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><channel><title>Nós - Fora dos Eixos &#187; Coluna Pitacos</title> <atom:link href="http://www.nosrevista.com.br/categoria/opinioes-de-leitores-e-autores/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.nosrevista.com.br</link> <description>Revista Cultural e Literária</description> <lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 18:56:46 +0000</lastBuildDate> <generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Crer ou Não Crer?</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2009/08/21/crer-ou-nao-crer/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2009/08/21/crer-ou-nao-crer/#comments</comments> <pubDate>Fri, 21 Aug 2009 20:01:14 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Coluna Pitacos]]></category> <category><![CDATA[Crônica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=5407</guid> <description><![CDATA[Por Paulo Madeira *Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em números bem arredondados, vivem no Brasil uns dez milhões de adultos ateus e uns cem milhões de crentes.
E como, todavia, todos são inteligentes,  homo sapiens  que são,  é  forçoso concluir que a inteligência de um dos dois grupos estará sofrendo algum bloqueio [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Paulo Madeira *<br
/> </strong></p><div
id="attachment_5409" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><img
class="size-full wp-image-5409" title="michelangelo7.criaçãodohomem" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/08/michelangelo7.criaçãodohomem.jpg" alt="A Criação do Homem, de Michelangelo (1475-1563)" width="350" height="222" /><p
class="wp-caption-text">A Criação do Homem, de Michelangelo (1475-1563)</p></div><p>Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em números bem arredondados, vivem no Brasil uns dez milhões de adultos ateus e uns cem milhões de crentes.</p><p>E como, todavia, todos são inteligentes,  homo sapiens  que são,  é  forçoso concluir que a inteligência de um dos dois grupos estará sofrendo algum bloqueio ou  interferência.</p><p>Em princípio, se a inteligência fosse dádiva divina (como se acredita desde o Gênesis) ela levaria a todos ao mesmo  porto,  à mesma conclusão. E, neste caso, seria, obrigatoriamente, à conclusão de que  DEUS  EXISTE  (já que Ele seria o (existente!) presenteador da referida dádiva).</p><p>Mas, sem agredir a lógica, é admissível pensar-se também que a aptidão de pensar NÃO TENHA SIDO PRESENTE DE UM DEUS, mas  que tenha sido UMA RESULTANTE DA EVOLUÇÃO (a evolução que ocorreu no cérebro de um certo hominídeo, o que ficou  erectus,  habilis  e  sapiens).</p><div
id="attachment_5410" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img
class="size-full wp-image-5410" title="michelangelo.sagradafamília5" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/08/michelangelo.sagradafamília5.jpg" alt="Sagrada Família, de Michelangelo" width="400" height="405" /><p
class="wp-caption-text">Sagrada Família, de Michelangelo</p></div><p>É razoável (por ser inteligível) pensar-se, ainda, que foi exercitando essa inteligência nem divina nem espiritual, mas NATURAL (já que ela é biológica), que os filósofos começaram a formular OUTRAS conclusões.</p><p>E, veja só o que eles foram arranjar.  Uma delas é duvidativa&#8230;  É a conclusão de que estes  sapiens  que nós somos temos a capacidade de    IMAGINAR, de INVENTAR,  mas nem  por isso, ou talvez justamente por isso, NÃO podemos  GARANTIR  que a existência de um deus seja um fato.</p><p>A maioria das pessoas não gosta de gastar inteligência com especulações.  E os pobres dos animais não têm essa escolha a fazer.   E, não tendo, não sofrem inquietações e dúvidas filosóficas&#8230; Nem poderiam, coitados, uma vez que o potencial de que dispõem para pensar é muito restrito, não chega aos pés do tão bom que os humanos apresentam (mas nem sempre usam&#8230;)   Suas motivações limitam-se à luta pela sobrevivência, obedientes tão somente aos bitolados instintos, não produzindo pensamentos que se aproveitem&#8230;, discernimentos, encadeamentos lógicos etc.</p><p>E os humanos? Ah, estes não têm esta desculpa, porque podem olhar em volta, interpretar, inteligir, entender e decidir. E ficarem diante  de  duas possibilidades: CRER ou NÃO CRER.</p><p><img
class="alignleft size-thumbnail wp-image-5416" title="incertasincertezas.paulomadeira" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/08/incertasincertezas.paulomadeira5-150x150.jpg" alt="incertasincertezas.paulomadeira" width="150" height="150" /> * <strong>Paulo Madeira</strong>,</p><p>filósofo e cronista,</p><p>é autor dos livros<em> </em></p><p><em>Incertas Certezas</em></p><p>e  <em>Crenças Incríveis.</em><br
/> www.thesaurus.com.br</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2009/08/21/crer-ou-nao-crer/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Pensar</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2009/08/17/pensar/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2009/08/17/pensar/#comments</comments> <pubDate>Mon, 17 Aug 2009 16:16:36 +0000</pubDate> <dc:creator>Expediente</dc:creator> <category><![CDATA[Coluna Pitacos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=5251</guid> <description><![CDATA[Por Paulo Madeira *
Pensar percebendo que se o está fazendo parece banal e, aliás, o natural.   Mas, não!   Foi, na verdade, um ACHADO.   E, tão importante, que pavimentou a estrada para a Filosofia.
E perceber sem fantasiar, de conformidade com as reais realidades, foi outro achado, que também deveria ser o natural.    Mas, também não!
Levou muito [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Paulo Madeira *</strong></p><div
id="attachment_5256" class="wp-caption alignleft" style="width: 423px"><img
class="size-full wp-image-5256" title="413px-AUGUST_RODIN_O_pensador_(vista_frontal)" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/08/413px-AUGUST_RODIN_O_pensador_vista_frontal1.jpg" alt="O Pensador, escultura de August Rodin (1840-1917)" width="413" height="599" /><p
class="wp-caption-text">O Pensador, escultura de August Rodin (1840-1917)</p></div><p>Pensar percebendo que se o está fazendo parece banal e, aliás, o natural.   Mas, não!   Foi, na verdade, um ACHADO.   E, tão importante, que pavimentou a estrada para a Filosofia.</p><p>E perceber sem fantasiar, de conformidade com as reais realidades, foi outro achado, que também deveria ser o natural.    Mas, também não!</p><p>Levou muito tempo para os humanos começarem a desconfiar dos mitos e crenças que eles mesmos inventavam.   E mais ainda para começarem a substituí-los por conceitos resultantes de observações cuidadosas, testes, experimentações.</p><p>Os primeiros humanos a suspeitarem (antes de Shakespeare) de que havia, mesmo, muito mais mistérios entre o Céu e a Terra foram os gregos antigos, alguns poucos séculos antes de Cristo, portanto, só recentemente, aqui bem pertinho de nós&#8230;</p><p>E o que foi a motivação impulsionadora dessa façanha?  Foi  a coragem deles de não levar as crenças muito a sério e o gosto por especularem sobre o que viam na natureza e sobre a diversidade de opiniões encontradas nos contatos com povos vizinhos:  sim, eram OUTRAS as opiniões e, daí, também as crenças, os mitos, os costumes,  os saberes.</p><p>Como, então, distinguir quais seriam confiáveis?</p><p>O que eles concluíram, inteligente, corajosa e humildemente!, foi que se tratava apenas de suposições (inclusive as suas próprias opiniões, bem  INGÊNUAS  e  INCERTAS, aliás&#8230;)</p><p>E passaram então a pensar mais cuidadosamente.  Até com uma atitude quase filosófica.  Desconfiando das verdades estabelecidas pelos sacerdotes e passando a optar por pensamentos próprios.</p><p>Um  salto.  E que salto!   Começaram a fazer autocrítica e a querer, daí em diante, tudo bem entendido e esclarecido.</p><p>Os conceitos (para os gregos, os “logos”) teriam de ser definidos em função das realidades (ou das concepções a que se referissem).</p><p>Com este cuidado, fundamental (!),  eles foram deixando de ACEITAR (como antes faziam) explicações inventadas, imaginadas, imprecisas (ainda que dogmatizadas  pelas religiões ou tradições).</p><p>Mas, como ficar sem elas?   Ah, para substituí-las, agora com mais realismo!, começaram a produzir  OUTRAS EXPLICAÇÕES, desta feita tentando, ao invés de inventar, interpretar (fielmente) o que viam.</p><p>Nem sempre conseguiam fazê-lo perfeitamente, o que era natural e compreensível.   Mas o auspicioso é que começavam a se dedicar à tarefa de procurar  BEM  PENSAR.</p><p>Não foi por acaso que aí surgiu a figura de SÓCRATES, o pensador preocupado com ensinar a  PENSAR. E,  num crescendo, os gregos foram ficando curiosos, corajosos e, até, abusados.</p><p>Só que, por causa disso, passaram a incomodar o establishment, ao submeterem  saberes tidos como sagrados a  reflexões independentes, duvidando deles também.</p><p>Esse demolidor método de duvidar &amp; repensar, fazendo “juízos de realidades”, era um perigo&#8230; Poderia  desmantelar  o  arcabouço de crenças baseadas em mitos. E vieram inevitáveis conflitos.</p><p>Mas eles foram aos poucos sendo superados, e o saber leigo foi tomando o lugar que lhe cabia na mente dos mais inteligentes. E estes, felizmente para a humanidade, construíram as bases do mundo que agora temos.</p><p>Fantástico, apesar das crenças de que, incrivelmente, este nosso Mundo ainda está abarrotado&#8230;</p><p>O que você acha disso?</p><p><strong>Serviço</strong><br
/> <strong></strong></p><p><img
class="alignleft size-full wp-image-5253" title="incertasincertezas.paulomadeira" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/08/incertasincertezas.paulomadeira.jpg" alt="incertasincertezas.paulomadeira" width="197" height="300" /></p><p><strong>* Paulo Madeira </strong></p><p>é filósofo</p><p>e cronista.<strong></strong><br
/> Autor dos livros</p><p><em>Incertas Certezas</em></p><p>e  <em>Crenças Incríveis. </em></p><p><em></em>www.thesaurus.com.br</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2009/08/17/pensar/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Síndrome psicológica?</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2009/04/24/sindrome-psicologica/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2009/04/24/sindrome-psicologica/#comments</comments> <pubDate>Fri, 24 Apr 2009 11:56:18 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Coluna Pitacos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=4414</guid> <description><![CDATA[Por Paulo Madeira*
Disseram-lhe que as certezas religiosas foram reveladas por Deus?   Analisar isto é oportunidade de um bom treino filosófico:  Será que Deus se revelaria a alguns escolhidos, e os outros precisariam confiar nesses “alguns”?
Se você aceitar isto, não estará abdicando de sua própria capacidade de avaliar as coisas?   Não [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Por Paulo Madeira*</p><p>Disseram-lhe que as certezas religiosas foram reveladas por Deus?   Analisar isto é oportunidade de um bom treino filosófico:  Será que Deus se revelaria a alguns escolhidos, e os outros precisariam confiar nesses “alguns”?</p><p>Se você aceitar isto, não estará abdicando de sua própria capacidade de avaliar as coisas?   Não se estará deixando sugestionar e expondo-se a ser enganado?   Há que filosofar.   Então, queira saber:  Por que se crê ?   Ah, só Deus sabe&#8230;   Mas, dizem que nós temos de crer em Suas revelações.   Mas, quem o diz?   Ele próprio?   Bom, quem nós vemos dizendo são os “emissários”, que seriam os porta-vozes das divinas palavras.</p><p>De tanto eles nos admoestarem e anunciarem castigos eternos, até mentes não muito crentes se rendem à precaução e passam a tentar salvar não apenas a pele&#8230;, mas também a ALMA.</p><p>Como ?   C R E N D O. Ainda que, no íntimo, com mais medo do que com fé ou convicção genuínas. Muito psicológico, isto, não é? Ademais, não parece nada gentil para com Deus forçar a barra assim&#8230; Forçar a porta do Ceu desse jeito tão interesseiro!</p><p>Mas, ante a inevitável expectativa da morte, acrescida da ameaça de vida posterior, eterna, é mais seguro não se arriscar&#8230;</p><p>Entretanto, com a razão e a lógica, usando-as sem as amedrontadoras apreensões sobre o desconhecido, as cabeças inquiridoras não chegam a Deus.   Até o insuspeito Santo Tomás de Aquino que, apesar de doutor da Igreja, reconhecia e valorizava a razão, pulou para a fé&#8230;, considerando-a o veículo que garantiria o acesso a Deus (e Suas “verdades”) e, daí, o ingresso no Ceu.</p><p>É, porém, visível que a “revelação de Deus” e/ou Sua “iluminação” não são doadas paternal e democraticamente a todos, por mercê de Deus-Pai.   E isto não combina nem com essa Sua ‘paternidade’, nem com os teologicamente propalados atributos do Deus-Único, como bondade, justiça, amor etc., estas características antropomórficas, tiradas do teórico ideal de humano ideal.<br
/> Estas são dúvidas que a Filosofia propõe. Quer encará-las?</p><p>* Paulo Madeira é filósofo e autor do livro <a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/1543/incertas-certezas/?affid=nosrevista" target="_blank">Incertas Certezas</a>, publicado pela Thesaurus Editora</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2009/04/24/sindrome-psicologica/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Por que nem todos creem?</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2009/03/13/por-que-nem-todos-creem/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2009/03/13/por-que-nem-todos-creem/#comments</comments> <pubDate>Fri, 13 Mar 2009 14:57:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Coluna Pitacos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=3951</guid> <description><![CDATA[Por Paulo Madeira*
Nem Santo Agostinho sabe&#8230;   Será porque os mistérios é que são os objetos das fés?   Ainda que sendo eles inatingíveis?   Para pessoas não-crentes, eles não dizem nada&#8230;   Certamente, por serem “o que não sabemos”, embora sejam o que CREMOS.
Mas, como O QUE NÃO SABEMOS servir de base, de fundamento para o que se [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Por Paulo Madeira*</p><p>Nem Santo Agostinho sabe&#8230;   Será porque os mistérios é que são os objetos das fés?   Ainda que sendo eles inatingíveis?   Para pessoas não-crentes, eles não dizem nada&#8230;   Certamente, por serem “o que não sabemos”, embora sejam o que CREMOS.</p><p>Mas, como O QUE NÃO SABEMOS servir de base, de fundamento para o que se pretende que seja O VERDADEIRO SABER?   Ah, isto Santo Agostinho sabe, mas a Filosofia, não&#8230;</p><p>Então, apelemos para a Psicologia.   Será porque as nossas insuficiências mentais não conseguem decifrar mistérios?   E, no afã de supri-las, serão as inseguranças psicológicas que induzem os crentes a abraçarem fés, emocionalmente?</p><p>Se for, não será filosófico.   Mas é muito adotado.   Por quê?   Será porque proporciona uma certa quietude em quem fica convicto de que achou a verdade?   E isto serena os corações crédulos, embora não aplaque as mentes filosóficas?</p><p>É bem terapêutico, mas não curativo&#8230;   Se você não é um daqueles corações, continue filosofando.</p><p>Filosofar é pensar sobre qualquer assunto sem rédeas controladas de fora, presa a dogmas.   Sem compromissos com verdades preestabelecidas, por outrem.   Mesmo as consagradas.</p><p>Se você fizer isto, do ponto de vista psicológico, não sei o que poderá lhe acontecer. Mas, poderá ser ótimo se você estiver querendo virar filósofo&#8230;   Neste caso, você vai descobrir que, ao invés de temer as dúvidas, será excitante lidar com elas.   Você passará a descobrir nelas uma fecundidade antes insuspeitada.   E começará a desconfiar das “certezas” religiosas.   A perceber que elas são fé, esperança, confiança, uma confortável síndrome psicológica, menos certezas reais.   Enfim, essas certezas serão subprodutos da emoção, não da razão.</p><p>* Paulo Madeira é filóso e autor do livro <a
href="http://www.thesaurus.com.br/livro/1543/incertas-certezas/?affid=nosrevista" target="_blank">Incertas Certezas.</a></p><p>Para assistir o vídeo com entrevista com Paulo Madeira clique <a
href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=207504" target="_blank">aqui</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2009/03/13/por-que-nem-todos-creem/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A   Religiosidade</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2009/02/20/a-religiosidade/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2009/02/20/a-religiosidade/#comments</comments> <pubDate>Fri, 20 Feb 2009 20:15:50 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Coluna Pitacos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=3647</guid> <description><![CDATA[Por Paulo Madeira
Graças à linguagem e ao pensamento nascentes, os homens primitivos se safaram de dificuldades de sobrevivência, de indomáveis intempéries, climas hostis, feras etc. com mais sucesso do que se ainda não os tivessem desenvolvido, bem como a aptidão tão valiosa da INTELIGÊNCIA.
Não sei se foi por causa dela, da inteligência, com mais a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Por Paulo Madeira</p><p><img
class="alignright size-full wp-image-3648" title="religiosidade" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/02/religiosidade.jpg" alt="religiosidade" width="238" height="238" />Graças à linguagem e ao pensamento nascentes, os homens primitivos se safaram de dificuldades de sobrevivência, de indomáveis intempéries, climas hostis, feras etc. com mais sucesso do que se ainda não os tivessem desenvolvido, bem como a aptidão tão valiosa da INTELIGÊNCIA.</p><p>Não sei se foi por causa dela, da inteligência, com mais a linguagem e o pensamento, ou se foi apesar delas, destas três aptidões bem humanas, que eles criaram a RELIGIOSIDADE   E, com ela, passaram a ACREDITAR e a tudo que vem junto com as crenças.</p><p>Que incrível, não é?   Mas, parece que foi assim mesmo&#8230;   Há fortes suspeitas de correlação entre fenômenos da natureza e o surgimento de sentimentos religiosos entre os homens primitivos.   Parece que, originariamente, foi por medo que eles passaram a rezar e a tentar barganhar com as divindades que eles mesmos inventavam para obter piedade e proteção dos deuses, supostamente autores dos fenômenos naturais e intempéries perigosas, como tempestades, raios, trovões, vulcões, terremotos etc. etc.</p><p>Para tanto, instituíram as oferendas.   Depois, evoluindo&#8230;, passaram a imolar inocentes, os fracos ou indefesos, como cordeiros, crianças, virgens,etc.</p><p>Oferendas ‘oferecidas’, isto é, ‘inxiridas’, uma vez que, evidentemente, as divindades nunca pediram nada.   Até por serem elas imaginárias.  Com um pouco de bom senso, vê-se logo que, mesmo que elas fossem reais, não teriam razões (divinas!) para pedir aquelas crueldades:  imolar inocentes para aplacar não as iras dos deuses, mas as neuróticas paranoias de pagés sacerdotais.</p><p>E as oferendas de hoje, os dízimos, às vezes também muito crueis, guardam alguma semelhança?   E todos os artifícios e preleções para a manutenção e condução de “fieis” bem fieis?   Terão outras motivações adicionais?   Bem adicionadoras, aliás&#8230;?</p><p>Se você não quiser delegar o comando de sua vida, PENSE.   Não seja um cordato cordeiro.   Seja você mesmo o seu pastor.</p><p>Paulo Madeira, autor dos livros <a
title="Comprar livro pela Internet" href="http://www.thesaurus.com.br/livro/1543/incertas-certezas/?affid=nosrevista" target="_blank">Incertas Certezas</a> (2006 –R$12,00) e Crenças Incríveis (em breve)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2009/02/20/a-religiosidade/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Utopias</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2009/02/07/utopias/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2009/02/07/utopias/#comments</comments> <pubDate>Sat, 07 Feb 2009 13:52:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Coluna Pitacos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=3428</guid> <description><![CDATA[Por Paulo Madeira*
Para produzirem-nas ou enxergarem-nas, os “corações” de pensadores generosos costumam estar libertos de bitolas crédulas, isto é, não estar dependentes (e, muito menos, escravos) de CRENÇAS subjetivas, psicológicas, não constatadas, mas, antes, inventadas.
O que impulsiona seus “corações generosos” não são dogmas, verdades absolutas, espirituais ou divinas.   São, ao contrário, verdades relativas, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Por Paulo Madeira*</p><p><img
class="alignleft size-full wp-image-3429" title="utopia" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/02/utopia.jpg" alt="utopia" width="450" height="450" />Para produzirem-nas ou enxergarem-nas, os “corações” de pensadores generosos costumam estar libertos de bitolas crédulas, isto é, não estar dependentes (e, muito menos, escravos) de CRENÇAS subjetivas, psicológicas, não constatadas, mas, antes, inventadas.</p><p>O que impulsiona seus “corações generosos” não são dogmas, verdades absolutas, espirituais ou divinas.   São, ao contrário, verdades relativas, porém, viáveis, ainda que humanas, provisórias, mas capazes de erguer trampolins mentais, dos quais pulam e pairam por sobre crenças medrosas.<br
/> Em vez delas, eles veem as utopias através das lentes de seus óculos mentais aventureiros.   Elas, decididamente, não florescem sob o peso de crenças.   Por isso, é mais rico NÃO CRER.   Levando alguém a fazê-lo, estamos aproximando esse alguém do “Velho Sábio”, de Einstein, o qual deixou claro que esse seu Velho Sábio não é uma divindade antropomórfica e pessoal.   E assim sendo, não adiantaria tentar, porque esse Velho seria imune a nossas importunas aproximações ou “re-ligações” via “re-ligiões”&#8230;</p><p>E as utopias, como ficam?</p><p>A crença básica dos hebreus e sua cosmogonia, que vieram a ser as nossas, relatam que seu Deus teria esperado um tempão (desde toda a eternidade) pelo “povo escolhido”, esse até hoje guerreiro e brigão&#8230;, ao qual estaria “prometido” novo “paraíso” ali, naquelas terras, que, como outros imaginados, duraria para sempre.   Ambiciosos, eles&#8230;</p><p>Só que o conceito de “esperar” não se coaduna muito apropriadamente com a ideia de eternidade.   Então, em vez de CRER, para produzir utopias viáveis, talvez seja melhor FILOSOFAR&#8230;</p><p>Paulo Madeira, autor dos livros <a
title="Comprar livro pela Internet" href="http://www.thesaurus.com.br/livro/1543/incertas-certezas/?affid=nosrevista" target="_blank"><em>Incertas Certezas</em></a> (2006 –R$12,00)  e  Crenças Incríveis (em breve)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2009/02/07/utopias/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A alma</title><link>http://www.nosrevista.com.br/2009/01/31/a-alma/</link> <comments>http://www.nosrevista.com.br/2009/01/31/a-alma/#comments</comments> <pubDate>Sat, 31 Jan 2009 12:48:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Redação</dc:creator> <category><![CDATA[Coluna Pitacos]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.nosrevista.com.br/?p=3348</guid> <description><![CDATA[Autor: Paulo Madeira*
Aos poucos, o homem primitivo foi aperfeiçoando seus mitos.   Mas, bota tempo nisso&#8230;   Entretanto, de tanto passar o tempo (milhares e milhares de anos de evolução) foi se forjando nele uma certa NECESSIDADE, junto com o desenvolvimento de sua mente.   Qual necessidade?   A de EXPLICAR (para si mesmo) não só as coisas, como [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Autor: Paulo Madeira*</p><div
id="attachment_3349" class="wp-caption alignleft" style="width: 207px"><a
title="Comprar livro pela Internet" href="http://www.thesaurus.com.br/livro/1543/incertas-certezas/?affid=nosrevista" target="_blank"><img
class="size-full wp-image-3349" title="incertas_certezas_paulo_madeira" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/01/incertas_certezas_paulo_madeira.jpg" alt="Paulo Madeira lançou o livro Incertas Certezas de filosofia questionando temas polêmicos" width="197" height="300" /></a><p
class="wp-caption-text">Paulo Madeira lançou o livro Incertas Certezas de filosofia questionando temas polêmicos</p></div><p>Aos poucos, o homem primitivo foi aperfeiçoando seus mitos.   Mas, bota tempo nisso&#8230;   Entretanto, de tanto passar o tempo (milhares e milhares de anos de evolução) foi se forjando nele uma certa NECESSIDADE, junto com o desenvolvimento de sua mente.   Qual necessidade?   A de EXPLICAR (para si mesmo) não só as coisas, como também suas capacidades mentais.</p><p>Era tudo muito intrigante.</p><p>E então ele acabou por bolar um mito sensacional.   Tão bom que perdura até hoje.   Qual?   A ideia de que existiria, dentro dele, um ente espiritual, uma ALMA, encarregada de tudo que não fosse físico, força, movimento.</p><p>Ela, esse algo “espiritual”, é que seria o algo que produzia tudo o que ele sentia e pensava, tudo o que, nele, era emocional e mental.</p><p>Hoje, os neurocientistas dizem que quem faz tudo isso é um cérebro material, feito de neurônios etc.</p><p>Sendo a alma ou o cérebro quem pensa, estava implícita, desde o início, e perdura até hoje, a CRENÇA de que a alma não é um mito, mas algo que existe, de fato, e, ainda por cima, é IMORTAL.</p><p>As religiões pressupõem a crença nela, além de em divindades (sem o que religiões não teriam razão de ser).   Mas, será que alma existe, mesmo?   Ou é apenas algo teórico, mais um mito, uma ideia, uma bolação que surgiu para atender à necessidade (psicológica!) que os humanos já sentiam desde os primórdios e que, como o <em>homo sapiens</em> continua basicamente o mesmo, muitíssimas pessoas ainda sentem, também hoje, de acreditarem em outra vida, após a morte?   É um poderoso, embora inócuo, consolo.</p><p>Paulo Madeira, autor dos livros <a
title="Comprar livro pela Internet" href="http://www.thesaurus.com.br/livro/1543/incertas-certezas/?affid=nosrevista" target="_blank">Incertas Certezas</a> (2006 –R$12,00)  e  Crenças Incríveis (em breve)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.nosrevista.com.br/2009/01/31/a-alma/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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