20/invasoes-americanas-no-mundo-ii/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/20/invasoes-americanas-no-mundo-ii/#comments</comments> <pubDate>Fri, 20 Aug 2010 12:49:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=14100</guid> <description><![CDATA[Hoje veremos alguns casos de invasões registrados cronologicamente a partir de 1918 (Rússia) à Venezuela (1947), na esperança de um Mundo realmente justo, livre, fraterno. Por José Alberto da Silva Jones Especial Para Nós – Fora dos Eixos 1918 &#8211; 1922 &#8211; Rússia &#8211; Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje veremos alguns casos de invasões registrados cronologicamente a partir de 1918 (Rússia) à Venezuela (1947), na esperança de um Mundo realmente justo, livre, fraterno.</p><p>Por <strong>José Alberto da Silva Jones</strong></p><div
id="attachment_14101" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/invasao.blog_.zequinhabarreto.org_.br_-e1282308196313.jpg"><img
class="size-full wp-image-14101" title="invasao.blog.zequinhabarreto.org.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/invasao.blog_.zequinhabarreto.org_.br_-e1282308196313.jpg" alt="" width="400" height="301" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Invasão, por blog.zequinhabarreto.org.br</p></div><p><strong> </strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>1918 &#8211; 1922 &#8211; Rússia &#8211; Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.</p><p>1919 &#8211; Honduras &#8211; Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.</p><p>1918- Iugoslávia &#8211; Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.</p><p>1920 &#8211; Guatemala &#8211; Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.</p><p>1922 &#8211; Turquia &#8211; Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.</p><p>1922 &#8211; 1927 &#8211; China &#8211; Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.</p><p>1924 &#8211; 1925 &#8211; Honduras &#8211; Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.</p><div
id="attachment_14102" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/panama.rogerio-navarro.blog_.uol_.com_.br_.jpg"><img
class="size-full wp-image-14102" title="panama.rogerio-navarro.blog.uol.com.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/panama.rogerio-navarro.blog_.uol_.com_.br_.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Panamá, por rogerio-navarro.blog.uol.com.br</p></div><p>1925 &#8211; Panamá &#8211; Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalha</p><p>dores pana</p><p>menhos.</p><p>1927 &#8211; 1934 &#8211; China &#8211; Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.</p><p>1932 &#8211; El Salvador &#8211; Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional &#8211; FMLN &#8211; comandadas por Marti.</p><p>1939 &#8211; 1945 &#8211; II Guerra Mundial &#8211; Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.</p><p>1946 &#8211; Irã &#8211; Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.</p><p>1946 &#8211; Iugoslávia &#8211; Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.</p><p>1947 &#8211; 1949 &#8211; Grécia &#8211; Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas &#8220;eleições&#8221; do povo grego.</p><p>1947 &#8211; Venezuela &#8211; Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.</p><p><strong>*José Alberto da Silva Jones é professor<br
/> </strong></p><p>﻿</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/20/invasoes-americanas-no-mundo-ii/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Invasões Americanas no Mundo (I)</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/18/invasoes-americanas-no-mundo-i/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/18/invasoes-americanas-no-mundo-i/#comments</comments> <pubDate>Wed, 18 Aug 2010 04:36:39 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=14060</guid> <description><![CDATA[Professor Alberto Silva Jones sistematiza datas históricas que revelam a geopolítica norte-americana. Em pleno século XXI, por exemplo, os EUA ainda prosseguem na mesma trilha. Mesmo com o governo democrata do presidente Barack Obama. Por Alberto da Silva Jones Especial Para Nós – Fora dos Eixos Entre as várias invasões que as Forças Armadas dos [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Professor Alberto Silva Jones sistematiza datas históricas que revelam a geopolítica norte-americana. Em pleno século XXI, por exemplo, os EUA ainda prosseguem na mesma trilha. Mesmo com o governo democrata do presidente Barack Obama.</p><div
id="attachment_14061" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eua-no-iraque.sntct_.pt_.jpg"><img
class="size-full wp-image-14061" title="eua-no-iraque.sntct.pt" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eua-no-iraque.sntct_.pt_.jpg" alt="" width="550" height="400" /></a><p
class="wp-caption-text">EUA no Iraque, por sntct.pt</p></div><p>Por <strong>Alberto da Silva Jones</strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>Entre as várias invasões que as Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:</p><p>1846 – 1848: México, por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas</p><p>1890 – Argentina &#8211; Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.</p><p>1891 – Chile<strong> </strong>- Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.</p><p>1891 – Haiti<strong> </strong>- Tropas americanas debelam a revolta de operários</p><p>Negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.</p><p>1893 – Havaí &#8211; Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Havaí aos EUA.</p><p>1894 – Nicarágua<strong> </strong>- Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.</p><p>1894 &#8211; 1895 – China &#8211; Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.</p><p>1894 &#8211; 1896 – Coreia<strong> </strong>- Tropas permanecem em Seul durante a guerra.</p><p>1895 – Panamá &#8211; Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.<a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/invasao..jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-14062" title="invasao." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/08/invasao..jpg" alt="" width="400" height="352" /></a></p><p>1898 &#8211; 1900 – China &#8211; Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.</p><p>1898 &#8211; 1910 – Filipinas &#8211; As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas &#8211; 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913) &#8211; 600.000 filipinos mortos.</p><p>1898 &#8211; 1902 – Cuba &#8211; Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.</p><p>1898 &#8211; Presente – Porto Rico &#8211; Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje &#8216;Estado Livre Associado&#8217; dos Estados Unidos.</p><p>1898 – Ilha de Guam &#8211; Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.</p><p>1898 – Espanha &#8211; Guerra Hispano-Americana &#8211; Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.</p><p>1898 – Nicarágua &#8211; Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.</p><p>1899 – Ilha de Samoa &#8211; Tropas desembarcam e invadem a Ilha em consequência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.</p><p>1899 – Nicarágua &#8211; Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).</p><p>1901 &#8211; 1914 – Panamá &#8211; Marinha apoia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.</p><p>1903 – Honduras &#8211; Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.</p><p>1903 &#8211; 1904 – República Dominicana &#8211; Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.</p><p>1904 &#8211; 1905 – Coreia &#8211; Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.</p><p>1906 &#8211; 1909 – Cuba -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.</p><p>1907 – Nicarágua &#8211; Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/08/18/invasoes-americanas-no-mundo-i/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Memória do Fim da Guerra</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/14/memoria-do-fim-da-guerra/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/14/memoria-do-fim-da-guerra/#comments</comments> <pubDate>Wed, 14 Jul 2010 08:20:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=13335</guid> <description><![CDATA[Mais um ano trans-correu, neste 8 de maio, do final da Segunda Guerra Mundial, que convulsionou o mundo, de 1939 a 45. O escritor M.Paulo Nunes relembra como foi, para ele, aquele dia histórico. Por M. Paulo Nunes Especial Para Nos – Fora dos Eixos Mais um ano trans-correu, neste 8 de maio, do final [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
class="mceTemp">Mais um ano trans-correu, neste 8 de maio, do final da Segunda Guerra Mundial, que convulsionou o mundo, de 1939 a 45. O escritor M.Paulo Nunes relembra como foi, para ele, aquele dia histórico.</div><div
class="mceTemp"><div
class="mceTemp"><div
class="mceTemp"><div
id="attachment_13336" class="wp-caption alignleft" style="width: 420px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/roosevelt-stalin-de-gaule.jpg"><img
class="size-full wp-image-13336" title="roosevelt-stalin-de gaule" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/roosevelt-stalin-de-gaule.jpg" alt="" width="410" height="334" /></a><p
class="wp-caption-text">Wilson Churchill., Roosevelt e Stalin, trio decisivo na derrota do nazifacismo.</p></div><p>Por <strong>M. Paulo Nunes </strong></div></div><p>Especial Para <strong>Nos – Fora dos Eixos</strong></p><p>Mais um ano trans-correu, neste 8 de maio, do final da Segunda Guerra Mundial, que convulsionou o mundo, de 1939 a 45. São já 65 anos dessa hecatombe que envolveu a humanidade em peso e levou os responsáveis pelos destinos dos povos a assumir o compromisso ou o pacto solene, para usar uma expressão da moda, de que aquele seria o último conflito da face da terra. Não o foi, como sabemos.</p><p><strong>Lembro-me bem daquele dia</strong>, em nossa capital, então uma cidadezinha pacata e de vida mansa e provinciana, em que todos se conheciam e eram poucas as opções de lazer. Reunidos pela manhã, junto a uma difusora local, creio que a Rianil, enfileirei-me aos que dariam o seu recado, falando à multidão, reunida nas imediações, na Rua Barroso, no Centro da cidade.</p><p><strong>Lembro-me de ter ouvido</strong> na ocasião um belo poema declamado no mesmo local, pela advogada Maria Elisa Pires Rebelo, então casada com o também advogado George Pires Chaves, que a acompanhava, intitulado “Bandeira Vermelha”, em homenagem ao exército vermelho da União Soviética, um dos países aliados na luta contra o nazifascimo.</p><p><strong>Depois, à noite, em discurso escrito</strong>, no coreto da Praça Rio Branco, apresentei-me na condição de líder estudantil, aluno que era do último ano do curso secundário do Liceu, e ali cumpri nova função oratória, em nome de meus colegas. Nunca me esqueço do discurso de Winston Churchill, ouvido pela BBC, de Londres, a estação que nos mantinha com a atenção presa ao seu noticiário radiofônico sobre os lances do conflito.</p><div
id="attachment_13337" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/GiraudDeGaulleChurchill@Casablanca.gif"><img
class="size-medium wp-image-13337" title="Giraud,DeGaulle,Churchill@Casablanca" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/GiraudDeGaulleChurchill@Casablanca-300x236.gif" alt="" width="300" height="236" /></a><p
class="wp-caption-text">Giraud,De Gaulle,Churchill: reunião na Casa Blanca para derrotar Hitler.</p></div><p><strong>Primeiro-ministro inglês</strong> e um dos líderes da Guerra, na frente aliada, juntamente com Roosevelt, Stalin e De Gaulle, num breve discurso de poucas palavras, ele, que fora um dos maiores oradores da História, assim comunicava ao mundo fim das hostilidades: — Hoje, às 12 horas e 45 minutos, o governo e o alto comando do exército alemão solicitaram a rendição incondicional. Está encerrado o conflito. Deus salve o Rei!</p><p><strong>Era aquele o momento</strong> em que uma era da história humana se encerrava. Alguns anos depois, em 1952, conduzido por Pascoal Carlos Magno, veio ao Piauí o Teatro do Estudante do Brasil, criado por aquela notável figura de nossa arte teatral e de nossa diplomacia, que realizava com o patrocínio oficial, uma turnê pelo Brasil, com um repertório de peças clássicas.</p><div><strong>Lembro-me de uma observação</strong> do presidente Getúlio Vargas, publicada nos jornais da época, ao receber a visita de Pascoal Carlos Magno, antes de iniciar aquela missão: “Então, Embaixador, o Senhor vai levar Sófocles ao Piauí?”, Era a velha mania de gozação com a nossa terra a que não escapou nem o velho caudilho dos pampas.<strong> </strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong></strong></div><p><strong></p><p
class="mceTemp"><dl
id="attachment_13338" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px;"><dt
class="wp-caption-dt"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/m.paulo-nunes.-www.piaui_.pi_.gov_.br_.jpg"><img
class="size-full wp-image-13338" title="m.paulo nunes. www.piaui.pi.gov.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/07/m.paulo-nunes.-www.piaui_.pi_.gov_.br_.jpg" alt="" width="350" height="232" /></a></dt><dd
class="wp-caption-dd">O escritor M.Paulo Nunes. Imagem:www.piaui.pi.gov.br</dd></dl><p>Durante a temporada teatral no Piauí, com represen tações do repertório de clássicos gregos no velho Theatro 4 de Setem bro, Pascoal, que servira na Embaixada brasileira, em Londres, no período da Guerra, proferiu ainda uma palestra, no Arquivo Público do Estado, relatando alguns episódios de que participara naquele período.</p><p><strong>Um deles foi o concerto da Orquestra</strong> Sinfônica de Londres a que assistira, no período mais duro do conflito, que fora o ano de 1943, quando diariamente aquela heróica cidade era bombardeada pelos aviões da Luftwaffe, a famosa aviação nazista, para quebrar a resistência daquele povo.</p><p><strong>O inglês,</strong> fleumático e determinado como é, realizava suas atividades sociais até as 18 horas, ou seja, antes da blitz dos aviões inimigos.</p><div
class="mceTemp"><strong>Mas naquele dia</strong> do concerto, regido por famoso maestro, de cujo nome não mais me recordo, a aviação nazista fez-lhes uma surpresa, ao iniciar mais cedo suas operações.</div><p><strong>Quando o maestro</strong> ergue a batuta para iniciar o espetáculo, por sinal que em homenagem a Beethoven, notável compositor alemão, as sirenes começam a anunciar o início do bombardeio. O maestro, com a maior tranqüilidade, mantém a batuta no ar e se dirige à assistência com estas palavras: — O concerto vai prosseguir.</p><p><strong>Quem quiser sair</strong> pode retirar-se. Porque eles podem destruir-nos. Mas não destruirão este instante que iremos viver!</p><p><strong>A orquestra prosseguiu debaixo do bombardeio</strong>. Pascoal, representando o nosso Embaixador, pensou em retirar-se. Mas, pensou que, ao fazê-lo, os ouvintes logo o identificariam como brasileiro e por isso aguentou o martírio até o fim, vivendo para contar-nos a história. Assim é a vida.</p><p>*<strong>M. Paulo Nunes</strong> é escritor, ensaísta e memorialista. Texto publicado no Jornal da Associação Nacional de Escritores Jornal, edição de junho / julho de 2010.</p><p><strong>Serviço </strong></p><p><a
href="http://www.anenet.com.br/">www.anenet.com.br</a></p><p></strong></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/07/14/memoria-do-fim-da-guerra/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Revoada em Xambioá</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/17/revoada-em-xambioa/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/17/revoada-em-xambioa/#comments</comments> <pubDate>Mon, 17 May 2010 17:35:18 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category> <category><![CDATA[Poesia]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11881</guid> <description><![CDATA[Por Ubiramar Peixoto de Oliveira * Especial Para Nós – Fora dos Eixos Plana e paira a Andorinha Atávica e atenta traz na alma o sussurro indizível do som da eternidade e nas garras o pergaminho – libelo dos justos Mundão sem limiar sem crepúsculo plasma saga acaecida na rinha da refrega amor e dor [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_11882" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/guerrilha-do-araguaia-JoséAntôniodeSouzaPerez-arquivo-pessoal.jpg"><img
class="size-full wp-image-11882" title="guerrilha do araguaia--JoséAntôniodeSouzaPerez-arquivo-pessoal" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/guerrilha-do-araguaia-JoséAntôniodeSouzaPerez-arquivo-pessoal.jpg" alt="" width="550" height="831" /></a><p
class="wp-caption-text">Guerrilha do Araguaia. Fotos históricas de José Antônio de Souza Perez. Arquivo pessoal.</p></div><p>Por <strong>Ubiramar Peixoto de Oliveira *</strong></p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p><strong> </strong></p><p>Plana e paira a Andorinha</p><p>Atávica e atenta traz na alma o sussurro indizível do som</p><p>da eternidade e nas garras o pergaminho – libelo dos justos</p><p>Mundão sem limiar sem crepúsculo plasma saga acaecida na rinha</p><p>da refrega amor e dor</p><div
id="attachment_11883" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/xambioá-to-www.cidades.com_.br-cidade-xambioa.gif"><img
class="size-full wp-image-11883" title="xambioá-(to)-www.cidades.com.br-cidade-xambioa" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/xambioá-to-www.cidades.com_.br-cidade-xambioa.gif" alt="" width="300" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Xambioá (TO). Imagem por:www.cidades.com.br-cidade-xambioa.</p></div><p>Tapete multicolorido de fundo prateado, moldado nos recônditos</p><p>Encantados do arenal suavemente amarelado, rende culto aos</p><p>Eflúvios emanados da alma do Éden ameríndio</p><p>Repassa o rio que serpenteia, oleiros que talham tijolos de plúmbea</p><p>Argila na intimidade escoltada por enzima de matriz primeva</p><p>Campônio sem terra ceifa viver de arbóreo mar pra dar vida à</p><p>Oceânica campina de pastoreio</p><p>Pescadores em canoas singram águas em busca da sobrevivência</p><p>Lavadeiras aos borbotões. Com água nas cinturas resgatam as cores</p><p>dos tecidos no meio do burburinho da criançada na piscina</p><p>dádiva da natureza</p><p>Passarada festiva voa e de forma concertada ou desconexa</p><p>desabrolha sinfonia bela e apoteótica sobre cimos e depressões</p><p>A vida salpica olhares cintilantes pelas frestas de todos os poros</p><p>Praias e barrancos irradiam feérico cenário de homens portadores</p><p>Da alegria dos entes redivivos –</p><p>anônimas estrelas da pugna onde a desventura</p><p>é mera e necessária coadjuvante no construir do sonhar esplendoroso</p><p>Viajante notívaga e príncipe da alva, por testemunhas gu</p><div
id="attachment_11885" class="wp-caption alignright" style="width: 285px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/A-foto-tirada-por-um-militar-na-chegada-do-Exército-à-região-do-Araguaia-em-setembro-de-1972.jpg"><img
class="size-full wp-image-11885" title="A foto tirada por um militar, na chegada do Exército à região do Araguaia, em setembro de 1972" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/A-foto-tirada-por-um-militar-na-chegada-do-Exército-à-região-do-Araguaia-em-setembro-de-1972.jpg" alt="" width="275" height="335" /></a><p
class="wp-caption-text">Guerrilha do Araguaia. A foto tirada por um militar, na chegada do Exército à região do Araguaia, em setembro de 1972.</p></div><p>Perfumada Alba amazônica, morena cor de jambo, sorriso penetrante</p><p>Lábios rubros escarlates, beijos arrebatadores, umbral de amor</p><p>Inolvidável concebido na flagrância róseo dos olores lúbricos, musa e</p><p>Seiva dos jardins ditosos, qual nubente no cio, derrama néctares</p><p>Voluptuosos via sonda mágica, generosas e sensuais porções de</p><p>Luminosidade sobre a paisagem parasidiáca</p><p>Sombras lúgubres sitiam a terra</p><p>Cortejo da corvadia pedem passagem</p><p>Pantagruélicos se fartam na ceia do objeto</p><p>Neófitos e mórbidos divisam a perenidade do efêmero momento de</p><p>Vilania em confronto com o vendaval da vida</p><p>Naco arrebatado</p><p>Verdugos, torturadores, delatores, semeadores da cizânia, gênios da</p><p>Desagregação, dantesca capatazia</p><p>Recrutas pávidos e atordoados mergulham na selva</p><p>Gris e turva alameda</p><p>Sabre, torquinete, pau de arara, brinco da princesa, gemido, silencio</p><p>Solidão, lamúria, morte, sol posto, luar exposto, brado de combate</p><p>Rosnar de fera irada, ranger de dente, faca afiado, azo de</p><p>Desmoronamento, hora de afirmação, áspero tempo</p><div
id="attachment_11884" class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Xambioa.porto_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11884" title="Xambioa.porto" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Xambioa.porto_.jpg" alt="" width="280" height="187" /></a><p
class="wp-caption-text">Xambioa (porto). Arquivo.</p></div><p>Graduados sem combate gerenciam a vitória de Piro</p><p>Ocasião de cantar. Tempo de amor. Alvissareiro caminhar&#8230;</p><p>Lida spartaqueana mescla tempo / história. Grava roteiro da ficção ao</p><p>Real, do imaginário ao aferível</p><p>Alquimia operada no calor da travessia</p><p>Asas da fênix ungiram mulheres guerreiras e olímpicos pugilistas à</p><p>Cumeada das altas aspirações. Edito libertário concebido no epicentro</p><p>De vezuviana e ciclópica erupção soltou grito contido e nas pegadas</p><p>Do poeta inoculou nas águas a altivez e escreveu o nome da LIBERDADE sobre as areias desonradas</p><p>Xambiá (TO), 03/08/2008.</p><p>* <strong>Ubiramar Peixoto de Oliveira</strong> (<strong>Bira</strong>) é poeta, advogado e ex-guerrilheiro que lutou em Xambioá.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><strong>Bira</strong> participou da Guerrilha do Araguaia contra a ditadura militar (1964-85). Conseguiu escapar do cerco do Exército à guerrilha e fugiu do Brasil para o Chile. Lá foi preso e levado para o Estádio Nacional do Chile, onde a ditadura do general Augusto Pinochet assassinou, entre outros, o cantor e compositor Victor Jará. Com a anistia, Bira, que é advogado, voltou ao Brasil. Foi anistiado em 3 de novembro de 2008.</p><p>Contato: <a
href="mailto:ubiramarpeixoto@gmail.com">ubiramarpeixoto@gmail.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/17/revoada-em-xambioa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Autor da Polêmica Biografia de Lampião Faz Palestra e Lança Livro em Brasília</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/14/autor-da-polemica-biografia-de-lampiao-faz-palestra-e-lanca-livro-em-brasilia/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/14/autor-da-polemica-biografia-de-lampiao-faz-palestra-e-lanca-livro-em-brasilia/#comments</comments> <pubDate>Fri, 14 May 2010 17:48:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category> <category><![CDATA[Lançamentos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11821</guid> <description><![CDATA[José Geraldo Aguiar diz que Lampião não morreu em Angico (SE) em 1937, mas no interior de Minas Gerais, em 1996, aos 96 anos de idade. Para quem duvida ele pede exame de DNA do Rei do Cangaço. Por Menezes y Morais * O poeta, fotógrafo, técnico em contabilidade, pesquisador e escritor mineiro José Geraldo [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>José Geraldo Aguiar diz que Lampião não morreu em Angico (SE) em 1937, mas no interior de Minas Gerais, em 1996, aos 96 anos de idade. Para quem duvida ele pede exame de DNA do Rei do Cangaço.</p><div
id="attachment_11822" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/cangaceiros_13.jpg"><img
class="size-full wp-image-11822" title="cangaceiros_13" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/cangaceiros_13.jpg" alt="" width="300" height="390" /></a><p
class="wp-caption-text">Maria Bonita e Lampião, por Benjamin Abrahão: eles não foram mortos pela Polícia, mas sim de morte natural, assegura biográfo.</p></div><p>Por <strong>Menezes y Morais</strong> *</p><p>O poeta, fotógrafo, técnico em contabilidade, pesquisador e escritor mineiro José Geraldo Aguiar, 50 anos, faz palestra nesta sexta-feira, 14, às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Brasília, no Lago Norte, onde lança o seu polêmico livro <em>Lampião, o Invencível &#8211; Duas Vidas, Duas Mortes </em>(Thesaurus, 2009).</p><p>Nele, o Autor simplesmente contradiz toda a literatura escrita até agora sobre a vida do “Rei do Cangaço”: José Virgulino da Silva, o Lampião, não fora morto pela Polícia na localidade de Angico, município de Poço Redondo (SE), na madrugada de 28 de julho de 1938, ao lado de 11 companheiros, incluindo a lendária Maria Bonita.</p><p>De acordo com o pesquisador, “Lampião morreu no Estado de Minas, no noroeste de MG, no dia 3 de agosto de 1993, aos 96 anos de idade, de acordo com a certidão de nascimento dele, que consta no livro. O que se diz em contrário foi uma farsa.”</p><p><strong>DNA</strong></p><p>Esta é a polêmica posta por José Geraldo Aguiar em seu livro, que ele passou 17 anos pesquisando, depois de conviver com Lampião. Para os que não acreditam nessa história, como os descendentes de Lampião, JGA pede aos familiares descendentes de Lampião que façam um exame de DNA.</p><p>“Não é simples? Apesar da história de Lampião ser pública, cantada em prosa e verso, o exame de DNA só poderá ser realizado com a autorização de seus descendentes. O meu livro foi escrito para contar a verdade,” declarou.</p><p><strong>Palestra e Autógrafos</p><div
id="attachment_11823" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/cangaceiros_lampião_6_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11823" title="cangaceiros_lampião_6_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/cangaceiros_lampião_6_.jpg" alt="" width="300" height="390" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">Lampião, por Benjamin Abrahão.</p></div><p></strong></p><p>JGA passou a semana em Brasília preparando sua palestra e lançamento do livro na Livraria Cultura, ciceronado por Victor Tagore, editor executivo da Thesaurus.</p><p>O Autor carrega consigo uma vasta documentação de pesquisa sobre Lampião. Uma das cópias desses documentos, que ele tem prazer em mostrar, além de cópia da certidão de nascimento de Lampião, é a do exame da cabeça do Rei do Cangaço.</p><p>“”O documento é a cópia do exame da cabeça de Lampião. A certidão inicial que atesta que aquela cabeça que foi exposta durante muitos anos como sendo de Lampião foi redigido pelo odontólogo José Lages Filho. Ora, como é que um dentista, não sendo médico-legista, pode assinar um documento desse?” Pergunta o Autor.</p><p>Além do mais, acrescenta, citando o documento: “Infelizmente o estado em que a cabeça chegou a morgue não permite um estudo acurado e minucioso a luz da antropometria criminal e da anatomia, pois atingida por um projétil de arma de fogo que atravessou o crânio saindo da região occipital, fraturando a mandíbula, o frontal, o parietal direito, o temporal direito e os ossos da base que ficaram reduzidos a múltiplos fragmentos.”</p><p><strong></p><div
id="attachment_11824" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/José-Geraldo-Aguiar-centro-e-Moreno-e-Durvinha_ex-cangaceiros.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11824" title="José Geraldo Aguiar (centro) e Moreno e Durvinha_ex-cangaceiros" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/José-Geraldo-Aguiar-centro-e-Moreno-e-Durvinha_ex-cangaceiros-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">José Geraldo Aguiar (centro) e Moreno e Durvinha, ex-cangaceiros. Moreno era o nome de cangaceiro de José Antônio Souto, o pernambucano &quot;Bit&quot;, que vai completar 101 anos em dezembro. Durvinha, o nome que a baiana Durvalinha Maria da Conceição usava no canganço. Ela falecleu em 29 de junho de 2006. Foto: arquivo do Autor.</p></div><p>“A Verdadeira História”</strong></p><p>Em sua palestra, JGA afirma que o livro que escreveu sobre Lampião é “a sua verdadeira história;” Trata-se da verdadeira história de Lampião. O meu livro é totalmente diferente das histórias que já escreveram sobre Lampião.”</p><p>Em relação à morte – acrescentou – “Estou contradizendo tudo que se escreveu sobre Lampião. Lampião escapou do cerco policial em Sergipe e morrido de morte natural no interior de Minas Gerais.”</p><p>– Eu convivi com Lampião, um homem muito caridoso, durante cinco meses. Mesmo na época do cangaço, ele era caridoso. Ele relatou pra mim os fatos. Eu me senti na obrigação de não me acovardar.</p><p>O Autor acrescentou: “Senti-me na obrigação de transmitir para o mundo essa mega-descoberta. Eu já disse, Lampião morreu de morte natural no dia 3 de agosto de 1993. E Maria Bonita no dia 3 de agosto de 1978. Eu provo isso no meu livro.”</p><p>Leia mais sobre José Geraldo Aguiar na <strong>Nós – Fora dos Eixos: Autor da Biografia de Lampião Afirma que o Rei do Cangaço Não Morreu em Angico</strong>.</p><p>* <strong>Menezes y Morais</strong>, jornalista, professor, escritor, historiador, editor da Nós – Fora dos Eixos, é autor, entre outros, de Diário da Terra &amp; Cenas da Cidade Sitiada (poesia) e Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê (teatro).</p><p><strong>Serviço</p><div
id="attachment_11825" class="wp-caption alignright" style="width: 215px"><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/josé-geraldo-aguiar_capa_lampião_jpg.jpg"><img
class="size-full wp-image-11825" title="josé geraldo aguiar_capa_lampião_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/josé-geraldo-aguiar_capa_lampião_jpg.jpg" alt="" width="205" height="310" /></a></strong><p
class="wp-caption-text">A polêmica biografia de Lampião lançada em Brasília.</p></div><p></strong>O quê: palestra e lançamento do livro <em>Lampião, o Invencível &#8211; Duas Vidas, Duas Mortes </em>(Thesaurus, 2009).<strong></strong></p><p><strong>Data</strong>: 14 de maio de 2010 (sexta-feira), às 19h30.</p><p><strong>Local:</strong> Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Brasília &#8211; Lago Norte – Brasília (DF).</p><p>Informações: (61) 3344-3738 ou (61) 2109-2700.</p><p><a
href="http://www.thesaurus.com.br/">www.thesaurus.com.br</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/14/autor-da-polemica-biografia-de-lampiao-faz-palestra-e-lanca-livro-em-brasilia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>17</slash:comments> </item> <item><title>O Baile da Ilha Fiscal 2 E o Dia em Que &#8220;a Time Ficou Louca&#8221;.</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/07/o-baile-da-ilha-fiscal-2-e-o-dia-em-que-a-time-ficou-louca/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/07/o-baile-da-ilha-fiscal-2-e-o-dia-em-que-a-time-ficou-louca/#comments</comments> <pubDate>Fri, 07 May 2010 15:17:33 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11584</guid> <description><![CDATA[Por Homero Mattos Jr. *. Especial Para Nós – Fora dos Eixos Relata a revista CartaCapital desta semana (ed. 594) que ao ser informado sobre a inclusão do Presidente Lula na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo segundo a revista Time, o líder do ex-PFL na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen exclamou: &#8220;A [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_11593" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Baile-da-Ilha-Fisca_-Francisco-Figueiredo-exposta-no-Museu-Histórico-Nacional.1.jpg"><img
class="size-full wp-image-11593" title="Baile da Ilha Fisca_ Francisco Figueiredo, exposta no Museu Histórico Nacional." src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Baile-da-Ilha-Fisca_-Francisco-Figueiredo-exposta-no-Museu-Histórico-Nacional.1.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a><p
class="wp-caption-text">Baile da Ilha Fiscal, óleo sobre tela de Francisco Figueiredo. Museu Histórico Nacional.</p></div><p>Por<strong> Homero Mattos Jr</strong>. *.</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p><strong> </strong></p><p>Relata a revista <strong>CartaCapital</strong> desta semana (ed. 594) que ao ser informado sobre a inclusão do Presidente Lula na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo segundo a revista <strong>Time</strong>, o líder do ex-PFL na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen exclamou:</p><p>&#8220;A Time ficou louca ou ganhou patrocínio de estatal brasileira.&#8221;</p><p><strong>Considerando que não houve patrocínio</strong>, podemos ficar à vontade para conjeturar se não seria a idade avançada da revista (83 anos) a possível causa de sua insanidade, diagnosticada com a precisão singela que consagrou Pedro Malazarte.</p><p><strong>Como costuma dizer o editor</strong> de <strong>CartaCapital</strong>: mais uma vez o mundo se curva diante do juízo das classes senhoriais brasileiras&#8230;</p><div
id="attachment_11586" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Ilha-Fiscal.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11586" title="Ilha Fiscal" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Ilha-Fiscal-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p
class="wp-caption-text">Ilha Fiscal, no Estado do Rio de Janeiro. Aqui foi realizado o último baile da Monarquia.</p></div><p><strong>Por sua característica arquetípica</strong>, creio, de imediato a leitura do episódio acima me trouxe à lembrança o relato que, há pouco mais de um mês, ouvi de um amigo. Dizia respeito ao clima em uma festa de fim-de-ano promovida por uma entidade de classe patronal de um, digamos, Estado da Federação by far provinciano.</p><p><strong>Não, a festa não foi em São Paulo. Poupando o leitor dos pormenores, reproduzo as palavras finais de meu amigo:</strong></p><p><strong>&#8220;Merão! Me senti como se estivesse no baile da Ilha Fiscal</strong>! Aquelas caras todas fechadas, macambúzias, passando umas ao lado da outra e, para elas mesmas, dizendo &#8216;Fulano de Tal vai voltar!&#8230; Fulano de Tal vai voltar!&#8217;. Aquelas pessoas falavam isso na esperança do retorno de um tempo que já acabou, cara!&#8230; mas elas não querem se dar conta da realidade! Fulano de Tal vai voltar p&#8230; nenhuma! E se voltasse não poderia ser o mesmo. Trinta milhões de pessoas saíram da miséria durante o governo do Lula! Você sabe o que é isso, Merão?&#8221;</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11587" class="wp-caption alignleft" style="width: 172px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/homero-mattos-jr_o-autor-em-sua-Terceira-Comunhão.jpg"><img
class="size-full wp-image-11587" title="homero mattos jr_o autor em sua Terceira Comunhão" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/homero-mattos-jr_o-autor-em-sua-Terceira-Comunhão.jpg" alt="" width="162" height="135" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Homero Mattos Jr., em sua Terceira Comunhão.</p></div><p><strong>Notas de esclarecimento:</strong></p><p><strong>1) Fulano de Tal</strong> é um ex-governador ligado a uma oligarquia estadual.</p><p><strong>2) Não cito nomes</strong> nem lugares para evitar retaliações a meu amigo. Estamos a falar de oligarquias e provincianismo.</p><p><strong>3) O Baile da ilha Fiscal</strong>, realizado uma semana antes da Proclamação da República, foi a última festa de gala promovida pelo Império.</p><p><strong>4) Na primeira semana</strong> de novembro de 1889 a resposta estava soprando no ar já havia tempos. A Guerra do Paraguai e as exigências de uma dinâmica economia cafeeira haviam exposto de modo inegável as fraquezas e inadequações do antigo regime imperial.</p><p><strong>5) O Imperador não voltou</strong>, mas o que o rodeavam jamais saíram do lugar.</p><div
id="attachment_11588" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/luiz-ináciolo-lula-da-silva_jpg.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11588" title="luiz ináciolo lula da silva_jpg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/luiz-ináciolo-lula-da-silva_jpg-300x259.jpg" alt="" width="300" height="259" /></a><p
class="wp-caption-text">Lula, provocando celeuma de maneira involuntária: não é o líder mais influente do planeta, mas está entre eles, conforme a revista norte-americana Time.</p></div><p><strong>6) Na primeira década do século XXI</strong>, sucessivas crises financeiras mundiais expõem as fraquezas e inadequações de um regime econômico neoliberal desabrido. Na primeira década do século XXI, sucessivas crises financeiras mundiais expõem as fraquezas e inadequações de um regime econômico neoliberal desabrido.</p><p><strong>7) Fulano de Tal</strong> pode voltar e os que o rodeiam anseiam por quaisquer 1954, 1964&#8230;</p><p>* <strong>Homero Mattos Jr</strong>., escritor e blogueiro.</p><p><strong>Serviço</strong></p><p><a
href="http://www.homeromattosjr.blogspot.com/">www.homeromattosjr.blogspot.com</a></p><p><a
href="http://www.homerotextos.blogspot.com/">www.homerotextos.blogspot.com</a></p><p><a
href="mailto:omnros@gmail.com">omnros@gmail.com</a></p><p><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Time.jpg"><img
class="alignleft size-medium wp-image-11589" title="Time" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Time-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" /></a>Nota da Redação</strong></p><p>Devido algumas afirmações que Lula fora incluído como o primeiro da lista dos 100 líderes políticos mais influentes do planeta, a revista <strong>Time</strong> negou que tivesse colocado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o primeiro em uma lista de líderes mais influentes do mundo.</p><p>Fonte:<a
href="http://www.maranhaohoje.com.br/index.php/politica/58"> www.maranhaohoje.com.br/index.php/politica/58</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/07/o-baile-da-ilha-fiscal-2-e-o-dia-em-que-a-time-ficou-louca/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Embaixada Tcheca no Brasil Comemora Dia da Vitória Com Projeção de Filme em Brasília</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/embaixada-tcheca-no-brasil-comemora-dia-da-vitoria/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/embaixada-tcheca-no-brasil-comemora-dia-da-vitoria/#comments</comments> <pubDate>Mon, 03 May 2010 14:24:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11324</guid> <description><![CDATA[Por Redação Em comemoração aos 65 anos do Dia da Vitória, o embaixador da República Tcheca no Brasil e Senhora Ivan Jancárek, que residem em Brasília (DF), convidam para a mostra do filme tcheco Tobruk, nesta quinta-feira, 6, às 19h. A projeção do filme será na Escola Americana de Brasília. Os convidados podem ir com [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11325" class="wp-caption alignnone" style="width: 605px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Dia-da-Vitória_II-Guerra-Mundial.jpg"><img
class="size-full wp-image-11325" title="Dia da Vitória_II Guerra Mundial" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Dia-da-Vitória_II-Guerra-Mundial.jpg" alt="" width="595" height="424" /></a><p
class="wp-caption-text">O Mundo respirou aliviado com o fim da II Guerra Mundial e a derrota do nazifascismo.</p></div><p>Por <strong>Redação</strong></p><p>Em comemoração aos 65 anos do Dia da Vitória, o embaixador da República Tcheca no Brasil e Senhora Ivan Jancárek, que residem em Brasília (DF), convidam para a mostra do filme tcheco Tobruk, nesta quinta-feira, 6, às 19h.</p><p>A projeção do filme será na Escola Americana de Brasília. Os convidados podem ir com traje passeio.</p><p>O Dia da Vitória na Europa foi o 8 de Maio de 1945, data formal da derrota da Alemanha Nazista em favor dos Aliados na Segunda Guerra Mundial (1938-1945).</p><p><strong>Celebrações</strong></p><p>A data foi motivo de grandes celebrações, especialmente em Londres, onde mais de um milhão de pessoas festejaram o fim da guerra na Europa, embora os racionamentos de comida e vestuário continuassem por mais uma série de anos.</p><p>Em Londres, particularmente em Trafalgar Square e no Palácio de Buckingham, juntaram-se grandes massas de população, surgindo à varanda do palácio o Rei Jorge VI e a Rainha Elisabete, acompanhados pelo primeiro-ministro, Winston Churchill, para saudar a população.</p><p>A Princesa Elisabete (futura Rainha Elisabete II) e a sua irmã, a Princesa Margarida, foram autorizadas a juntar-se à festa, anônimas entre o povo de Londres.</p><p><strong>1945</strong></p><p>Nos Estados Unidos, o Presidente Harry Truman, que celebrava 61 anos nesse mesmo dia, dedicou a vitória ao seu antecessor, Franklin D. Roosevelt, que morrera há cerca de um mês antes, no dia 12 de Abril.</p><p>Os Aliados haviam acordado que o dia 9 de Maio de 1945 seria o da celebração, todavia os jornalistas ocidentais lançaram a notícia da rendição alemã mais cedo do que era previsto, precipitando as celebrações.</p><p>A União Soviética manteve as celebrações para a data combinada, sendo por isso que o fim da Segunda Guerra Mundial, conhecida como a Grande Guerra Patriótica na Rússia e outras zonas da antiga URSS, é celebrado no dia 9 de Maio.</p><p>A vitória aliada sobre o Japão é celebrada no Dia V-J, 15 de Agosto de 1945.</p><p><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tobruk_filme_.jpg"><img
class="alignleft size-medium wp-image-11326" title="tobruk_filme_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tobruk_filme_-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a>Serviço</strong></p><p><strong>O que</strong>: projeção do filme tcheco Tobruk.</p><p><strong>Quando</strong>: 6 de maio, às 19h.</p><p><strong>Onde:</strong> Escola Americana de Brasília, SGAS 605, Bloco E, lotes 34 / 37, Brasília (DF).</p><p><strong>R.S.V. P</strong>: <a
href="mailto:normaembaixadatcheca@gmail.com">normaembaixadatcheca@gmail.com</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/05/03/embaixada-tcheca-no-brasil-comemora-dia-da-vitoria/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Comissão da Verdade Se Reúne no Rio de Janeiro</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/26/comissao-da-verdade-se-reune-no-rio-de-janeiro/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/26/comissao-da-verdade-se-reune-no-rio-de-janeiro/#comments</comments> <pubDate>Mon, 26 Apr 2010 19:26:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11142</guid> <description><![CDATA[Comissão quer apurar todos os crimes políticos ocorridos no Brasil no período de vigência da ditadura militar, de 1964 a 1985. Mas certos setores das Forças Armadas são contra. Por Kadu Machado * Especial Para Nós – Fora dos Eixos O ministro Paulo Vannuchi, vai ao Casa Grande debater a Comissão da Verdade, dia 27/4 [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Comissão quer apurar todos os crimes políticos ocorridos no Brasil no período de vigência da ditadura militar, de 1964 a 1985. Mas certos setores das Forças Armadas são contra.</p><div
id="attachment_11143" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/paulo-vannuchi-e-lula-.jpg"><img
class="size-full wp-image-11143" title="paulo-vannuchi-e-lula-" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/paulo-vannuchi-e-lula-.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">O ministro Vannuchi e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva</p></div><p>Por <strong>Kadu Machado</strong> *</p><p>Especial Para <strong>Nós – Fora dos Eixos</strong></p><p>O ministro Paulo Vannuchi, vai ao Casa Grande debater a Comissão da Verdade, dia 27/4 (terça-feira),  às 18h30.</p><p>Essa Comissão é uma das propostas que constam do III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).</p><p>O local é o foyer do Teatro Oi Casa Grande <a
href="http://www.oicasagrande.com.br/">www.oicasagrande.com.br</a> que fica na Rua Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon (telefones: 2511-0800 / 3114-3716 / 3114-3712).</p><p><strong>Críticas</strong></p><p>A criação da Comissão da Verdade para investigar crimes comuns e contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar sofreu forte criticas de setores da forças armadas.</p><div
id="attachment_11144" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/foto_honestino_guimaraes_por-www.une_.org_.br_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11144" title="foto_honestino_guimaraes_por-www.une.org.br" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/foto_honestino_guimaraes_por-www.une_.org_.br_.jpg" alt="" width="250" height="470" /></a><p
class="wp-caption-text">Honestino Guimarães, líder estudantil: a última que foi visto, estava nas imediações da rodoviária do Plano Piloto, em Brasília (DF). Imagem por www.une.org.b</p></div><p>O que se pretende é apurar o que aconteceu naqueles anos de chumbo. Entre outras consequências, isso pode fazer com que se descubra o paradeiro dos corpos dos desaparecidos políticos e se ponha um fim ao sofrimento de seus familiares.</p><p>O evento é organizado pelo Instituto Casa Grande ICG – <a
href="http://institutocasagrande.wordpress.com/">http://institutocasagrande.wordpress.com</a> e pela Associação Scholem Aleichem <a
href="http://www.asa.org.br/">http://www.asa.org.br</a> e conta com o apoio da OAB-RJ <a
href="http://www.oab-rj.org.br/">www.oab-rj.org.br</a>, do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro <a
href="http://www.sindadvogados-rj.com.br/">http://www.sindadvogados-rj.com.br</a> e da Associação Brasileira de Imprensa &#8211; ABI – <a
href="http://www.abi.org.br/">http://www.abi.org.br</a></p><p>Além do ministro estarão presentes os presidentes das entidades organizadoras – o ex-senador Saturnino Braga, pelo ICG, e Jacques Gruman, pela ASA – e os presidentes da OAB-RJ, Wadih Damous, e da ABI, Maurício Azêdo.</p><div
id="attachment_11148" class="wp-caption alignleft" style="width: 266px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Paulo-Vannuchi_Terroristas1.jpg"><img
class="size-full wp-image-11148" title="Paulo Vannuchi_Terroristas" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Paulo-Vannuchi_Terroristas1.jpg" alt="" width="256" height="320" /></a><p
class="wp-caption-text">Cartaz afixado em locais públicos durante a ditadura militar.</p></div><p>Até lá e um abraço</p><p>* <strong>Kadu Machado</strong>, do jornal virtual Algo a Dizer</p><p><strong>Serviço</strong></p><p>Telefone: 21-9212-3103.</p><p>O site do jornal Algo a Dizer <a
href="http://www.algoadizer.com.br/">www.algoadizer.com.br</a> encontra-se temporariamente indisponível por conta de problemas na empresa de hospedagem, a Hostmachine.</p><p>Em razão dos feriados de Tiradentes (21/4) e de São Jorge (Ogum, 23/4) no Rio, iremos realizar a reunião de pauta do jornal na próxima quinta, 29/4.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/26/comissao-da-verdade-se-reune-no-rio-de-janeiro/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Tancredo Neves e a Democracia Brasileira</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/23/tancredo-neves-e-a-democracia-brasileira/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/23/tancredo-neves-e-a-democracia-brasileira/#comments</comments> <pubDate>Fri, 23 Apr 2010 21:07:39 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[História]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=11071</guid> <description><![CDATA[O Estado Democrático de Direito tem um protagonista no Brasil: Tancredo de Almeida Neves (1910-1985), que morreu dia 21 de abril, aos 74 anos, levando consigo a honra de derrotar a ditadura militar (1964-85). Por Menezes y Morais * Eu lembro muito bem daqueles dias de emoção e agonia que precederam a derrota da ditadura [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O Estado Democrático de Direito tem um protagonista no Brasil: Tancredo de Almeida Neves (1910-1985), que morreu dia 21 de abril, aos 74 anos, levando consigo a honra de derrotar a ditadura militar (1964-85).</p><div
id="attachment_11072" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-presidente-121-480x312.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11072" title="tancredo-neves-presidente-121-480x312" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-presidente-121-480x312-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" /></a><p
class="wp-caption-text">Tancredo Neves, de óculos, ler o discurso da vitória no Colégio Eleitoral. Fotos: arquivo.</p></div><p>Por <strong>Menezes y Morais</strong> *</p><p>Eu lembro muito bem daqueles dias de emoção e agonia que precederam a derrota da ditadura militar no Colégio Eleitoral: Brasília (DF) estava superagitada, tensa, clima típico de pré-estado de sitio.</p><p>O general Newton Cruz, por exemplo, a mando do ditador de plantão, general João Baptista Figueiredo, tentava intimidar a população do Distrito Federal, com seus soldados armados, montados a cavalo, desfilando pela cidade. Eram as tais medidas de emergência.</p><p>A Polícia Federal, outro braço armado da ditadura, invadiu inclusive a sede da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, no final da avenida W3 Norte. Mas o sentimento de cidadania da população falava mais alto.</p><p><strong>“Não Tenha Medo”</strong></p><div
id="attachment_11073" class="wp-caption alignright" style="width: 181px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-dona-risoleta.jpg"><img
class="size-full wp-image-11073" title="tancredo-neves-dona risoleta" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-dona-risoleta.jpg" alt="" width="171" height="253" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Tancredo e dona Risoleta Neves</p></div><p><strong> </strong></p><p>Parece que cada um dos candangos e brasilienses escutava uma voz secreta no peito: “Não tenha medo”, a exemplo do que Jesus Cristo recomendava aos discípulos.</p><p>E foi sem medo que a sociedade brasileira, os trabalhadores brasileiros, o povo brasileiro e sua vanguarda, derrotaram a ditadura militar, que estava carcomida pelo absolutismo, a corrupção e o massacre de civis que deram a vida pela democracia.</p><p>Muitos deles, é verdade, queriam derrubar a ditadura militar que modernizou o capitalismo brasileiro, para implantar a ditadura do trabalho, outra tirania.</p><p>Mas a sociedade, no seu conjunto, queria liberdade. Administrar o próprio destino. O Brasil inteiro fora às ruas, embalado pela campanha das eleições diretas para Presidente da República.</p><p>Estávamos em 1984: o regime com os dias contados. Entre janeiro e abril o povo saiu às ruas para exigir eleições diretas já! para Presidente da República.</p><div
id="attachment_11074" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Tancredo.Jõao-Goulart.jpg"><img
class="size-full wp-image-11074" title="Tancredo.Jõao Goulart" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Tancredo.Jõao-Goulart.jpg" alt="" width="400" height="292" /></a><p
class="wp-caption-text">Tancredo e o presidente Jõao Goulart</p></div><p>Foram dezenas de comícios, o maior deles realizado em São  Paulo, cerca de 1,7 milhões de pessoas. O locutor esportivo Osmar Santos foi o mestre-de-cerimônias.</p><p><strong>Emenda Dante de Oliveira</strong></p><p>A histórica campanha pelas eleições diretas cresceu, agigantou-se, após as forças políticas democráticas e institucionais sofreram a derrota no Congresso Nacional, com a rejeição – por falta de quorum – da Emenda Dante de Oliveira, na histórica e triste votação de 24 de abril de 1984.</p><p>Perdida a batalha Dante de Oliveira (PMDB-MT), restava a saída institucional de ir ao Colégio Eleitoral, tapar o nariz, como dizia Tancredo Neves, e participar da eleição indireta para, sobretudo, derrotar os testas-de-ferro do Estado de chumbo, Paulo Maluf e Flávio Marcílio, ambos do PDS – Partido Democrático Social, que dava sustentação política ao regime militar.</p><p>As oposições não tinham outra saída: trabalhar no plano interno, para convencer os parlamentares que apoiavam o regime militar a votar na chapa do PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro e seduzirem as massas para ir às ruas, mais precisamente aos já àquela altura históricos comícios das diretas.</p><div
id="attachment_11075" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo.sarney.ulysses.pg_.jpg"><img
class="size-full wp-image-11075" title="tancredo.sarney.ulysses.pg" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo.sarney.ulysses.pg_.jpg" alt="" width="500" height="416" /></a><p
class="wp-caption-text">Tancredo, José Sarney, Ulysses Guimarães, Marco Maciel (papel nas mãos) e Aureliano Chaves.</p></div><p><strong>Nas Ruas do Brasil</strong></p><p>A ditadura parecia assustada com a massa nas ruas do Brasil. Em cinco meses, o país mudava de cara, ficava mais alegre, mais combativo, mais cidadão. A 23 de janeiro de 1984, 300 mil pessoas foram às ruas de São Paulo exigir eleições diretas.</p><p>Dias depois era a vez do povo alagoano: 40 mil pessoas clamaram por diretas.  Na sequência, o povo paraense foi às ruas de Belém: 60 mil pessoas declinaram fé no Estado democrático de direito.</p><p>Os comícios exigindo diretas seduziam o Brasil. 300 mil pessoas em Belo Horizonte (MG), 1 milhão no Rio de Janeiro, 1 milhão e 700 mil em São  Paulo&#8230;</p><p>Era o anúncio do fim. Ou o fim anunciado da ditadura que assaltou o poder no dia 31 de março de 1964 e implantou uma ditadura que durou um pouco mais de 20 anos.</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11076" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-diretas-1.jpg"><img
class="size-full wp-image-11076" title="tancredo-neves-diretas-1" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-diretas-1.jpg" alt="" width="480" height="335" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Uma das cenas dos comícios históricos pelas diretas. Depois de Tancredo, uma personagem não identificada, seguida de Franco Montoro e Leonel Brizola.</p></div><p><strong>Vidas </strong></p><p><strong>Imoladas</strong></p><p>E por que acabou? Não foi o trabalho heróico, mas equivocado da guerrilha, que serviu apenas para a imolação de vidas humanas, dos dois lados do jogo do pode: os que estavam alojados no Estado, com armas e dentes. E os que queriam mudanças.</p><p>Não foi uma dádiva do céu. A ditadura brasileira ruiu graças ao trabalho, entre outros, de político e líderes como Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Paulo Brossard, José Richa, Leonel Brizola, Dante de Oliveira, José Sarney (por incrível que pareça), Aureliano Chaves, Tancredo de Almeida Neves.</p><p>Sim, Tancredo Neves, um político de centro, experiente, que transitava livremente entre os diversos matizes ideológicos. Tancredo tinha o dom da oratória.</p><p>Para encerrar suas participações nos comícios das diretas, pedia sempre ao povo brasileiro: “Não nos dispersemos.” Dizia que não podia se exigir de um povo que renunciasse sua consciência cívica.</p><div
id="attachment_11077" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Tancredo_Neves_e_Aécio_Neves.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11077" title="Tancredo_Neves_e_Aécio_Neves" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Tancredo_Neves_e_Aécio_Neves-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p
class="wp-caption-text">Tancredo recebe o carinho do Brasil, enquanto o neto, Aécio Neves, olha ao fundo</p></div><p><strong>Revolução Pacífica</strong></p><p>Tancredo é parte capital de uma revolução pacífica no século XX brasileiro. A exemplo de Mahatma Gandhi (1864-1948), que derrotou mais de três séculos de colonização domínio britânico na Índia, derrotou os ingleses quem que o povo indiano desse um tiro.</p><p>Não foi a toa que o grande Albert Einstein chamou Gandhi de “Porta-voz da humanidade.” Respeitando as proporções geopolíticas, Tancredo foi uma espécie de Gandhi que derrotou a ditadura no Brasil sem que fosse necessário nenhum disparo, de quaisquer dos lados envolvidos.</p><div
id="attachment_11078" class="wp-caption alignleft" style="width: 507px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves.a-histórica-foto-com-os-médicos.jpg"><img
class="size-full wp-image-11078" title="tancredo neves.a histórica foto com os médicos" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves.a-histórica-foto-com-os-médicos.jpg" alt="" width="497" height="355" /></a><p
class="wp-caption-text">Tancredo, a histórica foto com os médicos no Hospital de Base, em Brasília. Depois dessa foto, a saúde de Tancredo piorou mais ainda.</p></div><p>Mas ele Tancredo pagou com a vida esse feito histórico. Morreu, conforme consenso, porque protelara o próprio tratamento médico, para tratar de uma de uma doença que a princípio não se sabia bem o que era, sendo inclusive chamada de “tumor benigno”.</p><p>Tancredo sofria do que hoje se chama de “síndrome da reposta inflamatória sistemática, o pulmão de choque”, expressão inexistente à época. Com receio de que os militares não permitiriam a transição da ditadura para a democracia, caso ele fosse internado num hospital antes da posse, adiou a ida ao médico.</p><p><strong>Dias de Agonia</strong></p><p>Resultado: o quadro piorou, ele sofreu 38 dias literalmente de agonia, acompanhado pelo clamor popular. Quando decidiu ir ao médico, era tarde. Mas sua tarefa histórica estava consolidada. O vice-presidente José Sarney tomara posse, a Nova República estava salva.</p><div
id="attachment_11079" class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-no-colégio-eleitoral.jpg"><img
class="size-full wp-image-11079" title="tancredo-neves-no colégio eleitoral" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-no-colégio-eleitoral.jpg" alt="" width="230" height="250" /></a><p
class="wp-caption-text">Tancredo no Colégio Eleitoral: domando o leão em sua cova</p></div><p>Tancredo era visto como uma espécie de Moisés, personagem bíblico que levou o povo hebreu à travessia do Mar Vermelho, em direção à Terra Prometida, mas que morrera antes de chegar. O povo, porém, realizou o sonho.</p><p>O general Newton Cruz revelou ao jornalista Geneton de Moraes Neto que o então candidato à Presidente da República, Paulo Maluf (PDS),teria pedido que os militares matassem Tancredo Neves. Disse o general ao jornalista, na entrevista que foi ao ar pela Globonews:</p><p>“Ele queria que nós matássemos o Tancredo. Pensava que eu era matador”.</p><p>Neste surpreende 2010, se vivo fosse, Tancredo celebraria 100 anos. É o ícone de um estadista, conciliador, sábio. Aconselhava seus pares a não falar ao telefone, numa época em que os telefones (e a imprensa) eram censurados.</p><div
id="attachment_11080" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-ulysses-guimarães.jpg"><img
class="size-full wp-image-11080" title="tancredo-neves-ulysses guimarães" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-ulysses-guimarães.jpg" alt="" width="250" height="173" /></a><p
class="wp-caption-text">Ulysses Guimarães e Tancredo: parceria história em nome da ética e da democracia.</p></div><p>Aconselhava aos seus pares radicais a encontrar “formas suaves” de dizer fatos contundentes, noutras palavras. É bem verdade que Tancredo foi beatificado pela mídia durante o seu calvário, mas, também, é verdade que toda a áurea que hoje reveste a biografia do político Tancredo de Almeida Neves foi por ele sábia e pacientemente construída.</p><p>O Brasil precisa de mais Tancredos.</p><p><strong>MINICRONOLOGIA DE TANCREDO NEVES</strong></p><p><strong>1910 </strong>– em 4 de março, Tancredo nasce em São João Del Rei (MG), filho de Francisco de Paula Neves e de Antomina de Almeida Neves. Concluiu o curso de Humanidades em 1927.</p><p><strong>1932</strong>: Após concluir o curso de Direito na Faculdade de Direito, em Belo Horizonte, é diplomado e monta escritório de advocacia em São João Del Rei, onde é nomeado promotor. Fica no cargo até 33.</p><p><strong>1935</strong>: Ingressa na vida política partidária: elege-se vereador em São João Del Rei, com a maior votação registrada na cidade.</p><div
id="attachment_11081" class="wp-caption alignright" style="width: 165px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-juscelino.jpg"><img
class="size-full wp-image-11081" title="tancredo-neves-juscelino" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-juscelino.jpg" alt="" width="155" height="250" /></a><p
class="wp-caption-text">Juscelino Kubitschek e o conselheiro Tancredo. A política ética, como tem que ser</p></div><p><strong>1937</strong>: Filia-se ao PNM – Partido Nacionalista Mineiro. Lidera a candidatura presidencial do escritor José Américo de Almeida, autor do clássico A Bagaceira.  Getúlio Vargas instala a ditadura do Estado Novo (1937-45). Tancredo volta para sua banca de advocacia em São João Del Rei.</p><p><strong>1945</strong>: fim do Estado Novo, os EUA – Estados Unidos da América, que vence a II Guerra Mundial, aliado à Inglaterra e a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, patrocina a democracia no mundo. O Brasil se redemocratiza. Tancredo Neves filia-se ao PSD – Partido Social Democrático e adere à candidatura do marechal Eurico Gaspar Dutra à Presidência da República.</p><p><strong>1947</strong>: Tancredo elege-se deputado estadual, com 5.266 votos, em 19 de janeiro.</p><p><strong>1950:</strong> Juscelino Kubitschek (PSD) se elege governador de Minas Gerais com 11.515 votos. E Tancredo, deputado federal. Nos anos seguintes, exerce inúmeros cargos importantes na Câmara.</p><p><strong>1953</strong>: Tancredo se licencia para ocupar o cargo de Ministro da Justiça de Getúlio Vargas.</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11082" class="wp-caption alignleft" style="width: 186px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-vargas.jpg"><img
class="size-full wp-image-11082" title="tancredo-neves-vargas" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-vargas.jpg" alt="" width="176" height="200" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">O presidente Getúlio Vargas e o seu ministro da Justiça, Tancredo Neves. Vargas teria dito a Tancredo: &quot;Aos amigos tudo, aos inimigos, a lei,&quot; conselho o mineiro de São João Del Rei preferiu ignorar, porque todos são iguais perante a lei.</p></div><p><strong>1954:</strong> O governo Getúlio está imerso numa crise política sem precedentes. O major – aviador Rubens Vaz é assassinato, num atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, principal opositor de Getúlio. Tancredo manda investigar o crime. Homens de confiança de Getúlio estão envolvidos. O vice-presidente Café Filho aconselha Getúlio que ambos renunciem. O Clube da Aeronáutica exige, em carta, a renúncia. Tancredo propõe a prisão dos signatários do documento e a decretação do estado de sítio. A idéia é recusada pelos ministros militares. A 23 de agosto Getúlio se licencia, mas, no dia seguinte, os generais reunidos com o ministro da Guerra, Zenóbio da Costa, reiteram a exigência do afastamento definitivo. No dia seguinte, Getúlio se suicida com um tiro no coração e muda toda a história. Tancredo participa do enterro do líder gaúcho no município de São Borja.</p><p><strong>1955</strong>: Dedica-se a articulação da candidatura de Juscelino Kubitschek à Presidência da República. Assume o cargo de diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, indicado pelo governador Clóvis Salgado, que substitui JK no governo.</p><p>1<strong>956</strong>: JK é empossado, depois de correr o risco de ser impedido por setores das Forças Armadas. Tancredo é conselheiro político de JK.</p><p><strong>1960:</strong> Candidata-se ao Palácio das Liberdade, mas perde para Magalhães Pinto (UDN), que viria a ser um dos principais conspiradores civis do golpe militar de 31 de março de 1964. Jânio Quadros se elege Presidente da República na sucessão de JK.</p><p><strong>1961</strong>: Jânio renuncia no dia 25 de agosto de 1961. O vice-presidente da República, João Goulart (PTB) estava em visita oficial à China.  Ministros militares vetam a posse de Jango, como era popularmente conhecido. O acusam de ligação com os comunistas. Tancredo e outros líderes articulam em busca de uma solução constitucional para a crise política. Propõe um regime misto, Presidencialismo e Parlamentarismo.</p><div
id="attachment_11083" class="wp-caption alignright" style="width: 490px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-presidente-121-480x3121.jpg"><img
class="size-full wp-image-11083" title="tancredo-neves-presidente-121-480x312" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tancredo-neves-presidente-121-480x3121.jpg" alt="" width="480" height="312" /></a><p
class="wp-caption-text">Tancredo Neves, derrotando a ditadura no Colégio Eleitoral.</p></div><p>Viaja ao Uruguai e convence Jango aceitar a fórmula política hibrida. A mudança é aprovada pelo Congresso Nacional. Jango toma posse em 7 de setembro. Tancredo é o primeiro-ministro. Ao ser escolhido, Tancredo afirmou: “O meu será um governo de centro, como tendências para a esquerda conservadora”.</p><p><strong>1962:</strong> Jango enfrenta inúmeras crises políticas. Greves, protestos, insatisfação social. Jango defende a volta ao Presidencialismo puro. O gabinete se demite em 6 de junho. Tancredo se elege deputado federal por MG.</p><p><strong> </strong></p><div
id="attachment_11084" class="wp-caption alignleft" style="width: 323px"><strong><strong><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Mahatma-Ghandi.jpg"><img
class="size-full wp-image-11084" title="Mahatma Ghandi" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Mahatma-Ghandi.jpg" alt="" width="313" height="400" /></a></strong></strong><p
class="wp-caption-text">Mahatma Ghandi: derrotou a poderosa Inglaterra sem dar um tiro.</p></div><p><strong>1963</strong>: Plebiscito decide pela volta ao Presidencialismo.  Tancredo é escolhido líder da maioria (de apoio a João Goulart) na Câmara.</p><p><strong>1964:</strong> Tancredo aconselha Jango a evitar participação no ato público de 30 de março, convocado por sargentos que questionam a hierarquia militar. Em vão. Jango é deposto no dia seguinte, 1º de abril. Por ser o dia da mentira, os militares disseram que o golpe se consolidara no dia 31 de março.</p><p><strong>1965</strong>: A ditadura impõe o bipartidarismo: Arena – Aliança Renovadora Nacional e MDB – Movimento Democrático Brasileiro. Tancredo filia-se ao MDB.</p><p><strong>1966</strong>: É reeleito deputado federal. Em dezembro de 1968, o regime militar extingue o Estado democrático de direito, com a edição do AI – 5 Ato Institucional Número 5.</p><p><strong>1970</strong>: Tancredo se reelege deputado federal com a maior votação de Minas Gerais: 59.094 votos.</p><p><strong>1973</strong>: Tancredo lança a anticanditadura do deputado Ulysses Guimarães à Presidência da República. O general Ernesto Geisel é o novo ditador de plantão.</p><p><strong>1974</strong>: A anticanditadura de Ulysses Guimarães dá fôlego ao MDB, que elege 16 dos 22 Senadores da República.   Tancredo volta à Câmara dos Deputados.</p><p><strong>1978</strong>: Tancredo se elege Senador da República.</p><p><strong>1979:</strong> O regime militar, numa estratégia política oportunista, para impedir um crescimento ainda maior do MDB, extingue o bipartidarismo. As novas legendas teriam que ter o nome Partido em suas sigas. Entre os partidos que são criados, o sucessor da Arena – PDS – Partido Democrático Social – e o PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro.</p><div
id="attachment_11086" class="wp-caption alignnone" style="width: 625px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/comicio-de-apoio-a-candidatura-de-tancredo-neves-a-presidencia-1.jpg"><img
class="size-full wp-image-11086" title="comicio-de-apoio-a-candidatura-de-tancredo-neves-a-presidencia-" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/comicio-de-apoio-a-candidatura-de-tancredo-neves-a-presidencia-1.jpg" alt="" width="615" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Franco Montoro, governador de São Paulo, reúne seus colegas do PMDB e promove comício de apoio a candidatura de Tancredo.</p></div><p><strong>1981</strong>: Tancredo deixa o PMDB para ser um dos fundadores do PP – Partido Popular, sendo escolhido por seus pares como presidente nacional da legenda.</p><p>Tancredo exige a volta da normalidade democrática.</p><p><strong>1982</strong>: Tancredo defende a fusão das correntes oposicionistas num só partido. PT – Partido dos Trabalhadores, PDT – Partido Democrático Trabalhista e PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, recusam a tese. Tancredo sepulta o PP, que se funde com o PMDB.</p><div
id="attachment_11087" class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/paulo-maluf.jpg"><img
class="size-full wp-image-11087" title="paulo maluf" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/paulo-maluf.jpg" alt="" width="280" height="295" /></a><p
class="wp-caption-text">Paulo Maluf, o V da vitória não funcionou no Colégio Eleitoral. A ditadura foi derrotada</p></div><p><strong>1983</strong>: Governador de Minas Gerais, Tancredo forma um Secretariado contemplando as forças políticas que o apóiam ao Governo.  No final do ano, o deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresenta a emenda constitucional que instituía eleição direta para Presidente da República, a histórica Diretas, já! A emenda canaliza a insatisfação política nacional contra o regime militar e o povo brasileiro e sua vanguarda vão às ruas. O general João Baptista Figueiredo é o ditador-presidente de plantão.</p><p><strong>1984</strong>:A campanha das diretas, já! ganha as ruas do Brasil. Cerca de 30 milhões de cidadãos participam ativamente de comícios e eventos. O locutor esportivo Osmar Santos é mestre-de-cerimônias do comício das diretas em São Paulo. A cantora Fafá de Belém emociona as multidões ao cantar o Hino Nacional. Inúmeros artistas, cantores, compositores, assumem a campanha pelas eleições diretas. A ditadura fica cada dia mais acuada. Mas a maioria governista derrota a emenda Dante de Oliveira no dia 25 de abril de 1984. O Brasil político e civil literalmente chora. As ruas do País foram pichadas pedindo diretas. Até o Congresso Nacional, em</p><div
id="attachment_11088" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/ulysses-guimarães.jpg"><img
class="size-full wp-image-11088" title="ulysses guimarães" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/ulysses-guimarães.jpg" alt="" width="400" height="388" /></a><p
class="wp-caption-text">O guerreiro Ulysses Guimarães</p></div><p>Brasília, foi pichado com a mensagem das diretas. O regime militar aceita que a eleição presidencial seja feita de forma indireta, por um Colégio Eleitoral congressista, acreditando na sua maioria. Ledo engano. Políticos habilidosos como Tancredo trabalham nos bastidores para minar o sistema por dentro. Mestre na arte da conciliação política, Tancredo convence o colega Ulysses Guimarães a aceitar a seguinte regra: se a eleição for direta, o candidato é ele, Ulysses. Se for indireta, é ele, Tancredo. “É tapa o nariz e ir ao Colégio Eleitoral, se isso for necessário. Poder ser ruim, mas não pode ser péssimo,” declarou Tancredo, ao ser indicado à disputa no Colégio Eleitoral, em 29 de junho. Em agosto, Tancredo renuncia ao governo de Minas para dedicar-se à campanha.</p><p><strong>1985</strong>: Em 15 de janeiro, Tancredo Neves e José Sarney derrotam os candidatos da ditadura, Paulo Maluf e Flávio Marcílio (ambos do PDS) no Colégio Eleitoral.</p><p>A chapa Aliança Democrática – o PT se recusou participar, porém alguns dissidentes votaram em Tancredo / Sarney, juntamente com os dissidentes do PDS da ditadura, como o então vice-presidente Aureliano Chaves (MG) – obtém 480 votos contra 180 de Maluf / Marcílio.</p><p>O ditador de plantão, João Figueiredo, que então odiava Tancredo Neves,</p><div
id="attachment_11089" class="wp-caption alignright" style="width: 232px"><a
href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/menezes-y-morais_por_ivaldo-cavalcante_5.jpg"><img
class="size-medium wp-image-11089" title="menezes y morais_por_ivaldo cavalcante_" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/04/menezes-y-morais_por_ivaldo-cavalcante_5-222x300.jpg" alt="" width="222" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Menezes y Morais, por Ivaldo Cavalcante</p></div><p>transfere o ódio político a Sarney, que deixará o PDS e fundara com Tancredo o PFL – Partido da Frente Liberal.</p><p>Tanto assim que o general não empossa Sarney, saindo à francesa pelas portas do fundo do Palácio do Planalto.</p><p>Tancredo adoece na própria madrugada do dia da eleição. Vive uma agonia que mobiliza o Brasil. São 38 dias de suspense até a morte, em 21 de abril de 1985.</p><p>O sepultamento foi três dias depois, com honras militares, em São João Del Rei.</p><p>* <strong>Menezes y Morais</strong>, jornalista, professor,</p><p>escritor, historiador</p><p>e editor da <strong>Nós – Fora dos Eixos.</strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2010/04/23/tancredo-neves-e-a-democracia-brasileira/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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